quarta-feira, 6 de junho de 2018




Carta de São Paulo aos Coríntios de hoje
Paróquia
Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta a margem da história, não sirvo para nada.
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.
Dom Helder Câmara, parafraseando 1Cor 13,1-13.

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quinta-feira, 24 de maio de 2018


Deixo uma resposta para cada afirmação na foto abaixo, para quem deseja saber se o dízimo é para os nossos dias. Confira os textos bíblicos. Vamos berear? rsrs


1 - Não se pode afirmar que o dízimo era apenas mantimento, porque nem todos os israelenses eram ruralistas. Provérbios 3:9,10  "Honre o Senhor com TODOS OS SEUS RECURSOS e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. 

2 - Alguém tinha que receber o dízimo e as ofertas, né? E Deus escolheu os levitas que trabalhavam na sua obra, no entanto, eles eram acompanhados por um sacerdote naquela tarefa.

"Um sacerdote descendente de Arão deverá acompanhar os levitas quando receberem os dízimos, e os levitas terão que trazer um décimo dos dízimos ao templo de nosso Deus, aos depósitos do templo." (Neemias 10:38).

3 - "Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente." (Deuteronômio 14:22).

O Dízimo era algo tão sagrado que Deus ao permitir que os israelitas comessem dele, também separava o lugar onde eles deveriam comer e com temor diante de Deus. 

"Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que Ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus.
Mas, se o local for longe demais e vocês tiverem sido abençoados pelo Senhor, pelo seu Deus, e não puderem carregar o dízimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pôr o seu Nome é longe demais, TROQUEM o dízimo POR PRATA, e levem a PRATA ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido.
Com PRATA comprem o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou qualquer outra coisa que desejarem. Então juntamente com suas famílias comam e alegrem-se ali, na presença do Senhor, do seu Deus." (Deuteronômio 14:23-26).

"E nunca se esqueçam dos levitas que vivem em suas cidades, pois eles não possuem propriedade nem herança próprias." (Deuteronômio 14.27).

Lembrando da Palavra: "Não atarás a boca ao boi que debulha" (Deuteronômio 25.4) .
pois a Escritura diz: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário". (1 Timóteo 5:18). Ou seja um verdadeiro pastor ou líder, merece o seu salário se ele se dedica exclusivamente a obra de Deus.

Cada ano os israelitas teriam que levar os seus dízimos ao Senhor e o Senhor lhes dava o banquete daquele dízimo, conforme eles desejassem (Versículo 26), no entanto, perceba que a ordem era: "Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade, (Deuteronômio 14:28).

4 - Deus falou para os levitas: "Vocês e suas famílias poderão comer dessa porção em qualquer lugar, pois é o salário pelo trabalho de vocês na Tenda do Encontro." (Números 18:31)

Mas até mesmo eles deveriam devolver ao Senhor dez por cento dos dízimos que eles recebiam.
"Diga o seguinte aos levitas: Quando receberem dos israelitas o dízimo que lhes dou como herança, vocês deverão apresentar um décimo daquele dízimo como contribuição pertencente ao Senhor." (Números 18:26).

"Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade, para que os levitas, que não possuem propriedade nem herança, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, o abençoe em todo o trabalho das suas mãos. (Deuteronômio 14:28,29).

Veja que a prática de ajudar os desamparados é uma máxima em toda  a palavra. Quando as viúvas dos judeus de fala grega foram negligenciadas, houve questionamento e os discípulos tomaram logo uma decisão para que todas fossem atendidas:

 "Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento." (Atos 6:1).

"Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia.
No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.
Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria" (2 Coríntios 8:1,2,3).

Infelizmente a igreja tem negligenciado o cuidado com a sua própria família que são os irmãos em Cristo. "Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus," (Efésios 2:19).

Veja que os dízimos eram desfrutados também pelos sacerdotes:

"Assim, vocês apresentarão uma contribuição ao Senhor de todos os dízimos que receberam dos israelitas. DESSES DÍZIMOS VOCÊS DARÃO A CONTRIBUIÇÃO DO SENHOR AO SACERDOTE ARÃO. E deverão apresentar como contribuição ao Senhor a melhor parte, a parte sagrada de tudo o que for dado a vocês." (Números 18:28,29").

5 - Precisa-se berear para não afirmar o que não entendemos.

O profeta Malaquias não só repreende os sacerdotes, mas toda a nação de Israel. Veja que o primeiro capítulo Deus começa repreendendo Israel.

"Uma advertência: a palavra do Senhor contra Israel, por meio de Malaquias." (Malaquias 1:1).

Deus mostra a sua indignação contra o povo: "Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria eu aceitá-los de suas mãos? ", pergunta o Senhor. (Malaquias 1:13), dentre outras práticas como casarem com mulheres que adoravam outros deuses, se divorciando da mulher da sua mocidade, etc.

"Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos? ’ Nos dízimos e nas ofertas.
Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando; A NAÇÃO TODA ESTÁ ME ROUBANDO. (Veja que não eram os sacerdotes, até porque eles dependiam dos dízimos e ofertas do povo).
"Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las." (Malaquias 3:8-10).

É importante observar que o ofertar e o dizimar, em si, não trariam as bênçãos prometidas, Deus exigia obediência e santidade em toda a maneira de viver.

6 - Sim, o devorador realmente se refere ao castigo de Deus com estia, pragas, conforme podemos ver nas várias vezes que Deus castigou o seu povo. Exemplo:
"O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu." (Joel 1:4).

No entanto, Deus não está limitado a determinados castigos, se Ele quer soprar sobre os bens de alguém em particular, Ele o faz. Mas podemos perceber que Deus tratava Israel de uma forma bem peculiar.

 Abrão antes de se chamar Abraão ofereceu voluntariamente o dízimo, uma questão de gratidão:

"Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra.
E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos". E Abrão lhe deu o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20).

"Jacó voluntariamente disse a Deus: "Então Jacó fez um voto, dizendo: "Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente Te darei o dízimo". (Gênesis 28:20-22).

É linda a sensibilidade de Abel, tantos anos antes das ordens do Senhor, ele fez exatamente o que Deus pediria ao seu povo. É bem importante que percebamos que Deus não aceita oferta, sem santidade, exemplo: Caim.

"Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou." (Gênesis 4:4,5).

7 - Nunca ouvi nenhum líder ou pastor falar esta asneira, a não ser que algum mercenário ou ignorante total das Escrituras esteja usando este meio escuso para arrancar dinheiro dos ignorantes. Todos nós sabemos que o paraíso está destinado aos lavados no sangue de Jesus. 

"Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito," (1 Pedro 1:18,19).

Em fim meu amigo de gêneses a apocalipse se fala sobre o dízimo. O Hernandes Dias Lopes, tem vários textos sobre o assunto, copiei aqui um pequeno parágrado de um deles:

"Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42)."

O dar o dízimo eu vejo como uma questão de gratidão e fé.

Por Guiomar Barba
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terça-feira, 20 de março de 2018

O LADRÃO E A LADRA


                                          
Estávamos no Parque Municipal de Belo Horizonte, quando um cidadão vinha ofegante correndo atrás de um ladrão que assaltava na feira hippie da Av. Afonso Pena. Ele conseguiu alcançar o ladrão que lhe estendeu a mão intentando enganá-lo. O cidadão mandou-o dar a volta e tirando do seu bolso uma caixa com o óculos roubados, mandou-o embora. Poucos minutos depois uma gritaria e uns dez policiais passaram por nós correndo e logo depois voltaram com o ladrão algemado e uma multidão aplaudindo o trabalho deles. “Muito bem!”


Apesar do número de policiais e da multidão ensandecida, o sujeito agrediu um dos policias deixando os sinais das suas unhas no seu braço.
Enquanto um policial revistava o sujeito, eu me aproximei dele e comecei a lhe falar do quanto ele era amado por Deus, ao que ele me respondeu prontamente: “Eu sei.” 
Olhei aqueles rostos felizes, delirantes com a prisão daquele jovem e minha lembrança penetrou as celas de um cárcere, escola para marginais. Lugar de violência que gera violência. Sabia também que logo, logo, aquele sujeito estaria novamente nas ruas, mais cheio de ódio e disposto até mesmo, quem sabe, a matar o cidadão que o perseguiu.



Mas o que mais gritava dentro de mim era a hipocrisia em que vive a nossa sociedade. Dos ladrões declarados, nos cuidamos contra eles como podemos, mas dos ladrões disfarçados não temos como nos esconder.



Naquela mesma semana estivemos no Shopping Estação de Belo Horizonte. Minhas cunhadas, estrangeiras, foram comprar dois botões de rosas para decorar um presente. Lá estava uma garota, arrumadinha, trabalhando, vendendo flores. Que lindo! Quem diria que ali estava uma ladra oportunista...



Minha cunhada lhe deu uma nota de cinquenta reais. Ela tomou a nota em sua mão, mas falou que não tinha troco, eu lhe estendi uma nota de dez reais, ela também disse que não tinha troco, meu marido então contou moedas e lhe deu exatamente o preço dos botões de rosa. Daí eu vi que ela estava com os cinquenta reais na mão como se fosse guardar, mas esperei que a minha cunhada pediria o seu dinheiro e me distraí. Saímos dali e logo depois, minha cunhada se deu conta de que a garota não tinha lhe devolvido os cinquenta reais, então voltou lá com seu irmão e um sobrinho e falou com a moça que ela não tinha devolvido o dinheiro... simplesmente ela negou deixando a minha cunhada, apesar de indignada, impotente. Como ela poderia provar que a vendedora não devolveu o seu dinheiro?
Aquela garota por certo, continua no seu trabalho “honesto,” roubando os mais confiantes, a final é vendedora no Shopping Estação.



Esta mesma sociedade que grita: “Pega o ladrão!” Talvez na sua grande maioria é ladrão oportunista “legal”: no Planalto; nas lojas; nas feiras; nos salões de beleza; nos serviços informais; nos transportes; aonde não?



“Pega o ladrão!” E todos eles olham para alguém que está correndo na rua...



17.03.2018
Guiomar Barba.








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quarta-feira, 14 de março de 2018

AS PROMESSAS DE DEUS


                                                         

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas” Mateus 6.33.
Pr. Jair Rocha.

Tenho ouvido várias pessoas relatarem que tem “promessa de Deus” referentes a certas circunstâncias particulares, e portanto vivem uma expectativa, principalmente quando algumas dessas “promessas” teriam sido proferidas por algum “vaso” que Deus teria usado.

Não sou cético, não sou incrédulo. Eu creio que Deus fala hoje, quer pela sua Palavra Escrita, quer através de pessoas, quer diretamente ao nosso ouvido interior ou como bem lhe aprouver falar, de tal forma que sua palavra fará aquilo que Lhe apraz (Isaías 55:11).

Como sempre, há um uso equivocado das Escrituras, ou um uso iníquo, maligno como o próprio maligno usou ao tentar Jesus, e esse uso, muito frequentemente, busca fortalecer uma fé cujo fundamento é areia e não a Rocha levando pessoas incautas a se valer de promessa das Escrituras que diziam respeito a pessoas específicas ou a Israel ou a outros povos em circunstâncias específicas, exclusivas.

Devemos compreender que as promessas de Deus registradas nas Escrituras, muitas que já se cumpriram nos ensinam sobre princípios que regem o caráter de Deus, como por exemplo: sua fidelidade, poder e soberania para cumprir o que efetivamente promete. E os princípios sobre os quais Deus age, esses são imutáveis como Ele é imutável.

Fica evidente que grande parte das promessas não dizem respeito a Igreja mas estavam circunscritas a evolução da história contexto preparatório ao surgimento da Igreja, povo de Deus, herdeiros da fé de Abraão, sua descendência espiritual (em número como as estrelas do céu e como os grãos de areia da praia) a ele prometida. Para essa descendência estão escritas várias promessas coletivas e individuais muitas já historicamente cumpridas e algumas cujo cumprimento esperamos.

Precisamos aprender a distinguir promessas cumpridas como conteúdos de princípios que, esses dizem respeito a nós: “O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não em baixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir” Deuteronômio 28:13

Levantemos então algumas questões pertinentes:
• O diácono Estêvão morto por apedrejamento era desobediente aos mandamentos, estava por cima ou por baixo, era cauda ou cabeça?
• Os apóstolos Pedro e Paulo martirizados no final do seu ministério e a Igreja dizimada pelo imperador Nero eram cabeça ou cauda, estavam por cima ou por baixo, eram desobedientes aos mandamentos?
• Mais recentemente no século XIV, Jonh Huss queimado vivo em uma fogueira era cabeça ou cauda, estava por cima ou por baixo?
• Conforme dados levantados pelo Pr. James Kennedy, cerca de 40 milhões de pessoas martirizadas ao longo da história da igreja do Senhor Jesus eram cauda ou cabeça, estavam por cima ou por baixo, foram desobedientes aos mandamentos?

Teria então Deus falhado na sua promessa para com os obedientes filhos da fé de Abraão?

A falta de estudo sério e comprometido da Bíblia é a razão porque muitas pessoas cedem facilmente ao ensino falso de que os salvos por Jesus não sofrem, não passam privações e em tudo são vitoriosas materialmente, sempre cabeça e não cauda, sempre por cima e não por baixo.

O verso 13 de Deuteronômio 28 nos ensina o resultado de andar com Deus e ser perfeito em razão do amor a Deus e na esperança da vida que há de vir prefigurada pela caminhada de Israel no deserto e pela vida que deveria viver sob bênção na terra da promessa. Várias outras promessas nos revelam a fidelidade incondicional de Deus e as promessas que dizem respeito a esta vida sempre nos ensinam obediência também incondicional tendo como resultante a provisão necessária tal como em Mateus 6:33.

O mandamento de Jesus dado após enfatizar o cuidado de Deus, tem como consequência natural a provisão: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça” ... (mandamento) “e as demais coisas vos serão acrescentadas” (provisão). Há que haver esforço de conhecimento e de busca. O que é o Reino de Deus, o que é a sua justiça a serem buscados?

A priori duas coisas interessantes nos chama a atenção em relação ao Reino de Deus; a primeira delas é a certeza de que esse reino não é deste mundo (João 18:36) e a outra é que o reino não é comida e nem bebida mas “gozo, paz e alegria no Espírito Santo” Romanos 14:17. Outra coisa tem a ver com a justiça do reino cujo termo “justiça” no sentido original vai além da questão legal como conhecemos em nossa cultura, mas com o ordenamento de todas as coisas, tanto valores morais, como equilíbrio das forças da natureza, preservação da vida, etc.

Buscar o reino de Deus e a sua justiça significa viver a piedade cristã e essa vivência permite experimentar o seu conteúdo que são duas promessas: uma para esta vida (“se alguém me ama guardará a minha palavra e Eu e o Pai viremos a ele e nele faremos morada” João. 14:23; João 14:16-18), e outra promessa para a vida que há de vir: “vou preparar-vos lugar. Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver vocês estejam também” João14:1. É assim que o apóstolo Paulo escreveu ao pastor Timóteo (I Timóteo 4:8). Portanto, da parte de Deus essas são as promessas essenciais e indispensáveis.


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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018



“A MINHA GRAÇA TE BASTA, PORQUE O PODER SE APERFEIÇOA NA
FRAQUEZA” 
II Cor. 12:9

No exercício da sua fé o apóstolo Paulo já havia experimentado muitas maravilhas procedentes do Reino Celestial. Foi chamado pelo próprio Cristo glorificado em uma teofania; viu anjos fazendo pesadas grades de prisão se abrirem; por sua ação viu enfermos sendo curados; reprendeu espíritos imundos e assim libertou cativos; por sua palavra viu centenas de pessoas rendidas ao senhorio de Cristo. Mas quando quis exercer sua fé, e utilizar sua experiência em benefício pessoal descobriu pela voz de Deus que a graça do Pai lhe seria indescritivelmente melhor do que a solução de um inquietante desconforto, provavelmente no corpo.  
  

Quase dois mil anos são decorridos desde as narrativas do apóstolo e ainda hoje a graça, para alguns privilegiados, tem sido concedida como alternativa à solução de graves incômodos, a despeito da fé que leva o portador a reivindicar o alívio.

SACRIFÍCIO VERSUS A GRAÇA.

Sim, Deus fala hoje!
Certo jovem, no desfrute do seu progresso profissional, em vias de uma almejada promoção, vivenciando o mel do princípio da vida conjugal com uma bela esposa, repentinamente se depara com o que, para qualquer pessoa em momento semelhante da vida, seria uma trágica e terrível guinada.


Sem saber, o jovem matinha hibernando em seu corpo, talvez por anos, um micro organismo portador de virulência devastadora. O mal despertou e se alojou em sua coluna danificando circuitos nervosos controladores de todos os músculos desde o abdômen até os pés, provocando avassaladora e irreversível paralisia, e desequilíbrio emocional. Intercorrência desestruturadora não somente pessoal mas dos relacionamentos da vida em todos os seus aspectos.


A fé religiosa e a medicina seriam a esperança possível. Familiares, a irmandade da fé, os amigos, profissionais da saúde, todos mobilizados em orações e ações na busca de uma solução; desejo frustrado até agora.


O jovem casal descobriu e passou a vivenciar o amargo gosto de uma indispensável e radical readequação ao modus vivendi, inclusive experienciando o comportamento dos, por assim dizer, “amigos de Jó”, além do dilema entre a abdicação da fé religiosa e a busca por amadurecer na compreensão das nuances da fé procedente de Deus.
Firmado na fé como única esperança, o jovem a ela se rende dedicando-se por três longos meses a intensa disciplina de reclusão, jejum, oração, meditação, leitura de autores cristãos e tudo o que nos seus limites era possível na tentativa de arrancar do Deus para quem nada é impossível, a graça da almejada cura.  Reunião de culto, ministração de cura tudo incluso no cardápio sob incentivo da irmandade e tudo resultando em dolorosa frustração. A cura não veio. 


A cura não veio, mas veio uma provisão marcante, não pensada e não buscada mas dentro de um contexto e em uma circunstância emocional e espiritual que sou completamente incapaz de descrever, mas que todavia, pelo que ouvi do jovem, (“ouvi no meu coração: FOI POR AMOR TUDO O QUE VOCÊ FEZ?”) me remete ao que disse o Deus todo poderoso:  “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meu caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” Is. 55:8-11 . Sim, o Jovem recebeu uma provisão da graça que como o martelo do lapidador de uma pedra preciosa deixou visível por enquanto ainda, apenas uma face das muitas que determinarão a beleza e a raridade da joia de valor imensurável que o sábio artífice certamente intentou produzir do que ao entendimento humano é tão somente desventura.  


“A MINHA GRAÇA TE BASTA, PORQUE O PODER SE APERFEIÇOA NA FRAQUEZA”. 


Pr. Jair Rocha.
Fevereiro 2017

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018


Meu filho tinha apenas 16 aninhos de idade quando escreveu este texto. Na foto acima ele estava saindo de casa aos 18 anos, para assumir um cargo administrativo, em uma empresa em Aracaju - Se.


                              NADA TER, TUDO POSSUIR
                             Deus que responde, Deus que vê.


Ultimamente tenho vivido muito afastado de uma vida de piedade e busca intensa por ver a Deus, conhecer mais a Deus. Mais certo dia eu estava por acaso, mexendo no baú onde guardamos os livros da minha mãe, e enquanto eu sacava os livros, mostrava a ela, e como ela já tinha lido a maioria, me dizia se era bom, ou ruim... certa hora eu mostrei a ela um livreto do grande Caio Fábio, sua reação foi imediata: “Esse é maravilhoso!” Eu tinha em minhas mãos o livreto “Nada Ter tudo Possuir...”. Comecei a lê-lo na noite seguinte. O conteúdo não me agradou tanto, porém, o título ficou guardado em minha memória. Forte, chamativo, no mínimo, à primeiro instante leva-nos a uma profunda viagem nos pensamentos. Quem pode contrariar a veracidade desta frase aparentemente inacabada? É muito difícil afirmar que nada temos, porém tudo possuímos.
Quando Jó estava na sarjeta, havia perdido toda a sua riqueza e mais nada tinha aparentemente, ele podia dizer: “Nada mais tenho, minhas riquezas o SENHOR levou, mas possuo a alegria de pertencer ao Deus que é dono por excelência de tudo que outrora me pertencia.
Muitas vezes quando olhamos ao nosso redor e vemos os ímpios prosperando materialmente enquanto nós, crentes, vemos muitas vezes nossas vidas financeiras irem de mal a pior, cometemos a tolice de cair na mesmice da obsessão e das angústias que nos possuem por causa das injustiças que vemos ou que nos fazem, porque ficamos só olhando na direção delas. “Confia no Senhor e faze o bem.” “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração.” Nada temos, mas possuímos a promessa de Deus que deu toda aquela riqueza e sabedoria a Salomão. Quer mais que isso? Então “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. “Eleva os teus olhos para os montes, pois é de lá que vem o teu socorro. Depois que você fizer tudo isso, você pode dizer que não tem nenhum bem material, mas possui a paz, alegria, amor, graça força e salvação em Jesus Cristo, e isso é um bem mais que durável. Louvado seja o Nome do Senhor.


Renato Barba Cavalcanti

Camaragibe, 07 de julho de 2005




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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA" ou "SALVE, AGRACIADA"


Durante os festejos natalinos e de final de ano, em celebrações evangélicas, muitas mensagens passaram pelos púlpitos, palanques e circularam nas redes sociais. Muito se falou sobre as cenas bíblicas do Natal, sobre José, o pai adotivo, sobre Maria, a bendita mãe do Salvador Jesus, a manjedoura, os anjos, etc. Mensagens preciosas, cheias da inspiração do alto, por isso que extraídas da Palavra de Deus. Mas, aconteceram outras também. Nesse pequeno artigo quero arguir algumas afirmações que não se harmonizaram com as Escrituras mas, mesmo assim, foram ovacionadas, curtidas e compartilhadas por muitos:

1) Que a alocução "salve, agraciada...", proferida pelo anjo Gabriel em sua saudação a Maria (Lucas 1.28), corresponda à reza católica "Ave Maria, cheia de graça". Não, não corresponde; são diametralmente opostas, com a ressalva: Só a primeira é bíblica, a segunda é uma reza desalinhada do ensino dos apóstolos, que, em sua extensão, afirma ainda ser Maria “mãe de Deus” e intercessora dos pecadores. Nenhuma dessas expressões é bíblica ou pode ser igualada à singela saudação angelical “salve, agraciada”.

2) Que a expressão "Ave Maria, cheia de graça" seja uma oração. Não, não é uma oração, mas uma reza. E há sensível diferença entre reza e oração. Por exemplo, só para citar uma diferença: Na oração modelo (Mateus 6.9-13) Jesus ensina como orar, não o quê orar.

3) Que a expressão "Ave Maria, cheia de graça" vem integralmente da Bíblia. Em hipótese alguma, vem da idolatria do catolicismo romano, é estranha à lição das testemunhas originais, e, ipso facto, não se harmoniza com a doutrina dos apóstolos, que deve ser a doutrina da igreja (Atos 2.42).

Já de antanho temos sido injustamente acusados por líderes católicos de adulteração da Bíblia. Vertemos, por exemplo, a saudação do anjo Gabriel por “salve, agraciada”, enquanto eles a vertem por "Ave Maria, cheia de graça”. A acusação é falsa e fácil de ser desfeiteada. Por que? Ora, a Bíblia é um livro que tem originais... Aliás, nenhum outro livro, na história da humanidade, é tão documentado quanto a Bíblia. Por isso, acusações desse tipo são facilmente pilhadas. Colaciona-se original e versão...simples assim. Nunca houve uma tal adulteração nas "bíblias protestantes". A verdade é bem outra. Por exemplo, esse famoso texto da saudação angelical teve sua lição original alterada, sim, mas na tradução chamada Vulgata, a versão oficial da Igreja Católica. As testemunhas do Novo Testamento usadas por Jerônimo, o tradutor católico, têm esta lição: "Χαῖρε, κεχαριτωμένη..." Cháire, kecharitoméne; lit.: "alegra-te, favorecida"! Foi essa a saudação do anjo Gabriel, que nem usou o nome Maria, nem lhe conferiu o múnus de “cheia de graça”, como consta da Vulgata, mas saudou-a elogiosamente por "agraciada...". Aliás, o grande teólogo batista A. T. Robertson (1863-1934) verteu a expressão por “altamente favorecida”.

“Agraciada...” é a leitura das testemunhas originais. O grego κεχαριτωμένη kecharitoméne é um particípio passivo do verbo χαριτόω charitóo, favorecer, dotar. Como o verbo está na voz passiva, a tradução literal é: ser favorecida com graça, ou, ser dotada com graça. Observe pela semelhança das letras (o leitor que não lê grego) que a palavra graça (gr. χάρις cháris) está embutida no verbo χαριτόω charitóo.
 Pergunto: De onde vem a adulteração? Quem corrompeu o texto? Foi a Vulgata. Ao traduzir esse texto, Jerônimo, além de relegar a importância da construção passiva, em oposição ao autor inspirado, introduziu no texto a expressão “Ave, gratia plena ...", salve, plena de graça, ou, salve, cheia de graça. Assim, o tradutor católico, a seu próprio talante, subtraiu a lição do hagiógrafo, corrompeu-a, e passou a afirmar que Maria, a mãe do Salvador, tem poder para conceder graça. Mas a Escritura afirma ser ela receptora da graça [gr. κεχαριτωμένη].

"Cheia de graça..." não existe nas Escrituras, a não ser no sentido de uma pessoa ter sido favorecida com graça (voz passiva), ser enchida com graça (voz passiva), como é o caso da mãe do Salvador, e nosso também, no mesmo sentido, como João, o apóstolo, garantiu: Todos nós "recebemos graça” de Jesus (João 1.16). Somos receptores, não concessores.

 "Cheio de graça". Se aceitamos por verdade inerrante o testemunho das Escrituras, só Jesus é “cheio de graça”. Ele é a graça que “foi manifestada [no Natal] trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11). O apóstolo João fala explicitamente sobre isso: "O Verbo [Jesus] se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade" (João 1.14).

 “Cheio de graça...” gr. πλήρης χάριτος pléres cháritos. Diferentemente da expressão κεχαριτωμένη kecharitoméne, “agraciada”, o apóstolo João define Jesus com o adjetivo πλήρης pléres, cheio + o genitivo χάριτος cháritos, de graça. Jesus, e somente ele, é "cheio de graça". Todos nós "recebemos” dele, da plenitude dele, “graça sobre graça" (João 1.16). Inclusive Maria, a bendita mãe do nosso Salvador Jesus.

Portanto, "cheia de graça" e "agraciada" são expressões diametralmente opostas. Maria, entendendo muito bem isso, respondeu em seu cântico: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador; porque atentou na baixeza de sua serva" (Lucas 1.46-48). Ela recebeu graça, a graça de se tornar a mãe do Filho de Deus, o homem Jesus.

As igrejas estão cheias de pessoas que querem ouvir o que agrada aos ouvidos (2Timóteo 4.3,4), não importa se a doutrina é apostólica ou não. E alguns líderes se deixam seduzir por aquilo que enaltece, que produz elogios, que atrai, mas não convence do pecado. Só há uma verdade a ser pregada: a Palavra de Deus, que nem sempre agrada. Paulo ensina ao pastor Tito e a nós: “Tu, porém, fala o convém à sã doutrina” (Tito 2.1).

Autor 

Pastor Pedro Moura

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