terça-feira, 16 de outubro de 2018


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome Autoestima.


Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é Simplicidade.


Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a Humildade.


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.  Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é Plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é Saber viver!


Charles Chaplin

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018


                               






                                       


                                                        ALÉM DAS FERIDAS DO CORPO


Extraído do livro “Perdão a Cura das Emoções” do Pastor Hernandes Dias Lopes.


Eleny Vassão, capelã do Hospital das Clínicas de São Paulo, narra uma dramática experiência vivida por Doralice, uma jovem de 17 anos, que, procurando fugir dos dramas da sua própria vida, buscou a autodestruição tomando soda cáustica. 

Ela foi levada às pressas ao hospital, pois suas entranhas estavam sendo corroídas pelo veneno mortífero, porém os médicos prontamente se mobilizaram para salvá-la. Ela passou por várias cirurgias, e os milagres da medicina e a perícias das sofisticadas intervenções cirúrgicas salvaram a sua vida. Ela recebeu alta, e o médico que liderou a equipe cirúrgica  preparava-se para um congresso, no qual, com orgulho, narraria as façanhas e o sucesso das cirurgias feitas em Doralice. Nos momentos que antecediam sua viagem, o telefone da sua casa tocou. Do outro lado da linha uma pessoa disse com voz embargada: “Doralice acaba de suicidar-se”. 

O médico cancelou a viagem, foi a casa de Doralice, debruçou-se sobre o seu corpo sem vida, chorou e disse: “Doralice, perdoe-me. Eu cuidei de você apenas como um caso da medicina, tratei-a apenas como um corpo corroído pela soda cáustica, mas não notei que você carregava um coração machucado pela dor e uma alma ferida pelo sofrimento. Minhas cirurgias foram capazes apenas de curar as feridas do seu corpo, mas não de lancetar os abscessos da sua alma”.

Uma lição dolorosa também para nós pastores que cuidamos da salvação da alma e esquecemos que o sacrifício de Jesus foi trino. Corpo, alma e espírito. Que Deus nos dê sabedoria e sobrepuje o nosso coração de amor.
Guiomar Barba.  10.09.2018.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

                                                   

                                                             COISAS ESTRANHAS
                                       
Um dia, quando eu fazia minha meditação, fui impulsionada pelo Espírito Santo a orar pelos membros do meu corpo e por vários dos meus órgãos, e a pedir a Deus que os santificasse. Comecei então a ter ânsias de vômito, fui ao banheiro e expeli uma baba grossa. Aquilo me intrigou muito. No dia seguinte estava atendendo no aconselhamento da igreja quando entrou uma senhora, sentou rapidamente, deitou a cabeça no seu próprio colo e quase gritando me disse: “ore por mim, Guiomar."

Sem saber qual o problema que lhe afligia tão fortemente intercedi por ela. Logo em seguida ela começou a expelir uma baba grossa, mesclada com sangue. A revelação foi rápida. O Espírito Santo me fez entender que aquela mulher estava na prática de adultério. Após orar, fui direta: Você está em adultério? Ela respondeu que sim. Ela era mãe de algumas crianças (não lembro quantas), todas filhas de pais irresponsáveis. 

Até hoje não entendi o porquê daquelas babas, mas o maravilhoso amor de Deus não só perdoou aquela pecadora arrependida como restaurou totalmente a sua vida.



                                              UMA ADÚLTERA HIPÓCRITA

Estávamos no aconselhamento quando chegou uma senhora amargurada, chorando.
Começou de imediato a desfiar o seu rosário de dores. Me contou que o seu marido estava envolvido com outra mulher. A separação era certa.

Fiquei muito comovida, abracei aquela senhora tão desesperada, mas quando chorando com ela, escutei o Espírito Santo me orientar: “Pergunta a ela se ela entrou na vida deste homem quando ele era solteiro ou se ela destruiu o lar dele.” Aquilo me pareceu assustador, mas obedeci, fiz a pergunta e ela foi sincera. Me respondeu que havia entrado no lar dele e destruído o seu casamento. 
No entanto, ela estava se sentindo tão defraudada... Mais uma vez ouvi a voz clara do Espírito Santo que me dizia: “Diga a ela que ela está recebendo o que merece.” 

Ela levantou e saiu muito indignada, não era aquele o consolo que ela esperava ouvir.
Tempos depois a vi ajoelhada na frente da igreja para receber oração, embora relutante eu fui até aquela senhora e orei por ela, no entanto senti como se estivesse orando por uma pedra. Aquela senhora queria apenas o “marido” de volta, mas Deus não está disposto a compactuar com o adultério seja de quem for, mesmo que as razões pareçam justas.

                                                UM ADÚLTERA CÍNICA

Parecia uma senhora frágil, marcada pela dor quando me contou que o seu marido estava envolvido com outra mulher. Escutei-a vivenciando a sua “dor”. Orientada pelo Espírito, perguntei se eu poderia chamar o seu marido para conversar com ele. Ela assentiu. Liguei e o homem educadamente me disse que iria. Chegando na secretaria da igreja, informaram-lhe que eu não estava, o homem voltou para a sua casa. Ao saber, voltei a ligar, pedi perdão e o esperei na porta da igreja.

A atitude interessada daquele homem me deixou com uma interrogação sobre realmente o que estava acontecendo. Convidei-o a entrar na sala e a sós com ele perguntei: “O que você está fazendo com a sua esposa? Com uma expressão de espanto ele respondeu com a seguinte pergunta: “Eu? O que ela anda fazendo até as três da madrugada na rua?

Confesso que o meu sangue ferveu. Pedi para ele sair um pouco e chamei-a novamente perguntando de imediato sobre o que ela andava fazendo até as três horas da madrugada na rua, se estava rezando (ironizei). Com um choro fingido ela me falou que estava jogando cartas com amigas. Mas o marido sabia que não era verdade e, mesmo se fosse, que atitude absurda de uma esposa e mãe, seria a dela?

Conversei novamente com aquele senhor e ele me disse que estava disposto a perdoá-la e lutar pela restauração do casamento. Juntei os dois e conversamos sobre a decisão dele ao que ela sorriu como feliz. Soube no entanto, que ela não havia mudado...

Em um aconselhamento até mesmo o mais experiente dos conselheiros muitas vezes é redondamente enganado. Mas quando estamos orientados e sob a direção do Espírito Santo, todas as coisas vêm à tona e o mal pode ser estabelecido quando o aconselhando escolhe assim, mas quando decide pelo arrependimento a libertação é certa.

03.09.2018 Por Guiomar Barba.
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quarta-feira, 6 de junho de 2018




Carta de São Paulo aos Coríntios de hoje
Paróquia
Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta a margem da história, não sirvo para nada.
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.
Dom Helder Câmara, parafraseando 1Cor 13,1-13.

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quinta-feira, 24 de maio de 2018


Deixo uma resposta para cada afirmação na foto abaixo, para quem deseja saber se o dízimo é para os nossos dias. Confira os textos bíblicos. Vamos berear? rsrs


1 - Não se pode afirmar que o dízimo era apenas mantimento, porque nem todos os israelenses eram ruralistas. Provérbios 3:9,10  "Honre o Senhor com TODOS OS SEUS RECURSOS e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. 

2 - Alguém tinha que receber o dízimo e as ofertas, né? E Deus escolheu os levitas que trabalhavam na sua obra, no entanto, eles eram acompanhados por um sacerdote naquela tarefa.

"Um sacerdote descendente de Arão deverá acompanhar os levitas quando receberem os dízimos, e os levitas terão que trazer um décimo dos dízimos ao templo de nosso Deus, aos depósitos do templo." (Neemias 10:38).

3 - "Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente." (Deuteronômio 14:22).

O Dízimo era algo tão sagrado que Deus ao permitir que os israelitas comessem dele, também separava o lugar onde eles deveriam comer e com temor diante de Deus. 

"Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que Ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus.
Mas, se o local for longe demais e vocês tiverem sido abençoados pelo Senhor, pelo seu Deus, e não puderem carregar o dízimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pôr o seu Nome é longe demais, TROQUEM o dízimo POR PRATA, e levem a PRATA ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido.
Com PRATA comprem o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou qualquer outra coisa que desejarem. Então juntamente com suas famílias comam e alegrem-se ali, na presença do Senhor, do seu Deus." (Deuteronômio 14:23-26).

"E nunca se esqueçam dos levitas que vivem em suas cidades, pois eles não possuem propriedade nem herança próprias." (Deuteronômio 14.27).

Lembrando da Palavra: "Não atarás a boca ao boi que debulha" (Deuteronômio 25.4) .
pois a Escritura diz: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário". (1 Timóteo 5:18). Ou seja um verdadeiro pastor ou líder, merece o seu salário se ele se dedica exclusivamente a obra de Deus.

Cada ano os israelitas teriam que levar os seus dízimos ao Senhor e o Senhor lhes dava o banquete daquele dízimo, conforme eles desejassem (Versículo 26), no entanto, perceba que a ordem era: "Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade, (Deuteronômio 14:28).

4 - Deus falou para os levitas: "Vocês e suas famílias poderão comer dessa porção em qualquer lugar, pois é o salário pelo trabalho de vocês na Tenda do Encontro." (Números 18:31)

Mas até mesmo eles deveriam devolver ao Senhor dez por cento dos dízimos que eles recebiam.
"Diga o seguinte aos levitas: Quando receberem dos israelitas o dízimo que lhes dou como herança, vocês deverão apresentar um décimo daquele dízimo como contribuição pertencente ao Senhor." (Números 18:26).

"Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade, para que os levitas, que não possuem propriedade nem herança, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, o abençoe em todo o trabalho das suas mãos. (Deuteronômio 14:28,29).

Veja que a prática de ajudar os desamparados é uma máxima em toda  a palavra. Quando as viúvas dos judeus de fala grega foram negligenciadas, houve questionamento e os discípulos tomaram logo uma decisão para que todas fossem atendidas:

 "Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento." (Atos 6:1).

"Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia.
No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.
Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria" (2 Coríntios 8:1,2,3).

Infelizmente a igreja tem negligenciado o cuidado com a sua própria família que são os irmãos em Cristo. "Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus," (Efésios 2:19).

Veja que os dízimos eram desfrutados também pelos sacerdotes:

"Assim, vocês apresentarão uma contribuição ao Senhor de todos os dízimos que receberam dos israelitas. DESSES DÍZIMOS VOCÊS DARÃO A CONTRIBUIÇÃO DO SENHOR AO SACERDOTE ARÃO. E deverão apresentar como contribuição ao Senhor a melhor parte, a parte sagrada de tudo o que for dado a vocês." (Números 18:28,29").

5 - Precisa-se berear para não afirmar o que não entendemos.

O profeta Malaquias não só repreende os sacerdotes, mas toda a nação de Israel. Veja que o primeiro capítulo Deus começa repreendendo Israel.

"Uma advertência: a palavra do Senhor contra Israel, por meio de Malaquias." (Malaquias 1:1).

Deus mostra a sua indignação contra o povo: "Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria eu aceitá-los de suas mãos? ", pergunta o Senhor. (Malaquias 1:13), dentre outras práticas como casarem com mulheres que adoravam outros deuses, se divorciando da mulher da sua mocidade, etc.

"Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos? ’ Nos dízimos e nas ofertas.
Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando; A NAÇÃO TODA ESTÁ ME ROUBANDO. (Veja que não eram os sacerdotes, até porque eles dependiam dos dízimos e ofertas do povo).
"Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las." (Malaquias 3:8-10).

É importante observar que o ofertar e o dizimar, em si, não trariam as bênçãos prometidas, Deus exigia obediência e santidade em toda a maneira de viver.

6 - Sim, o devorador realmente se refere ao castigo de Deus com estia, pragas, conforme podemos ver nas várias vezes que Deus castigou o seu povo. Exemplo:
"O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu." (Joel 1:4).

No entanto, Deus não está limitado a determinados castigos, se Ele quer soprar sobre os bens de alguém em particular, Ele o faz. Mas podemos perceber que Deus tratava Israel de uma forma bem peculiar.

 Abrão antes de se chamar Abraão ofereceu voluntariamente o dízimo, uma questão de gratidão:

"Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra.
E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos". E Abrão lhe deu o dízimo de tudo." (Gênesis 14:18-20).

"Jacó voluntariamente disse a Deus: "Então Jacó fez um voto, dizendo: "Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente Te darei o dízimo". (Gênesis 28:20-22).

É linda a sensibilidade de Abel, tantos anos antes das ordens do Senhor, ele fez exatamente o que Deus pediria ao seu povo. É bem importante que percebamos que Deus não aceita oferta, sem santidade, exemplo: Caim.

"Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou." (Gênesis 4:4,5).

7 - Nunca ouvi nenhum líder ou pastor falar esta asneira, a não ser que algum mercenário ou ignorante total das Escrituras esteja usando este meio escuso para arrancar dinheiro dos ignorantes. Todos nós sabemos que o paraíso está destinado aos lavados no sangue de Jesus. 

"Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito," (1 Pedro 1:18,19).

Em fim meu amigo de gêneses a apocalipse se fala sobre o dízimo. O Hernandes Dias Lopes, tem vários textos sobre o assunto, copiei aqui um pequeno parágrado de um deles:

"Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42)."

O dar o dízimo eu vejo como uma questão de gratidão e fé.

Por Guiomar Barba
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terça-feira, 20 de março de 2018

O LADRÃO E A LADRA


                                          
Estávamos no Parque Municipal de Belo Horizonte, quando um cidadão vinha ofegante correndo atrás de um ladrão que assaltava na feira hippie da Av. Afonso Pena. Ele conseguiu alcançar o ladrão que lhe estendeu a mão intentando enganá-lo. O cidadão mandou-o dar a volta e tirando do seu bolso uma caixa com o óculos roubados, mandou-o embora. Poucos minutos depois uma gritaria e uns dez policiais passaram por nós correndo e logo depois voltaram com o ladrão algemado e uma multidão aplaudindo o trabalho deles. “Muito bem!”


Apesar do número de policiais e da multidão ensandecida, o sujeito agrediu um dos policias deixando os sinais das suas unhas no seu braço.
Enquanto um policial revistava o sujeito, eu me aproximei dele e comecei a lhe falar do quanto ele era amado por Deus, ao que ele me respondeu prontamente: “Eu sei.” 
Olhei aqueles rostos felizes, delirantes com a prisão daquele jovem e minha lembrança penetrou as celas de um cárcere, escola para marginais. Lugar de violência que gera violência. Sabia também que logo, logo, aquele sujeito estaria novamente nas ruas, mais cheio de ódio e disposto até mesmo, quem sabe, a matar o cidadão que o perseguiu.



Mas o que mais gritava dentro de mim era a hipocrisia em que vive a nossa sociedade. Dos ladrões declarados, nos cuidamos contra eles como podemos, mas dos ladrões disfarçados não temos como nos esconder.



Naquela mesma semana estivemos no Shopping Estação de Belo Horizonte. Minhas cunhadas, estrangeiras, foram comprar dois botões de rosas para decorar um presente. Lá estava uma garota, arrumadinha, trabalhando, vendendo flores. Que lindo! Quem diria que ali estava uma ladra oportunista...



Minha cunhada lhe deu uma nota de cinquenta reais. Ela tomou a nota em sua mão, mas falou que não tinha troco, eu lhe estendi uma nota de dez reais, ela também disse que não tinha troco, meu marido então contou moedas e lhe deu exatamente o preço dos botões de rosa. Daí eu vi que ela estava com os cinquenta reais na mão como se fosse guardar, mas esperei que a minha cunhada pediria o seu dinheiro e me distraí. Saímos dali e logo depois, minha cunhada se deu conta de que a garota não tinha lhe devolvido os cinquenta reais, então voltou lá com seu irmão e um sobrinho e falou com a moça que ela não tinha devolvido o dinheiro... simplesmente ela negou deixando a minha cunhada, apesar de indignada, impotente. Como ela poderia provar que a vendedora não devolveu o seu dinheiro?
Aquela garota por certo, continua no seu trabalho “honesto,” roubando os mais confiantes, a final é vendedora no Shopping Estação.



Esta mesma sociedade que grita: “Pega o ladrão!” Talvez na sua grande maioria é ladrão oportunista “legal”: no Planalto; nas lojas; nas feiras; nos salões de beleza; nos serviços informais; nos transportes; aonde não?



“Pega o ladrão!” E todos eles olham para alguém que está correndo na rua...



17.03.2018
Guiomar Barba.








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quarta-feira, 14 de março de 2018

AS PROMESSAS DE DEUS


                                                         

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas” Mateus 6.33.
Pr. Jair Rocha.

Tenho ouvido várias pessoas relatarem que tem “promessa de Deus” referentes a certas circunstâncias particulares, e portanto vivem uma expectativa, principalmente quando algumas dessas “promessas” teriam sido proferidas por algum “vaso” que Deus teria usado.

Não sou cético, não sou incrédulo. Eu creio que Deus fala hoje, quer pela sua Palavra Escrita, quer através de pessoas, quer diretamente ao nosso ouvido interior ou como bem lhe aprouver falar, de tal forma que sua palavra fará aquilo que Lhe apraz (Isaías 55:11).

Como sempre, há um uso equivocado das Escrituras, ou um uso iníquo, maligno como o próprio maligno usou ao tentar Jesus, e esse uso, muito frequentemente, busca fortalecer uma fé cujo fundamento é areia e não a Rocha levando pessoas incautas a se valer de promessa das Escrituras que diziam respeito a pessoas específicas ou a Israel ou a outros povos em circunstâncias específicas, exclusivas.

Devemos compreender que as promessas de Deus registradas nas Escrituras, muitas que já se cumpriram nos ensinam sobre princípios que regem o caráter de Deus, como por exemplo: sua fidelidade, poder e soberania para cumprir o que efetivamente promete. E os princípios sobre os quais Deus age, esses são imutáveis como Ele é imutável.

Fica evidente que grande parte das promessas não dizem respeito a Igreja mas estavam circunscritas a evolução da história contexto preparatório ao surgimento da Igreja, povo de Deus, herdeiros da fé de Abraão, sua descendência espiritual (em número como as estrelas do céu e como os grãos de areia da praia) a ele prometida. Para essa descendência estão escritas várias promessas coletivas e individuais muitas já historicamente cumpridas e algumas cujo cumprimento esperamos.

Precisamos aprender a distinguir promessas cumpridas como conteúdos de princípios que, esses dizem respeito a nós: “O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não em baixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir” Deuteronômio 28:13

Levantemos então algumas questões pertinentes:
• O diácono Estêvão morto por apedrejamento era desobediente aos mandamentos, estava por cima ou por baixo, era cauda ou cabeça?
• Os apóstolos Pedro e Paulo martirizados no final do seu ministério e a Igreja dizimada pelo imperador Nero eram cabeça ou cauda, estavam por cima ou por baixo, eram desobedientes aos mandamentos?
• Mais recentemente no século XIV, Jonh Huss queimado vivo em uma fogueira era cabeça ou cauda, estava por cima ou por baixo?
• Conforme dados levantados pelo Pr. James Kennedy, cerca de 40 milhões de pessoas martirizadas ao longo da história da igreja do Senhor Jesus eram cauda ou cabeça, estavam por cima ou por baixo, foram desobedientes aos mandamentos?

Teria então Deus falhado na sua promessa para com os obedientes filhos da fé de Abraão?

A falta de estudo sério e comprometido da Bíblia é a razão porque muitas pessoas cedem facilmente ao ensino falso de que os salvos por Jesus não sofrem, não passam privações e em tudo são vitoriosas materialmente, sempre cabeça e não cauda, sempre por cima e não por baixo.

O verso 13 de Deuteronômio 28 nos ensina o resultado de andar com Deus e ser perfeito em razão do amor a Deus e na esperança da vida que há de vir prefigurada pela caminhada de Israel no deserto e pela vida que deveria viver sob bênção na terra da promessa. Várias outras promessas nos revelam a fidelidade incondicional de Deus e as promessas que dizem respeito a esta vida sempre nos ensinam obediência também incondicional tendo como resultante a provisão necessária tal como em Mateus 6:33.

O mandamento de Jesus dado após enfatizar o cuidado de Deus, tem como consequência natural a provisão: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça” ... (mandamento) “e as demais coisas vos serão acrescentadas” (provisão). Há que haver esforço de conhecimento e de busca. O que é o Reino de Deus, o que é a sua justiça a serem buscados?

A priori duas coisas interessantes nos chama a atenção em relação ao Reino de Deus; a primeira delas é a certeza de que esse reino não é deste mundo (João 18:36) e a outra é que o reino não é comida e nem bebida mas “gozo, paz e alegria no Espírito Santo” Romanos 14:17. Outra coisa tem a ver com a justiça do reino cujo termo “justiça” no sentido original vai além da questão legal como conhecemos em nossa cultura, mas com o ordenamento de todas as coisas, tanto valores morais, como equilíbrio das forças da natureza, preservação da vida, etc.

Buscar o reino de Deus e a sua justiça significa viver a piedade cristã e essa vivência permite experimentar o seu conteúdo que são duas promessas: uma para esta vida (“se alguém me ama guardará a minha palavra e Eu e o Pai viremos a ele e nele faremos morada” João. 14:23; João 14:16-18), e outra promessa para a vida que há de vir: “vou preparar-vos lugar. Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver vocês estejam também” João14:1. É assim que o apóstolo Paulo escreveu ao pastor Timóteo (I Timóteo 4:8). Portanto, da parte de Deus essas são as promessas essenciais e indispensáveis.


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