terça-feira, 18 de abril de 2017

                                                   É PRECISO PERDOAR

“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” (Colossenses 3.13)

Perdoar significa ir ao encontro da dor; a dor que machucou e destruiu. Perdoar significa chorar e reconhecer o estrago feito na alma.

Perdoar significa decidir fechar a porta do passado e nunca mais abri-la. Quem perdoa zera as contas do passado. Quem perdoa deixa ir o ofensor. Quem perdoa assume diante de Deus e com boa atitude o ônus da história.

Perdoar é algo irracional aos olhos humanos porque é uma decisão e não uma emoção.

Perdoar é fazer uma faxina no coração; é prover a cura das memórias; é propor uma amnésia dos erros sentidos, na força e no poder de Deus pelo amor.

Quem perdoa decide obedecer a Deus, que diz: “perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra o outro.”
Quem perdoa reconhece que só Deus tem o direito de julgar e tratar a pessoa e a situação.

Quem perdoa reconstrói em si a destruição deixada.

Quem perdoa diz não ao sentimento e a mágoa.

Quem perdoa deixa a graça prevalecer e não a vingança. Quem perdoa reconhece a fraqueza humana e vê com misericórdia o ofensor.

Perdoar é difícil porque custa caro. Custa o ego; custa o orgulho; custa a sinceridade para dizer que doeu, custa a humildade para também se ver diante de Deus e reconhecer as grandes e horrendas ofensas cometidas contra Ele. Por isso vá a Deus, se veja perante Ele e peça perdão. Depois viva sem se proteger e saia para a vida pronto a perdoar a qualquer um que lhe ofendeu. Saia para a vida disposto a fazer do perdão um estilo de vida.

É preciso perdoar.

 “Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas". (Mateus 6:15).

Autor desconhecido.
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segunda-feira, 13 de março de 2017


               "A avenida nos espera!"

Por Hermes C. Fernandes
(extraído do Facebook)

"Não porei coisa má diante dos meus olhos" (Salmos 101:3). Este foi o versículo bíblico usado por um tele-pastor que aproveitava o carnaval para convencer sua audiência a fazer a assinatura de seu canal. Outros se aproveitam da época para promover retiros que custam até um salário mínimo. Longe da TV e das ruas, os fiéis seriam mantidos guardados do pecado. Será? Há quem ensine que ao permitir que tais "coisas más" entrem nossa casa, estaríamos dando "legalidade" a todo tipo de espíritos malignos. Alguma base bíblica sólida para isso? Não!

Parafraseando Jesus, se nossos olhos forem bons, tudo será luz, mas se forem maus, estaremos em maus lençóis. Para Paulo, "todas as coisas são puras para os puros" (Tt.1:15). O mal não está na avenida! O mal está em nós, em nossa presunção, em nossos falsos escrúpulos, em nosso moralismo exacerbado. Portanto, se não para por coisa má diante dos nossos olhos, nunca mais nos olhemos no espelho. A recomendação de Paulo é que examinemos de tudo, mas retenhamos somente o que for bom (1 Tessalonicenses 5:21).

Afinal, haveria algum problema em assistir ao desfile das escolas de samba? Estou convencido que não. Cabe a cada um examinar sua própria consciência e verificar se isso lhe convém ou não. Afinal, "todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convém". O que convém a um, nem sempre convém ao outro. Porém, aquele que assiste, não deve condenar o que não assiste e vice-versa.

Outra questão: e se tomássemos o desfile do Carnaval como analogia de nossa caminhada cristã? Certamente, a maioria discordará com veemência. Afinal de contas, o Carnaval é a festa pagã por excelência, onde, além de toda promiscuidade, entidades pagãs são homenageadas. Eu poderia gastar muitas linhas tecendo críticas justas a esta festa em que tantas famílias são desfeitas, e inúmeras vidas destruídas. Porém hoje, quero pegar a contramão.

Por que será que os cristãos sempre enfatizam os aspectos ruins de qualquer manifestação cultural? Se vivêssemos nos tempos primitivos da igreja cristã, como reagiríamos ao fato de Paulo tomar as Olimpíadas como analogia da trajetória cristã neste mundo? Ora, os jogos olímpicos celebravam os deuses do Olimpo. Portanto, era uma festa idólatra. Os atletas competiam nus. Sem contar as orgias e os sacrifícios que se seguiam às competições. Sinceramente, não saberia dizer qual seria pior, as Olimpíadas ou o Carnaval. Porém Paulo soube enxergar alguma beleza por trás daquela manifestação cultural. A disposição dos atletas, além do seu preparo e empenho, foram destacados pelo apóstolo como virtudes a serem cultivadas pelos seguidores de Cristo.

E quanto ao Carnaval? Haveria nele alguma beleza, alguma virtude que pudesse ser destacada do meio de tanta licenciosidade? Acredito que sim. Embora jamais tenha participado, talvez por ter nascido em berço evangélico tradicional, posso enxergar alguma ordem no meio do caos carnavalesco.

Destaco, em primeiro lugar, a criatividade dos foliões, principalmente dos carnavalescos na composição das fantasias, dos carros alegóricos, e do samba-enredo. É notória sua busca pela perfeição. Diz-se que o desfile do ano seguinte começa a ser preparado quando termina o Carnaval. É, de fato, um trabalho árduo que demanda muito empenho. Se houvesse por parte de muitos cristãos uma parcela da dedicação encontrada nos barracões de Escolas de Samba, faríamos um trabalho muito mais elaborado para Deus. Buscaríamos a excelência, em vez de nos contentar com tanta mediocridade. Tomemos por exemplo as composições musicais. Basta ouvir algumas estrofes para perceber o trabalho de pesquisa que envolve a composição de um samba-enredo. Sem contar as rimas ricas, as melodias marcantes, e a ousadia criativa das baterias. Enquanto isso, composições que visam louvar a Deus estão cada vez mais pobres, tanto do ponto de vista melódico, quanto do ponto de vista lírico. Não aguento mais temas repetitivos, tais como chuva, fogo, anjos e etc.

O desfile começa com a concentração. É ali que é dado o grito de guerra da Escola, seguido pelo aquecimento dos tamborins. A concentração equivale à congregação. Nosso lugar de culto (comumente chamado de “templo” ou “igreja”) é onde nos concentramos e aquecemos nosso espírito. Porém, a obra acontece lá fora, “na avenida” do mundo.

Gosto quando Paulo fala que somos conduzidos por Cristo em Seu desfile triunfal. O apóstolo compara a marcha cristã pelo mundo às paradas triunfais promovidas pelo império romano. Era um espetáculo cruento, no qual os presos eram expostos publicamente, acorrentados e arrastados pelas ruas da cidade. Era assim que Roma exibia sua supremacia, e impunha seu poder. Paulo toma emprestada a figura deste majestoso e horroroso evento para afirmar que Cristo está nos exibindo ao Mundo como aqueles que foram conquistados por Seu amor.

Muitos cristãos acreditam ingenuamente que a guerra se dá na concentração. Por isso, a igreja atual é tão ensimesmada, isto é, voltada para dentro de si. Ela passou a ver-se como um fim em si mesmo.

A avenida nos espera!

Encabeçando o desfile vai a comissão de frente, seguida pelo carro abre-alas. Compete aos componentes dessa comissão a primeira impressão. A comissão de frente da igreja de Cristo é formada pelos que nos precederam, que abriram caminho para as novas gerações. Não podemos permitir que caiam no esquecimento. Também são os missionários, que deixam sua pátria para abrir caminho em outros rincões. Grande é sua responsabilidade, e alto é o preço que se dispõem a pagar para que o Evangelho de Cristo chegue à populações ainda não alcançadas. Paulo fazia parte da comissão de frente da igreja primitiva. Escrevendo aos Coríntios, ele diz que sua missão era“anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem” (2 Co.10:16). Em bom português, o apóstolo dos gentios preferia pescar em alto mar, e não no aquário dos outros.

A Escola de Samba é dividida em alas, cada uma com fantasias e carro alegórico próprios. Porém, o samba-enredo é o mesmo. O que é cantado lá na frente, é sincronicamente cantado na última ala da Escola. A voz do puxador do samba, bem como a batida harmoniosa da bateria, ecoando por toda a avenida, garantem esta sincronia. Não pode haver espaços vazios entre as alas. Há harmonia até nas cores das fantasias. Ninguém entra na avenida vestido como quiser. Imagine se as variadas denominações que compõem o Corpo Místico de Cristo se relacionassem da mesma maneira, respeitando cada uma o espaço da outra, porém dentro de uma evolução harmoniosa.

No meio do desfile encontramos o casal formado pelo mestre-sala e pela porta-bandeira. Eles exibem orgulhosamente o pavilhão da Escola. Seus gestos e passos são cuidadosamente combinados, para que a bandeira receba as honras devidas. É triste verificar o quanto a bandeira do Evangelho tem sido chacoalhada, pois os que a deveriam ostentar, são os primeiros a desonrá-la com seu mal testemunho. Enquanto que os cristãos primitivos se dispunham a pagar com a própria vida para que seu testemunho de fé fosse validado e o nome de Cristo fosse honrado.

Ao término do desfile chega o momento da dispersão. É hora de partir, levando a certeza de que todos deram o melhor de si. Alguns saem machucados, com os pés sangrando, com as forças exauridas. Mas todos saem alegres, esperançosos de que sua escola seja a campeã. Aprenderam a sublimar a dor enquanto desfilam. Ignoram o cansaço. Vencem os limites do seu corpo. Tudo pela alegria de ver sua escola se sagrando campeã. Mas no fim, chega a hora de tirar a fantasia, descer dos carros alegóricos, cuidar das feridas nos pés. Mesmo assim, ninguém reclama. Todos exibem no rosto um sorriso de contentamento.

Semelhantemente, todos estamos a caminho do fim do desfile. O momento da dispersão está chegando, quando deixaremos este corpo, nossa fantasia, e seremos saudados pela Eternidade. Que diremos nesta hora? Não haverá novos desfiles. Terá chegado o fim de nossa trajetória? Não! Será apenas o começo de uma nova fase existencial. Deixaremos nossas fantasias, para nos revestirmos de novas vestes celestiais. Falaremos como Paulo em sua carta de despedida a Timóteo:

“...o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm.4:6b-8).

Aproveitemos os instantes em que estamos na avenida desta vida, celebremos a verdadeira alegria, infelizmente ainda desconhecida por muitos foliões, e que não terminará em cinzas.
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quarta-feira, 8 de março de 2017

                                        OS DOIS REINOS E O SOL DA JUSTIÇA

“O meu Reino não é deste mundo”... “Logo, tu és rei?”. A afirmação do rei dos reis para um incrédulo representante oficial do maior imperador de então, o César Augusto, supremo governante do Império Romano.

Impossível acreditar que alguém maniatado, ferido, ultrajado, que nunca demonstrou nenhum poder militar, incapaz de qualquer reação aos agressores, fosse rei de alguém ou de alguma coisa. Mas sua afirmação era: “o meu Reino não é deste mundo”. 

Posto o dilema, a pergunta sarcástica do governador Pilatos estaria respaldada na verdade de que as autoridades judaicas haviam levado à execução da pena máxima um blefe? Um rei de mentira?
Decorridos mais de dois mil anos nada que se pareça com o que se sabe ser um reino, sob o domínio daquele que afirmou existir um reino de outro mundo é crível para, certamente, a maioria dos súditos do reino deste mundo, que também, por essa esmagadora maioria, não é percebido como um reino. Afinal de contas não se entende que haja governante mundial único. E por enquanto não há, conhecido, de fato, ou talvez, melhor dizendo, de direito. 

 Mas o que não se vê não é verdade?

Quantos podem ver por olhos nus o movimento do trânsito contínuo, à velocidade de milhões de quilômetros por segundo, da luz do sol até a terra? 

Para quem “um dia é como mil anos e mil anos como um dia”, dois mil anos são apenas oportunidade. Oportunidade de busca por conhecimento sobre aquela pessoa acerca de quem está escrito que “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Senhor”, sobre quem está escrito que é o sol da justiça e que é a luz do mundo. 

Como predito e escrito o ambiente do reino deste mundo prospera em degradar-se e a maioria dos súditos prosperam numa autofagia sem precedentes, violentando-se e violentando enquanto seu rei, por ora virtual, apenas aguarda o momento oportuno de revelar-se e demostrar na prática a que veio e o poder do seu cetro.

Creia-se ou não, a verdade é que há, exclusivamente, dois reinos, um deles translúcido, cuja glória e Rei é o SOL DA JUSTIÇA e sua LUZ suficiente para alumiar os que se reconhecem caminhando em trevas, ainda capazes de se dispor a busca da verdade. O outro reino, ansioso pela liberdade no governo dos humanos, camuflado sob o seu negro véu, logo, logo demonstrará o caráter destrutivo do seu império.

JESUS, O CRISTO DE DEUS e Lúcifer o Satanás da tríade maligna. Não há meio termo, não há terceira via. Você é súdito livre de JESUS o SENHOR, ou súdito enganado e forçado de Satanás.
Somente a luz do Sol da Justiça poderá fazer você enxergar. Busque-a!

Jair Vieira da Rocha - pastor.
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quarta-feira, 1 de março de 2017

                                     
                                          VENCENDO AS TRIBULAÇÕES
"Eu lhes disse essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". (João 16:33)


Antes de subir para os céus, Jesus preveniu seus discípulos sobre os sofrimentos que lhes aguardavam após a sua partida. Eles deveriam saber que o fato de pertencerem ao Reino Celestial não significava que viveriam uma vida de bonanças, sem aflições. Conhecendo as fragilidades humanas, Ele limitou: "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. (João 16:12).

 Quando Jesus disse: “Eu venci o mundo!” devemos entender que esta vitória foi completada depois que Ele passou pela terrível agonia da cruz e triunfou gloriosamente sobre a morte, ressuscitando ao terceiro dia.

Hoje vivemos em meio a tantas promessas de triunfo sem cruz, que muitos, ao se depararem com as aflições, não suportam e desviam-se da fé. No entanto, temos uma nuvem de testemunhas de que Deus é fiel e nos dá graça em meio as agonias da vida. Bereemos:


Acossado por uma terrível crise, Jeremias rasgou a sua alma: “Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim.” (Lamentações 3.19,20).

Deixando a sua fé escapar das densas nuvens negras, da tempestade que o assolava, ele proclama:

“Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade! Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nEle porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nEle, para com aqueles que O buscam; é bom esperar tranquilo pela salvação do Senhor. (Lamentações 3:21-26). Aleluias!!!


Encontremo-nos com Paulo nas suas tribulações: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em ‘toda e qualquer situação,’ seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” (Filipenses 4:12).

“Agora ‘me alegro’ em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja.” (Colossenses 1:24).

Nosso Irmão Habacuque assegura: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ‘ainda assim’ eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” (Habacuque 3:17,18).


Ouçamos o conselho do apóstolo Pedro: “Resistam-lhe, (ao diabo) permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos.
O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces.” (1 Pedro 5:9,10).

Confirmando o conselho de Pedro, nos assevera o apóstolo Paulo: “pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.” (2 Coríntios 4:17).

Seria longa a lista dos heróis da fé. Todos nós que estamos em Cristo temos a mesma graça, o mesmo poder, de vencermos as aflições. Devemos somente lembrarmo-nos: “TENDE BOM ÂNIMO!” 

Tragamos a memória o que nos pode dar esperança!

Você já teve vitórias? Com certeza sim. Traga-as a memória!

Por Guiomar Barba.


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017




                                                           SEDE DE SANTIDADE

Ó Deus sinto ainda latente a presença de Jacó,
Neste precipício que me entranha a alma. 
Apegada ao teu anjo, já estou manquejando, 
Sinto, no entanto, que não raiou a aurora.

Sei que penetras o mais profundo do meu ser.
Não existem sentimentos turvos que não vejas.
Brilhe a luz do teu Santo Espírito em minh’alma, 
Dissipando toda a densidade destas trevas.

Não quero honrar-Te apenas com os meus lábios,
Não cabe nas vozes o muito que tenho a Te dizer.
Mas suplico-Te, como Jacó, que me abençoes
Quero a metamorfose que gerou teu Israel.

Que caiam à minha volta, todos os meus muros,
Que à Tua vista eu seja totalmente descoberta.
Remove este tecido pelo qual estou formada,
E veste-me com nobreza, como o fizeste a Josué.

Que a cruz me aponte para a Tua misericórdia.
Me fazendo lembrar do perdão dos meus pecados. 
Quero entender que as Tuas leis são para bem.
Elas me mantêm no equilíbrio da liberdade.

Por Guiomar Barba.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

“Deus Conosco”

Palavra da Liturgia – Mateus 1, 18-24

Celebremos a alegria de encontrar com nosso Deus que está conosco e nos salva. Nesta liturgia vemos uma história simples e angelical. A história de uma menina (Maria) e seu esposo (José). Uma história de amor e acolhimento.

Maria acolhe O Espírito Santo e a promessa de Deus para a humanidade. Ao acolher o salvador como filho amado, Maria acolhe toda a humanidade. O útero de Maria torna-se a casa da salvação e da libertação a todos os povos. José por sua vez acolhe Maria em sua casa, obedecendo a Deus e acolhendo Maria como esposa/mãe acolhe todos nós como filhos amados de Deus. A casa de José é de todos, pois é a casa de Maria. A Casa de Maria é a casa da mãe. A casa é nossa, pois Maria é nossa Mãe. Na Casa de Maria e José todos foram acolhidos em Jesus!

Deus acolhe a humanidade se fazendo homem e vindo morar entre nós. Acolhe-nos como Deus e salvador (Jesus = Deus Salva) e nos acolhe com a humanidade e presença (Emanuel = Deus Conosco).

Neste dia aprendemos com a família de Nazaré que o acolhimento é fundamental para que experimentemos e deixemos os outros experimentarem o amor de Deus. Tudo isto aconteceu de uma forma simples, divina e humanizada. Hoje não seria capa de jornal, nem seria artigo de revista e muito menos teria sido anunciado em nenhum canal de televisão. Passaria despercebido por todos nós e não entenderíamos o que havia acontecido. Assim acontece diversas vezes na simplicidade de Deus: os sinais passam por nós e não notamos. Deus conosco no pobre, na eucaristia, no próximo, no marginalizado, nas coisas simples, nos momentos em família, no trabalho, nas diversões...

Jesus não nasceu em um templo de pedras. Não escolheu uma família de ilustres. Não exigiu honras. Simplesmente se fez presente entre nós e bastou para que nunca mais a humanidade fosse a mesma. Se você reparar, notará que na vida todas as pessoas de grande e verdadeiro valor apresentam maneiras simples e é comum tratarmos o simples como se não tivesse valor. Esta maneira discreta de ser Deus se fazendo homem e morando entre nós é o sinal maior da sua resposta de amor por você. E que sinal mais poderia eu exigir de Deus a não ser sua presença de amor em minha vida? A sabedoria de Deus é um exercício exigente em relação à racionalidade humana que possui dificuldade para entender e compreender as coisas da vida de forma simples.
          
Quem tem fé descobre que o caminho da felicidade e do amor é bem mais curto do que se imagina. Se não há compreensão, ouse experimentar. Viver O Reino de Deus não é uma utopia inalcançável. O que chamamos de utopia impossível, na maioria das vezes, não é um sonho, é uma expressão da realidade que não temos coragem de viver. A humanidade prefere fugir à realidade ao invés de ser feliz. Transformamos o que deveria ser real em utopia e a ilusão em realidade. É um negócio estranho este medo da felicidade. Acreditamos com facilidade na tristeza e temos dificuldade em acreditar que a felicidade existe. Por isso chamamos de utopia o que não temos coragem de viver.  Optamos pelo risco da apatia, da adaptação, do conformismo. Este conformismo está expresso quando concordamos com o que está posto, quando passamos a acreditar que não existem alternativas e coibimos a liberdade de “ver-julgar-agir”. Ao abandonarmos a utopia perdemos a capacidade de transformação e compreensão.

O Reino de Deus é uma realidade distante na prática, não por que Jesus falhou, porque nos falta coragem de assumir nossos erros e converter. É aquela velha história de rezar para que Deus faça tudo. Ou então dizer que a culpa do fracasso é do outro e de Deus como fez Adão no paraíso. O pragmatismo somado ao imediatismo subordina o campo da ética e empobrece a cada dia mais o sonho de um mundo melhor.  O Reino de Deus que está próximo parece de forma ilusória ser distante. A culpa não está em quem tem a coragem de ser bom, mas naqueles que de forma covarde e egoísta não seguem pelo caminho do bem.

Por isso, exultemos de alegria, pois Deus resolveu fazer presença entre nós e apontar para um caminho onde quem ama é feliz. Nosso Deus é o Deus que Salva. É o Deus Conosco! É o Deus da alegria! Alegrai-vos! O Reino de Deus está ao alcance de quem tem coragem e fé para amar! A felicidade habita na simplicidade. O amor é caminho mais curto e seguro para chegar ao Reino de Deus.

Gilber†o Ângelo Begia†o

www.grupoacolher.com.br
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