terça-feira, 16 de agosto de 2016


                                 O "CACHORRO" NÃO TÊM COR


Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". (Gênesis 4:7).

Há alguns anos atrás tive um sonho bem singular. Eu tinha dois cachorros, um era branquinho e pequeno o outro era preto, grande e forte. Ambos eram bonitos, mas o preto, eu enxotei, enquanto que o branco, ficou como meu bichinho de estimação. Tentando discernir o sonho, a voz do Espírito Santo me veio esclarecedora: os dois cachorros significavam pecados na minha vida. O grande eu enxotei, mas o pequeno eu conservava comigo como algo inofensivo, não percebendo o quanto ele interrompia a minha comunhão com Deus.

Recordando deste sonho, me veio à mente quantos cristãos listam pecados como cachorros a serem afugentados, enquanto outros pecados, conservam como seu bichinho de estimação e ai daquela pessoa que tentar advertir, caracterizando-o como tal.

Convivi com uma senhora que mentia compulsivamente e quando tentei exortá-la sobre o fato, ela me falou que o meu conceito de mentira era diferente do seu. Bem, no meu entendimento mentira é a negação da verdade. Vejamos qual o conceito de Jesus sobre a mentira: “Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.” ( João 8:44.)


Eu acredito que a forma correta de sabermos quais os cachorrinhos que estamos afagando, é examinando honestamente o nosso coração; é distinguindo as nossas atitudes com relação às contrariedades que temos no dia a dia; é observando como nos portamos nos nossos relacionamentos, se somos maquiados ou originais. Afinal, ao tentar ser dissimulados, ainda que para nos proteger, acarretaremos o mal para nós mesmos.

 O sábio Salomão nos conta sobre o seguinte conselho que recebeu do seu pai, Davi: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.” (Provérbios 4:23).


Por Guiomar Barba
Correção: Carlos Bompastor





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sexta-feira, 29 de julho de 2016



                                                            TEMPO DE CÃES

É, estamos vivendo esse tempo quando do amargo se diz doce, do doce amargo, do bem se diz mal e ao mal se chama bem. (Isaías 5.20).

Estamos vivendo o tempo onde grupos de interesses ideológicos, políticos, econômicos e religiosos se valem de estratégias de manipulação do inconsciente e consciente coletivo para impor valores há pouco estranhos a nossa sociedade.


Estamos vivendo um tempo em que cães e gatos se transformaram, pela força da mídia, em irmãos, irmãs, filhos, filhas, membros da família humana. Cães e gatos agora são príncipes e princesas da casa merecendo mais atenção, cuidado e investimentos do que crianças. 


Estamos vivendo um tempo em que por força da mídia, televisiva principalmente, instrumentaliza-se o Estado para enterrar o mais profundo possível a identidade biológica humana viabilizando-se não somente a amputação das genitálias, mas da própria ciência obrigada a vergar-se aos interesses para afirmar que o conceito de masculino e feminino, de pai e mãe são meras convenções sociais mutáveis ao sabor das pressões bestiais. 


Estamos vivendo um tempo onde a moral cristã é a raiz de todos os males da sociedade; onde a apostasia da fé cristã bíblica é sinônimo de libertação de algemas do preconceito, aquele conceito que diz que pecado é pecado passível de juízo e condenação. 


Estamos vivendo um tempo quando a biblioteca chamada Bíblia Sagrada, um conjunto de 66 livros escritos por mais de quarenta autores ao longo de vários séculos antes e depois de Cristo, cujos escritos persistem em não sucumbir diante de várias tentativas por toda a sua existência, tem seus relatos chamados de lendas, seus ensinos são chamados, neste nosso tempo, de fundamentalistas, preconceituosos, seus juízos, suas sentenças são chamados de mentiras e ilações. 


Mude a sociedade, apostatem os crentes, mas o justo viverá por fé edificando sua casa sobre a Rocha esperando o tempo de sua reunião com o Senhor na certeza de sua salvação da condenação eterna do fogo do inferno, absolutamente convicto de que aquele que prometeu em nenhum momento da história deixou de cumprir suas promessas.


Aos crentes, fiquemos com a afirmação do Senhor Jesus: “Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não hão de passar”. (Lucas 21.33)

 
Digam o que disserem, creia ou deixem de crer, mas há um povo privilegiado, escolhido por Deus que está vivendo um regime intensivo de preparação, culto e serviço do Reino, absolutamente seguro de que o Senhor Jesus virá nas nuvens com poder e glória busca-lo para o lugar que Ele foi preparar.

Por Jair Rocha
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

SEDENTA


 Faz algum tempo que não sinto apetite por congressos; não tenho apetite para ouvir grandes pregadores, não sinto desejo de orar por orar, nem de ler a bíblia por obrigação. Meu coração tem chorado tem gemido, por algo mais intenso que venha do Alto, do Pai das luzes. Sinto-me como a “Mulher do Poço” descrita por Sergio Pimenta.
"Tanta água já puxou meu braço
Tantas vezes já me esqueci
Tantas vezes já senti cansaço
Tantas vezes relutei em vir

 Cada dia este caminho faço
Cada dia é preciso mais
Quanto mais maior é o meu descaso
Pois a água não me satisfaz

Quero deixar a corda, o balde, o laço
Quero beber e não precisar mais
Dá-me tua água que a vida que eu traço
Será nova sentirá a paz."


Não basta um encontro com Jesus, é necessário que Ele seja em nós e nós nEle. Esta é a única forma de sermos realmente Corpo de Cristo. É o único meio pelo qual as nossas mãos impostas sobre os enfermos, produzirão cura. É o único meio pelo qual os nossos pés serão calçados com o evangelho da paz e através de nós, vidas serão resgatadas do inferno. É o único meio pelo qual podemos soprar paz sobre o coração cansado. É o único meio de repartirmos com o necessitado a nossa pequena ou grande quantidade de pão, de roupa, e de água. É a única forma de afofarmos o leito dos enfermos; de alegrar o coração dos presidiários. É a única forma de levarmos as cargas uns dos outros no cumprimento da lei de Cristo. É a única forma de amarmos ao ponto de encobrirmos a multidão de pecado do nosso irmão. Em suma, é o único meio pelo qual os homens glorificarão a Cristo por ver a diferença entre quem está nEle e quem não está NEle..

 Esta sede tem inundado meu ser, tem me tirado a tranquilidade, tem me levado a gemer, a adoecer, tem me mostrado o quanto o meu querer tem sido débil, tem estado muito aquém do entendimento do que é ser um verdadeiro membro do Corpo do nosso Senhor Jesus Cristo. Por outro lado, tem alimentado a esperança de que o querer procede de Deus e que se Ele me faz querer, Ele irá realizar toda a sua boa obra na minha vida. O meu tempo é ontem, mas o tempo de Deus é quando eu estiver pronta. Com Ele mora a sabedoria.

Por Guiomar Barba.



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sábado, 28 de maio de 2016




SALVEMOS OS NOSSOS JOVENS CRISTÃOS

“Jovens eu vos escrevi porque sois fortes e tendes vencido o maligno.”

Olho para os nossos jovens, vítimas das propagandas que estimulam as relações sexuais ilícitas, a lascívia, os vícios, a violência, a homossexualidade e meu coração geme numa poderosa impotência. 

É doloroso sabermos que parte das igrejas tem albergado no seu seio o mesmo estímulo quando covardemente, ou por interesses quantitativos e não qualitativos, omitem o significado dos ensinamentos sagrados: “Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8. 13,14).

Na mesma versão de clubes sociais, estas igrejas procuram manter os jovens coesos com atividades como tocar no louvor, participar de teatros, bandas, passeios, retiros, musicais, comemorações, evangelismos, etc., no entanto, sem oferecer estrutura na Palavra, todas estas atividades não passam de puro entretenimento, em vez de um serviço para o engrandecimento e desenvolvimento do Reino de Deus. Haja vista a quantidade de jovens que mantém relações sexuais fora do casamento; que “ficam”; que são totalmente insubmissos aos seus pais; que usam um linguajar torpe; mentem; se vestem de forma provocativa; disputam namoro dentro da própria igreja, enfim, vivem como sal insípido, como luz sob a candeia.

Ouvi o depoimento de uma garota, estudante de uma universidade federal, testemunha de todas as formas de sexualidade públicas no campus. Ao procurar alguém para dividir um apartamento, lhe foi sugerido partilhar o apartamento com o seu namorado que já residia naquela cidade. Ela então respondeu que ele era seu ‘namorado’ e que não iria morar com ele antes do casamento. A resposta dela foi surpreendente para aquelas garotas que não escondiam as suas práticas sexuais promíscuas. Assumindo a sua diferença, ela se tornou um referencial de comportamento, uma conselheira especial. Quando em angústias, desilusões, suas colegas lhe pedem: “fale do seu Deus para nós, queremos conhecer o seu Deus”.

Esta garota não foi educada por seus pais na Palavra, pelo contrário, eles negligenciaram esta responsabilidade quando, por melindres, abandonaram a igreja. Ela, no entanto, apesar de muito jovem, determinou no seu coração não só ser membro da igreja, mas também vivenciar o evangelho de Cristo, tornando-se assim um instrumento de amor, de vida para jovens que fingem viver uma vida feliz, livre, sem fronteiras.

Nossos jovens têm enfrentado batalhas em todo contexto de suas vidas. Uma grande maioria sem suficiente base bíblica não sabe enfrentar os desafios de como manter pura a sua conduta. Outros por negligenciarem uma vida de intimidade com Deus não têm forças para resistirem aos apelos de uma sociedade corrompida pelo pecado. Terminam assim, enlaçados, vivendo uma vida dupla que não tem sabor.

 Constrangidos e receosos não buscam ajuda e isto, na maioria das vezes, por não conhecerem um líder, um pastor com quem possam abrir seus corações com confiança. Certo de que seu problema não sairá das quatros paredes do confessionário. Esta é uma triste realidade que podemos começar a mudar nos nossos lares. Se nos sentimos incapacitados para orientá-los, busquemos a sabedoria de Deus, a direção a qual necessitamos para tarefa tão difícil e que não deve, de modo algum, ser negligenciada.

Não podemos nos esquecer, no entanto, que os princípios básicos para uma vida cristã sadia, devem ser ministrados desde o útero materno. Sim, no ventre, onde as primeiras lições de amor, de cuidado, de atenção deverão ser prestadas com o temor do Senhor. Sem murmurações, sem queixas, sem mal humor. Entendendo que o bebê começa a receber as primeiras impressões da vida externa neste estágio.

Lembro-me perfeitamente quando eu estava grávida do nosso segundo filho, enquanto eu conversava com uma amiga, um sobrinho e o meu filho Renato, então com quatro anos, estouraram uma bomba na pequena sala do nosso apartamento. Muito preocupada com o nosso bebê, fui ao meu médico e contei a ele o ocorrido. A imediata pergunta dele foi: “O que a senhora sentiu? “Disse-lhe que havia tomado um grande susto.” Ele me respondeu que o meu bebê havia tomado o susto na mesma proporção que eu havia tomado.

Quando nosso filho já estava mais ou menos com três anos, percebi que todas as vezes que ele ouvia o barulho de fogos ficava na posição de ventre e chorava. Eu não me lembrava da travessura dos meus filho e sobrinho, portanto, comecei a pedir a Deus que me fizesse entender porque ele reagia daquela forma. Ele me trouxe a memória o episódio. Chamei meu filho e juntos contamos a Daniel a história da bomba. Renato lhe pediu perdão, oramos, nos abraçamos e então, daí por diante, tínhamos que cuidar do Daniel para que ele, já curado do trauma, não soltasse fogos com os amigos.

O seu jovem de amanhã é o seu embrião, a sua criança, o seu adolescente de hoje. Comece agora a gastar tempo de qualidade com ele, a investir na sua educação. Saiba dizer não sempre que necessário e jamais negligencie a coerência entre a sua vida e o seu discurso. O nosso modo de viver fala bem mais alto do que as nossas palavras.

“Pais, não provoqueis a ira aos vossos filhos”

Por Guiomar Barba
Correção: Daniel Barba.


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

NO DESERTO


“... Jesus viu o céu se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre Ele. ...Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por satanás. Estava com os animais selvagens e os anjos O serviam.” (Marcos 1.10,12,13).

Obedeço viver quarenta anos no deserto aprendendo com o Espírito Santo. Após este mosteiro, quero ser enviada no tempo de Deus, do modo de Deus. Mas cheia de um sensato medo, questionar como Moisés, (Êxodo 3.11), reconhecendo minhas limitações: quem sou eu para servir-Te?

Não quero ir munida da teologia do Calvino ou do Armínio. Não quero ir pertencendo a Paulo ou a Pedro, mas como serva do Senhor dos Exércitos, para aquilo que Ele me designar. Não tenho ideia de quanto tempo Deus continuará me burilando. Mas sei que o deserto é árido, cheio de fantasmas e noites negríssimas. Mas apenas nele, podemos descobrir o quanto ainda há de restolhos dentro de nós.

No deserto, às vezes você não quer ler a bíblia; outras vezes devora a bíblia. Às vezes você não quer orar; outras vezes você passa horas e horas se derramando diante do Senhor com orações, súplicas e intercessões. Muitas vezes seu coração fica profundamente magoado com Deus; outras vezes você fica constrangido com a paciência dEle com você. Várias vezes você fica com raiva de Deus; Outras vezes você fica profundamente arrependido por não amá-Lo como Ele é digno. Outras vezes você é dominado por uma auto piedade que beira a depressão; outras vezes sua autoestima vai a picos. Por várias vezes você deseja a morte; outras vezes você sente uma intensa gratidão pelo dom da vida. Várias vezes nada do que você faça lhe traz prazer; outras vezes você dança sozinha, mesmo que só você escute o som da música.  Em muitos momentos você se sente totalmente abandonada; noutros momentos você percebe a presença constante do seu Pastor.

Ás vezes você tem uma terrível tendência a sentir-se inútil, como canta o Chico: “Há dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu/O tempo estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu...”; outras vezes você sente que a sua vida está como um vaso na roda do oleiro. Às vezes você pensa que Deus está zombando da sua dor, que você é um idiota, achando que Deus realmente se importa com você; para depois acreditar que Deus vai usar você de um modo maravilhoso. Outras vezes você se sente a própria "Gabriela" cantando: "Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ e sou mesmo assim/ vou ser sempre assim...", de repente se vê aos pés de Deus, ouvindo-O lhe dizer: “Não acredite nisto! Sua vereda é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Provérbios 4.18)

De uma coisa temos certeza: “os melhores marinheiros foram forjados em tormentas.” Também sabemos que foi em uma tempestade que os discípulos reconheceram que ao seu Mestre, até mesmo o mar e os ventos obedeciam. (Marcos 4.41). Foi navegando em um furioso mar que um anjo apareceu ao apóstolo Paulo e lhe disse: “não tenha medo!” É preciso que você compareça perante César. Deus na sua graça, deu-lhe a vida de todos que estão navegando com você". (Atos. 27.24).

Foi no deserto que “Elias foi alimentado por um anjo, e fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até chegar a Horebe.” (1 Reis 19.8).
O deserto pode ser um lugar de apenas miragens, quando não atentamos para o Senhor que nos guia numa coluna de nuvem durante o dia e durante a noite numa coluna de fogo. (Êxodo 13.21,22)

O nosso comportamento, e a nossa confiança em Deus, no deserto, determinará se sucumbiremos sob o sol causticante, sob a negridão da noite ou se chegaremos burilados na terra prometida.

Por Guiomar Barba
Correção: Carlos Bompastor.






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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

                                                       PAIS SEM CULPA

Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22.6).

Sabemos que a melhor forma de educarmos os nossos filhos é sendo exemplo, é fazendo o discurso com a nossa própria vida. No entanto, o nosso correto procedimento não nos garante que eles trilharão o caminho certo, sem desvios. Temos como exemplo o próprio Salomão, que apesar de haver nos admoestado dizendo: Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço," (Provérbios 1.8,9) o rei escolheu amar muitas mulheres e, quando na sua velhice, elas o induziram a voltar-se para outros deuses, assim o seu coração já não era totalmente dedicado ao Senhor, como foi o de Davi, seu pai. (1 Reis 11.4).

“Parafraseando” o versículo citado no cabeçalho se sentencia o clichê: “Pais que levam seus filhos para a igreja, não os visitam na prisão”. É sabido que os cárceres estão lotados de Paulos, de Pedros, de Elias, de Moisés, de Esters, de Rutes, de Déboras, de uma lista interminável de “figuras bíblicas” que foram regadas com lágrimas em profundas intercessões por pais cristãos exemplares. Outros, filhos de pais pseudocristãos. Outros, ainda, filhos de pais cristãos negligentes. Mas os resultados nem sempre mudam. Vejamos o exemplo dos filhos de um grande sacerdote: Samuel, ao despedir-se de Israel que exigira um rei, protestou: “O Senhor é testemunha diante de vocês, como também o seu ungido é hoje testemunha, de que vocês não encontraram culpa alguma em minhas mãos.” (1 Samuel 12.5) No entanto, os filhos do sacerdote não procederam à exemplo do seu pai, antes, tornaram-se gananciosos,  aceitavam subornos e pervertiam a justiça. 1Samuel 8.3b).

Com certeza o rei Salomão ainda era bem jovem quando escreveu o provérbio citado. Ainda estava no ardor do temor ao Senhor, comprometido com a sabedoria, e talvez houvesse testemunhado comportamentos segundo a sua afirmação e no seu coração guardava o desejo de seguir com integridade ao Senhor até o final da sua vida.
Cruzamos tantas vezes com famílias que apesar de não conhecer ao Senhor, educaram seus filhos com sabedoria, imprimindo neles uma acentuada coerência moral, formando assim, caracteres dignos. No entanto, foi necessário que tais filhos quisessem assimilar os ensinamentos.

Encontramos também pais em grande aflição perguntando-se onde erraram ou se estão sendo castigados. Ora, é necessário entendermos que nossos filhos fazem suas próprias escolhas e muitos se deixam aliciar por maus companheiros tapando os ouvidos e fechando os olhos para toda e qualquer tentativa que os pais se empenhem em usar para o bem deles, restando aos pais apenas a esperança de que ainda que seja pela dor, eles entendam que “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.” (Provérbios 14.12).

Portanto, pais, não se culpem pelas escolhas erradas dos seus filhos. Não tentem tampouco projetar através deles seus sonhos frustrados.  Como tão belamente nos aconselha Khalil Gibran: “deixem que como flechas eles percorram os seus próprios caminhos, lembrando que somos o arco do qual nossos filhos são arremessados”.

Por Guiomar Barba


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

                                       BATISMO COM ESPÍRITO SANTO

Cumprindo a profecia de Joel que disse: “Derramarei do meu Espírito sobre ‘todos os povos’. O seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.” (Joel 2.28,29) Jesus ordenou aos seus discípulos dizendo: “Eu envio a vocês a promessa do meu Pai, mas fiquem na cidade (Jerusalém) até serem revestidos do poder do alto”. (Lucas 24.49).

Podemos entender perfeitamente que Jesus não estava tratando do dom do Espírito Santo que está em nós, a partir do momento em que nos convertemos, do qual nos ensina Paulo: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a ‘garantia’ da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória". (Efésios 1.13,14). Se assim fosse, visto que eles já tinham crido, Ele não teria mandado os discípulos ficarem em Jerusalém até que viesse sobre eles o batismo com o Espírito Santo, do qual falou também João Batista:  “...Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo”. (Mateus 3.11b).

Em Atos, temos uma descrição precisa sobre o batismo com o Espírito Santo: “Chegando o dia de pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava.” (Atos 2. 1,4).  
                                                                                                     
É bem claro que o barulho foi grande e as “coreografias” não comuns, tanto que os discípulos foram acusados de estarem embriagados, e não por falarem em outras línguas, porque ninguém é tomado como poliglota por estar embriagado.
 Sabemos que as línguas estranhas não caracterizam o batismo com o Espírito Santo. As línguas são um dom, entre muitos outros dons. Mas entendemos que o batismo capacita o crente com poder para testemunhar, segundo falou Jesus: “Mas receberão ‘poder’ quando o Espírito Santo descer sobre vós, e serão minhas testemunhas...” (Atos 1.8)

Vale reforçar que este derramamento do Espírito não se trata do penhor que recebemos na nossa conversão: “...E, se alguém não tem o Espírito de Cristo (penhor) , não pertence a Cristo.” (Romanos 8.9b). Como também, nos diz Paulo, na carta aos Efésios segundo citamos acima, no segundo parágrafo.

 Infelizmente, por falta de um melhor exame bíblico, muitos acreditam que o pentecoste ficou para trás, outros acreditam que só são batizados com o Espírito Santo os que falam em línguas estranhas ou em mistérios. Vamos “berear”?

Jesus nos diz: “Vão pelo ‘mundo todo’ e preguem o evangelho a todas as pessoas... Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu Nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes e eles ficarão curados”. (Marcos 16. 15-18).

O autor do livro de Atos nos conta que Paulo, encontrando alguns discípulos de João, lhes perguntou: “Vocês receberam o Espírito Santo ‘quando creram’? Eles responderam: “Não, nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo”. (Ora eles já tinham o selo, a garantia, o penhor do Espírito) Paulo prossegue: “Então, que batismo vocês receberam? “O batismo de João”, responderam eles. Disse Paulo: “O batismo de João foi um batismo de arrependimento. Ele dizia ao povo que cresse naquEle que viria depois dele, isto é em Jesus. Ouvindo isso, eles foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar. (Atos 19. 1-7).

Apesar de que, a conversão de Paulo tenha se dado depois do pentecoste, ele tinha consciência, por experiência própria, da necessidade de que o converso fosse batizado com o Espírito Santo porque é a fonte de poder para sermos testemunhas de Cristo.
Muitos procuram respaldar sua doutrina de que o batismo foi para aqueles dias, citando: “O amor nunca perece; mas, as profecias desaparecerão, as línguas, cessarão; o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte, profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13. 8-11).  

Compreendemos que Paulo compara o nosso então entendimento espiritual, ao conhecimento normal de uma criança com relação à sua idade. Ou seja, ela percebe a vida com olhos de criança e age conforme a sua percepção, mas quando ela ficar adulta suas atitudes serão de uma pessoa adulta. Usando esta analogia, ele está dizendo que conhecemos as coisas de Deus em parte. Deixando óbvio que os dons só desaparecerão quando o nosso conhecimento se tornar completo. O que só acontecerá exatamente quando estivermos definitivamente com Jesus. Paulo nos deixa nítido o seu pensamento quando diz: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.” (1 Coríntios 13. 12).

Entendamos bem, a última parte do versículo: “... então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.” No tempo presente, nós conhecemos Jesus como somos conhecidos por Ele? Claro que não! Sabemos que, enquanto conhecermos apenas em parte, necessitamos dos dons para a unidade, edificação e crescimento do corpo, como nos diz Paulo tratando da diversidade dos dons: “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, ‘visando ao bem comum’.” (1 Coríntios 12.7).

Não há dúvidas, os dons são repartidos pelo Espírito para edificação da igreja, enquanto ela permanecer neste mundo. Se vamos rejeitar os dons de línguas, profecias, visões que estão listados juntos com aqueles que apreciamos tanto, como a palavra de sabedoria; a palavra de conhecimento; dom de prestar ajuda; dom de administração; estaremos selecionando os dons segundo a nossa fé e não, nos submetendo a sabedoria do Espírito Santo. “Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Coríntios 12. 4-6).

É interessante percebermos que os judeus cristãos também tinham seus preconceitos quanto ao derramamento do Espírito Santo e as suas ações. Quando na casa do Cornélio, Pedro estava pregando e o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra, e eles começaram a falar em línguas, “os judeus convertidos que foram com Pedro ficaram admirados que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios.” (Atos 10. 45).
   
Entendemos que diante da anarquia de uma grande parte das igrejas neopentecostais, diante da falta de sabedoria da maioria das igrejas pentecostais, principalmente sobre os dons de ‘profecias e das línguas’, milhares de pessoas têm ficado confusas e incrédulas com relação ao batismo com o Espírito Santo. Mas a Bíblia é bem clara com alusão às atuações do Espírito e quanto às profecias. 


A questão com falsos profetas vem desde o antigo testamento. Já haviam profetas que faziam comércio do dom recebido por Deus. Um caso bem conhecido é o do profeta Balaão, que se vendeu a Balaque, rei de Moabe para amaldiçoar o povo de Israel. (Números 22. 5-32) 

O teste bíblico é: “... Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor? Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele.” (Deuteronômio 18. 21, 22).


Além do mais, toda profecia tem que estar embasada e respaldada na Palavra e seja qual for a mensagem, Deus se encarregará de confirma-la.

Enchei-vos do Espírito Santo.” (Efésios 5.18).

Por Guiomar Barba.
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