domingo, 8 de novembro de 2009

MEDO DE CONTAR A VERDADE. POR QUE?



Tanta mágoa, tanta amargura, tanta revolta, tanta dor, tanto cansaço da vida, de tudo, toda esta gama de emoções represa no coração, fazendo adoecer a mente, descompensando, tirando a alegria da vida... Mas que fazer? Quem ouviria esta ovelha enferma sem lhe pregar um “sermão”? Sem julgar a sua fé? Sem atribuir maldição ao seu estado? Sem lhe cobrir de culpas além das que já lhe transbordam o coração?

Melhor lhe pareceu colocar uma máscara colorida que lhe disfarçasse bem as sombras do seu rosto esmaecido e continuar transitando entre “os santos”, embora com o coração em pedaços. Mas aquele coração sincero tinha sede de viver a verdade, de vivenciar a palavra na sua íntegra, sentia um desejo ardente de conhecer mais ao seu Deus e o seu poder transformador. Queria pregar com a sua própria vida o Evangelho de Cristo. Derramou então seu coração diante do Deus verdadeiro, do Deus amor, misericórdia, compaixão, longanimidade, compreensão, perdão, restauração e a única coisa que Ele lhe pediu foi que O louvasse, e no louvor ela encontraria a alegria do Senhor, que é a força do seu povo. Obedecendo a voz do seu Senhor ela encontrou também arrependimento e libertação, além do gozo pleno do Espírito.

Não tenho na memória o número de vezes que na hora da dor máxima, do quase desespero, elevei minha frágil e desentoada voz aos céus, com as lágrimas a banhar-me o rosto contorcido pela dor, cantando sempre a mesma música que amo tanto:


TU ÉS FIEL

Tu és fiel Senhor, meu Pai celeste

Pleno poder a teus filhos darás

Nunca mudastes Tu nunca faltastes
Assim como eras e sempre serás.
Flores e frutos, montanhas e mares
Sol, lua, estrela no céu a brilhar
Tudo criaste na terra e nos ares
Todo o universo vem pois Te louvar.


Tu és fiel Senhor, Tu és fiel Senhor

Dia após dia com bençãos sem fim

Tua merce me sustenta e me guarda

Tu és fiel Senhor, fiel a mim.



Pleno poder Tu dás, paz, segurança

A cada momento me guia Senhor

E no porvir oh que doce esperança

Desfrutarei Teu imenso favor.


Lembro também que sempre meu coração se enchia de gozo do Espírito e a força do Senhor me levantava mais uma vez para esperar com paciência o tempo do soberano Deus, que não falha jamais e tem razões justas para nos deixar esperar.



No momento em que estou aqui, escrevendo esta postagem, estou ouvindo a música “Tu És Fiel Senhor”, na esperança também que Ele solucione alguns problemas que têm me trazido momentos de muitas aflições, mas com a certeza absoluta que ainda contarei para vocês, meus queridos leitores, da nossa vitória, Porque Ele É Fiel.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FAÇA SEXO COMO VOCÊ GOSTA SEM NEGLIGENCIAR A SANTIDADE






Perguntaram-me em uma palestra para mulheres: é pecado fazer sexo oral? É pecado fazer sexo anal? Um homem me perguntou em outra feita: você concorda que o homem mame na mulher? Duas mulheres me disseram: meu marido quer variar de posição e eu não aceito. Como devemos fazer sexo? O que é ou não pecado?



“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2).


Deus nos deu esta benção chamada sexo para que desfrutemos dela. Para que nos tornemos uma só carne com a pessoa que amamos e juntos gozemos em relaxe das delícias do amor.


Temos o instinto que dando vazão a ele seremos direcionados a procedimentos que nos trarão prazer absoluto, sem que tenhamos constrangimentos ou culpas. Em conseqüência dessa mente renovada, dominada por uma escala de valores sublimados, esse instinto será seguido segundo padrões santos.


Salomão, em Cântico dos Cânticos, expõe sua intimidade na sexualidade como um esposo amante, carinhoso, sensível às sensibilidades eróticas femininas, das quais ele também sabia tirar proveito. Ele se deliciava em contemplar a amada atentamente.


Que formosos são os seus passos dados de “sandálias,” (veja o detalhe)
Os meneios dos teus quadris são como colares trabalhados por mãos de artista.
O teu umbigo é taça redonda, a que não falta bebida;
O teu ventre é monte de trigo, cercado de lírios.
Os teus dois seios, como duas crias, gêmeas de uma gazela.
O teu pescoço, como torre de marfim;
Os teus olhos são as piscinas de Hesbom,
O teu nariz como a torre do Líbano, que olha para Damasco.
A tua cabeça é como o monte Carmelo,
A tua cabeleira, como a púrpura; um rei está preso nas tuas tranças.


Em meio a tão minuciosa apreciação da sua amada, ele parece haver sido tomado de êxtase e absoluta excitação e exclamou:


“Quão formosa e quão aprazível és ó amor em delícias!
Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos.
Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos.
Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs.
Os teus beijos são como o bom vinho.”


Percebamos, no entanto, que a Sunamita não era a diversão sexual de Salomão, mas ela era tão ativa quanto ele, exaltava-lhe também o porte e apreciava verbalmente suas carícias e verbosidade.
Vejamos como ela completa seu poema: "
vinho que escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes."


Ela não era uma mulher insegura quanto ao amor do seu esposo, ela proclama confiadamente: "Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim."


Ela era ardente, expressiva, desejou beijá-lo publicamente, como não era comum na sua cultura à uma mulher que não fosse de moral duvidosa.


“Tomara fosses como meu irmão, que mamou os seios de minha mãe! Quando te encontrasse na rua, beijar-te-ia, e não me desprezariam! Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber vinho aromático e mosto das minhas romãs. A sua mão estaria debaixo da minha cabeça. E a sua direita me abraçaria."


Precisamos como a Sunamita exprimir nosso conceito sobre nosso esposo. Ela faz uma descrição da "sua altura, cor, cabeça, cabelos, olhos, faces, lábios, mãos, (vejamos que ela vai mais longe que ele) ventre, pernas, porte, voz e completa: sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, tal, o meu esposo."


Aquela mulher amante, expressiva perturbava as entranhas de Salomão quando pousava nele os olhos. Ao observá-la ele a desejava. E para ele, ela era única.


“Sessenta são as rainhas, oitenta, as concubinas, e as virgens sem número.
Mas uma só é minha pomba, a minha imaculada.”


Trago a memória o desafio de Saint Exupéry no livro O Pequeno Príncipe: “Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo...”


Você não é mais amado (a) por ter o corpo escultural, olhos azuis, verdes, castanhos ou negros, mas sim, porque você é contemplado (a) pela ótica do amor que penetra muito além dos limites da carne. Aos olhos de Salomão sua esposa era perfeita porque ele a amava.


Uma baixa auto-estima empece uma entrega descontraída, desnudada ao relacionamento sexual.


A religiosidade é um demônio que represa as disposições que queimam os maiores amantes e provoca separações dolorosas. Ela cria pecado onde não existe, ela dissipa as festas do amor que trariam alegria, ela proíbe o lazer que nos traz descanso e renovação, ela nos submete a uma aparência de vida. Ela é a própria morte.


Portanto, deixemos que a palavra lave nossa mente, e estaremos aptos ao relacionamento a dois com total liberdade, sem a luxúria que exige os encontros desprovidos de amor. A própria natureza se encarregou de nos prover o aparelho genital para nos deleitarmos sexualmente e os nossos instintos sadios que nos levam as carícias preliminares de importância fundamental para um relacionamento totalmente prazeroso.


“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1Coríntios 7.5).

domingo, 25 de outubro de 2009

NOSSA RELIGIOSIDADE DECADENTE

DECADENTE GRAÇAS A DEUS
Muito tem sido falado a respeito da invasão satanista na igreja. Conversa vai, conversa vem, um grupo insiste em procurar sinais de que esta invasão é uma realidade. Instituições eclesiásticas de grande peso, se movem muito lentamente, principalmente quando se trata de assuntos voltados para a questão da batalha Espiritual. As pedras, neste sentido, têm se movido com mais eficiência, cumprindo uma ameaça do Senhor de substituir a religiosidade institucional por pedras.

Enquanto efetuávamos nossas profundas análises semânticas sobre o tema da invasão luciferiana, seus agentes se aproveitaram de nossa lentidão e, comendo pelas beiradas, se instalaram de vez. Faltou coragem e sobrou soberba. Coragem para separar o trigo do joio, uma operação arriscada, sem dúvida, mas necessária, desde que a façamos com precisão cirúrgica e estejamos dispostos a correr riscos. É assim que os médicos salvam vidas, agindo, e não pensando. Em uma avaliação rápida da nossa capacidade de reação, saímos perdendo por causa do temor dos riscos e da cura.

A fáuna demoníaca que se instalou nos ramos da mostardeira é incrivelmente variada e impôs costumes bizarros. Começando pelas bugingangas ungidas, passamos pela toalha suada, pelas declarações de prosperidade, pelo enriquecimento ilícito, caminhamos através da lavagem de dinheiro, deparamos com a gravidez indesejada causada pelo clero, recebemos unções penianas e vaginais, encontramos com o demônio da cocada preta, o da espiga de milho, participamos dos rodopios, e da unção da lagraticha, que nos aperta contra paredes. Como se não bastace, achamos demônios escondidos por detrás das bananeiras e aberrações nunca dantes imaginadas.

Somente a nossa soberba eclesiástica poderia nos fazer imaginar que somos invulneráveis a estas tentativas de infiltração. O triunfalismo parece ser a nossa tendência natural. A Igreja já foi sua vítima no passado, quando Constantino se aproveitou dela e infiltrou um sincretismo religioso que quase a destruiu. Depois disto vários tsunames e ventos de doutrinas têm encontrado guarita nos galhos desta mostardeira, que abandonou sua essência original, a de hortaliça e se transformou em uma grande árvore.

Sonhos de grandeza, muitas vezes estimulados por demônios se infiltram através de nossa soberba, nos fazendo delirar com visões de púlpitos dourados e de multidões arrebatadas. Sonhos que caminham na contramão dos projetos simples, mas eficientes gerados na mente da Pedra Fundamental. A grandiosidade nos coloca fora de controle e nos distancia da realidade do povo. Em um auditório não vemos rostos, só vemos números. Nesta simplicidade que a Igreja de Éfeso ganhou a Ásia e na sua soberba a perdeu.Este tipo de religiosidade está decadente, Graças a Deus. Será que devemos nos esforçar para mentermos vivo um paciente tão moribundo, que ficaria melhor enterrado? Construir o novo usando material antigo? Jogar a nossa história na lata do lixo? Incendiar placas? Declarar Guerra Santa?Para quê tudo isto. Hoje nem sabemos mais quem somos. Temos algo a apender com nossos erros, mas precisamos tomar providências. É preciso iniciar uma discussão corajosa em torno do assunto, antes que seja tarde demais.


SOB NOVA DIREÇÃO










Quando escrevi o Livro Sob Nova Direção, achei que havia chegado a hora de ajuntar os cacos e construir novamente o Corpo de Cristo. Ninguem quer reconhecer que cochilou diante de um poder mental e espiritual capaz de fazer a mentira parecer verdade e a verdade aparentar mentira. Foi assim que Lúcifer conquistou espaco e influencia em nosso meio.

O sinistro agrega em seu arsenal o instrumento bélico mais perigoso já inventado pela industria de guerra, a invisibilidade. Ele é capaz de abrir fendas existenciais pelas quais penetra nas nossas engrenagens administrativas, mentais, físicas e espirituais. A sociedade cristã, desavisada e soberba, como sempre, desdenhou da sua presenca e poder.

Sua tática de guerra e sutil. A camuflagem sempre foi e será uma eficiente. É vantajoso atacar sem que a sua presenca seja percebida. Quem se esconde em arbustos sombrios vê os que trafegam pelos corredores, estuda os seus hábitos e então pode surpreendê-los com um ataque capaz de minar resistências. Nem sempre quem esta na luz percebe o inimigo escondido em meio as trevas e pode confundi-lo com um aliado.

E assim que o nosso inimigo atua. Hoje vamos denunciá-lo, entendê-lo e procurar táticas de guerra contra ele. Vamos derrota-lo e não tolerá-lo


Finalmente o Corpo será Purificado

Postado pelo Pr. Ubirajara Crespo (Bira)






















quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DO PASTOR ALÉM DO PÚLPITO





















TODO JOELHO SE DOBRARÁ E TODA LÍNGUA CONFESSARÁ QUE JESUS CRISTO É O SENHOR (Filipenses 2.10).

O anjo Gabriel falou ao profeta Daniel acerca de tempos angustiosos que o povo santo experimentaria. Esse tempo tem acontecido por milênios durante os quais violentas perseguições alcançaram tanto Israel como a igreja de Cristo e agora estamos caminhando rapidamente para a plenitude dele.


Comportamento humano, tendências e filosofias maracaram época e determinaram inclusive a maneira pela qual a sociedade se relacionaria com o mundo espiritual. Essas épocas ganharam nomes como iluminismo; humanismo; modernismo e a atual chamada pós-moderno.


Nesta época, a mídia, os meios de comunicação ocupam papel preponderante pela capacidade de manipular as consciências e alterar valores morais, éticos e religiosos em tempo recorde.


Durante esses períodos a igreja sofreu pesadas influências assim como as sete igrejas da Ásia com as quais o Senhor Jesus tratou através das sete cartas escritas por João.


Nunca, entretanto, a igreja que se diz cristã e em especial a que se diz evangélica se deixou influenciar por modismos tão fortes e abrangentemente.


A soberba humana, a rebeldia contra a Palavra, o desprezo a pessoa da Trindade estão sendo alarmantemente praticados em todos os quadrantes deste planeta.


As figuras de Nabucodonozor e do seu filho Belsazar refletem desde aqueles tempos a que ponto o ego se entroniza, mas também a história e testemunho desses imperadores apontam para soberania, poder e glória do criador de todas as coisas. Como naqueles dias chegará o momento em que cheia a medida da ira de Deus derramar-se-á de tal modo que todo o ser humano quer vivo, quer morto livre ou forçadamente se prostrará ante a majestade daquEle a quem somente a Ele é devida a honra e o louvor.





Pr. Jair Rocha.

domingo, 18 de outubro de 2009

CATA BENÇÃOS

















O rei Josafá aceitou o convite do rei Acabe para ajudá-lo em uma guerra contra a Síria, no entanto, solicitou a presença de um profeta do Senhor a quem pudessem consultar, porque ele discerniu que os profetas do rei Acabe certamente “profetizavam” o que desejava o coração do seu rei. A este profeta do Senhor Acabe aborrecia, porque lhe trazia sempre a lume os seus maus caminhos. (1 Reis 22).


Lembro-me de uma moça que, aborrecida com as mensagens da sua igreja, do seu pastor, disse consigo: “vou a outra igreja ouvir uma palavra do Senhor para o meu coração”. Sentada entre o povo, esperava ansiosa a hora da mensagem, quando foi anunciada a presença do pregador. Qual não foi a sua surpresa ao ver a figura do seu próprio pastor que entregaria a palavra que ela tanto desejou para o seu coração.
Ela mesma me contou a experiência...

Nos nossos dias um número incontável de crentes preguiçosos vive correndo de uma igreja a outra em busca de unção, de profetas, de palavras que respondam aos anseios de sua alma. Esta demanda se dá pelo fato de que essas pessoas não estão dispostas a pagar um preço de oração, jejum, perseguição, solidão, sobretudo de obediência à Palavra para tornarem-se agentes modificadores nas suas congregações, pessoas com quem Deus possa contar. Preferem buscar igrejas já estruturadas, com cultos especiais de oração lotados, onde a manipulação das suas emoções lhes traga prazeres instantâneos, embora passageiros, e a palavra não os confronte, não tenha em si poder suficiente para transformar as suas vidas, indo assim de emoções a emoções, de profetada a profetada. Levam, portanto, uma vida sem frutos dignos, sem o bom perfume de Cristo. São pessoas que não deixam pegadas por onde transitam, porque sempre estão dependendo espiritualmente de outrem, quando Deus determinou ao nosso pai da fé Abraão: “Sê tu uma benção.” (Gêneses 12.2). Antes dessa exigência, Deus havia pedido uma atitude de fé e confiança absoluta a Abraão quando lhe ordenou: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que “te mostrarei”; obedecendo ao Senhor a conseqüência foi extremamente gratificante: dele foi feito uma grande nação, além de receber bênçãos e ter seu nome engrandecido. (12.1,2). E o privilégio ímpar de uma experiência dele.

O poder de Deus, a unção de Deus não é um vírus que facilmente se transmite. A palavra de Deus não é manipulável a nenhum profeta, nem mesmo do quilate de Natã. Vemos o exemplo de Davi quando desejou construir uma casa para o Senhor. Creio que diante de todas as bênçãos que Natã havia visto Deus liberando para ele, o profeta entendeu que Deus certamente estaria lhe apoiando naquele projeto e precipitadamente lhe disse: vai, faze tudo quanto está no teu coração, porque o Senhor é contigo. Porém naquela mesma noite, veio a palavra do Senhor a Natã, dizendo: Vai e dize a meu servo Davi: Assim diz o Senhor: Edificar-me-ás casa tu para minha habitação? Em seguida expôs Deus seus pensamentos com respeito a casa e a seu servo Davi e ordenou a Natã que lhe dissesse que um seu descendente edificaria a casa do Senhor, mas não ele. (Samuel 7.6-17).

Deus não tem compromisso com as “profecias falsas” que facilmente recebem aqueles que andam em procura de uma palavra de Deus. Ele nos convida a buscá-Lo.

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração. (Jeremias 29.13).


Oséias nos convida a conhecê-Lo profundamente.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3).

Deus tem prazer em revelar-se a todos os seus filhos sem acepção.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A CRUZ FAZ PROPAGANDA DE DEUS




















Deus não é apenas o criador do espaço que abriga toda matéria e toda energia. João tece a candura de proclamar que “Deus é amor” (1 João 4.8,16) J.I. Packer acrescenta que essa declaração “é uma das mais tremendas encontradas na bíblia – e também uma das menos compreendidas”.
Uma coisa dá importância à outra. Apesar de ser o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Deus é amor. Apesar de ser capaz de amar, Deus é o desenhista, o executor e o sustentador de todo o universo conhecido e desconhecido. Uma coisa fala da majestade; outra do sentimento. Deus cria e se relaciona. Se Deus criasse e não se relacionasse, a criação seria órfã. Seria como um bebê saudável, perfeito e bonito sem mãe e sem pai. Uma das evidências do amor de Deus pela criatura é a ordem da criação. Ele só criou o ser humano no sexto “dia”, depois de ter criado tudo para sua sobrevivência, para seu conforto e para sua realização, inclusive sua capacidade de amar e de ter companhia.
Todavia, a maior propaganda do amor de Deus é a cruz: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).
Packer explica que o amor de Deus não é causado, mas voluntário espontâneo.
Ele ama os não-amados e os não-amáveis. O tratamento que Ele dispensa as criaturas e aos pecadores está cheio de amor por dentro e por fora. Ele os trata com misericórdia do princípio ao fim.
Embebecido pelo amor divino, Paulo se põe de joelhos diante do Pai e faz uso da oração para que os crentes de Éfeso sejam capazes de sentir e compreender “quão extenso, quão largo, quão profundo e quão alto é, na realidade, o seu amor” (Efésios 3.18, BV). Porém, o próprio Paulo sabe de antemão que nem eles nem ninguém conseguirá plenamente tal façanha. Assim como ninguém consegue medir a água do mar com as conchas das mãos ou o céu palmo a palmo (Isaias 40.12), é também impossível medir ou pesar o amor de Deus.
A mais famosa e confiável declaração de amor é também o versículo mais conhecido da Bíblia: “Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16, NTLH). À essa passagem deve-se juntar o comprovante dela: Deus “nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós!” (Romanos 8.32, NTL.H).
Packer está certíssimo quando diz “a cruz é a prova extrema da realidade e da imensidão do amor de Deus”!
Extraído da revista ULTIMATO.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ENCONTREI MEU CÔNJUGE NA INTERNET



A casa e os bens são herança dos pais; porém do SENHOR vem a esposa prudente.” (Provérbios 19.14).



É raro que os pais não tenham medo ao saber que seu filho (a) está se envolvendo com alguém através da internet, se aventurando com o virtual, que poderá realmente ser ou não aquilo que se diz ser. Principalmente em um mundo violento, pervertido, perverso em que vivemos, quando até mesmo muitas vezes aqueles que estão a nossa volta no dia a dia nos surpreendem com distúrbios comportamentais terríveis que por tanto tempo conseguiram ocultar. O desconhecido, portanto, o virtual, nos traz maiores inseguranças, dúvidas quanto a possíveis virtudes no virtual. No entanto, para nós que temos a Jesus como senhor das nossas vidas, que cremos em um Deus que dá a direção certa aos nossos passos quando dependemos dEle, se não agirmos sob impulsos e independência de Deus, não há nada que temer.

Fui testemunha de um casamento em que os pais da jovem tiveram todos os medos naturais e fizeram o possível, principalmente o pai, para impedir. Entrei como advogada de defesa, certa de que Deus estava naquele relacionamento. Sabia que era uma responsabilidade pesada e grandiosa para mim, mas tinha a convicção de que Deus estava me dirigindo, para isto orei intensamente com muitas lágrimas e temor, argumentei até conseguir a aprovação do pai, porque da mãe foi mais fácil, as mulheres são mais sensíveis. Graças a Deus pelo equilíbrio dos raciocínios entre os dois cônjuges. Graças a Deus porque eles se casaram e os pais da moça ganharam um verdadeiro filho em vez de um genro.

Tenho outra amiga que infelizmente não pude estar presente em seu casamento, mas pude aconselhá-lo, evangelizá-lo e vê-lo convertido ao Senhor depois que ele deixou de ser virtual e passou a “exibir’ suas virtudes entre nós. Eles estão casados há alguns anos e nunca houve motivos para arrependimento, ele tem sido um excelente marido.



“Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR.” (Provérbios 18.22).




Conheço, no entanto, outra pessoa que namorou nove longos anos com uma moça, casou com ela e viveram muitos anos juntos, tiveram um filho e depois de todo este tempo de convivência ela foi terrivelmente desleal a ele, não com adultério, mas infamando-o injustamente, em fim, agindo como uma verdadeira inimiga, o que culminou em problemas sérios para ele na sua carreira profissional.



“Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1.19)



Procurei em toda a bíblia algo com relação à mulher que encontra um marido, mas para tristeza nossa, mulheres, parece que o difícil mesmo é encontrar uma “mulher” virtuosa. Encontrei apenas conselhos e advertências para o marido com relação ao trato com a esposa.



“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos.” (Provérbios 12.4).


Mas o assunto em consideração é namoro pela internet. Não tenha medo se encontrou alguém na internet que lhe impressionou e que você está decidido (a) a conhecer melhor com intenções de um relacionamento para casamento. O que você deve temer é sair do centro da vontade de Deus. Busque certeza do Senhor, mas lembre-se: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jeremias 17.9).



Jamais inicie um namoro para ver se dar certo. Lembre-se que um dos dois pode se envolver, amar realmente, e um rompimento por parte daquele (a) que não foi flechado vai trazer dores e marcas indeléveis no coração da outra pessoa. Peça a Deus que lhe dê certeza se a pessoa por quem você está interessada (o) é a pessoa certa para sua vida.



Lembro-me de um amigo que decidiu namorar uma moça que o amava muitíssimo para ver se dava certo. Pedi a ele que não o fizesse porque ela ia se machucar demasiado, eu o conhecia o suficiente para saber que ele não estava envolvido e também que não ia se comprometer. Ele não me atendeu. Começou a namorar e não lembro bem, mas creio que após dois meses, eu soube que ela estava muito enferma na casa de uma amiga porque ele havia terminado com ela.
Um dia ele me procurou e me disse que ela não era a pessoa que ele queria. Eu falei para ele o quanto ela estava enferma, e do mal que ele havia feito a ela simplesmente tratando-a como mais uma das suas experiências. Disse-lhe que havia brincado com sentimentos muito fortes e que ele poderia sofrer uma experiência igual para saber o que significa ferir tanto uma pessoa que o amava. Eu realmente fiquei muito magoada com ele, apesar de que o amava muito. Não foi uma maldição, como muitos podem pensar que lancei sobre ele, apenas ele teve uma lição necessária. Ele sofreu, e sofreu muito por um amor que também lhe disse que não seria a pessoa certa para ele, eu conhecia também muito bem a garota, me era íntima.

você ache estranha a minha forma de agir com o meu amigo como se quisesse manipular a vida dele, mas, por favor, não me julgue, sempre que me relaciono com alguém muito especialmente, Deus me mostra aspectos fundamentais para a vida dessa pessoa, as vezes mesmo eu estando bem longe e graças a Deus nunca me lembro de haver enganos. Mas fique tranqüilo(a), ele está bem casado, tem filhos preciosos, é um homem de Deus, totalmente comprometido com o reino e continuamos, a despeito dos tempos e distância geográfica, bons amigos.

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6.14).
Espere que haja conversão, amadurecimento espiritual e convicção de Deus, não se apresse, e não sofrerá dores que poderiam ser evitadas. A dor que trás proveito para amadurecimento não é aquela que provocamos por imprudências.

Lembro-me de um seminarista que estava se preparando para casar quando lhe perguntei se ele tinha certeza que aquela moça seria a pessoa certa para a vida dele. Algo me dizia que não. Ele, com um certo orgulho espiritual, respondeu: o crente tem a mente de Cristo. Respondi-lhe: cuidado para essa mente não estar equivocada. Eles casaram, não demorou muito, ele estava com um filho sob sua guarda porque a mulher que a “mente de Cristo” escolheu para ele o havia traído.

Dói-me a quantidade de divórcios e separações no meio evangélico. Se realmente fossemos submissos a direção do Pai não teríamos tantos dissabores nas nossas vidas conjugais.

Fui muito criticada por estar solteira, por esperar muito no Senhor. Não tomei, no entanto, a decisão de casar com o homem que já havia me elegido e dizia me amar tanto, enquanto não busquei com jejum e oração a convicção de que nós seríamos felizes em Cristo. E dou muitas graças ao nosso Pai que confirmou a escolha do meu marido no meu coração e somos realmente felizes com os nossos dois preciosos filhos. Nosso Pai me levou para a Bolívia, onde me esperava o meu amado. Onde estiver seu cônjuge, seja através de uma viagem, da internet ou de um encontro “casual”, a pessoa que Deus tem para você cruzará o seu caminho, e aos dois caberá lutar pela harmonia do lar, pela paz que está acima do nosso pensamento.

Que o Senhor ilumine a sua alma, que você saiba esperar com paciência, sabendo que Deus tem o melhor para a sua vida.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O PASTOR ALÉM DO PÚLPITO ESTÁ DE VOLTA


Leia-se antes no blog http://juliosevero.blogspot.com/


Em esquema desesperado para comover o Brasil e aprovar rapidamente o PLC 122, Fátima Cleide inclui mulheres, evangélicos, idosos e crianças em nocivo projeto de lei anti-“homofobia”
Julio Severo


Para seu conhecimento, Exma. Senhora Senadora Fátima Cleide, Li a integra do seu pronunciamento feito do dia 28/09/09 no senado.

Nessa peça a senhora se diz cristã, católica e aprendiz do grande Mestre Jesus especificamente no quesito "serviço a todos".

Ainda bem que a senhora especificou o seu aprendizado. E como aprender não significa, necessariamente, praticar, a sua compreensão expressa do Evangelho bem demonstra o seu distanciamento da prática.

Excelência, venho informar-lhe ou dizer que percebi e assim como eu, certamente, várias centenas de brasileiros e brasileiras, que a senhora esqueceu ou omitiu, do verso 11 do capítulo 8 do Evangelho segundo S. João ao valer-se da história da mulher adúltera.

Jesus não defendeu o adultério da mulher, nem sua prática de pecado. "Vai e não peques mais", disse-lhe Ele.

Se a senhora fosse cristã o texto bíblico lhe seria precioso e padrão para o seu servir. Seu desserviço a sociedade brasileira nega seu discurso.

Quem quiser, a despeito do Evangelho, dos valores cristãos e da justiça divina, viver na prática do pecado, sodomia, pedofilia, estelionato, inclusive o eleitoral, ou transgressão de qualquer ordem, que o viva.

Cada um dará contas a Deus, em juízo sem misericórdia, quando não houver arrependimento sincero e a tempo, mormente as penas da lei e justiça humana quando couber. Entretanto Excelência, através de manobras políticas de bastidores, de embustes e de malversação da verdade tentar subjugar a consciência da maioria da população brasileira utilizando O Estado que se quer, laico, de direito e democrático para subtrair direitos constitucionalmente adquiridos de liberdade de expressão de pensamento é umgigantesco desserviço.A tentativa de Vossa Excelência de dar uma roupagem aceitável para esconder a essência do PLC 122, me parece, é preparar terreno para a desobediência civil. Caso a senhora seja realmente cristã e esteja momentaneamente equivocada quero, humildemente, chamar-lhe a retornar ao fundamento do cristianismo, a Palavra de Deus, que é a essência do amor, mas também é a essência da justiça infalível.

Assim, por favor, leia: Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal, que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo. (Isaías 5:28).

Lembro-lhe ainda que aquele a quem a senhora se refere como o grande Mestre pautou seu viver e seu discurso pelas Escrituras e a cumpriu cabalmente até entregar sua vida na cruz, sofrendo a justiça que nos cabe para ser o resgate pelos que crêem.


Jair Rocha


Exmo. Sr. Senador Marco Maciel,

Desde que comecei a ter consciência do contexto político tenho V. Excia. como cristão, homem íntegro de ilibada moral a quem passei a admirar, inclusive sua relação com seu pai, mesmo acompanhando a distância.

Não posso aceitar que agora, após tantos anos de militância política limpa, vossa excelência esteja, nos bastidores, cooperando com a senadora Fátima Cleide na construção de mais um estelionato eleitoral entre tantos que tem sido praticado contra a maioria da população brasileira.

Essa senhora que se diz cristã, como bom conhecedor da Bíblia que creio o senhor seja, há de perceber que está usurpando malignamente parte do Evangelho para justificar perante católicos e evangélicos um texto de lei absolutamente anti-cristão e contrário ao pensamento da maioria da população brasileira. (... do Senador Marco Maciel, que foi um dos idealizadores do requerimento, para que a gente possa apresentar essa nossa proposta de substutivo. Parte do Discurso da senadora Fátima Cleide 29/08). No texto do Evangelho de (João 8:11), senador Marco, Jesus é taxativo contra o pecado da mulher adúltera como seria hoje contra a aberração homossexual. O Senhor bem sabe que o que se está tentando fazer através de um Estado que se quer laico e instrumento de democracia é utilizá-lo como força coercitiva contrária a liberdade constitucional de livre expressão do pensamento. O Senhor bem sabe que o substutivo do texto original é um descarado embuste mascarado de defesa dos direitos humanos. Como cristão, como cidadão brasileiro sinto-me no dever de utilizar de todos os meios ao meu limitado alcance para informar a quantos possível seja, dessa farça inominável, desse descalabro a que querem submeter a nós, maioria dos brasileiros. Querem lacrar nossas consciências. Quem quiser viver a sodomização, quem quiser matar-se moralmente que o faça, mas não me tentem impedir de expressar-me contra a transgressão de valores morais, éticos e cristãos. Cada um dará contas a Deus, em juízo, do uso que fizer dos dons que graciosamente recebeu de Deus. Desejo que o nosso Deus o abençoe de tal forma que o senhor possa rever sua posição sobre o PLC 122 e similares em trâmite a fim de que essa culpa não lhe seja imputada pela justiça divina.


Pernambucanidade

Jair Rocha

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A BÍBLIA RELATA QUE JESUS CHOROU E NUNCA QUE SORRIU





“O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.” (Provérbios 17.22).



Creio que a bíblia só narra duas ocasiões em que Jesus chorou, ainda que alguns escritores citem outros exemplos, como quando Ele lamenta sobre Jerusalém (Mateus 23: 37). Preferimos, todavia, citar estes dois casos, que não deixam dúvidas que Ele derramou lágrimas. “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! JESUS CHOROU. João 11.32-34).

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e LÁGRIMAS, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade. (Hebreus 5.7).

Cremos que muitas outras vezes Jesus viveu grandes emoções até as lágrimas, Ele era o homem Deus, obviamente sensível às dores do povo. No entanto, apesar de testemunhar das injustiças sociais, das violências, da religiosidade malvada que escravizava o homem e era usada por fariseus hipócritas e outras castas contra os menos favorecidos, Ele não se entregou a amargura de alma, revolta, sarcasmo, nem usou de meios tumultuosos para mudar a história. Ele começou a escrever uma nova história com a sua própria vida. Agregou a Si homens comuns, com enfermidades espirituais, psicológicas, deformidade de caráter, como qualquer outro ser humano, e tratou de, segundo a medida da disposição e da fé de cada um, imprimir-lhes o seu caráter divino, restaurando-os a imagem e semelhança da Trindade. “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”; (Gêneses 1.26) encarregando-os de continuar a sua obra após sua ascensão.

Um homem amargurado não atrairia a si as multidões cansadas, marcadas por dores, mágoas, feridas e tantas outras mazelas, e sim um homem que trazia no seu olhar uma esperança eterna, um alívio imediato, respostas absolutas para suas interrogações, segurança apesar de um mundo em decadência. Uma pessoa triste, mal humorada, amargurada, não convenceria as multidões que a sua prédica era fidedigna, no entanto, as pessoas podiam perceber no olhar de Jesus que as tristezas decorriam em sua alma por pura e simplesmente empatia. “Deus o seu Deus o havia ungido com o óleo da alegria.” (Hebreus 1.9).

A sua missão, portanto, sob a direção e unção do Espírito Santo era pregar boas-novas aos quebrantados, curar os quebrantados de coração, proclamar libertação aos cativos e por em liberdade os algemados; apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que CHORAM e a por sobre os que estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória. (Isaias 61.1-3).

Com semelhante missão, podemos ter uma idéia do riso constante esboçado nos seus lábios, o brilho de alegria refletido em seu olhar e quantas risadas de gozo ao ver os leprosos pulando de alegria, os cegos gritando em delírio: vejo! Os surdos proclamando que ouviam, os paralíticos saltando, os leprosos como fora de si contemplando a sua própria pele limpa como a de uma criança sadia, os enlutados abraçando seus ressuscitados em êxtase profunda, querendo saber tudo que aconteceu após vida terrena, os prisioneiros de demônios em seu perfeito juízo louvando-O agradecidos, os discípulos aterrorizados com os cento e cinqüenta grandes peixes que também não rompiam a rede que não fora tecida para tamanha pesca, a delícia dos pães e peixes que foram multiplicados, o saboroso vinho no casamento de Caná da Galiléia.

Quanto deve haver gargalhado Ele junto com os seus discípulos, ao ver o mar se encolhendo da sua fúria sob as ordens poderosas do seu Senhor. Quanta dança deve ter tomado seu coração fazendo rodopiar seu corpo ao lembrar a alegria que inundou o coração da Madalena ao receber seu indulto e ainda ser justificada diante dos seus acusadores.

Indubitavelmente Jesus teve razões sobradas para derramar abundantes lágrimas, mas com certeza muito mais motivos de riso, gozo, testemunhando da glória do Pai em favor das multidões marcadas pela dor e conseqüências do pecado.

Apesar de todos os milagres realizados, quando os discípulos eufóricos lhe disseram que os demônios se lhes submetia, Ele respondeu: alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus. (Lucas 10.20).

“O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.” (Provérbios 15.13).

É natural termos momentos de tristeza, mas viver abatido, amargurado, sempre se lamentando, é ilhar-se e minar-se para enfrentar a crueza da vida. “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar? (Provérbios 18.14).

Portanto, Jesus deixou claro, a nossa maior alegria deve ser a certeza da vida eterna e Ele é a vida eterna. Aleluia!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O SENHOR É MEU PASTOR, MAS ME FALTA TANTO



“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma.
Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo sempre.” (Salmo 23).



Como podemos aplicar nas nossas vidas este conhecimento de Davi, quando nos falta emprego ou no trabalho temos sido alvos de inveja, ou perseguições, nossos inimigos tem sido vitoriosos sobre nós, as enfermidades nos debilitam, nossos filhos estão vivendo em rebeldia, nosso cônjuge têm sido alheio às responsabilidades do lar e aos deveres conjugais; e tantas outros percalços que se nos deparam nesta vida fugaz têm testemunhado contra este salmo na nossa vida...


Antes de considerarmos o tema, queremos que o nosso querido leitor saiba que as nossas ponderações não são embasadas apenas nas citações da Palavra, mas vai muito mais profundo, estamos confirmando a palavra através de experiências vivenciadas, ou seja, não unicamente no que a bíblia diz, mas naquilo que ela tem sido nas nossas vidas.



Partindo do princípio que somos filhos de Deus e que nEle residem “todas” as nossas fontes, analisemos a coerência da certeza que levou o nosso salmista David a render esta adoração.



Por maiores que sejam as adversidades que o desemprego nos acarrete, se nós confiamos absolutamente em Deus, não vamos entrar em desespero, porque nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a “não andar ansiosos por nada desta vida, quanto ao que havemos de comer ou beber; nem pelo nosso corpo, quanto ao que havemos de vestir, porque a nossa vida tem muito maior valor do que o alimento e o nosso corpo do que as vestes.” (Mateus 6.25). Portanto, mesmo quando nossa geladeira e dispensa estão vazias, nosso Provedor não esgotou seu celeiro. Ele esta apenas testando a nossa fé, a nossa confiança, ou até nos disciplinando como o Pai amoroso faz ao filho a quem ama.


E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. (Filipenses 4:19)”



Não tenho idéia do número de vezes que, após entrar no nosso quarto, fechar a porta e orar ao nosso Pai que ouve e vê em secreto, (Mateus 6.6) fui respondida de maneira sempre as mais inusitadas.
Nunca a amargura tenha raiz brotando em nosso coração, antes ações de graças segundo o exemplo de Habacuque, ainda que não haja... Eu me alegrarei no Deus da minha salvação. (3.17-19).

Uma amiga foi a nossa casa com algumas faturas de usufrutos indispensáveis a qualquer pessoa que vive em urbanização. Ela estava aflita, não tinha como pagá-las e pediu-nos que orássemos sobre elas. Fizemos uma oração objetiva e rápida. Ela se foi com a tristeza de eu que não havia orado com empenho, mas “não é pelo muito falar que somos ouvidos e tampouco por gritar”. Dirigiu-se ao banco, ai estava a surpresa, alguém havia depositado um boa quantia na sua conta. Mais tarde ficou sabendo que seu filho, imaginando que ela ‘poderia’ estar necessitando, fez o presente.

O emprego do meu marido chegou depois de um diálogo com Deus na mais completa intimidade, onde Deus se revelou dizendo-lhe claramente o que esperava dele. Temos provado e visto que o Senhor é justo e é fiel.

Minha avó estava com seus oitenta e tantos anos, quando com voz firme e forte, como se fosse ainda muito jovem, trouxe-me uma mensagem profética, terminando com um doce conselho: lendo a palavra conforto terás. Alguns membros da minha família que haviam se juntado a nós compartilhando a nossa dor, também foram consolados. Creio que dispensaria dizer que em momentos de crises a leitura da palavra tem trazido descanso para o nosso coração, refrigerando a nossa alma. Também ela tem nos ensinado a trilhar nas veredas da justiça.


Meu marido estava deitado na cama com uma dor de cabeça lancinante, muitas vezes ele prefere silenciar em momentos assim, é muito pessoal, por mais estranho e perigoso que pareça. Eu estava em outro lado lendo a bíblia, Deus havia ministrado ao meu coração e eu estava enlevada. Fui compartilhar com ele, ele estava de bruços, sentei-me na cama e li para ele a passagem que havia lido, (deveria haver anotado, não lembro mais qual) depois cantei uma música e sai silenciosamente do quarto. Não demorou, ele me chamou para caminharmos na praia, enquanto caminhávamos, ele me contou que estava na cama com uma dor insuportável e logo depois que saímos do quarto, ele voltou à forma.

Quando fui curada de asma, já os médicos não podiam fazer nada para aliviar meu sofrimento. Eu passava cada vez mais dias na cama que trabalhando. Eu sabia que a medicina não tinha cura para mim, mas ainda que andemos por vales de sombras e de morte, ‘seja qual for a morte’ o nosso Redentor nos garante vida e vida em abundância.

Um dia, quando estávamos com uma turma do seminário fazendo evangelismo dois a dois, entramos em uma casa, sabíamos da opressão maligna que afligia o dono daquela casa. Logo ao entrar vimos um punhal no jardim e como não havia ninguém por ali tratei de esconder aquele punhal por baixo de uma pedra. A dona da casa nos fez entrar após nosso toque na porta. Algum tempo depois, já íamos orar quando o marido que estava no quintal da casa entrou calado e se sentou no sofá à nossa frente, eu estava acompanhada de uma seminarista. De pé fechamos os olhos; foi quando aquele homem, de um salto, colocou o punhal que eu havia ocultado medrosamente na minha garganta e perguntou: vai orar? Titubeei, por um segundo talvez, sentindo a lâmina no meu pescoço, apertei os olhos e orei firmemente por aquela família. Como aconteceu não sabemos, minhas emoções estavam a mil, mas quando abrimos os olhos aquele homem estava caído no sofá com o punhal na mão, e nós saímos do vale da sombra e da morte consolados pelo bordão e cajado do nosso pastor. Já éramos três, porque um seminarista ficou perturbado em saber que estávamos naquela casa e foi ver o que era feito de nós.

Esta não foi a primeira vez que fui ameaçada de morte, trabalhando também com marginais tantos anos, outras ameaças sofri, mas os anjos do Senhor sempre nos cercaram como cita a palavra, e a Bíblia tem que SER em nossas vidas.

Os anjos do Senhor receberam ordens para nos guardar em todos os nossos caminhos (salmo 91). Em várias outras passagens da bíblia encontramos promessas semelhantes de proteção. Assim, também somos advertidos a sermos sóbrios e vigilantes, porque o diabo, nosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge, procurando alguém para devorar. (1 Pedro 5.8).

Imagino o coração de Davi sendo ministrado pelo Espírito, levando- o a compor belíssimos salmos e banqueteando- se com a Trindade, enquanto demônios rugiam, agitavam-se violentamente, desejando destruir aquele rei segundo o coração de Deus, cuja unção descia-lhe da cabeça sobre todo seu corpo, todo o seu ser, transbordando o seu cálice, embriagando-o com as delícias do Espírito, fazendo seu rosto brilhar como brilhou o do profeta Moisés diante dos israelitas perplexos.

Talvez você já tenha passado, como nós já passamos tantas vezes, momentos diante de Deus, e de repente percebeu a presença de demônios a sua volta, tentando impedir que você se aprofundasse mais na intimidade com a Trindade, tentando lhe incutir pavor, desânimo, e quando você resistiu, levantou-se contra você uma verdadeira guerra espiritual, mas você venceu e ficou tão imbuído da presença doce, suave, pura, reconfortante da Trindade que só restou aos demônios permanecerem, se suportaram ainda, à distância, se contorcendo no seu ódio vendo o seu banquete. E você saiu dali sob a unção, com o coração (cálice) transbordante de tal maneira que sua maior alegria é a presença do Senhor (casa), para todo sempre.

Gosto de citar Agostinho: “Evangelize sempre, se necessário, use palavras.”
Ou seja, nós temos que ser a Bíblia Viva. As pessoas não querem saber o que a bíblia diz, mas o que Ela é em nós.

Muitas vezes questionei a afirmação de Salomão: “ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”(Provérbios 22.6) No entanto, ponderemos, será que a maioria dos pais não têm ensinado aos seus filhos apenas o que a bíblia diz sem exemplificar com os seus próprios procedimentos, distanciado-os assim, do caminho da vida? Lembremos de que “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa’ com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer.” (Romanos 14.21).

Temos o exemplo do salmista Davi, que apesar de ser um homem segundo o coração de Deus, era um pai omisso, consequentemente, calamidades afligiram terrivelmente o seu coração. O sacerdote Eli, também admoestado por Deus quanto a educação permissiva que dava aos seus filhos, não acatando a palavra de Deus, viu a desgraça se abater sobre a sua casa e ministério. Por outro lado os filhos também são livres para optarem por outros caminhos, mas tendo o dever de respeitar sempre as regras naturais da família para a convivência sadia do lar. E aos pais cabe aguardar com paciência e longanimidade, em silêncio e intercessão e a restauração dos seus rebentos.

A bíblia ensina que o marido deve amar a mulher como Cristo amou a igreja e que a mulher dever ser submissa ao marido. (Colossenses 3.18–Efésios 5.25). A responsabilidade de cada cônjuge em obedecer a palavra não pode depender da conduta do outro.
Se os argumentos não são suficientes para levar o esposo (a) ao reconhecimento dos seus erros, resta um caminho: “ser criterioso (a) sóbrio (a) a bem das suas orações.” (1 Pedro 4.7). Orar é o caminho. Esta senda eu creio que só não funciona se o amor de um dos dois e/ou dos dois houver morrido efetivamente e ainda assim se não houver neles e/ou nele(a) disposição para buscar em Deus, que é a fonte de todo bem, a restauração do amor.

O Senhor é o meu pastor e nada nos faltará mesmo!