terça-feira, 28 de agosto de 2007

QUEBRANDO O ENCANTO

Neste ano de 2007, Deus nos deu uma grande bênção: a aprovação no primeiro vestibular, na Universidade Federal de Sergipe. Estou próximo de avançar ao segundo período do curso de Administração e ainda me faltam palavras para agradecer a Deus por essa bênção. Mas com ela também me veio uma matéria obrigatória que com certeza tem sido muito usada por satanás para confundir e até mudar a cabeça de muitos jovens cristãos: a Filosofia. Os professores são cheios de artimanhas e questionamentos que muitas vezes abalam a fé de alguns. No meu caso, estou sendo “forçado” a ler um livro de Daniel Dennett, um dos maiores céticos da filosofia contemporânea. O livro se chama Quebrando o Encanto e trata da religião, seja ela qual for, como fenômeno natural, cultura criada por homens. Em algumas passagens do texto, o autor deixa claro seu desprezo pelas religiões sob o argumento de que elas são simbiontes culturais que são passados de pais para filhos, prolongando assim por décadas e até séculos, dogmas e crenças criadas para fins que ele ainda tenta definir concretamente. No entanto, não quero aqui refutar o filósofo, mas sim concordar com ele. Tenho visto e me entristecido muito, às vezes desanimado, em ver que a Igreja hoje vive absolutamente dominada por um encanto: a religiosidade. Muitos cristãos hoje vivem uma vida de rotina religiosa. Vão à igreja aos domingos (durante a semana, esporadicamente), dão seus dízimos e ofertas, cumprimentam os irmãos na saída dos cultos e voltam para suas casas para esperar a semana passar e no próximo domingo retomar com a rotina. Quantas vezes nesse intervalo entre os dias de cultos fazemos O NOSSO culto a Deus? Quantas vezes separamos o nosso tempo para estar com Deus a sós? Estamos vivendo uma letargia espiritual porque nos deixamos encantar pela religiosidade, porque nos contentamos com apenas ouvir palavras no culto e deixa-las de lado até o próximo encontro na igreja. E mais uma vez concordando com Dennett, estamos apenas prolongando a vida de dogmas e crenças que não fazem diferença alguma na nossa vida. Estamos presos à religiosidade. Religião não salva, estamos cansados de saber isso, mas não pomos em prática o que sabemos que nos dá a vida eterna: a Santidade. E não a conseguimos apenas freqüentando os cultos e abraçando os irmãos, mas crucificando a nossa carne, o nosso EU, para vivermos uma vida de piedade e comunhão com Deus. Precisamos URGENTEMENTE lutar para quebrar o encanto que está sobre nós e viver a plena Santidade do Senhor, para que pessoas como o autor do livro vejam que não apenas praticamos uma religião, mas sim vivemos a vida de Cristo. Renato Barba.



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