sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A ENTREGA


Desde muito novinha, não sei se acontece com todas as meninas, eu sonhava com um filho, sentia saudades, fazia planos, amava-o profundamente.
O tempo passava. Deus nos chamou para missões, viajávamos muito, trabalhando daqui para lá, abrindo centros de recuperação para viciados, e nos entregávamos de corpo e alma àquele trabalho porque o amávamos muito e víamos a benção de Deus confirmando a obra das nossas mãos.
Um dia acordamos, já estávamos com uma idade razoavelmente preocupante, para quem queria ter filhos e não queria viver só toda a vida.
Foi quando pedimos a Deus nosso marido. Ele chegou, com muito amor e disposição para casar rápido. Namoramos e depois de oito meses, decidimos casar-nos. Tivemos a confirmação de Deus para tudo. Casamos. Cinco meses depois fiquei grávida do nosso primeiro filho.
No dia vinte de setembro de mil novecentos e oitenta nove, chegou nosso primogênito tão sonhado, levou o nome de Renato, que significa renascido. Minha mãe foi para Bolívia nos acompanhar, serva do Senhor, com muita experiência em maternidade, teve doze filhos e dois abortos.
Não tenho muita certeza, mas creio que quatro dias após seu nascimento, que foi uma benção, ele estava no colo da minha mãe quando teve uma convulsão muito forte. Parecia que estava morrendo, perguntei a mamãe se ele ia morrer, eu estava sem noção de nada, foi tão rápido. Ela acenou com a cabeça como se dissesse que talvez acontecesse.
Imediatamente o tomei em meus braços, alcei-o aos céus e disse com todo meu coração a Deus: Senhor! Se for para Ti, para Tua glória que viva, se não, prefiro que Tu o leves. Ao instante ele ficou totalmente normal e nunca mais teve outra convulsão.
Ele se desenvolveu rápido, era uma criança extremamente esperta, inteligente. Não demorou muito a demonstrar sua inclinação para as coisas espirituais. Ainda não tinha dois anos, creio, quando se ajoelhava perto de mim e passava comigo até horas na presença do Senhor. Não sei o que ele orava, mas ele só levantava comigo.
Aos dois anos aprendeu sobre o sacrifício do calvário e tinha muito cuidado para manter seu coração limpo com o sangue de Jesus. Sempre confessava quando fazia algo errado e pedia perdão chorando muito.
Aos cinco anos ele sabia ler bem e tinha uma compreensão que nos surpreendia. Seu histórico escolar foi ótimo, não nos deu trabalho algum. Aos dezessete anos fez vestibular em três faculdades, sendo duas, particulares. Passou em todas, em uma delas em segundo lugar no curso que escolheu, Administração de Empresas, e na federal em trigésimo quarto lugar; sem que víssemos tanta dedicação para um vestibulando que queria ingressar em uma escola federal. Começou com muito entusiasmo seu curso, nem mesmo a comum greve, esfriou seu ânimo de calouro. Voltou após a greve com a mesma disposição. Mas esperemos até o final de outubro... Com toda gratidão Ao Nosso Deus. Guiomar Barba.



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