segunda-feira, 12 de novembro de 2007

CONTRASTES

Lá estávamos nós, em Lagarto-SE, felizes da vida, com minha mãe chegando aos oitenta e nove anos, alguns irmãos, cunhada, sobrinho, filhos, todos nós envolvidos em um evangelismo em massa, dirigido pelo meu irmão Jadiel Rocha, diretor do PROJETO JONAS. Estávamos lá em uma carreata animadíssima, puxada por motoqueiros, mobiletes, todos nós fazendo vibrar nossa bandeirinha com os dizeres: “Jesus, é dEle que você precisa”, em cima de trios e outros em transportes dos mais diversos. Todos dançávamos à medida do possível no mover dos nossos carros. Eu estava muito contente de poder proclamar com centenas e centenas de irmãos em Cristo a vitória do Calvário, enquanto os dirigentes convidavam as pessoas para um grande evento voltado para a família no estádio da cidade. Tudo perfeito, todos estávamos felizes com os resultados, quase seis mil pessoas lotaram o estádio. Música, cantores, teatro e sorteios abençoaram aquele evento. Emocionada, chorei muito quando vi centenas de pessoas acudirem ao convite de irem à frente com o propósito de assumirem um maior compromisso com Deus e empenharem-se na saúde emocional, espiritual e física de suas famílias. Enquanto os casais abraçavam-se, beijavam-se e comprometiam-se a fazer um maior esforço para promoverem a harmonia em seus lares, estendíamos as mãos sobre eles para abençoá-los. Foi um momento de muita emoção e esperança. No entanto, em meio a todo aquele resultado tão significante, meu coração doía enquanto gemidos enchiam minha alma me levando a suspirar profundamente. Por mais que me perguntasse o porquê, me era totalmente inconcebível que em meio a toda aquela festa espiritual eu estivesse sentindo aquela dor me enchendo o peito. Chegamos hoje, e há poucos minutos, ficamos sabendo a razão da nossa dor, enquanto estávamos ali, lá do outro lado do país morria um amigo, vítima de um atropelamento. Havíamos recebido dois e-mails particulares dele há poucos dias. Sua única filha é missionária em Cochabamba – Bolívia. Havíamos conversado com ela por MSN pouco antes de viajarmos. Dos dois filhos que deixou, um está em lua de mel; sua esposa também nos havia mandado um e-mail há menos de um mês nos relatando um sonho. Agora sabemos que foi um aviso. Ao relatar ela nos disse: Tive um sonho profético. No sonho, era ela quem havia morrido. Lembro-me do que disse Deus: Ambos serão uma só carne. São os contrastes dessa vida fugaz. Enquanto uns dançam, outros choram, mas os amigos estão em sintonia, mesmo em situações diversas. E Deus nos une em uma empatia confortante. Saudades! Graças a Deus pela ressurreição do último dia. Guiomar Barba.



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