sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

DEUS EXISTE?

O êxito da crença cristã deve-se ao fato de ter concebido um Deus à imagem do homem, caracterizado pelos conceitos que regem a vida humana, que propiciou a cognição não de uma abstração, mas a projeção de uma realidade sensitiva, personificada pela figura de Jesus Cristo. Esta transposição de Deus do plano abstrato para o plano material, indubitavelmente, perdida a abstração, caracteriza-O na perspectiva humana. Ele ser o que queremos que seja, e assim, assumir o papel que queremos que assuma. Nesta perspectiva, Jesus Cristo é a divindade criada pela crença para a revelação de Deus e nEle basear toda a sua teologia. Se a humanização de Deus é galvanizadora na adesão à crença, por seu lado, o misticismo de que os aderentes são imbuídos, exige a mistificação, única forma de conhecer a divindade. Para satisfazer essa exigência, a crença dá-lhe características sobre humanas, ao gerá-Lo sem a intervenção da natureza e propor-lhe uma morte contra natura. Também a duração da sua vida humanizada, é feita crer pautada por prodígios, que contrariam uma vez mais, as leis da natureza. Se considerarmos que é a natureza que rege a humanidade, só alguém não regido por ela, poderia ser aceito como Deus. Crer num Deus que se revelou e se tornou sensitivo, a Sua cognição é muito superior a um Deus de noção abstrata, que só a imaginação lhe daria forma. Assim, a crença para dar a credibilidade à Sua teologia, transforma o anti natural em dogma e, baseia a doutrinação na convicção do seu regresso, sendo a conversão alicerçada na esperança do retorno. (Texto enviado por um amigo). É lamentável que alguns céticos tenham chegado a essa conclusão. Se analisarmos suas teses embasados em alguns argumentos, como por exemplo o do biólogo evolucionista Richard Dawkins, um dos mais renomados da sua área e autor do best seller “Deus, Um Delírio”, o que se percebe é uma amargura em potencial contra Deus por não impedir que a maldade de muitos homens tome proporções gigantescas, culminando em guerras, guerrilhas, terrorismo, violência sexual, injustiças sociais, o que não se podendo debelar, traz uma sensação de desespero diante da sua incapacidade, atribuindo assim todas estas atrocidades a inexistência de Deus, sentimento semelhante ao dos Israelitas quanto ao Cristo que eles esperavam que viesse liberta-los do domínio romano. Frustrados nas suas expectativas, crucificaram Cristo. Da mesma forma, os céticos querem matar Deus no coração da humanidade massacrada, ferida, humilhada, mas que ainda retém sua esperança e rejeita a mensagem ateísta, que nada mais é que uma preparação para o reinado do anti-Cristo. Percebamos quanta amargura é aflorada neste trecho de um artigo de Dawkins: “Muito do que as pessoas fazem é em nome de Deus. Os irlandeses mandam-se uns aos outros pelo ar em nome de Deus. Os árabes mandam-se a si próprios pelo ar em nome de Deus. Os imãs e aiatolás oprimem as mulheres em nome de Deus. Os papas e os padres celibatários destroçam a vida sexual das pessoas em nome de Deus. Os shohets judeus cortam a garganta de animais vivos em nome de Deus. As proezas da religião nos passado – cruzadas sangrentas, inquisições que praticavam a tortura, conquistadores que assassinavam em massa, missionários que destruíam culturas, resistência forçada legalmente e até o último momento possível a cada nova verdade científica – são ainda mais impressionantes. E tudo isto pra quê? Creio que se torna cada vez mais claro que a resposta é absolutamente pra nada. Não há nenhuma razão para que acreditemos que existam quaisquer espécies de deuses e há muito boas razões para que acreditemos que não existem e nunca existiram. Foi tudo um gigantesco desperdício de tempo e vida. Seria uma anedota de proporções cósmicas se não fosse tão trágico.” (“A improbabilidade de Deus”, Richard Dawkins). Ó Deus, como dói a nossa alma ler o grito de corações destroçados, sem poder, sem esperanças, diante da crueldade de seus próprios semelhantes, que usam o Teu Nome para camuflar as suas razões hediondas na destruição não só da sua espécie, mas também da belíssima natureza que Tu com Teu poder e amor criastes para desfrutarmos. Como lastima-nos perceber que tantos tenham sucumbido ao ponto de esmerar-se em tentar provar que não És, matando assim seu próprio espírito. Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até que ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e a ciência se multiplicará. Daniel 12:4. Deus é luz! Guiomar Barba.



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