quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

SARADOS PARA SALGAR


Certamente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas Ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Isaias 53:4,5.

O profeta faz uma descrição integral da morte vicária de Jesus. Somos trinos e, como tal, Jesus não deixou Sua obra incompleta na cruz. Ele trouxe perdão para os nossos pecados, restaurando assim nosso espírito a Deus. Trouxe também cura para as feridas da nossa alma e saúde para o nosso corpo.

Nomeou aqueles que atentaram para esta tão grande salvação para levarem este evangelho pleno a toda criatura e pediu ao apóstolo Pedro que apascentasse Suas ovelhas e, em outra ocasião, disse-lhe: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Ou seja, Ele providenciou a propagação do Seu ato restaurador, a formação de currais, não necessariamente com o modelo que os homens construíram, para que as ovelhas estivessem em unidade, crescendo e edificando-se mutuamente. Distribuiu dons entre elas para que ninguém se ensoberbecesse, mas antes interagissem em uma dependência absoluta, ministrando mutuamente estes dons para que cada ovelha caminhe saudável e assim possa ser sal.

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Mateus 5:13.

Infelizmente, inúmeras ovelhas têm permanecido insípidas como o sal deteriorado. Abraçaram o perdão dos pecados, mas não foram curadas nem atadas as suas feridas. Andam de curral em curral em busca de saúde e, na maioria das vezes, nem elas mesmas sabem qual sua verdadeira demanda.
Entendemos, então, porque Jesus, antes de incumbir Pedro do ministério de apascentá-las, insistiu a ponto de entristecê-lo, quando perguntou por três vezes: Pedro tu me amas?

Jesus, como homem, sofreu na carne as nossas dores, entendia perfeitamente as nossas mazelas e sabia o quanto somos frágeis para enfrentá-las. Por esta razão nos compara a ovelha.
Diz-se da ovelha que é um animal dócil e sem nenhum mecanismo natural de defesa. São quase sempre criadas em rebanhos, seu manejo é trabalhoso por ser um animal sensível.
É interessante notar que existem ovelhas negras, muito embora a maioria seja branca, mas não deixam de ser ovelhas, apenas, segundo entendidos, quando há uma alteração genética, a ovelha nasce negra, então ela é considerada absolutamente diferente das demais.
Como nos impressiona o amor incondicional de Jesus, nós injustamente temos a tendência de evitar o relacionamento com esta ovelha vítima de modificação genética. No entanto, Jesus a toma nos braços, leva-a a um lugar seguro, unta-lhe as feridas que lhe foram abertas por razão da sua díssemelhança até que sarem, fala ao seu coração, e não lhe muda a cor, ensina-lhe apenas a tirar proveito deste caráter amoldando-o segundo os padrões dEle. Curada então, aquela ovelha negra passa a salgar com uma eficácia que glorifica de fato O Nome de Jesus.
Mesmo que você não tenha encontrado entre os homens um verdadeiro pastor, lembre-se que O Sumo Pastor também morreu pelas nossas feridas da alma. Guiomar Barba.



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