terça-feira, 11 de março de 2008

CADÊ NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?



Quantas vezes ouvi esta frase com relação ao meu filho quando ele tinha apenas quinze anos, de pessoas de idades as mais variadas: Deixe ele namorar...
Nunca o proibi, ensino-o a viver e desfrutar cada fase da sua vida de forma sadia e equilibrada.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1.

Tenho saudade da inocência da criança, do adolescente que muitos pais roubaram, expondo-as: As novelas, que tem prazer em transmitir o que de mais hediondo prepondera no fundo do coração de muita gente doente, a filmes sem nenhuma edificação espiritual, intelectual ou emocional, mas que simplesmente levam-nas aos vícios, violência e sexualidade precoce.

Tenho saudade dos adolescentes que brincavam na escola, na frente das suas casas sem malícia:
De roda, saltar-corda, queimado, saltar cademia, jogar peteca, pega-pega, esconde-esconde e tantas outras brincadeiras que os divertia a valer sem lhes quitar as horas necessárias ao sono, a alimentação, ou das tarefas escolares.

Tenho saudades dos olhares furtivos, dos encontros rápidos das mãos, dos bilhetinhos apaixonados, românticos, sem maldosas pretensões.

Ninguém era objeto de ninguém, ninguém “ficava” com ninguém como algo descartável para satisfazer apenas seu instinto sexual animalesco.

Nunca se ouvia que tinha que levar seu quase bebê ao psicólogo e que seu filho adolescente estava em crise existencial.
Nunca se ouviu que um adolescente de arma em punho matou seus colegas na escola, professores e muito mais gritante: Seus próprios pais, movidos a drogas ou com o intuito de ficarem com a riqueza para mal gastarem.

A palavra disciplina tomou uma nova conotação, é mais um ato de violência de muitos pais contra os filhos do que uma atitude de amor para educação e condução por um caminho equilibrado e promissor.
Na batalha sem tréguas por bens materiais, vários pais negligenciam o diálogo com seus filhos, não participam de suas dificuldades escolares, não conhecem as suas amizades, muito menos os lugares os quais freqüentam, jamais compartilham com eles de algum lazer, porque não lhes sobra tempo para quem lhes deveria ser mais caro: Os filhos.
Com a consciência culpada satisfazem suas exigências mesmo as mais caras e algumas vezes desastrosas.
Nessa carência, adolescentes e jovens, começam nos descaminhos que nada mais é que um grito, um gemido do mais profundo da alma: Papai, Mamãe! Preciso de abraço, beijos, amor. Percebam-me! Eu estou crescendo, vejam minha voz engrossando, meus pelos surgindo, estou com dificuldade de lidar sozinho com essa nova etapa da minha vida.
Se você, papai, mamãe, fecham os ouvidos, os olhos, escondem o abraço, o beijo, em suma o amor, eles encontrarão lá fora verdadeiros monstros que buscam imprimir em outros suas deformidades. E quando você arranjar tempo, o tempo que você negligenciou abriu uma fenda entre você e seu filho tão gigantesca que você carecerá de todo tempo para vedá-la e talvez fatidicamente não consiga.

Durante vinte anos consecutivos trabalhamos com viciados em drogas, alcoólatras e outros;
Vi lamúrias de pais desalentados, sem forças, sem saber como reparar a sua tão imprudente deixa.
Não prospere essa fileira, assuma seu filho hoje. Pra. Guiomar Barba.



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