domingo, 11 de maio de 2008

CORAÇÃO DE MÃE




“Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes.” Mateus 23:37b.
Jesus, lamentando sobre Jerusalém, expressa uma dor semelhante à de uma mãe que é desdenhada pelo filho que ama.
Que verdadeira mãe não daria a vida pelo fruto do seu ventre?
Compreendemos no amor de Jesus em dar Sua vida por nós um amor muito mais sublime que qualquer outro amor. Ele Se deu na cruz do calvário quando estávamos mortos nos nossos delitos de pecado, ainda quando não éramos filhos, Ele nos amou antes de nos gerar através de uma morte cruel.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome;” João 1:12.

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.” Romanos 8:14.

Uma vez aceitando esta paternidade criada pelo sacrifício da cruz, seremos amados com um amor que extrapola o mais profundo dos amores maternos.

Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não me esquecerei de ti. Isaias 49:15.

“Ainda que viesse a esquecer...” Deus deixa aqui uma possibilidade remota, quase impossível. No entanto, têm se tornado cada dia mais comum mães que abandonam seus filhos, tornando o delito mais grave, uma vez que não é causado por um esquecimento, que seria aceitável se procedente de alguma enfermidade, e sim por desamor, o que evidencia com maior ênfase o amor incondicional de Deus por Seus filhos: por mais obstinado, rebelde, ingrato, que seja um rebento de Deus, Ele repete: “Não esquecerei de ti,” Estou sempre de braços abertos à tua espera.

Não vamos fantasiar a realidade, sabemos que ser mãe nem sempre é sinônimo de amar. Em um mundo doente, que gera personalidades enfermas, traumatizadas, neuróticas, quando mais sadias, são: magoadas, feridas, inseguras; é presumível que nem todas as fêmeas que geram são Mães amorosas, que se inclinam a percorrer um caminho excelente com o filho até que ele esteja preparado para caminhar só e vencer.

Encontramos uma belíssima história sobre duas prostitutas que foram ter com o rei Salomão, a fim de serem julgadas nas suas demandas, se puseram diante dele.
Disse-lhe uma das mulheres: Ah! Senhor meu, eu e esta mulher moramos na mesma casa, onde dei à luz um filho.
No terceiro dia, depois do meu parto, também esta mulher teve um filho. Estávamos juntas; nenhuma outra pessoa se achava conosco na casa.
De noite, morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.
Levantou-se à meia noite, e, enquanto dormia a tua serva, tirou-me a meu filho do meu lado, e o deitou nos seus braços; e a seu filho morto deitou-o no meu.
Levantando-me de madrugada para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto, mas, reparando nele pela manhã, eis que não era o filho que eu dera à luz.
Então, disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho; o teu é o morto. Porém esta disse: Não, o morto é teu filho; o meu é o vivo. Assim falaram perante o rei.
Então, disse o rei: esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho é o morto; e esta outra diz: Não, o morto é teu filho, e o meu filho é o vivo.
Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. Trouxeram uma espada diante do rei.
Disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra.
Então a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei, porque o amor materno se aguçou por seu filho, e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu; seja dividido.
Então, respondeu o rei: Dai à primeira o menino vivo; não o mateis, porque esta é sua mãe. 1ª Reis 3:16-28.

A mãe apenas biológica, pouco se lhe dava se a criança era seu filho ou não. Com astúcia, trocou o filho que gestara durante nove meses, sem a menor comoção. Jamais poderia entender a desesperada aflição que explodia aquele coração da verdadeira mãe, que preferiu ver seu filho dado a uma perversa mulher que vê-lo dilacerado pela espada do rei.
No entanto, a sabedoria de Deus habitava na mente de Salomão, que impressionou todo o Israel também com o seu senso de justiça.

Mãe é aquela que enquanto desenvolve o seu papel deixa livre o seu filho das ambigüidades da sua própria personalidade, lançando-o no seu próprio mundo, e o segue apenas com o olhar, até que ele se distancie para além das fronteiras do seu domínio, sem deixar que ele perceba as lágrimas que banham o seu rosto na hora dolorosa do corte umbilical.
Ser MÃE é ser amor. Pra. Guiomar Barba.



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