quinta-feira, 8 de maio de 2008

FILHOS DO MEU VENTRE





Quantas qualificações se confere à mãe, quantos louvores, tornando-a quase um ser perfeito, sublimada como nenhuma outra atribuição é igualmente reconhecida.
Mas quantas mães se enquadram neste perfil tão cuidadosamente desenhado por filhos que tiveram a felicidade de ter uma mãe padrão?

Ó, filhos das minhas entranhas, quantas vezes me surpreendo querendo amoldar vocês na forma irreal das minhas deduções de que seria um sucesso para vocês serem segundo meu modelo...
Quantas vezes não perguntei se era exatamente o que tracei para vocês o que realmente lhes interessaria...
Quantas vezes as minhas ambigüidades reprimiram vocês e quem sabe até mataram algum sonho, e vocês calaram a frustração no fundo da alma para não me entristecer...
Sabe Deus, quantas vezes estou tão aquém do que vocês necessitam...
Segundo vocês me dizem, sou a melhor mãe do mundo. Claro, sou aquela que gerou vocês no ventre e no coração, que talvez, nem lembro, tenha passado noites em claro cuidando-os em alguma enfermidade; que muitas vezes renunciou a reunião de amigos, passeios, porque ainda eram bebês demais para serem expostos à confusão dos adultos.
Sei que derramei muitas lágrimas quando vocês sofriam as mazelas naturais a todo bebê, ou quando me sentia impotente diante de alguma carência.
Mas vocês me encheram a vida de sorrisos e felicidades, depois cresceram e continuam recompensando cada lágrima com tanto carinho, respeito, gratidão e confiança, cheios de atenção para cada admoestação.
Sinto-me em nuvens quando vejo um chegar da faculdade, cheio de novidades para compartilhar e o outro da Escola de Aplicação, com sua camisa escolar manchada de bola ou brincadeiras e a carinha de fome...
Obrigada Renato, por passar no primeiro vestibular e em três faculdades, e estar na Federal, classificado no trigésimo quarto lugar do curso de Administração de Empresas. Obrigada Daniel, por ser aprovado no teste seletivo da Escola de Aplicação em segundo lugar, e nas olimpíadas de matemática, em segundo lugar em todo o estado, e ainda estar no Projeto de Iniciação Científica. Obrigada, filhos dos meus amores, com o paizão de vocês, por serem cotados em todos estes anos como alunos que não dão problemas, mas que são responsáveis, sociáveis, adaptáveis a mudanças, respeitosos, conforme sempre ouvimos, não só dos professores, como também de diretores e secretárias, pelos vários colégios que, forçados por circunstâncias de mudanças, vocês estudaram.
Não vou ter a pretensão de ser esta mãe ilusoriamente perfeita, quero ser apenas MÃE, continuar cumprindo o meu papel com responsabilidade, com amor e dedicação. Quero reconhecer que sou o arco e vocês a flecha, e que não me cabe reter vocês, mas sim lança-los o mais longe possível, quem sabe, até os perderei de vista, mas no meu coração vocês permanecerão, serão sempre a melhor herança da minha vida, os meus amores.
Obrigada pelo privilégio que me trazem a cada dia, a cada ano, de comemorar a alegria de ser mãe. Os amoooooooooo. Guio.



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