sexta-feira, 16 de maio de 2008

LIMITES

É impressionante como várias pessoas lutam por provar biblicamente, para descanso de suas consciências, uma vida cristã sem limites, mundana e sempre “respaldados na graça” (com certeza não a de Jesus, que tem um valor inestimável). Trabalhei durante longos vinte anos diretamente com drogados, homossexuais e alcoólatras. Sei como era doloroso ver a luta de um alcoólatra para abandonar a miséria do alcoolismo. Ouvi um velhinho aos urros em uma reunião, aconselhando aos presentes evitarem o primeiro copo, porque depois de vinte anos de abstinência, um único copo de cerveja levou-o novamente à desgraça do alcoolismo.
Não ignoro que um copo de vinho, cerveja ou mesmo uma dose de outras determinadas bebidas, não afastaria alguém da comunhão com Deus, da santidade. No entanto eu mesma fiz minha opção. Após longos anos entre os viciados, cheguei à conclusão de que seria melhor abster-me por amor ao psicodependente, que numa luta sem tréguas para conseguir libertação do vício, tinha em nós um referencial para a abstinência, além de ouvir tantas histórias de alcoólatras que iniciaram seu caminho de desgraça com o primeiro copo, exatamente como o viciado em drogas inicia, geralmente, com o primeiro cigarro de maconha, que deixa milhares dependentes dela e de outras drogas. Se algum chegava a mim e perguntava: você toma um aperitivo? Eu lhe contestava: não! Era uma força para ele. Caso contrário, ele me imitaria, mas não conseguiria ficar no aperitivo, iria para o copo, do copo para a garrafa, e ai eu teria contribuído para seu fracasso... Qualquer um tem o direito de discordar da minha exposição sucinta, mas foram vinte anos de labuta, em determinadas circunstâncias atuávamos vinte e quatro horas por dia, muitas e muitas vezes escutando lamentos e vendo lágrimas copiosas de muitos pais e familiares... “Só se vê bem com o coração.” (Exupéry). É melhor não começar.
Sei que havia uma cultura judaica com relação ao vinho. Era tão comum que Paulo admoesta que as mulheres idosas não sejam escravizadas a muito vinho (Tito 2:3). Sabemos, sim, que Jesus tomava vinho, e não “tudo”, como exagera Caio Fábio em um texto publicado em seu site. Por pouco não disse “tomava todas.” Tenhamos também como referencial o conselho de provérbios vinte e três, versículo trinta e um e trinta e dois: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como uma serpente e picará como o basilisco.”
Espero que entre os seus argumentos ele não busque convencer os seus discípulos de que os homens poderão ter seu harém, salvo pelo fato de que Davi, o grande amigo de Deus, tinha o seu.
Ultimamente o Caio, parece pretender ser a “única verdade”. Basta ler a matéria dele: PERSEGUIÇÃO DE CRISTÃOS SOBRE CRISTÃOS!‏ Aqui estão alguns trechos: Sim! Gente de “igreja” odiando um familiar em razão de que a pessoa apenas confessa que o Evangelho é como é, e não como vem sendo ensinado pelos mestres do engano ou da manipulação. E quando a família da pessoa é parte da “liderança da igreja”, é muito pior ainda; pois, os familiares, além de que julgam que o membro da família está desviado, ainda mais o julgam por esse desvio ter se dado junto a mim. Amontoam-se aqui em meu e-mail tanto quanto são passiveis de encontro na estrada, centenas de pessoas que me dizem que em razão do Evangelho que agora entendem ou começam a entender, estão sendo perseguidas. Toda hora alguém me escreve falando que chegou desconfiado aqui no site, e que, devagar, lendo, a Palavra venceu o preconceito, e o coração se abriu. A questão é que depois que se encontra o Evangelho de Jesus [e não a “montagem” da “igreja”], nada mais é o mesmo e ninguém mais consegue ver como fazendo qualquer sentido aquilo que antes via e com o que se iludia. (Enviado por atendimento@caiofabio.com). Jesus disse que quem é Dele ouve a Sua voz! (Caio Fábio)
Não estou sabendo se há algum líder a quem ele indique como fidedigno... Até agora tenho lido e ouvido que ele derruba todos.
No contexto cultural em que Jesus viveu, havia uma secular tradição vinícola: No Israel dessa época havia os que exageravam no consumo do vinho e outras bebidas de teor alcoólico muito elevado, e havia também os que se abstinham do vinho, como era o caso dos recabitas, uma comunidade sectária que levava a vida nômade e não praticava a cultura da vinha nem qualquer tipo de agricultura, como vemos em Jeremias 35:12-15(...)
É verdade que em Mateus 11:19, Jesus é acusado de ser comilão e beberrão. Vemos que a palavra utilizada no grego é “oinos” e beberrão poderia ter sido traduzido por bebedor de “oinos”. Claro que não podemos aceitar esta acusação. O que deve ter acontecido, é os seguidores de João Batista imaginarem um Messias do tipo de João Batista, e quando viram que Jesus em vez de se isolar no deserto ou no interior do Templo, procurou aproximar-se dos pobres, sem fazer distinção alguma, ficaram escandalizados. E ainda mais escandalizados ficaram ao ver Jesus a beber com os pecadores e logo o acusaram de beberrão. Isto ainda acontece nos nossos dias com esses “santarrões” que se afastam do homem pecador e também querem confinar Jesus ao seu reduzido espaço litúrgico. O vinho era bebida que geralmente fazia parte das refeições, no contexto cultural em que Jesus viveu, e o nosso Mestre, integrado na sua cultura, tomava vinho assim como todo o homem do seu tempo. (www.estudos-biblicos.com.br). No ensino da Palavra há “um mundo” ao qual se deve odiar e há “um mundo” ao qual se deve amar. O mundo que se deve odiar é feito de espíritos de maldade, inveja, corrupção, malícia, manipulação, ódio, raivas, iras, perseguições, antipatias, inafetividade, e objetização do próximo. Esse é mundo que se deve odiar, e que existe tanto na “igreja”, em seus concílios e em suas convenções, quanto em qualquer disputa política no Congresso Nacional. Já o mundo que se deve amar é feito de gente, de todo tipo de gente, e tem a ver com a celebração da vida, da alegria, da comunhão humana, da sociabilidade que aproxima os diferentes; visto que tal “mundo” é objeto do amor de Deus: A humanidade. (Caio Fábio) O Caio não está tão autorizado a falar de “AMAR”, uma vez que ele vem agredindo e denegrindo de uma maneira tão corrosiva várias pessoas, mesmo aquelas que procuram da forma mais humilde possível admoestá-lo.
Claro, atrever-se a exortar o “infalível” é meter a mão na lata do siri. Então esse siri deve esquecer a palavra “amor”.
“Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.” Salmo 32:11.
O mundo que mais me apavora é esse mundo maligno que se disfarça de religião de Deus. É aí que as mais estranhas e malignas manifestações do mundo se manifestam, embora ninguém dance, beba ou fume. Sim, eles não fazem nada disso. Porém, devoram-se uns aos outros, conspiram contra os irmãos, torcem pela queda de alguns, alegram-se com suas vitórias filhas da malícia e vivem para garantir o cosmético de sua falsa humildade, as quais são os disfarces dos lobos que se vestem de ovelhas. (Caio Fábio) Um pecado não justifica outro, nem anula também. E o coração do homem só é perscrutado pelos olhos justos de Deus. Muitos enganam abertamente, outros só no grande dia do juízo serão descobertos: Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não profetizamos em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticam a iniqüidade. Mateus 7:22,23. Quanto ao charuto do Spurgeon, “Príncipe dos Pregadores”, não é álibi para ninguém contaminar o templo do Espírito Santo, que somos nós. Ninguém é santo porque tem uma eloqüência convincente, ainda que esteja radicalmente centralizada na bíblia. Sejamos coerentes, santidade é vida e não a arte de bem pregar. Mas quem somos nós para julgá-lo ou absolvê-lo?
O próprio Charles Haddon Spurgeon, tão aclamado entre os evangélicos sob o título de "príncipe dos pregadores", fumava charuto, e a maioria deles, nem sabe disso. Conta-se que certa vez, D.L. Moody descobriu que Spurgeon fumava, e ele, encabulado disse:"Eu não exagero"e Moody lhe indagou: "O que é exagero para você"? E ele lhe disse: "Fumar dois de uma só vez"! (Caio Fábio)
Porque encabulado? E o que se ocultou por trás desta evasiva?
“Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.” Não há outro modelo que possamos imitar a não ser aquele que imita Cristo, porque é aquele que, realmente como nosso Mestre, crucifica a carne. Em esperança estou caminhando para a morte com Cristo, somente a Ele seja a glória. Pra. Guiomar Barba.



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3 comentários:

Cris disse...

Muito bom, Guio. Admiro a sua firmeza e coragem em favor do verdadeiro Evangelho de Jesus.

Cris disse...

Muito bom, Guio. Admiro a sua firmeza e coragem em favor do verdadeiro Evangelho de Jesus.

Anônimo disse...

"O próprio Charles Haddon Spurgeon, tão aclamado entre os evangélicos sob o título de "príncipe dos pregadores", fumava charuto, e a maioria deles, nem sabe disso. Conta-se que certa vez, D.L. Moody descobriu que Spurgeon fumava, e ele, encabulado disse:"Eu não exagero"e Moody lhe indagou: "O que é exagero para você"? E ele lhe disse: "Fumar dois de uma só vez"! "
Moody também fumava, assim como CS Lewis.

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