segunda-feira, 26 de maio de 2008

O GRÃO DE TRIGO



Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. João 12:24.

É interessante como Jesus escolheu propositadamente o “grão de trigo”, sabendo que estava referindo-se a Ele, O Pão partido e repartido entre nós.
Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é O Meu corpo, que é dado por vós. 1ª Coríntios 11: 23,24.

Jesus morreu literalmente no corpo, alma e espírito por nós, para que nós tivéssemos vida abundante trinitariamente. Ele se fez pecado, por essa razão morreu também em espírito. Ali na cruz, Ele foi plenamente separado de Deus pelos nossos delitos de pecado, no entanto, não ficamos isentos de morte, temos que fazer morrer com Ele o nosso homem velho, para, a exemplo de Cristo, frutificarmos.
Ainda que nós, como sementes pequenas e sem expressão aparente, não podemos esquecer que o grão é em si um potencial, por mais minúsculo que seja, sua capacidade é cobiçada pelo lavrador. Referindo-Se ao grão de mostarda, Jesus disse que era a menor semente, mas que, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. (Mateus 13: 31,32).
O mais difícil, no entanto, é realmente esta morte morosa que nós mesmos provocamos com essa facilidade que temos de retroceder. Começamos a matar a nossa carne, negando-lhe o que a robustece e de repente, por um instantezinho de deleite, a revigoramos.
O pior é que nem sempre o que nos leva a mantê-la viva são os apetites externos, ao contrário, muito mais são aqueles pecados que nos mantém a alma presa na masmorra fria, pegajosa, escura, escorregadia e traiçoeira da mentira, inveja, cobiça, hipocrisia, falsidade, maledicência, lasciva, amargura, intriga, maldade, disputa, vulnerabilidade, calúnia, dissensão, e do ciúme, ódio, julgamentos, e de tantas outras mazelas que nos poluem e nos embaçam interiormente, impedindo que a luz de Cristo seja refletida através de nós. Temos uma terrível facilidade de nos acomodarmos a eles por estarem ocultos justamente ai neste calabouço que nos facilita camuflar o exterior com uma roupagem de “falsa santidade”.
Mas, se realmente somos sinceros no nosso desejo de servir aquEle a quem amamos, nosso coração desesperado cantará esta canção:

NO BASTA

No basta solo con cantar,
No basta solo con decir,
No es suficiente solo con querer hacer,
Es necesario morir.
No basta solo con soñar,
No basta solo con pedir,
No es suficiente solo con querer tener,
Es necesario morir.
CORO: Dame tu vida,
esa clase de vida que sabes dar,
Dame tu vida, yo quiero vivir solo para ti,
Dame tu vida,
resucitame en ti,
Yo quiero vivir solo para ti.

Sim! Aquele que nasceu de novo não suportará viver uma vida dupla, O doce Espírito Santo, cheio de amor e ternura, estará nos convencendo de pecado, de justiça e de juízo até que nosso coração contrito se renda àquEle que É, e que há de ser por toda a eternidade. Lutemos, para crucificar a nossa carne e não nos esqueçamos de amar e encorajar aqueles que, como nós, estão nesta mesma batalha ou mesmo a aqueles que ainda não se aperceberam, porque estão envolvidos demasiado com os “pecados externos.”
O dedo em riste é perigoso. Cuidemos dos nossos dedos.

“Aquele, pois, que pensa está em pé veja que não caia.” 1ª Coríntios 10:12.
“Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.” Tiago 2:13
Pra. Guiomar Barba.



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Um comentário:

Agnaldo Gomes disse...

É como Pedro(que o negou), Judas (que o traiu) e Tomé(que duvidou).
Parece que há momentos em que não conseguimos nos desfazer destes sentimentos e ações que ocorreram com os disicipulos de Jesus.
Que Ele nos ajude a cada dia a "matar" tais sentimentos dentro da gente.
Um abraço amada Pastora.
Que Deus continue a fluir Suas aguas vivas através de seus atigos e mensagens.
Na Paz do senhor,
AGNALDO

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