sábado, 21 de junho de 2008

ENGANADOR OU VERDADEIRO?




Verdade velada, mentira disfarçada, atitudes camufladas que já não se ocultam, já não encontram espaço, escorregam pela linguagem do corpo, pela voz engodosa, pelo poço negro dos olhos escuros de tanta mentira.

“Deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. Efésios 4:25.

Descoberta a mentira, foi-se a confiança. Cada palavra, cada promessa, cada conversa viaja à deriva na mente desconfiada do que uma vez foi ludibriado. A integridade do doloso ficou comprometida pela sua palavra disfarçada de verdade, pela sua intenção de induzir o seu próximo a crer numa falácia duvidosa.

O líder espiritual em especial, não pode eleger caminhos escorregadios. Sua palavra há de ser firme no sim ou não mais que qualquer outro que professe o cristianismo. Se há insegurança no comprometimento, seja ele de qualquer caráter, é sempre prudente deixar pendente a possibilidade de protelação. O líder tem que ser um referencial para a ovelha.

No caminho de Emaús, imbuídos de uma tristeza profunda, dois discípulos andavam enquanto questionavam a palavra do Mestre, aquEle que jamais os enganara, sobre Sua ressurreição, quando o próprio Jesus, ladeando-os, interroga sobre as preocupações sobre as quais tratavam enquanto caminhavam. Eles, após explicarem a história, contestaram: Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.
De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não O viram. Lucas 24: 21,24.

Eles acreditavam absolutamente na palavra do Seu Mestre e esperavam certamente a ressurreição, e como Ele ainda não havia aparecido a eles, a desconfiança começou a minar-lhes a fé. Eram homens e, segundo Jesus, néscios e tardos de coração para crer até mesmo nos profetas que já haviam proclamado tudo que aconteceria ao Cristo. Não se deduz, no entanto, que aquela incredulidade advinha do fato de que os homens muitas vezes não podem crer absolutamente nas palavras uns dos outros e ainda mais com tantos falsos profetas?
Simplesmente Jesus, por amor a eles, procedeu de tal maneira que nenhuma dúvida pudesse anuviar seus corações ansiosos pela verdade.

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos.” Colossenses 3:9.

O Presidente Internacional do Ministério Peniel, com sede em Belo Horizonte, Pr. Reuel P. Feitosa, é um homem que admiro. Fui sua secretária particular e obreira do seu ministério durante vinte anos. O conheço pessoalmente no seu dia a dia, ele tem um amor notável a Deus e ao Seu reino, ele descreveu sobre nós, os cristãos, o seguinte:
“Somos depositários da Sua presença, portadores de tudo o que Ele É.Somos, no entanto, e principalmente, o instrumento da manifestação de Sua vida e presença no mundo.Cada um de nós é convocado a ser luzeiro de Deus; um foco de Majestade explodindo nas trevas.”

Como poderemos viver toda esta terrível e grandiosa responsabilidade em um mundo tenebroso, onde as hostes espirituais da maldade rodeiam-nos a todo instante buscando ocasião contra nós se não vivermos em transparência diante de Deus e dos homens?
Ananias e Safira julgaram haverem mentido a Pedro e aos demais, todavia, o apóstolo Pedro, cheio de discernimento, bradou: “Vocês não mentiram a nós, mas a Deus”, e acrescentou ao falar com Safira: “Por que entrastes em acordo para tentares O Espírito do Senhor?”.

“O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Mateus 25:40.
Observemos que não se refere ao amor e cuidado por crianças, e sim entre nós adultos mesmo. Se eu dou comida, visito, dou água, visto, tenho o mesmo dever também de falar sempre a verdade com os irmãos, como se fosse Ao próprio Jesus.
Jamais devemos viver sob o peso da culpa por vergonha de confessar que mentimos e pedir perdão.
Não foi tarefa fácil para mim confessar a um casal com os quais eu trabalhava na obra que menti para eles. Embora sabendo que possivelmente eles me desnudariam diante de outros, como o fizeram, determinei no meu coração não viver com aquele fardo e confessei. Apesar da deslealdade deles, meu coração permanece livre até hoje. Lembro-me que mais umas pouquíssimas vezes tive que repetir a árdua tarefa com outras pessoas. Todas as vezes pareciam mentirinhas tão bobas, mas eram raposinhas que poderiam multiplicarem-se e destruir o meu senso de fidelidade e até começar a cauterizar a minha consciência. O mal se corta pela raiz.

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Mateus 5:37.
Lutemos por sermos semelhantes ao nosso Mestre. Pra. Guiomar Barba.




















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