quinta-feira, 3 de julho de 2008

Da Fantasia à Necessidade



Pela psicóloga Luiza Curti :




Com a “invenção” dos filmes eróticos (na maioria é pornô mesmo, de baixíssima qualidade), o que não passava de fantasia, de apenas um desejo não realizado, passou a emprestar os padrões performáticos das “atrizes” e transpô-los para a realidade sexual, exigindo, os homens, o mesmo de suas parceiras.
Na outra ponta, as mulheres sedentas de elogios performáticos, desejosas não de prazer, mas como objeto de prazer, numa postura de realizar as fantasias masculinas ou devido suas inseguranças édipicas? Aceita o papel de “impressionar” pelas habilidades adquiridas e “assumidas” na liberdade sexual, mostram que outro tipo de mulher, de poder feminino, tomou o lugar da mãe zelosa, mas continua sexualmente submissa da mesma maneira.

Deep Throat foi o marco e por pouco não virou cult, mas deixou muitos homens acreditando que as mulheres poderiam ter orgasmo através da garganta. O Cult mesmo ficou por trás do filme “O Império dos Sentidos” dirigido por Nasgisha Oshima. Depois disso, na verdade, deixa de existir o filme erótico, porque todos os filmes dão prioridade ao erotismo, de uma forma ou de outra. Ludibriam aqui e ali, mas acabam todos nas cenas de sexos explícitos. Se não vistos assim, muito mais pela arte da iluminação e de efeitos especiais responsabilizados pela ausência de vulgaridade. Inúmeros filmes poderiam ser chamados de pornôs e se não o são é porque são mascarados pelas fictícias cenas realistas.

Há uma distinção entre Erotismo com pornografia devido suas diferenciações: erotismo vai de encontro com sensualidade e pornografia se caracteriza pelo obsceno. As relações sexuais passaram mais a contar com um enchimento, banalizando as fantasias. Os homens passaram a achar absolutamente normal, aplicar os filmes pornográficos em suas vivências sexuais. As fantasias, a criatividade deixou de existir como original do momento e por conta dos pares. "a cena como naquele filme...". Mais ainda, inverteu-se a célebre frase: com a mãe dos meus filhos não posso fazer isso! Se por um lado isso é quebrar tabus bestas, por outro, cria mais um nó górdio na questão das relações íntimas. Um dos parceiros, o homem quase sempre, gosta e quer a parceira "atriz". Em geral, a mulher mesmo não gostando nem querendo, acaba por realizar a fantasia do homem porque ela ainda se pensa obrigada a satisfazer, por imposição, a vontade dele.

Perigosamente a banalização da erotização dos filmes pornôs, pode ultrapassar o limítrofe entre a perversão sexual e generalizar-se como sociopatia. Se houver, digamos assim, maiores investimentos direcionados para a indústria dos filmes sadomasoquistas, a possibilidade de que o sexo anal não seja feito apenas pela introdução do pênis, mas, também, de objetos e como é prática no sadomasô, a introdução do punho cerrado, uma mão fechada através do ânus, com certeza, passará a ser aceita como normalíssima.
Dita como normal e comum, a prática de sexo anal, fabrica muitas mulheres "frígidas". Essa nova conceituação de frigidez representa mais um artifício para forjar mulheres "anormais" e ruins de cama.
Hoje, todo homem exige que as mulheres tenham a garganta profunda para caber todo o pênis dele e um ânus disponibilizado para uso imediato. Ora, as mulheres que aparecem nos filmes, são profissionais, que treinam com disciplina para ganhar dinheiro. Na relação anal, com aquelas caras e bocas, elas não estão ali carregando o dia atribulado da vida doméstica, ou mesmo para as solteiras, que deixaram seus escritórios, de cabeça quente, frustradas e cansadas. As profissionais dos filmes pornôs estão "atrizes" preocupadas com o rosto e a pose, com o diretor e com as luzes e câmeras. Abstraídas, quase sempre, de envolvimento afetivo ou sexual.
Existem outros aspectos exemplo disto, caso de pessoas portadoras de fissura anal, hemorróidas internas e externas, para as pessoas com estas sintomatologias a relação anal se torna algo insuportável, já que a área anal é uma região das mais irrigada por enervação e de musculatura extremamente rígida.

Algumas vezes, as causas da disfunção sexual feminina são mentais, não físicas. Depressão, culpa e emoções conflitantes sobre o próprio corpo podem resultar em experiências sexuais ruins. No entanto, existem maneiras de combater este tipo de disfunção sexual. Como exemplo, os casais devem ter um canal aberto de comunicação para manter um relacionamento sexual saudável e vibrante. As categorias de causas físicas e psicológicas de problemas sexuais podem ser divididas entre aquelas que são simplesmente devido a diferenças entre homens e mulheres. Por exemplo, disparidades no desejo sexual infelizmente são fontes comuns de frustração, culpa e, algumas vezes, hostilidade. Na realidade, é raro para um casal sentir o mesmo desejo exatamente ao mesmo tempo. Normalmente é necessário negociar e ceder. O estado de excitação do homem geralmente é mais rápido do que o da mulher, o que explica por que o orgasmo mútuo, tão almejado, não é fácil de atingir. Isto não é falta de compatibilidade, como muitos casais podem acreditar, mas uma diferença biológica de cerca de 3 minutos: o estado de excitação do homem dura quase 10 minutos, enquanto o da mulher mais ou menos 13.
As respostas sexuais entre as mulheres são tão variadas que a incapacidade de atingir o orgasmo só é considerada uma disfunção se existe uma inibição psicológica específica ou uma debilitação física. Renomados terapeutas sexuais como William Masters e Virginia Johnson e o co-autor e Dr. Robert Kolodny dizem que, relativamente, poucos casos de disfunção orgásmica têm uma causa médica.
Todo aprendizado é proveitoso quando sabemos reter o bem. Pra. Guiomar Barba.



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