domingo, 13 de julho de 2008

GRITOS DE FÉ



O apóstolo Paulo proclama sua fé em circunstâncias das mais adversas: Tudo posso naquEle que me fortalece. Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Sei estar humilhado, tenho experiências de fome e de escassez. (Filipenses 4:12,13).
Encontramo-lo ainda com Silas em uma situação angustiante, vivenciando uma fé que glorificou o Nome do Senhor. “Por volta da meia-noite, eles, tendo os pés presos em um tronco e havendo levado muitos açoites, oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.” (Atos 16:24,25).

Estevão, na força de uma fé inabalável, sendo apedrejado, invocava e dizia: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (Atos 7:59).

O Rei Josafá, diante de uma numerosa multidão que vinha contra seu reino, proclamou sua fé antecipadamente, com confiança e louvores: “porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti.”
No entanto, aconselhando-se com o povo, ordenou cantores para O Senhor, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: “Rendei graças Ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre.” (2ª Crônicas 20: 12,21).

Habacuque declara que ainda que tudo diga não, quando deveria dizer sim, ele se alegraria no Senhor e exultaria no Deus da sua salvação e ainda afirma: “O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” (Habacuque 3:17-19).

Abraão, a caminho de Moriá, onde Deus lhe dissera que deveria oferecer seu filho em holocausto para Ele, responde com uma fé, quem sabe arrancada das profundezas da alma, a seu filho que lhe pergunta pelo cordeiro para o sacrifício: “Deus proverá para Si, meu filho, o cordeiro para o holocausto.” (Gêneses 22:8).

Jó já havia perdido tudo quanto tinha, mas a hora máxima da sua dor foi quando recebeu a notícia, a mais trágica, de que todos os seus filhos haviam morrido a uma só vez. Ele, num ato de fé absoluta, incomparável, levanta-se, rasga o seu manto, rapa a cabeça e lança-se em terra e adora Ao Senhor dizendo: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; O Senhor o deu e O Senhor o tomou; bendito seja O nome do Senhor!” (Jó 1:19-21).

Nosso amado pregador cego da Escócia, George Matheson, orando com uma fé singular, pede a Deus: “Ensina-me a glória da minha cruz, ensina-me o valor do meu espinho. Mostra-me que é pela vereda da dor que tenho subido a Ti. Mostra-me que as lágrimas formam na minha vida um arco-íris”.

A história da igreja é mergulhada em sangue de homens como João Huss, Wiclef, Jerônimo, que se negaram a abjurar suas doutrinas e foram condenados à fogueira, mas imbuídos de fé ao serem envolvidos pelas chamas, entoaram louvores Ao Altíssimo, levando à perplexidade seus algozes.

Vivemos em tempos em que se fala de fé para ter, ser, e nada de sofrimento.
Ninguém é masoquista, é certo. Tampouco Deus tem prazer em ver seus filhos padecendo. No entanto, não podemos negar que todos nós, a exemplo do próprio Jesus, aprendemos a obediência através do sofrimento.
A galeria da fé, em Hebreus onze, nos chama a atenção para aqueles que não foram e não tiveram “segundo” os padrões deste mundo; antes, foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros foram escarnecidos, açoitados, algemados e presos, outros apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada, peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados.
E o que o escritor do livro de Hebreus articula acerca desses “pobres filhos de Deus”: homens dos quais o mundo não era digno, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.
Uma igreja sem mácula e sem ruga será arrebatada para Deus. Estaremos capacitados a passar pela fornalha, sermos forjados pelo fogo? Haverá purificação fora do fogo? O sangue de Jesus nos resgatou... Que Deus possa contar com as nossas vidas em toda e qualquer situação.
Pra. Guiomar Barba.



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2 comentários:

Márcio Melânia disse...

A própria SBB não tem informações atualizadas, as mais recentes são as que constam lá no portal da sbb no link abaixo:
http://www.sbb.org.br/busca.asp?q=B%EDblia+manuscrita&sa=Busca

Seminário disse...

Muito interesante seu post,que Deus possa continuar lhe abençoando.Parabéns!!!!
Seminario Internacional Teologico de São Paulo

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