sexta-feira, 25 de julho de 2008

QUESTIONE




Não somente é nobre, como também responsável se investigar ou questionar quando se ficou obscuro, quaisquer que sejam os ensinamentos que recebamos.

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11).

É relevante como foram reputados como “nobres” aqueles que esquadrinharam a palavra para abraçarem também com conhecimento próprio a doutrina que lhes era proposta.
Não é esta a razão pela qual temos hoje a revelação da palavra na sua íntegra?
Não foram homens inteligentes e excelentes que, inconformados com ensinamentos que não lhes respondiam aos questionamentos da alma, às demandas e aspirações insaciáveis do espírito, empenharam-se, mesmo a custo de suas próprias vidas, em varrer as superstições e sofismas que apenas lhes acalmavam as angústias que o pecado lhes provocava na alma?
No entanto, com a irrogação da pecha de orgulhosos, hereges, diante de tão grandiosa controvérsia que trazia a baila os arremedos humanos, embora conscientes de que não tinham em mãos a alma do homem, portanto sem intenção de constranger a ninguém, reconheciam: “A liberdade é a própria essência da fé.” Consequentemente, o Espírito Santo encontrou ampla liberdade de trazer luz aos ávidos da verdade.

Ao contrário do que recomendou o apóstolo Pedro, quando o líder quer ter domínio sobre o rebanho que lhe foi confiado, refuta os questionamentos e “determinadas perguntas” e os classifica como rebeldia, e às vezes ameaça a ovelha sedenta, relegando-a a ignorância absoluta das verdades bíblicas. Assim, curiosos em conhecer as Escrituras, surgem os que assimilam através de centenas de programas de diferentes meios de comunicação qualquer bestialidade, heresias, distorções da palavra, interpretação absurda de versículos isolados, que trazem prejuízos lamentáveis ao corpo e ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A tendência natural que evidenciam essas pessoas é darem mais crédito a “experiências” esdrúxulas, mesmo sem embasamento bíblico, mas que manipulam suas emoções, levando-as a êxtase “espiritual”, do que a reflexões sadias, que confrontem a sua vida cristã, levando-as a uma reavaliação e oferecendo argumentos fidedignos para uma vivência segundo os padrões cristãos.

É lamentável também que um evangelho barulhento, castrador, cheio de falsas promessas, incoerente exerça um verdadeiro fascínio sobre as massas que não querem compromisso com o corpo de Cristo, e sim com religiosidade, vedando qualquer lampejo esclarecedor da Bíblia para alguns que, por ventura, o buscam, quando Cristo nos convocou a sermos luz nas trevas, sal para este mundo que apodrece dia-a-dia.

Por outro lado, encontramos multidões de ovelhas feridas, machucadas, famintas e sedentas, que não se dobram a qualquer maléfico vento de doutrina ou refeições raquíticas que lhes enfraqueceria a alma, em busca do gotejar da doutrina, do destilar da palavra. E, com certeza, O Sumo Pastor, aos que Lhe buscam com todo coração, conduzirá a pastos verdejantes e águas tranqüilas.

A palavra de Deus é simples, clara, compreensível. Jesus pregou sem ostentação de palavras, suas metáforas eram comuns a todos: luz, pão, sal, fogo, rede, pesca, campo, peixe, trigo, joio... E suas parábolas sempre explicadas ao entendimento de todos. Ele atingia a todos os níveis de cultura com os mesmos ensinamentos. Temos o suficiente para caminharmos até a vida eterna. A Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho. Sigamo-la. Pra. Guiomar Barba.



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Um comentário:

Paulo Sempre disse...

«A palavra de Deus é simples, clara, compreensível. Jesus pregou sem ostentação de palavras, suas metáforas eram comuns a todos: luz, pão, sal, fogo, rede, pesca, campo, peixe, trigo, joio... E suas parábolas sempre explicadas ao entendimento de todos. Ele atingia a todos os níveis de cultura com os mesmos ensinamentos. Temos o suficiente para caminharmos até a vida eterna. A Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho. Sigamo-la". (Guiomar Barba)

A estrada cheia de de sonhos espalhados na berma, pedaços de ti, pedaços de vida desunidos, uma perna caindo do lençol, um bracinho branco escorregando dos dedos sem vida... Pedaços de terra caiada de sangue a escorrer da boca e da bola...
E a bola, cheia de lágrimas amarelas da cor da terra castanha, deixando cair uma perna e um bracinho sem vida...
E eu, teu irmão mais velho (14 anos), ao lado do lençol sem branco, agarrando o teu bracinho pendente sem vida, sem dedos, passo-te a mão na cabeça adormecida e sussurro-te ao ouvido: Mano...sei que não podes morrer...os meninos nunca morrem...!
Ergo o olhar. Olhei em minha volta. Nada!!! Nem o carro e seu conduto,que matou o meu irmão nem...qualquer sinal ou palavras simples de Deus para, naquela hora poder aliviar a minha dor...maior.
Foi assim em 1998....Lisboa -Portugal.
Beijo
Paulo

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