segunda-feira, 18 de agosto de 2008

DEUS

Parece que cada um de nós cria um Deus segundo a sua conveniência ou retém o Deus que lhe foi imposto desde o ventre materno. Aqueles que sustêm um Deus castrador, déspota, vivem sob constantes conjecturadas ameaças de castigo e, portanto, em penitências diárias na tentativa de agradá-lo. Inconvenientemente, tentam também impor aos outros o seu drástico senhor. São, por conseguinte, pessoas estigmatizadas por sua intolerância, mesmo sabendo-se que o deus de tais pessoas é filho da ignorância que cresceu com elas. O que não sabem “os tolerantes” é quantas angústias, medos, e esforços sobejam no coração dessas pobres almas que lutam para exorcizarem este tirano no silêncio da sua “blasfêmia”. Diz o Rubens Alves que “os homens têm sujado esta fonte (Deus) com seus mal cheirosos excrementos intelectuais.” Fico, porém, mais indignada quando me transporto à história da igreja e percebo que esta fonte foi muito mais suja, penso eu, com o egoísmo, avareza e luxúria dos negociantes mercenários da religião, que forjavam castigo divino para comercializarem o perdão e assim viverem opulentamente às custas das pobres almas apenas acalmadas. Em nome da avareza disfarçada de espiritualidade dos “donos da salvação”, perpetua-se esta farsa pelos séculos entre aqueles que ignoram as Escrituras que testificam do amor incomensurável de Deus e do Seu perdão por pura graça. Por mais que houve homens conhecedores de Deus que lutaram contra esta idéia de um Deus carrasco, punitivo até as chamas das fogueiras clericais, percebe-se pela própria história que muitas pessoas sempre viveram sob a opressão do medo e culpa. Uma das referências para mim, mais chocantes na bíblia é quando os discípulos, caminhando com Jesus, encontraram um homem cego de nascença e perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” Ora, se eles acreditassem em reencarnação ainda se poderia entender tal pergunta, mas como sabemos que eles não defendiam esta crença, concluímos que chegava às raias da paranóia a idéia de castigo. Creio, porém que se a “tolerância” dos “tolerantes” fosse filha do amor, eles seriam mais compassivos e longânimes com os “intolerantes.” O que parece mais é que essa “tolerância” é filha da cultura e por este motivo se torna beligerante contra os “intolerantes” filhos da ignorância espiritual. Portanto, sabemos que o próprio Deus, que tem sido confeccionado, acusado, em conformidade com a informação que cada um interioriza sobre Ele estribado no que recebeu, não se zanga, não despreza, muito menos zomba, antes indulgencia tais pessoas. Busquemos, portanto, nesta fonte inesgotável de amor, “tolerância” para com os “intolerantes”, tenha sido essa “intolerância” engendrada sob qual for à crença.
Pra: Guiomar Barba.



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5 comentários:

Anônimo disse...

Concordo plenamente com vc. porque Eles, os intolerantes, foram criados em ingnorancia

david

Anônimo disse...

Concordo plenamente com vc. porque Eles, os intolerantes, foram criados em ingnorancia

david

Anônimo disse...

Concordo plenamente com vc. porque Eles, os intolerantes, foram criados em ingnorancia

david

Bia disse...

Ando de certa forma convencida de que Deus é uma construção pessoal, o que cada um conhece dele depende muito da trajetória e das vivências que teve com Deus. Quanto maior a intensidade das experiências que você tem com Deus, dos estudos da sua Palavra e da correção da sua vida cristã, mais ampla é a idéia que você faz de Deus e mais fácil é aderir à lógica de que a vontade dele é soberana, sobrepõe-se a sua, e que tudo o que Deus fez ou faz é por Amor. Vim te visitar lá da UBE! Bjux!

Seminário disse...

Poderosas Palavras essas suas !! Que Deus possar usa-lo como um grande estrumento em suas mãos!!
Seminario Internacional Teologico de São Paulo

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