sexta-feira, 1 de agosto de 2008

EMBAIXADORES DO REINO



“Lavar as mãos diante da sociedade não é amor, mas mundanismo”.

“De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus estivesse fazendo um apelo através de nós.“ (2ª Coríntios 5:20).

(Embaixador, representante de um Estado junto a outro Estado ou organismo internacional pessoa incumbida de uma missão pública ou particular; emissário mensageiro).

Percebemos como é grandiosa a nossa incumbência como embaixadores do Reino Celestial aqui neste Reino tenebroso, que é o mundo onde estamos radicados como embaixada (igreja).
Para exercermos a nossa missão, Jesus nos revestiu de ampla autoridade, ordenando que fôssemos sal e luz neste reino de trevas que apodrece dia-a-dia, enquanto Paulo nos estimulou a revestir-nos com as “Armadura de Deus.”
Como embaixadores de um Reino tão singular, são entendíveis as expressões de Paulo: Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?... Até o presente somos considerados como o lixo do mundo, escória de todos” ...
Lembremos, no entanto, que a advertência de Jesus foi: Sereis odiados de todos por causa do “Meu Nome”; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. (Mateus 10:22).
John Stott, no seu livro “Contra Cultura Cristã” discursa o seguinte: Esta vocação para assumir a nossa responsabilidade cristã, por causa do que Deus fez de nós e por causa de onde Ele nos colocou, é particularmente relevante aos jovens que se sentem frustrados no mundo moderno. Os problemas da comunidade humana são tão grandes e eles se sentem tão pequenos, tão frágeis, tão ineficientes! “Alienação”, um termo popularizado por Marx, é a palavra comumente usada hoje para descrever estes sentimentos de frustração.
Que mensagem temos, então, para essas pessoas que se sentem estranguladas pelo “sistema”, esmagadas pela máquina da moderna tecnologia, dominadas pelas forças políticas, sociais e econômicas que as controlam e sobre as quais elas não têm controle? Sentem-se vítimas de uma satisfação que não têm poder de mudar. O que podemos fazer? É no solo desta frustração que os revolucionários são produzidos, dedicados à violência subversão do sistema. É exatamente deste mesmo solo que pode brotar os revolucionários de Jesus, igualmente ativistas dedicados e até mais; mas antes, comprometidos a propagar a sua revolução do amor, da alegria e da paz. E esta revolução pacífica é mais radical do que qualquer programa de violência, por causa dos seus padrões incorruptíveis e porque modifica as pessoas e as estruturas.
Mas precisamos ter o sal em nós mesmos, e devemos deixar que a nossa luz brilhe.
O sal cristão não tem nada de ficar aconchegado em elegantes e pequenas dispensas eclesiásticas; nosso papel é o de sermos “esfregados” na comunidade secular, como o sal é esfregado na carne, para impedir que apodreça. E quando a sociedade apodrece, nós, os cristãos, temos a tendência de levantar as mãos para o céu, piedosamente horrorizados, reprovando o mundo não-cristão; mas não deveríamos, antes, reprovar-nos a nós mesmos? Ninguém pode acusar a carne fresca de deteriorar-se. Ela não pode fazer nada. O ponto importante é: onde está o sal?

Lutero deu grande importância a isto, enfatizando que a denúncia e a proclamação andam de mãos dadas, quando o evangelho é verdadeiramente pregado: “O sal arde. Embora eles nos critiquem como sendo desagradáveis, sabemos que é assim que tem de ser e que Cristo ordenou que o sal fosse forte e continuamente cáustico... Se você quiser pregar o evangelho e ajudar as pessoas, terá de ser rude e esfregar sal nas feridas, mostrando o outro lado e denunciando o que não está certo...
O verdadeiro sal é a verdadeira exposição das Escrituras, que denuncia todo o mundo e não deixa nada de pé a não ser a simples fé em Cristo. (Citado por Stott no mesmo livro Contra Cultura Cristã).

Foi exatamente este procedimento que Jesus teve com o jovem rico. Colocou sal na ferida dele, e é notável como o seu coração ficou exposto, desnudo, e a sua verdadeira disposição com relação ao pecado patente, contrastando em grande dimensão com a atitude da mulher samaritana quando confrontada pelo mesmo Cristo...

Helmut Thielicke aborda este mesmo tema da necessária qualidade incisiva ou “ardida” do verdadeiro testemunho cristão. Ao olharmos para alguns cristãos, diz ele, “poderíamos pensar que a sua ambição é ser a cumbuca de mel do mundo. Eles adoçam e açucaram a amargura da vida com um conceito demasiadamente complacente de um Deus amoroso. Mas Jesus, evidentemente, não disse: ‘Vocês são o mel do mundo.’ Ele disse: ‘Vocês são o sal da terra. ’ O sal arde, e a mensagem não adulterada do juízo e da graça de Deus sempre tem sido uma coisa que machuca”. (Stott).

Como Sir Fredecick Catherwood expôs em sua contribuição ao simpósio Is Revolution Change? (A Revolução Muda Alguma Coisa?): “Tentar melhorar a sociedade não é mundanismo, mas amor. Lavar as mãos diante da sociedade não é amor, mas mundanismo.” (stott).
Somos embaixadores do Reino Celestial, não queiramos ser “demitidos” por lavarmos as nossas mãos em detrimento da nossa missão e muito mais dos filhos de Abraão que ainda estão como súditos do príncipe deste mundo tenebroso. Pra. Guiomar Barba.



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3 comentários:

trade penny stocks disse...

very nice! hahahahaha

Gê & Dé Nascas disse...

A Graça e a Paz do nosso Senhor! Gostamos muito do seu blog, pois nos passa mensagens edificantes. Continue semeando a palavra do Senhor Jesus Cristo. Fique com Deus e se puder visite o nosso blog e comente.

Paulo Sempre disse...

«Se você quiser pregar o evangelho e ajudar as pessoas, terá de ser rude e esfregar sal nas feridas, mostrando o outro lado e denunciando o que não está certo...»

Não é preciso pregar o evangelho para denunciar o que não esta certo. Basta, para tanto, ser um ser humano e falar da verdade por mais cruel que ela possa parecer.

Se me visitar lá em "filhosdodeusmenor", pode verificar quão grande é o mistério desta vida terrena...e como se sacrificam inocentes crianças num Mundo feito à imagem do homem..
Beijo
Paulo
PORTUGAL

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