segunda-feira, 4 de agosto de 2008

FÁTIMA DESMASCARADA VI




"Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." (Mateus 22:29).

Extraimos esta matéria do blog Filhos de Um Deus Menor, do Paulo Sempre. Vale a pena explicar que o meu amigo português não é evangélico. É apenas uma pessoa que prima pela exactidão daquilo que abraça. É um militante das causas que afetam o seu povo.




Todas as crianças são inocentes e a melhor expressão do reino de Deus é que os pastorinhos de Fátima - Francisco, Lúcia e Jacinta, foram vítimas de exploração e maus tratos e ainda agora estão a ser exploradas.
Há quem defenda que Fátima foi uma bandeira do anticomunismo, mas, isso é a Fátima nº 1 pois em 1917 não se falava na Rússia . Depois vem a Fátima nº 2, em que a Lúcia foi sequestrada de noite e sem ninguém saber foi enviada para Leiria, depois para o Porto e Tuy, e só a partir de 1935 é que Lúcia, influenciada pelo seu confessor e bispo, escreve as suas memórias. Em 1917 não havia Rússia comunista, mas em 1935 já havia e assim se fala do comunismo na Rússia. A verdade é muito dura. Fátima movimentar 12 milhões de pessoas por ano. Fátima movimenta multidões como as divindades antigas. É uma divindade que se alimenta das pessoas, ao contrário de Jesus que alimentava as pessoas. A 3.ª parte do segredo de Fátima, na minha opinião, ainda esta por revelar completamente: o segredo mais bem guardado de Fátima é a sua fortuna. Caiem lá milhões e nunca se disse, concretamente, quanto e como é administrado. Pelas duas partes já conhecidas do segredo e que espremidas não dão nada, urge que o povo comece a reflectir sobre a verdadeira 3.ª parte do segredo de Fátima. Do ponto de vista cristão é impossível não revelar-se um segredo. Deus é o contrário, é o que se manifesta, é sua paixão revelar-se. Oremos, isso sim, para que o Senhor levante homens corajosos e capazes de desmascararem as doutrinas falsas que continuam a escravizar o nosso povo e a impedi-los de aceitarem as simples e preciosas verdades do "Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16). A história moderna de Fátima não pode resistir a uma crítica séria. A Grande Guerra, depois conhecida como Primeira Guerra Mundial, deflagrou na Europa nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de Novembro de 1918. A Grande Guerra demonstrou como era frágil a ordem internacional, baseada no equilíbrio de poderes e na rede de alianças tecidas por uma complexa matriz de relações entre as nações. O Mundo percebeu, então, a sua nova dimensão e as suas inevitáveis dúvidas. Em Portugal surge a lei da separação da Igreja e do Estado em 20 de Abril de 1911. Era então Ministro da Justiça António Costa que já se tinha doutorado com a tese «A Igreja e a Questão Social». Neste contexto politico, económico, religioso e social, onde a Igreja dava sintomas de crise, ouvem-se vozes: «Quanto mais entro nos meios eclesiásticos, mais me perco e vejo menos possibilidade de encontrar Cristo», «A Igreja não passa duma empresa económica» (Padre Sérgio Zanela). Em 1917 a Igreja atravessava um momento de inquietação, de autocrítica, dir-se-ia de autodestruição. Havia que se fazer qualquer coisa. Foi, então, que se "fabricou Fátima. Pena é o facto de três crianças - a viverem num meio propício, no mais alto grau, à crença no sobrenatural - terem sido utilizadas nessa "manobra" estranha quando apenas tinham, em 1917, dez, nove e sete anos de idade. Para que o "milagre" tivesse credibilidade bastante foram "criadas" seis aparições: 13/05/1917, 13/06/1917, 13/07/1917, 13/08/1917, 13/09/1917 e 13/10/1917. Foi também num dia "13" (13/02/2005) que, aos 97 anos de idade e muitas décadas de clausura em conventos de freiras, morre a Lúcia. Estranha coincidência ...Ainda não é muito esclarecedor - segredo? - o facto de em 4 de Abril de 1919 ter falecido o menino Francisco e a 20 de Fevereiro de 1920 a menina Jacinta. Concordo com o que disse o Papa João XXIII «A verdade é sagrada e nunca deve ser atraiçoada...». Eu defendo que repor a verdade é um acto de cidadania...razão pela qual aqui deixo este insignificante contributo. Paulo
Um Padre analítico
Na noite de quinta feira 15 de Julho de 1999, o canal 1 da RTP transmitiu um debate entre dois padres católicos sobre Fátima. Eram eles, o padre monsenhor José Geraldes Freire, a favor de Fátima e o padre Mário de Oliveira, contra Fátima. Este debate, ou frente-a-frente, foi moderado pela jornalista Judite de Sousa. À pergunta feita pela jornalista, sobre a beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco, o padre Mário respondeu que "todas as crianças são inocentes e a melhor expressão do reino de Deus é que estas crianças foram vítimas de exploração e maus tratos e ainda agora estão a ser exploradas". Sobre o testemunho de Maria Emília Santos, de 60 anos e que depois de 22 anos de paralisia se sentir curada por um milagre de Fátima, o padre Mário responde, com ironia, que «se houve uma intervenção do Céu, o Céu poderia ter feito um milagre melhor, pois não é um milagre que se apresente». Ao ser questionado se ainda se considera um padre católico, ele responde que «procura seguir o Deus revelado em Jesus de Nazaré e em Maria; não o Deus da Senhora de Fátima. O cristianismo de Fátima tem mais de paganismo do que de Jesus". E Nossa Senhora não é o mesmo que Maria, mãe de Jesus ? - pergunta a jornalista. "Senhor, na Bíblia, quer dizer Deus. No santuário de Éfeso também havia uma divindade e Paulo insurgiu-se contra ela. Senhora, é um título divino e isto é idolatria. Ela diz que é a escrava do Senhor e não a Senhora do Senhor. As aparições de Fátima são demoníacas, não está ali a marca de Jesus. A Missão Abreviada era um livro teologicamente terrorista, e as crianças eram assim aterrorizadas. Era um livro que substituía a Bíblia. O Deus, das memórias de Lúcia, mete no inferno quem não for à Missa, quem der um beijo no namorado, quem disser um palavrão, uma injúria, quem jurar falso assim a brincar».
Sem emoções procuremos ponderar... guiomar Barba.



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5 comentários:

Paulo Sempre disse...

O MAIOR PECADO, NA MINHA OPINIÃO, É USAR O NOME DE DEUS EM VÃO OU - COMO TANTAS VEZES ACONTECE - EM BENEFICIO PRÓPRIO E/OU COMERCIAL.
NUM MUNDO EM CONSTANTE MUTAÇÃO...HÁ SEMPRE AQUELES QUE SE APROVEITAM DA FÉ E DA BONDADE DE OUTRÉM.
A VERDADE, AINDA QUE CRUEL, DEVE NORTEAR OS HOMENS NOS VERDADEIROS CAMINHOS DA HUMANIDADE.CAMINHOS SEM MISTÉRIOS E/OU MEDOS INFUNDADOS. AS DUVIDAS SERÃO SEMPRE AS MAIORES FRUSTAÇÕES DOS HOMENS.
A LIBERDADE E O AMOR AO PRÓXIMO SERÁ SEMPRE A MAIOR "FESTA".
BEIJO
PAULO

Wagner disse...

A revelação deste artigo não explica o milagre do sol. Documentado pelos jornais da época e testemunhado por crentes e não crentes - das mais diversas classes sociais, durante uma aparição da Virgem, em Fátima, uma imensa bola de luz - a semalhança do sol - rodopiava e sexava como instantaneamente as roupas encharcadas das pessoas e mesmo a grama do local:

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Milagre_do_Sol

De qualquer forma, Fátima, como as demais aparições, não é doutrina católica. Não existe qualquer obrigação para se crer nas aparições. De modo algum elas interferem na verdade que o catolicismo se propõe anunciar.

Ainda que fosse tudo mentira - e isto não se conseguiu provar sem a intervenção de inquietações meramente pessoais na maioria de teor anti-católico, mas sem qualquer dado científico - ainda que fosse, seria apressado falar que Roma lucra com Fátima... É desconhecer os bastidores do catolicismo acreditar que os católicos que organizam os grandes santuários, como Fátima, tem alguma devoção especial para contribuir financeiramente com Roma... Infelizmente não é assim, infelizmente. Infelizmente não são poucos os santuários que - como Fátima - para Roma só lucram "dores de cabeça".

É fácil reconhecer a pressa marxista do argumento que apresenta a riqueza, o dinheiro, como principal meta do catolicismo. Na realidade Roma está acostumada a fechar seus balanços no vermelho, realidade sempre comemorada pelos inimigos do Papa que, impressionantemente, são os primeiros a acusarem o catolicismo de enriquecimento ilícito.

Seminário disse...

Que Deus continue abençoando seu trabalho e nos edificando com seus post Fica Na Paz!!!!
Seminario Internacional Teologico de São Paulo

José Telhado disse...

Quanto ao "milagre" do sol ele tem a seguinte explicação:
A mãe de Lúcia estava em grande aflição porque o povo em grande número aguardava à chuva torrencial por um milagre que a filha tinha anunciado para outubro conforme a mulher do engenheiro que andava a arranjar a estrada, toda vestida de branco( a tal que as crianças pensavam ser sobrenatural porque usava saias pelo tornozelo, enquanto as mulheres da aldeia usavam sete saias até aos pés) lhe tinha dito.O povo estava cada vez mais ansioso e podia linchar ali mesmo os pastorinhos e os seus familiares. De repente pára de chover e a mãe da lúcia grita "olhem para o sol".Nuvens carregadas continuam a passar e no intervalo o povo julga ver o sol a bailar, qual sensação que qualquer um de nós pode ter em condições metereológicas idênticas!Dá-se uma histeria colectiva e milhares de pessoas juram ver o bailado do sol enquanto os mais sensatos percebem tratar-se de um fenómeno natural.
Se o sol bailasse em Fátima teria que ser visto no resto do mundo ou não seria assim?
O bailado do sol só se vai dar no fim dos tempos quando os poderes do céu forem abalados e Deus proceder a uma Nova Criação onde Deus será tudo em todos.

Manuel disse...

Em Fátima, uma senhora
Enganou três pastorinhos,
C’uma voz sedutora,
Ameaças e adivinhos.

Disse que era mãe de Cristo,
Mas não era Israelita.
Ora vejam bem, só isto:
Que coisa tão esquisita.

Se Judia fosse ela,
Que adorasse a DEUS Javé,
Não pediria CAPELA,
Porque ABOMINAÇÃO é.

Em Israel quem se preze,
Tal coisa não pediria,
Que mais cheira a catequese,
Que voz da Virgem Maria!

E nem pensou a senhora,
Que seria descoberta,
Dessa farsa enganadora;
Não foi assim tão esperta!

Mas há muitos insensatos
Que se deixam enganar;
A cair que nem uns patos,
Sempre, sempre sem cessar!

Peregrinos a sofrer
Enchem os bolsos do clero;
E só lhes resta morrer
Em desespero sincero.

-----\\||//-----

Os PAPAS em bebedeira,
Querem-nos impingir isto:
Única e Verdadeira,
Como «Igreja de Cristo».

A «igreja» é uma trapalhada,
Dos «padres», uns intrujões;
Clero, conversa fiada
E os «abades» uns glutões.

Uma Igreja imaculada, (Ef.5,27)
Cristo disse que fundava,
Diferente desta alhada;
Era isto o que eu pensava.

A «ROMANA» padralhada,
Cozinhou-a ao seu sabor,
'Té parece uma piada
De sofrimento e dor.

É o «reino dos céus» do clero
A enganar o pobrezito,
C'um «vale de lágrimas» vero,
C'um tormento infinito.

Ó Cristo, vem cá à terra,
Tirar esta confusão;
Matar a «besta» que ferra; (Ap,19)
Mostra-lhe a Tua missão.

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