sábado, 9 de agosto de 2008

MAS EU TE PERDÔO

“Assim também Meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” Mateus 18:35. Quantas pessoas vivem na masmorra da culpa, da angústia, da opressão maligna e até muitos já engrossam a fileira dos desequilibrados mentais, vítimas de “servos malvados,” pessoas que jamais liberam perdão, por mais que o devedor, arrependido, esgote recursos buscando se redimir. Jesus, no entanto, deixa-nos ensinamentos preciosos sobre a justiça do perdão. Analisemos esta parábola: Ele fala de um rei que passou a ajustar contas com seus servos e entre eles havia um que lhe devia dez mil talentos (diz-se de uma unidade de moeda romana. Um talento era equivalente a de vinte e sete a trinta e seis quilogramas de ouro ou prata). Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: “sê paciente comigo, e tudo te pagarei”. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém aquele servo encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem pequenas moedas de prata (denários), então ele o agarrou e sufocando-o dizia: paga-me o que me deves. O devedor então, exatamente como ele, rogou ao seu credor, caindo-lhe aos pés: “sê paciente comigo, e tudo te pagarei”. Ele, entretanto, se negou; antes indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Seus companheiros, muito entristecidos com o que viram, relataram ao senhor que profundamente indignado chamou-o dizendo: servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu igualmente compadecer-te do teu conservo? Entregou-o então aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Assim também Meu Pai celestial vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão. Mateus 18:23-35). Jesus inverteu o quadro promovendo justiça cristamente aplicativa e que não permite nenhuma justificativa sequer para “servos malvados.” A parábola efetivamente denuncia a conseqüência para aquele que retém o perdão: ele se torna prisioneiro da sua própria perversidade, passa a remoer-se em uma masmorra de ódio, despeito, inveja, ciúmes, e tantos outros sentimentos opressores e, como se não bastasse, sob a acusação da sua própria consciência, que se torna seu verdugo mais cruel, além dos espíritos malignos que se deliciam em oprimi-lo até que ele, exausto, se dobre diante da justiça e, arrependido, reconhecendo seus pecados, não só libere o perdão, mas agora também reconheça sua necessidade de recorrer à pessoa que ele intentou fazer prisioneira, perdoá-la e pedir-lhe absolvição ou opte por sua própria condenação eterna. Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo. Tiago 2:13. Deparamo-nos, talvez na sua maioria, com “servos sutis”, que negam o perdão solicitado sob uma capa de: “eu não tenho nada a lhe perdoar” ou “eu não tenho nada contra você”, embora o olhar frio ou suas atitudes gritem o inverso. São pessoas extremamente maléficas, que denigrem na sua amargura a quem tentam deixar numa câmera fria, olvidando-se que há um justo juiz nos céus, que tem sobre todos nós os Seus olhos postos e não faz acepção de pessoas, mas para todos oferece a graça que superabunda onde extravasou o pecado. É necessário termos a consciência de que se de todo a pessoa a quem ofendemos nega-se absolutamente a nos perdoar, podemos com fé achegarmos-nos a Deus, confessando a nossa transgressão, nunca negligenciando. No entanto, nosso dever é consertamos em primeiro horizontalmente se foi contra alguém que pecamos, antes de recorrermos ao indulto vertical e crendo confiadamente que aquele que confessa e deixa, alcança misericórdia; não permitirmos nunca que o intento de alguém em nos deixar aprisionados se efetue por falta de descansarmos no perdão absoluto de Deus. Entendemos que para muitos perdoar ou pedir perdão é uma tarefa gigantesca, tanto quando temos ciência que a nossa ofensa foi grave, como quando fomos machucados profundamente, todavia sabemos que o amor cobre multidão de pecado e nós fomos chamados para AMAR, exercermos o dom que será o único eterno. Pra. Guiomar Barba.



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3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, vc. tem sabedoria para falar e para interpretar a biblia, que o Senhor continue a te abençoar

David

Natalino da Silva disse...

Paz do Senhor Pastora Guiomar!
Obrigado por compartilhar essa linda mensagem que Deus continue te usando muito mais ainda para abençoar as nossas vidas.

Querida Pastora gostaria de publicar no meu Blog essa mensagem, a irmã me permite? Aguardo reposta e desejo um ótimo início de semana.

Fraternalmente,
Natalino

Seminário disse...

Que Deus continue abençoando seu trabalho e nos edificando com seus post Fica Na Paz!!!!
Seminario Internacional Teologico de São Paulo

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