segunda-feira, 25 de agosto de 2008

SANTOS PARA DEUS

“Sede santos, porque Eu sou santo” (1ª Pedro 1:16). No mundo em que vivemos, quando parte da igreja tem se conformado a este século e pior, profanado o sagrado, como podemos observar hoje nas baladas “evangélicas”, quando líderes religiosos têm a irresponsabilidade de alugar ou arrendar clubes, boates, etc. para que a moçada dê vazão aos desejos da carne ao som de músicas, mesmo que tenham sido escritas apenas com fins comerciais, mas que tendo temas sacros, nos trazem lágrimas aos olhos ao observar nossas jovens com o corpo exposto da forma mais sensual possível dançando provacativamente, quando não agarradinhos num calor hormonal que lhes saltam pelos olhos brilhantes. Respaldados por seus líderes nem sequer se dão conta que estão vivendo o mundanismo travestido de evangélico.
Embora tenham dado outra conotação ao mandamento de Jesus: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1ª João 2:15), ele continua dizendo claramente que propõe que sejamos santos, e o meio é fazer morrer a nossa natureza pecaminosa. Para ser santo neste mundo hoje, mesmo no meio evangélico, teremos que estar dispostos: “Ora todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2ª Timóteo 3:12). Bem denuncia o teólogo paraibano Esdras Costa Bentho: “Uma igreja secular dá mais ênfase ao social do que ao espiritual; ao entretenimento mais do que a oração e ao ensino das Escrituras; a forma em vez da essência; o frasco em vez do conteúdo” (Mateus 23.25). Jesus enfrentou este tipo de problema no ritualismo judaico, dos quais os fariseus eram os principais representantes. Chamo-os de hipócritas e sepulcros caiados, enquanto representantes de um culto (rituais de uma denominação - fariseus), e de uma religião (judaísmo), pois se apresentavam com seus trajes cerimoniais suntuosos, sua aparência piedosa ascética, mas que na realidade, “por dentro”, estavam cheios de hipocrisia, iniqüidade e imundícia (Mateus 23.27-28). Escondiam-se na capa da religião e do cerimonialismo, até que Cristo os despiu publicamente. Apresentavam-se exteriormente como dignos e piedosos até que aquele que sonda os corações expôs a realidade latente de suas almas. Creio que nos nossos dias o cinismo exacerbado tem dominado tanto esses fariseus que eles já não se importam em ocultar toda lasciva de seus corações empedernidos e, por amor ao lucro, arrebanhar o maior número de ovelhas possível, por conseguinte, não se lhes pesa o caminho pelo qual elas estão trilhando conquanto que lhes satisfaçam as putrefactas ambições.
Enquanto um número simbólico dobra os joelhos diante do Todo Poderoso, examina berianamente as Sagradas Escrituras e luta por viver a santidade que Deus determinou para os que O amam, “os sacerdotes farisaicos” tratam de corromper com interpretações próprias, segundo suas conveniências, aqueles que lhes confia a si mesmos para o aprendizado da Bíblia Sagrada e o pastoreio das suas vidas, estigmatizando por rebeldes qualquer que lhes aponte como Jesus a sua farsa. Ser santo, não é ser perfeito, é caminhar para perfeição. É reconhecermos os nossos deslizes e nos arrependermos. É sermos separados para Deus. É procurarmos viver e transmitir o brilho incandescente de Cristo. É entendermos que dependemos plenamente da força do Espírito Santo para andar com Deus e nos mantermos em comunhão contínua com Ele. Portanto, podemos viver o mandamento: Sede santos porque Eu Sou Santo. Pra. Guiomar Barba.



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