quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ABERRAÇÃO

Noite escura, sem estrelas, sem brilhos, sem esperança. Vagueio sem rumo em busca de um “amor”, polêmico, anômalo. Minha consciência grita que retorne, mas minha carne, carregada de desejo, luxúria, pecado, corre em busca desta paixão que já me escorrega pelos olhos, molhando todo o meu corpo, assoalhando minha intenção. Dói-me o corpo, a alma, o meu espírito geme, minha inclinação solapa o que sobrou de mim, da imagem e semelhança do Meu Criador, que me entreteceu no útero de minha mãe. Meu ânimo pusilânime, as razões de uma sociedade corrompida, os apelos de uma mentira em mim formada, todo este conjunto me puxa para um abismo mais escuro, e o pavor me entorpecendo é uma estranha resposta as minhas indagações. Estou incapacitada, me oculto por traz das garras mortais das drogas em uma covardia que me apouca, mas não consigo atender ao apelo sensato que suavemente me tenta dissuadir da minha autodestruição. Vozes me dizem que é normal, que não ouça o preconceito, que o amor é lindo em todas as suas formas. Mas a minha formação genética aponta-me um relacionamento oposto. A complicação psicológica das parceiras, meu conceito desassociado de preconceito, o verdadeiro amor, a aversão do Criador pela homossexualidade, exprimem um viver sadio, tranqüilo, uma controvérsia que confirma o antônimo do desassossego da minha alma. No entanto, sinto-me presa, atada, viciada no pecado que me corrói como um câncer, como se forças sobrenaturais me acuassem, me manipulassem, subjugando-me às suas próprias pretensões. Que desatino o meu, haver trilhado este descaminho, tapando os ouvidos à voz que me advertia dos perigos que oferecia tão insensata escolha. Dizem-me: corra, saia fora, escape! Ah, quantas vezes tento, mas todas as iniciativas são frustradas. Quantos dias vivo cerrada em minha solidão e agonia, buscando definir a minha personalidade, a autenticidade do meu ser... Tudo que consigo é um torpor que me aniquila e me reduz a um não ser... Haverá escape? Liberdade? Como? Vem de lá Sérgio Pimenta e me diz: Ele está na fonte! Quem? O libertador... Palpitando meu coração, meu rosto afogueado, todo corpo suado, algum vislumbre de um verdadeiro amor, sorvo toda esta verdade que me lava, me limpa, refresca, e me solta no espaço dando-me as asas da liberdade...
Pra. uiomar Barba.
A Moça do Poço
Tanta água já puxou meu braço
Tantas vezes já me esqueci
Tantas vezes já senti cansaço
Tantas vezes relutei em vir
Cada dia este caminho faço
Cada dia é preciso mais
Quanto mais é o meu descaso
Pois a água não me satisfaz
Quero deixar a corda, o balde, o laço
Quero beber e não precisar mais
Dá-me tua água que a vida que eu traço
Será nova sentirá a paz. (Pimenta)
Para sempre se foi o descaminho, O Meu Caminho é mesmo Jesus! Pra. Guiomar Barba.



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Um comentário:

Anônimo disse...

Muito lindo e verdadeiro.
A água viva...e sede nunca mais.
Beijos.

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