domingo, 12 de outubro de 2008

DEUS E SUAS LOUCURAS

Antigamente Deus falava através dos profetas das formas mais esdrúxulas que se possa imaginar. Alguns exemplos:

Então disse O Senhor: Assim como o Meu servo Isaías andou três anos “nu” e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia... (Isaías 20:3). Quando, pela primeira vez, falou O Senhor por intermédio de Oséias, então, O Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. (Oséias 1:2).

Então, Ele me disse: Dei-te esterco de vacas, em lugar de esterco humano; sobre ele prepararás o teu pão. (Ezequiel 4:15).
Tu, ó filho do homem, toma a espada afiada; como navalha de barbeiro a tomarás e a farás passar pela tua cabeça e pela tua barba; tomarás uma balança de peso e repartirás os cabelos... (Ezequiel 5:1).

Listar outras exóticas aventuras dos profetas seria uma longa tarefa. O povo de Israel por certo estava acostumado a tais excentricidades, no entanto, quando um dos discípulos dos profetas, a mando de Elizeu, vai ungir Jeú de maneira bem singular, ao voltar Jeú, os que estavam com ele antes, disseram: Vai tudo bem? Por que veio a ti “este louco”? Ele respondeu: “Bem conheceis esse homem e o seu falar.” (2ª Reis 9:11).

Quantos não acreditam que Jonas foi engolido inteirinho por um peixe? Realmente é muita loucura para nossa limitação e fé segundo Tomé...
No Novo Testamento, temos o profeta João Batista, que usava vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; á semelhança de Elias, a sua alimentação era gafanhotos e mel silvestre.

Maria fica grávida estando desposada com um homem com quem não havia tido relações ainda e que só ficou sabendo que a gravidez era obra do Espírito Santo quando pensou em abandoná-la secretamente. Não temos idéias dos julgamentos e humilhações que Maria passou, e se alguém além de José chegou a acreditar naquela obra tão inusitada.

Não foi menos estranho o caso de Isabel, que à semelhança de Sara, ficou grávida, contrariando as leis da natureza, quando a idade já não oferecia a mínima condição. Não é assombroso pensar que diante de lenço, sombra, avental de Paulo e Pedro, as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam? (Atos 19:12 – 5:15).

Não é maravilhoso pensar que Jesus disse: “estes sinais hão de acompanhar ‘aqueles que crêem’: em Meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”?
Não é tristemente estranho saber que muita gente não crê em milagres, curas, libertação de cativos, profecias, línguas estranhas e até mesmo em muitas coreografias bem exóticas que às vezes vemos em algumas reuniões de oração? Chegam mesmo a julgar e ridicularizar as pessoas que são realmente tomadas pelo Espírito Santo de Deus e fazem coisas avessas àquilo que crêem ou que aceitam que possa acontecer pelo simples fato de que nunca tiveram experiências semelhantes?

Confesso que sou uma dessas pessoas bem desconfiadas com certas coreografias espirituais, e muito analítica quanto ao que se afirma que Deus falou. Sempre procuro examinar se há coerência com a palavra. Reconheço, no entanto, que nem para tudo que vemos tem explicação bíblica. Por exemplo: não sabemos como reagiam fisicamente as pessoas que eram tomadas poderosamente pelo Espírito Santo, sabemos que várias delas caíam impactadas pelo poder das revelações ou desgaste físico. Sabemos que no pentecostes, as pessoas foram tomadas pelo Espírito Santo de forma singular, a ponto de serem confundidas com ébrios, não seria pelos idiomas, ninguém fala línguas estranhas ou materna de outro pais por estar embriagado. (Atos 2). Como será que se portaram nossos irmãos? Que coreografia faziam?

Fui surpreendida estes dias em uma reunião de oração por duas irmãs que faziam uma coreografia totalmente esquisita. Fiquei de olho e muitíssimo desconfiada, mas rejeitei qualquer julgamento humano. Em silêncio, orei todo tempo pedindo a Deus entendimento e temor. Sai daquele lugar convicta de que devemos ter cada vez mais cuidado para não dizer como os fariseus: tens demônio! Toda blasfêmia contra O Pai ou O Filho, serão perdoadas, Mas contra O Espírito de Deus, nenhuma será perdoada. Deus realmente usou aquelas duas irmãs revelando conseqüência de pecado na vida de uma pessoa. Falou sobre algo que eu havia dito ao meu filho poucas horas antes dentro da minha casa, confirmando com as mesmas palavras que eu havia usado, sem que aquela mulher nunca tivesse me visto antes. E uma outra senhora contou um testemunho tremendo de cura: após Deus usar essas duas irmãs para revelar sobre um câncer que estava se formando dentro do nariz daquela senhora, realmente foi descoberta a enfermidade e ela foi também curada.
Não me seria necessário passar por esta experiência para crer que Deus faz coisas esquisitas, tanto porque a palavra nos mostra muitas, como porque eu mesma já fui usada de maneira muito estranha para libertação de cativos, apesar da minha resistência a certas formas. Mas quem somos nós para ditarmos o modo como Deus deve nos usar, embora haja muita gente decretando e determinando por ai como se fosse o senhor do Senhor e não servo.

Mas a verdade é que necessitamos vivenciar o evangelho na sua íntegra, principalmente na prática do amor, o que não é fácil. Deixemos que o Espírito tenha total liberdade, e cuidemos das nossas emoções para que não sejam manipuladas em nome do Espírito Santo.




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