quarta-feira, 8 de outubro de 2008

QUEM ME CONSAGROU PASTORA

"Antes que Eu te formasse no ventre materno, Eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. (Jeremias 1:5). Amo um corinho que cantamos que diz: antes que eu viesse a existir, traçastes um plano lindo para mim, quisestes me usar pra Teu louvor, Senhor... Parece que apesar da cultura machista israelense, Deus nunca pediu licença para escolher uma mulher para qualquer que seja a grandeza do cargo. Talvez por misericórdia delas, Deus não as tenha ocupado tanto em lugares de destaque, porque conhecia a mentalidade oriental com relação as mulheres, creio que "apesar" do machismo ocidental, ainda assim, há uma divergência considerável.
Destacamos a rainha Ester levantada por Deus para mudar o vale de sombras de morte de Israel em banquetes e festas, após conquistar o coração do Rei Assuero e induzi-lo a permitir o livramento do povo de Deus que era a própria raça da sua esposa.
Entre as muitas vezes que Deus repreende Israel lembrando-o da Sua bondade para com ele, dentre os Seus benefícios Ele recorda que colocou para que os dirigisse a Moisés, Arão e "Miriã", o que não foi coisa de pouca monta para uma mulher presidir uma nação, mesmo ladeando o grande Moisés. (Miquéias 6:4).
Transportando-nos para o livro de Juízes encontramos Débora, juíza, e esposa de algum homem chamado Lapidote. Mulher de comunhão com Deus, sensível a Sua voz, portanto profetiza. Percebe-se sua determinação ao transmitir a mensagem de Deus para Baraque, que não ignorava a força espiritual daquela mulher a ponto de mesmo recebendo a ordem do senhor pra ir a guerra e a promessa da vitória, lhe responde: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei. Ao que ela contesta: irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois às mãos de uma mulher o Senhor entregará a Sísera. Mais uma mulher na história, a grande Jael, mulher de algum homem chamado Héber, que sutilmente atrai o comandante inimigo para si e o mata, dando a completa vitória a Israel. Lembrando da partilha das heranças entre as tribos de Israel, que cabia somente aos homens recebê-la, encontramos as cinco filhas de Zelofeade, mulheres que não se acomodaram a leis injustas e machistas, mas se apresentaram diante de Moisés, diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes, e diante de todo o povo, à porta da congregação, reivindicando seus direitos, dizendo: por que se tiraria o nome do nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhOs? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai. Moisés foi sensibilizado, pois era um homem que se indignava diante dos abusos, portanto, não as discriminou, antes se apresentou diante do Senhor em busca de uma solução legal, e Deus mudou itens da lei promovendo justiça que se perpetuou em Israel. Entre eles este, que trouxe benefício as mulheres: quando alguém morrer e não tiver filho, então, fareis passar a sua herança a sua filhA. (Números 27:1-7). Percebemos que sempre o plano de Deus foi salvar a mulher de uma mentalidade machista, portanto, abusiva. Pensando na humilhação, contra a mulher na cultura judaica, com relação ao matrimônio, nos lembramos da resposta do justo Mestre quando os fariseus o experimentaram perguntando sobre a irresponsável forma de repúdio dada por Moisés: por causa da "dureza do vosso coração" é que Moisés vos permitiu a rejeição, mas Eu só permito o abandono em caso de traição. (Mateus 19:3,7,8). É interessante se perceber como Paulo evoca a lei ao ordenar o silêncio da mulher na igreja: "conserve-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a LEI determina."
Se não era resultado de uma cultura, ele não teria acrescentado apenas o que se segue ao versículo anterior: "Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja. (1ª Coríntios 14:35). Dado que todo povo de Israel freqüentava sinagoga e deveria ser versado nas leis, fosse ele messiânico ou não, as esposas poderiam aprender com seus maridos, já que não lhes era permitido estudarem e tendo o agravante de que era vergonhoso uma mulher falar na congregação... Venhamos, no entanto, para nossa cultura. Estaria alguma mulher proibida de ensinar ao seu marido inconverso? Na nossa cultura é considerado vergonha uma mulher falar em público? Que diremos, pois? "E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. (1ª Timóteo 2:12). Alguém legalista pode dizer: "a mulher deve ganhar seu marido sem palavra alguma, mas por meio do procedimento." (1ª Timóteo 3:1). Santo Agostinho aconselha: "Evangelize sempre, se necessário, use palavras." Creio que dispensa qualquer comentário. O dom do pastoreio não é imposto no coração do homem no ato da imposição de mãos, é inerente, queima-nos como fogo o amor e a responsabilidade de proteger a ovelha, de conduzi-la por pastos verdes e águas tranqüilas à semelhança do nosso Sumo Pastor. Esta chama arde no espírito do pastor, independente de raça, cor, economia, sexo e até mesmo imposição de mãos. Quem nomeia quem, é o dono das ovelhas, o mesmo que escolhe, capacita. É O Senhor das ovelhas e graças a Deus Ele não tem preconceitos, não é machista, sabendo que no céu seremos todos assexuados e receberemos nosso galardão conforme a Sua justiça.
Quanto ao título é apenas questão de nomenclatura, mas quando começaram me chamar de pastora, muito antes da nossa consagração, realmente eu não gostava e pedia para me chamar pelo meu nome apenas. Relutei muito para aceitar a consagração, me coloquei diante de Deus com lágrimas e muito temor, tanto porque conhecia a quantidade de "líderes" hoje que denigrem o ministério pastoral, pela banalização das inúmeras consagrações, como pelo peso da responsabilidade que me trazia o título diante das pessoas. Porque é a nomenclatura que nos define em primeira mão. Só quem convivia realmente comigo conhecia que eu tinha o coração de pastora. Para mim era mais fácil ser pastora no coração, sem título.
Não sou consagrada por determinação humana, mas por uma firme convicção de que Aquele me arregimentou, Se agradou de me dar o título de pastora também, e ninguém pense que acho fácil conviver com tamanha responsabilidade. Estou bem consciente que um dia prestarei contas diante do Eterno. Pra. Guiomar



Subscribe to Our Blog Updates!




Share this article!

3 comentários:

Levi Bronzeado disse...

JESUS VEIO PARA RESGATAR A DIGNIDADE DA MULHER. QUE O DIGA "MARIA MADALENA" QUE COM MUITO AMOR DERRAMOU AQUELE PERFUME CARÍSSIMO NOS PÉS DO MESTRE, E DEPOIS OS ENXUGOU COM MUITO CARINHO.
ALGUNS MARMANJOS DAQUELA ÉPOCA SE ESCANDALIZARAM, MAS O MESTRE DOS MESTRES NÃO DEU A MÍNIMA.

SIGA EM FRENTE PASTORA, E QUE DEUS A ABENÇOE.

Anônimo disse...

PASTOR NÃO SE FAZ , PASTOR NASCE COM ESSA BOCAÇÃO, É DEUS TE DEU ESSA BOCAÇÃO, COM CERTEZA, VC É PASTORA.

DAVID

Seminário disse...

Você nsceu para Brilhar !!Que a força do Senhor possa estar abundantimente em sua vida Pastora.
Seminario Internacional Teologico de São Paulo

Retornar para o topo da Página
Powered By Blogger | Design by Genesis Awesome | Blogger Template by Lord HTML