terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MAMÃE, UM EXEMPLO DE ADORAÇÃO

Uma amiga nossa pediu demissão do emprego e está às vésperas do término do seu aviso prévio, mas o novo emprego e moradia, que estavam “certos” para ela, agora já são uma incerteza. Ela esteve ontem a noite em nossa casa, entrou primeiro no quarto da minha mãe e depois veio falar comigo. Eu, então, lhe perguntei como estavam as coisas, ao que ela respondeu com entusiasmo: tudo bem! E acrescentou: depois de ver sua mãe em cima de uma cama na situação que está... Louvando a Deus e sorrindo, eu vou me lamentar, com duas pernas funcionando? Ela tem sido um exemplo para mim e não vou desanimar.
Realmente, quem entra no quarto da minha mãe pode ter uma visão de alguém que confia em Deus andando pelo vale da sombra da morte e O adora com um brilho raro no rosto envelhecido pelo tempo, mas renovado pela esperança no seu Salvador. Uma amiga de um dos meus irmãos que mora em Salvador veio para acompanhá-la e cuidar dela. Esta amiga pediu férias antecipadas para queimá-las como um incenso suave ao Senhor. Ela vem se desvelando nos cuidados por minha mãe com muito amor, da mesma forma como a mamãe fez por outros. Esta dedicação da Margarida faz-me lembrar a promessa: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (Eclesiastes 11:1).
Foi assim a vida da minha mãe, de casa em casa, de hospital a hospital, ou em psiquiatria; aonde houvesse uma necessidade ela estaria presente para levar uma palavra de consolo, uma esperança e cuidados físicos ou materiais, mesmo na sua pobreza.

A nossa casa era sempre o refúgio dos mais necessitados, desempregados ou carentes de socorro para seus problemas emocionais. Nossas camas eram cedidas, nossa comida dividida, nossa privacidade extinguida. Mesmo quando meu pai chegava já na hora do almoço trazendo duas ou três pessoas e gritando da porta: “Safira, põe água no feijão que eu trouxe mais gente!”, ela o recebia com um sorriso alegre e corria a saudar as pessoas, dando-lhes as boas vindas.

Lembro-me por algumas vezes que ela trouxe de psiquiatrias pessoas que ela sabia não estarem com problema mental, mas sim espiritual, e nós testemunhamos da libertação do Senhor para com estas vidas. Durante algum tempo uma delas ajudou mamãe nestes mesmos serviços.

Tivemos em casa também uma criançinha cujos pais perderam todos os seus bens e estavam vivenciando um momento angustiante, de pobreza absoluta, com todos os filhinhos pequenos ainda. E aquela criança, estava no chão, cheia de feridas, sentada em cima das pernas e os pais a tinham como deficiente. Mamãe tomou aquela criança com permissão dos seus pais, levou-a para nossa casa. Quando ela fazia cocô, todos nós corríamos para longe, um terrível mau cheiro impregnava toda a casa. Mas minha mãe a amava e tinha um estômago muito forte... Levou-a também para o hospital, onde aprendeu como fazer fisioterapia naquela criança, resultando em uma pronta restauração. Mas logo que seus pais recobraram algo para sustento, ela foi devolvida com muita dor para todos nós, porque havíamos nos apegado a ela. Meu pai foi quem mais externou seus sentimentos de tristeza.

Lembro-me também da alegria com que meus pais junto com nós, seus filhos, atendiam uma multidão de pessoas a porta da nossa própria casa, para fazermos doações de mantimentos e roupas vindas dos Estados Unidos. Aprendemos com nossos pais desde cedo a servir, a dar, a renunciar, a nos desprendermos de nós mesmos em prol do nosso próximo.

Sabemos, no entanto, que toda esta capacidade de servir tem que estar principiada no contexto histórico do bom samaritano. Além do amor, entendemos que tudo que fizermos devemos fazer como para O Senhor, implicando assim em adoração pelo privilégio de sermos nomeados para servir ao Todo Poderoso.
“O que fizerdes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” (Mateus 25:40). “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1ª Coríntios 10:31).

“ Só Deus é digno de todo louvor de toda adoração.” Guiomar.



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Um comentário:

materials disse...

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