sábado, 3 de janeiro de 2009

LIBERDADE, UM APELO DO CORAÇÃO

Aprendemos a desejar, consumir, falsificar, mas jamais superar os nossos traumas, fobias, e cativeiros. Fomos chamados para a liberdade, para uma vida abundante, mesmo estando o mundo repleto dos seus percalços. Mas, a maioria das pessoas insiste em continuar engessadas nas suas enfermidades e prisões, cantando com Gabriela: “eu nasci assim, eu sou mesmo assim... Gabrieela”, embora ardendo em desejo de viver o que são dentro dos seus corações “irreverentes” segundo os ditames de uma sociedade camuflada.

Tenho um irmão que julgam-no enfermo da mente, embora ele tenha uma saúde de ferro e possua uma cultura considerável. Percebo que, por sua espontaneidade, muitos o evitam e até se envergonham dele. Ele é extremamente expressivo. Se seu coração canta, ele coloca-o nos lábios, não importa os olhares ou risinhos de mofa. Se ele encontra uma criança e tem liberdade, desce seu corpo a estatura dela e canta-lhe uma canção infantil, e criança sempre corresponde ao que é autêntico. Ela lhe sorri feliz. Sorte que ele tem uma bonita voz e toca violão com o cuidado de não profanar as cordas usando-as sem conhecimento. Dos velhinhos, ele ouve as experiências. Jamais caminha ou viaja ladeado com quem quer que seja, sem entabular um diálogo, com singeleza e desembaraço absolutos. Ele é uma figura rara.

Considera as determinações sociais que a pessoa realmente equilibrada é aquela que esconde suas emoções quando elas não se enquadram no padrão estabelecido por essa sociedade mascarada. Embora todos gritem hoje por liberdade de expressão, no mesmo tom embargam as idiossincrasias tão inerentes ao homem, obrigando-o a viver sob a manipulação doentia dos seus julgamentos. E assim o ser humano desenvolve uma dupla personalidade, que muitas vezes o trai quando alcoolizado, dopado, ou em meio a pessoas de sua têmpera. Dói-me quando converso especialmente com adolescentes ou jovens vítima desse massacre à personalidade, que desde cedo absorveu que para ser autêntico terá que romper com um número considerável de pessoas e viver a margem de um contexto “normal.” Os quais por sentirem-se fragilizados diante da manipulação da massa, sem alternativa, apelam para os entorpecentes.

Quanta timidez já percebi não somente em jovens e adolescentes, mas até mesmo em crianças e adultos, que desde a mais tenra idade já são vítimas dessas castrações sociais, tornando-se prisioneiros na sua gaiola emocional. E na maioria das vezes aqueles que não apelam para os entorpecentes ou álcool, procuram ocultar todo seu drama existencial com disfarces os mais diversos, seja com empenho exagerado no trabalho, nos estudos, serviços sociais, religiosidade, ou outros afazeres, contanto que não tenham tempo algum para estarem consigo mesmo, pois é no silêncio que os fantasmas da alma assomam dos seus recônditos para perturbarem a aparente paz do individuo. E por não conhecerem a Cristo, que nos proporciona total liberdade, tais pessoas perdem o privilégio de desfrutar de um silêncio que revigora a alma, traz respostas as indagações mais intrigantes e embaraçadas do nosso âmago. Soltemos, portanto, nossas ataduras impostas, sejamos livres pensadores, livres para expressar nossas emoções. Somos humanos, gente, carne, temos direito à nossa identidade. Ninguém que tente nos impedir de sermos livres é sábio ou liberto.

“Quando considero a brevidade da existência dentro do pequeno parêntese do tempo e reflito sobre tudo que está além de mim e depois de mim, enxergo minha pequenez. Quando considero que um dia tombarei no silêncio de um túmulo, tragado pela vastidão da existência, compreendo minhas extensas limitações e, ao deparar com elas, deixo de ser deus e liberto-me para ser apenas um ser humano.” ( Augusto Cury).

Além da morte, já estaremos julgados com a mais plena justiça, e se morrermos com Cristo, desfrutando a liberdade de uma eternidade livre de fronteiras. Maranata! Guiomar Barba.




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3 comentários:

Paulo Sempre disse...

A ressurreição de Cristo é o grande anúncio querigmático dos Apóstolos e da Igreja primitiva: “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia, e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o Povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus” (Act. 10,40-41)

E porque não a todo o Povo?

Beijo

Guiomar Barba disse...

É interessante percebermos que Deus é seletivo. Ele escolheu sempre com muito cuidado pessoas certas para serem Seus oráculos.
Aquelas testemunhas tinham toda uma bagagem adquirida através dos ensinamentos de Jeus e, muito além, "conheciam" a Jesus, comeram com Ele, beberam com Ele, foram observadores, testemunhas oculares do Mestre.
Percebemos que em meio a estes havia o Tomé... Ver para crer.
É necesário que tenhamos fé e confiança sem dúvidas e experienciamos vida para trasmitir A Vida.

Vc poderá levar convicção para muitos, porque vc vai fundo em busca da verdade.
Te amo sempre. Guiomar.

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