sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

OS DÍZIMOS E OFERTAS NÃO DEVERIAM CAIR NAS MÃOS DE MERCENÁRIOS.



Refuto claramente a forma como são interpretadas certas referências bíblicas sobre o dízimo por muitos pastores e líderes. Mas, em momento algum nego o dever de se dizimar, pelo contrário, gosto de citar a espontaneidade com que Abraão, mesmo antes de ser promulgada a lei de Moisés, entregou o dízimo tirado do melhor dos seus despojos, a Melquisedeque. (Hebreus 7:4). Cito também Abel, que com o coração explodindo de gratidão, ofereceu um holocausto agradável Ao Senhor do melhor do seu rebanho.
Não esquecendo, no entanto, que o próprio Jesus, repreendendo a fariseus e escribas, disse: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos “mais importantes” da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mateus 2323).
Jesus deixou muito claro que se o nosso coração não estiver em coerência com a palavra não seremos mais que sepulcros caiados e as nossas práticas externas não passarão de atos hipócritas, abomináveis a Sua santidade. “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta. (Mateus 5:23).
... E atentou O Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. ...E O Senhor disse a Caim... Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e contra ti será o seu desejo, mas a ti cumpre dominá-lo. (Gêneses 4:4,57).
Estes ensinamentos de Jesus, e episódios bíblicos, deveriam ser constantemente ministrados na igreja de Cristo antes do ofertório e do dízimo. É de fundamental importância que todas as ovelhas estejam conscientes que não se barganha com Deus e que o ofertar e dizimar tem que ser um culto de gratidão e amor. Infelizmente, a maioria dos líderes prefere vociferar contra a igreja de Cristo a maldição da lei descrita em Malaquias, com o objetivo de arrancar as carteiras escancaradas das bolsas e bolsos do rebanho. É um fato que muitas e muitas ovelhas entregam o dízimo com o intuito de “provar O Senhor no sentido de que Ele abra as janelas do céu e derrame sobre elas bênçãos sem medida” (Malaquias 3:10), conforme prometeu o seu líder. E a esperança vai definhando dia a dia, mas o medo lhes impede de interromper a prática da entrega dos dez por cento do seu ganho, enquanto no recôndito do seu coração inúmeras interrogações se atropelam sobre a fidelidade da palavra, questões quanto a se estar ou não agradando a Deus, e tantas interrogações sobre a falta de retorno conforme promete a palavra.
“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33).
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” (Colossenses 4:19).
Será que os apóstolos Paulo, Pedro, Elizeu, Elias e o próprio Jesus negligenciavam os dízimos e ofertas e sofriam, portanto, retaliação de Deus? Eles padeceram tantas necessidades... Ajuda-nos Senhor a ler a bíblia sob a luz do Teu Santo Espírito!
propósito, quero registrar uma linda experiência que teve alguém muito meu.

Esta pessoa, apesar da capacidade de trabalho, não parava em nenhum emprego. Mesmo sendo muito elogiado em seus serviços, era posto para fora das firmas sem uma causa justa. Casado, tendo filhos para sustentar e pagando aluguel, vivia em constante angústia. Várias vezes disse-lhe que deveria dar o dízimo, sabendo, no entanto, que Deus não trata com todos igualmente. Tem muita gente vivendo muito bem economicamente, sem dizimar. A questão é que: "E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá... (Lucas 12:48). Interprete-se em termos espirituais, pelo menos neste caso que conto, portanto, não estamos nos contradizendo. Esta pessoa, não aceitava minha exortação, ela havia nascido em uma igreja que ensina que o dízimo é coisa do AT, além de outros ensinamentos que foram assimilados por ela equivocadamente. Não se trata tampouco de uma pessoa mesquinha. Um dia, no entanto, após perder o último emprego, ela se foi à praia e enquanto caminhava perguntava a Deus em desespero sobre o que acontecia em sua vida e o porquê. Se era por causa do dízimo, Deus sabia que ela havia aprendido assim e que estaria disposta a dizimar, mas queria fazê-lo com amor e alegria e não por medo, e que Deus por misericórdia lhe desse uma luz. De repente veio uma onda do mar e banhou seus pés trazendo-lhe uma nota de exatamente "dez reais". Esta pessoa veio correndo da praia com os olhos brilhando, o cabelo pra cima rindo e chorando, contar-me a experiência. Não necessita dizer que poucos dias depois Deus lhe abriu uma larga porta e ela não só está dizimando como também ofertando para missões livremente.
Quanto ao que fazem do nosso dízimo e oferta, creio que nós também somos responsáveis. A palavra de Deus é perfeitamente clara quando diz: E NÃO SE TOMAVAM, CONTA aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro para o dar aos que faziam a obra, "PORQUE procediam com fidelidade"... Foram encarregados, para administrar as obras, supervisores que "agiam com honestidade", a ponto de não se... (2ª Reis 12:15 - 22:7).
Se a igreja de Cristo fosse responsável pelo patrimônio do Senhor e tudo que lhe pertence, não teríamos tantos mercenários da fé. O que é feito com os nossos dízimos e ofertas nos deve importar, e muito. As denúncias contra o mau uso do que é sagrado devem ser consideradas quando partam de pessoas idôneas. (1ª Timóteo 5:19).
Na pobreza ou riqueza, dizimar é um dever. À Ele toda honra e toda glória!



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4 comentários:

Marcelo Negreiros disse...

Concordo sim. Devemos saber como são empregados os dízimos, mas não usar isto como desculpa para não dizimar. Meu dízimo é a devolução de uma pequeníssima parte do tudo que Deus me tem dado. E isto devolverei com alegria. Se isto for mal utilizado pela igreja, seja o Senhor juiz contra os que assim procedem.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Olá, Guiomar.

Entendo que não temos mais o dever de dizimar, embora possamos extrair excelentes princípios e ensinamentos deste instituto estabelecido na Torá judaica.

A meu ver, o que as pessoas precisam fazer hoje é contribuir conscientemente dentro de suas igrejas e serem partes de uma mesma bolsa.

Nas Escrituras hebraicas, o dízimo tinha por função não somente sustentar os sacerdotes e os levitas, como também proporcionar a confraternização do devoto quando subia a Jerusalém e também promover o bem estar social das pessoas em situação de risco: estrangeiros peregrinos, órfãos e viúvas.

Na visão da Nova Aliança, em que Deus escreve em nossos corações a sua Torá, aprendemos que contribuir com apenas 10% é muito pouco. Então, o que precisamos fazer é entregarmos a Ele toda a administração dos nossos bens e sermos capazes de incluir o irmão na nossa alegria.

Concordo que o dízimo não pode servir de instrumento de barganha com Deus e também sou contra a destinação que certos "pastores" fazem com o dízimo arrecadado em suas "igrejas". Porém, acho que para nós que não somos israelitas e nem precisamos pagar este imposto de renda para o Templo judaico, o dízimo não entra como regra para ser observada. Até porque muitas normas da Torá eram exclusivas para os israelitas e tinham a ver com o funcionamento do Estado de Israel que era uma teocracia.

Pra mim, cada um deve contribuir conforme pode e de acordo com o que Deus põe em seu coração. Para alguns mais abastados 10% é pouco enquanto para outros menos favorecidos representa muito. Então, se alguém é rico deveria contribuir com muito mais do que o dízimo, não concorda?

Por outro lado, pessoas que estão passando necessidade, elas é que deveriam ser destinatárias das contribuições da igreja onde congrega e ficar um tempo sem ofertar até que a sua situação econômica melhores. Se bem que isto não quer dizer que ela vá deixar de ajudar outro irmão que também esteja precisando igual ou mais só porque também passa necessidade (os levitas também pagavam dízimos aos sacerdotes).

Assim, entendo que o instituto do dízimo da Torá serve mais como uma orientação ou instrução que, na Nova Aliança, vem tão somente a nos inspirar a fazer mais e melhor tendo como base tão somente a consciência de que não devo utilizar egoisticamente o meu dinheiro.

Grande abraço!

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Apenas para acrescentar ao debate, lembro que dentre os vários tipos de dízimos existentes entre os judeus, havia o Maasser Ani, o qual era destinado aos pobres, peregrinos, órfãos e viúvas.

Pois bem. Sendo as pessoas mais necessitadas destinatárias do dízimo, como que elas poderiam contribuir?

Deste modo, conclui-se que elas só poderiam mesmo fazer caridade com outros que fossem tão pobres quanto elas.

Portanto, na Nova Aliança, não há por que se falar em imposto do dízimo, mas tão somente em contribuições conscientes.

Abraços.

Conexão da Graça disse...

Colocando um pouquinho mais de pimenta Guiga, vc começou bem o texto com o princípio básico da questão contribuição: "A ESPONTANEIDADE DE ABRAÃO", e não o "dever de se dizimar".

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