quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

“UM REVIRAVOLTA NA IGREJA BRASIELIRA AQUI E AGORA!

Concordo com a revista Ultimato e acrescento que uma reviravolta na vida daqueles que se dizem não mais evangélicos por discordarem do rumo que a igreja tem tomado, também seria uma grande benção para todo o corpo de Cristo. Guiomar. A história do povo de Deus hoje não é diferente daquela vivida no Antigo Testamento. Em dois mil anos de história (de Jesus aos dias atuais), a igreja tem cometido muitos desacertos. Nos dois mil anos anteriores (de Abraão a Jesus), Israel também cometeu outros muitos erros. Os escândalos do povo eleito estão registrados no Antigo Testamento e os da igreja, no Novo Testamento e nos compêndios da história eclesiástica. O ser humano é o mesmo desde a queda, quando afundou na rebelião, tanto nos dois milênios antes de Cristo como nos dois milênios depois de Cristo. Deus também é o mesmo, ontem e hoje. Ele é continuamente misericordioso, “as suas misericórdias são inesgotáveis” e “renovam-se cada manhã (lamentações 3.22-23). Por isso, os crentes da Antiga e da Nova aliança não são consumidos. Porque Deus é Deus, Ele “leva adiante seus propósitos em meio à perversidade dos homens”. A história mostra que “a maldade humana e a providência divina não são incompatíveis. (John Stott). Alguém precisa escrever um livro contando as histórias das reviravoltas positivas na história do povo de Deus. Uma reviravolta após outra, numa sucessão imprevisível, depois de longos ou pequenos intervalos, é o que tem mantido a igreja viva. A reviravolta acontece de surpresa, muitas vezes quando o declínio chega ao ápice ou quando a escuridão atinge seu ponto mais alto. Na maioria das vezes, a reviravolta começa de baixo para cima e não o contrário. Via de regra, não são os sábios, os poderosos e os nobres, segundo os padrões humanos, os primeiros a desejar e a participar da renovação espiritual da igreja, fato observado e registrado por Paulo (1 Coríntios 1.18-31). A reviravolta que marca uma mudança para melhor não é outra coisa senão a repetição de uma reviravolta anterior, com menor ou mais intensidade. Trata-se da recuperação da rota perdida, do entusiasmo perdido, da santidade perdida e da consagração perdida. É a feliz volta ao primeiro amor (Apocalipse 2.4). Daí a famosa oração de Habacuque: “Nesta hora em que precisamos tanto de ajuda, ajude-nos novamente como fez no passado!” (Habacuque 3.2, BV). O pior período da história de Israel foi aquele que precedeu e causou a queda de Jerusalém, por ocasião da invasão babilônica, no ano 586 antes de Cristo. O povo cometia verdadeiros desatinos e recusava-se terminantemente a ouvir Jeremias (Jeremias 25.3). Entretanto, o profeta mistura o juízo que cairia sobre eles com o anúncio da reviravolta que sucederia o juízo. A diferença entre uma situação e outra é enorme. Graças à reviravolta a ser experimentada por Israel depois do cativeiro babilônico, “o povo de Israel [o reino do Norte] e o povo de Judá [o reino do Sul] virão juntos, chorando e buscando o Senhor, o seu Deus. Virão e se apegarão ao Senhor numa aliança permanente que não será esquecida” (Jeremias 50.4-5). A benção mais marcante dessa reviravolta não foi o retorno dos exilados nem a reconstrução da cidade e do templo de Jerusalém, setenta anos depois do exílio, mas a dissolução do pecado e da culpa. Quando esse dia chegou, mesmo procurando, ninguém achava iniqüidade em Israel nem pecado em Judá, pois Deus havia passado uma esponja em todo o remanescente (Jeremias 50.20). Por sua vez, o pior período da história da igreja foi quando “nada era mais corrupto, pestilento e odioso do que a cúria romana”. 1 Os que enxergavam a prolongada crise, cuja duração excedia trezentos anos, e esboçavam alguma reação eram excomungados, destituídos de suas funções, denunciados como “filhos da escuridão” e lançados nas fogueiras da inquisição, como aconteceu com João Huss (em 1415) e com Jerônimo Savanarola (em 1489). Porém, Deus não permitiu que igreja naufragasse por completo e levantou homens na Europa Central e nas Ilhas Britânicas, que ele usou para provocar a maior, mais ampla e mais duradora de todas as reviravoltas registradas na história eclesiástica, conhecida como Reforma Protestante do Século 16. Resta perguntar se a igreja evangélica brasileira, embora crescendo em número, estaria precisando de uma reviravolta, para corrigir alguns rumos, algumas distorções, alguns escândalos e algumas omissões. (Leia “Confissões”, postagem que antecedeu esta, também da Revista Ultimato. Nota 1. “Carta de Lutero a Leão X, sumo pontífice”, escrita em 1520 (Martinho Lutero, Obras Selecionadas, vol 2, p. 429).



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