sexta-feira, 20 de março de 2009

O MORRER PARA MIM É VIVER

“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1:21). O apóstolo Paulo, ao afirmar que lucraria com a morte, tinha como respaldo a certeza absoluta de uma vida eterna com Cristo. Além de que fora arrebatado ao terceiro céu, onde ouviu palavras inefáveis, as quais, segundo ele, não é lícito ao homem referir. (2 Coríntios 12:2 e 4). Compreendemos, portanto, perfeitamente quando ele diz que está constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Paulo não estava invocando para si a morte por uma fuga desesperada. Ele estava anelando estar com o seu Senhor Jesus, a quem ele conhecia bem de perto e, por conseguinte, ansiava desfrutar da sua companhia em um novo tabernáculo não degenerável, o que é naturalmente o ardente desejo de todo crente.
Para todos aqueles que “foram salvos”, a morte representa uma ponte para a cidade santa. No entanto, displicentemente muitas vezes consolamos o parente de alguém que está clinicamente sentenciado a morte, dizendo: ele (a) vai descansar, vai se livrar de tanto sofrimento, mesmo sabendo que tal pessoa não teve ainda os seus pecados lavados no sangue de Jesus. Por outro lado, também confortamos alguém que ficou enlutado dizendo-lhe que seu parente está agora no descanso eterno, sem que saibamos se realmente tal pessoa havia se arrependido de seus pecados e aceitado Jesus como seu salvador. Agindo assim, estamos sendo irresponsáveis com o dever de anunciar a palavra com verdade e na sua íntegra.
Reconhecemos que não podemos julgar a ninguém, nem determinar a onde foi ou vai passar a eternidade. Quem há de fazer o grande julgamento é o próprio Jesus que nos deu sua vida como resgate pelos nossos pecados. Gosto de um hino antigo que diz:
Um dia no céu eu hei de ver o meu salvador, o cordeiro de Deus que meus pecados na cruz pagou. Seu sangue verteu por mim morreu na amarga cruz, pelo seu grande amor foi que me salvou o meu bom Jesus.
E eternamente hei de morar com meu salvador, e todos os crentes hão de gozar o seu doce amor, “uns que eu ‘não pensava’ entrar no céu, então lá verei, cheios de salvação com palmas nas mãos louvando ao Rei.”
Como é bom saber que teremos surpresas nos céus, que encontraremos aqueles que, talvez por nossa religiosidade, acreditávamos que eram “dignos” do inferno e, no entanto, o imensurável amor de Cristo na cruz os alcançou. Mas sejamos prudentes, não conhecemos a noiva celestial, somos parte dela, somente o noivo conhece cada integrante que contrairá núpcias com Ele. Aguardemos então este grandioso dia anunciando com fidelidade a verdade do evangelho.



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Um comentário:

Jesuel disse...

Lembro-me que um pouco depois da minha conversão ao ler este texto o meu coração se encheu de júbilo, ao meditar no dilema de Paulo, que era ou viver para trabalhar para Cristo, ou morrer para estar com Cristo! Percebi então como é maravilhoso não temer mais a morte e ter plena certeza da herança no céu.
Quanto as surpresas que nós teremos no céu, para mim não será tanto por aqueles que não imaginávamos alcançar a salvação, mas sim, daqueles que tínhamos a certeza de encontrá-los no céu, pois quando meditamos em I João 2.28 vemos que muitos vão ser confundidos por Ele na Sua Vinda, para muitos infelizmente o Dia do Senhor será dia de trevas e não de Luz (Amós 5.18 e 20). Por isso devemos cada vez mais nos aproximarmos de Deus e colocar nossa confiança Nele (Salmo 73.28). Que Deus te abençoe e inspire cada vez mais! A Paz do Senhor!

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