domingo, 10 de maio de 2009

DESMISTIFICANDO A MÃE

"Eu com minha mãe"

Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. (Isaias 49.15).

É realmente impossível uma mãe inundada pelo amor maternal não estar constantemente ligada às necessidades do seu filho. Ela o protege, cuida e renuncia a muitos dos seus desejos em favor do seu rebento. No entanto, “ainda que esta viesse a se esquecer..." o profeta trás a lume uma - ainda que remota - possibilidade de haver esquecimento.

Mãe, no sentido que tem sido objeto de versos, louvores e tantas honras, precisamos lembrar, não é aquela que gera biologicamente e cria por obrigação ou como lhe convém. Aquela que tem marcado com palavras torpes, pancadas, descuidos físicos, sociais, o filho que engendrou, às vezes por imprudência, tornando-se assim o indesejado. Tampouco aquela que ensinou, educou segundo os rígidos padrões de conceitos fechados e foi intransigente... Que fez valer seus ditames mesmo em detrimento dos seus filhos, formando pessoas doentes e difíceis de convivência. Empacota-se todas as mulheres que um dia pariram em versos e canções de louvores enquanto muitos filhos choram este maravilhoso ser quase perfeito que nunca conheceram.

Em provérbios temos a seguinte descrição: "Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias." Não é fácil encontrar não, nós mulheres temos que dar a mão a palmatória. Seguindo ele diz: Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa, seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.”

Não se está falando aqui de uma mulher perfeita e sim daquela que reconhece seus valores e procura aperfeiçoá-los. Que sonda seu coração e percebe o que precisa mudar, luta por novos conhecimentos, reconhece quando erra contra seus filhos ou marido, sabe pedir perdão, entende que seus filhos têm muito a ensinar-lhe e ouve suas censuras ponderando-as e acatando sempre que houver justiça. É aquela que envolve os filhos com amor até mesmo no olhar, que ouve seus corações, lhes dá carinho, sofre suas decepções e se alegra com seus êxitos. Procura cultivar um ambiente de paz, no aconchego do seu lar. A Mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” (Provérbios 14.1). Mãe é gente, carne, não é aquele anjo do outro mundo que se versa; fica furiosa, às vezes diz o que não deveria, depois chora se arrepende; gosta do carinho dos filhos, também que lhe ouça os lamentos, quer também o colo do filho, a companhia, quer brincar com eles como se fossem seus irmãos, sair de braço com eles, ir ao cinema, a praia, se sentir humana sem mistificações. Mãe é uma responsabilidade gratificante, porém muito séria, que envolve a mulher completamente, eleva e abre caminhos surpreendentes através dos seus rebentos trazendo surpresas inesperadas quando realmente ela assume o seu papel com alegria e principalmente com muito amor. Mas, mãe é gente e não um ser místico, angelical. Se todas as mães reconhecessem o seu valor e grandiosíssima contribuição no exercício de uma criação correta dentro do possível, o mundo seria outro mundo.

"Parabéns a você mamãe, que no exercício da sua missão tem reconhecido que não é perfeita."




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2 comentários:

gilsemar disse...

Quando falamos de mãe,logo vem a lembrança a nossa,por mais que ela tenha defeitos,é nela que nos espelhamos para descrever esta figura,enigmática,Os conceitos deste século totalmente distorcidos dos padrões biblicos,de educação familiar,nos leva a ver a cada dia a sociedade se debatendo em conflitos domesticos,como o que levou uma Mãe Gaucha a Atirar,tirando a vida do Próprio filho recemente em Porto Alegre (RS), refletem as condições dezesperadoras,a que pode chegar um lar cuja matriarca,não tenha nem um pouco das virtudes descritas pelo autor do livro de Provérbios,divinamente inspirado pelo Espirito Santo de Deus.

Marcelo Negreiros disse...

Guiomar:
Felizes somos nós que ainda as temos conosco.

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