quarta-feira, 3 de junho de 2009

AMORDAÇADOS PELO PASTOR ZAPATA

“O que sofremos nesta vida é coisa ligeira, que logo passa; mas nos traz como resultado uma glória eterna muito maior e abundante.” (2 Coríntios 4.17 – DFH versão em espanhol).
Sabemos que existem inúmeros casos de superação, não somente entre os que servem a Deus, como também entre os que não servem. Em ambas as situações são pessoas que acreditam na vida e no seu potencial interior e, portanto, decidem atropelar suas deficiências físicas, e outros até psíquicas, fazendo sobressair sua vontade férrea de viver e ser útil como qualquer ser humano sem deficiências. Com efeito, tais heróis brilham mais aos nossos olhos, porque sobrepujam dificuldades duplas, o que lhes traz méritos, e estímulo para todos nós que enfrentamos a aridez da vida embora com mais elementos. No entanto, não é o caso de alguém esfregar em nosso rosto a grandeza destes “super heróis”, constrangendo-nos a calar a nossa dor e reter as nossas lágrimas porque temos nosso corpo sem mutilações ou deformações. Na sua infinita sabedoria, Deus, o nosso Criador colocou devidamente em nós glândulas lacrimais para que possamos atenuar as nossas dores. O apóstolo Paulo, reconhecendo a eficácia das lágrimas, nos ensina a “chorar com os que choram.” (Romanos 12.15).
Pessoalmente, acredito que o maior exemplo de superação registrado na história da humanidade foi do nosso amado Jó, não pelas perdas materiais, da saúde, ou porque duvidaram da sua conduta moral, mas pelas insubstituíveis e humanamente insuperáveis mortes de todos os seus filhos. No entanto, encontramos profetas que reclamaram para si a morte, não obstante sabedores da desgraça que se abateu sobre Jó e da sua paciência ímpar, embora tenha ele também suspirado com todo o seu ser pela vida eterna, como Jeremias, Elias e o próprio Paulo, que disse que o “morrer para ele era lucro e que preferia muito mais estar com Cristo, o que seria incomparavelmente melhor.” (Filipenses 1.21,23).
Não encontramos em toda a bíblia Deus exigindo dos seus filhos que engulam o pranto: “Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago.” (Salmo 6.6); ou que não compartilhem suas angústias: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6. 2). “Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (Jò 7.11). Percebemos, no entanto, que a murmuração, a amargura de espírito contra Deus, provocavam a sua ira contra o seu povo. “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra Mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra Mim.” (Números 14.27).
São muitos os servos de Deus que se encontram privados da comunhão dos santos, dos cultos e de tantas outras reuniões que se faz entre a irmandade por incapacidade física, pelas enfermidades provocadas pela idade avançada ou outras impossibilidades. Muitas destas pessoas anelam a visita de um líder ou de irmãos em Cristo; desejam compartilhar da mesa do Senhor e choram o estarem relegadas ao esquecimento daqueles que sãos seus irmãos em Cristo, com quem talvez um dia compartilharam de alegrias e dores. No entanto, talvez muitos dos mesmos que baniram essas ovelhas de suas mentes são as mesmas pessoas que choram diante de quadros como o do pastor Zapata que desfruta da companhia de sua esposa e filhos e do amor das suas ovelhas. Como somos incoerentes, “inocentemente” hipócritas... Como nosso amor é manipulado por emocionalismo, sentimento que não nos custa atitudes, apenas algumas abundantes lágrimas que se secam tão rápido dentro de nós como do nosso rosto. Quero chorar meu fado, quero vomitar minhas dores para que elas não me sufoquem, não me dilacerem a alma, quero encontrar um amigo que não finja estar acima de todos os dissabores desta vida, tantas vezes maldosa, e não me diga pra não lamentar. Mas por favor, não quero que minhas cantigas sejam apenas fados, quero cantar frevo, quero gargalhar, rodopiar em festa, viver a exuberância colorida da natureza criada por meu Pai. Mas por Deus, quero amar o solitário, visitar o inválido, levar festa para o que pensa que não tem o que comemorar e deixar que ele veja Cristo pertinho dele através de mim.



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3 comentários:

Marcelo Negreiros disse...

Guiomar:
São exemplos de vida como este que nos fazem sentir o como estamos longe do verdadeiro servir ao Senhor.

Pr José Fernandes Silva disse...

Irmão, observando este vídeo e comparando-o a minha vida, me sinto estremamente envergonhado por possuir tantas possibilidades e apesar disto gastar grande parte de meu tempo com queixas e indagações a respeito de coisas sem nenhuma importância... fui impactado pelo testemunho do Pr Zapata.

SANDRO disse...

MEU QUERIDO IRMÃO,O PASTOR ZAPPATA REALMENTE É UMA BENÇÃO.SUAS PALAVRAS SÃO SINCERAS E DEMONSTRAM QUE O VERDADEIRO CRISTÃO TEM QUE NEGAR A SI MESMO.SÓ GOSTARIA DE SABER PORQUE OS CRENTES QUE APARENTEMENTE SÃO SADIOS E CHEIOS DE VIGOR NÃO NEGAM SUA NATUREZA CARNAL.ESTA FOTO DO SITE ESTÁ MUITO FORA DO PADRÃO BÍBLICO..POR FAVOR COLOQUEM UMA FOTO MAIS ADEQUADA PARA QUEM É SERVO DO ALTISSÍMO..OBRIGADO

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