quinta-feira, 6 de agosto de 2009

SUSPIRO PELO GRANDE “EU SOU”

“Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o Teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da Tua presença! Quando fizestes coisas terríveis, que não esperávamos, desceste, e os montes tremeram à Tua presença. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de Ti, que trabalha para aquele que nele espera.” (Isaias 64.1-4).
Na sua angústia o profeta evoca o Deus das dez pragas do Egito, o Deus que abriu o mar, salvando o seu povo e destruindo o “grande” Faraó com todo o seu exército, carros e cavaleiros poderosos. Invoca o grande Eu Sou que agia sobrenaturalmente, pasmando a própria ciência com seus atos portentosos. No entanto, no seu conflito ele pondera: “Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de Ti nos teus caminhos; eis que Te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? " (64.5).
Em sequência, numa contorção de alma, ele apela recordando à memória de Deus a debilidade do caráter humano e geme: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam. (64.6) Despertado mais uma vez pela sua agonia ele reclama: “Já ninguém há que invoque o Teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniqüidades. (64.7). Num assomo de esperança ele traz à memória a paternidade divina e como uma criança confiante se deita nos braços do grande “Eu Sou” e suaviza: “Mas agora, ó senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. Não Te enfureças tanto, ó senhor, nem perpetuamente Te lembres da nossa iniqüidade; olha, pois, nós te pedimos: todos nós somos o Teu povo. (64.8-9). Depois de desfiar o seu rosário de queixas ele recorre ao amor incondicional de Deus: “Conter-te-ias Tu ainda, ó senhor, sobre estas calamidades? Ficarias calado e nos afligirias sobremaneira? (12).
O drama do nosso amado profeta não seria o nosso hoje? Quantas vezes desejamos adentrar no trono do grande Eu Sou e “trazê-Lo” a nossa existência, abrindo seus olhos para que Ele veja a calamidade espiritual a que nossos semelhantes se têm entregado. Quantas vezes tentamos sacudi-Lo de sua “letargia” para que reaja como o “grande Eu Sou” nestes tempos tenebrosos em que muitos correm loucamente no afã de provarem que Ele não existe. Quantas vezes clamamos pelo Jesus dos cegos, surdos, paralíticos, leprosos, hemorrágicas, mortos, que lotam os nossos SUS ou não encontram vaga neles; pelo Cristo que triunfou na cruz do calvário expondo ao ridículo o diabo com seus principados e potestades para libertação dos gadarenos nus ou fardados que em nome da sua cobiça destroem com seus arsenais bélicos tantos pobres inocentes quantos cruzem os seus caminhos.
"Ó Senhor levanta-Te! Tu que és magnificente; que estás sobrevestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu que estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por teu carro e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo. Tu que lançastes os fundamentos da terra, para que ela não vacile em tempo nenhum. Tu que pusestes às águas divisa que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra. Tu que fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes; dão de beber a todos os animais do campo;" (salmo 104) Tu que criastes os céus e a, terra, levanta-Te e vem em nosso auxílio para que estes pobres homens como Tomé, creiam, vendo, e se convertam a Ti que tens o poder da vida e da morte nas tuas mãos e que não te comprazes na destruição dos homens.
Levanta-Te ó Deus! Como teu servo Habacuque clamamos: aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira lembra-Te da misericórdia. (Habacuque 3.2). Desperta a tua igreja para alentar o cansado, visitar os órfãos e as viúvas nas suas necessidades, levar pão aos famintos, visitar os encarcerados, dar lar as crianças abandonadas, asilo aos velhinhos que jazem pelas calçadas e essencialmente ser pão partido, vinho vertido neste mundo putrefato carecente de sal. A COMEÇAR DE MIM, SENHOR!



Subscribe to Our Blog Updates!




Share this article!

2 comentários:

ARAUNAPEKA disse...

Giomar, querida hermana, un saludo grande para ti, en el Amor de nuestro Señor Jesús.
Mira, estuve viendo si estaba el vídeo de Cantarés, en portugués pero no consigo alguno, así que no se si hay otra posibilidad en páginas en tu idioma hermana. Espero que lo encuentres, y puedas compartirlo con muchos. Gracias por la visita y el comentario.

NO he podido pasar tanto por los blog de mis hermanos y hermanas, pero ya me pongo al día.

Muchos abrazos, Bendiciones

Araunapeka

Claudia Sunshine disse...

Oi irmã Guiomar!!!

Graça e paz, amada do Senhor Jesus!!!

Mesmo que atrasada, vim retribuir a visita que fizeste ao meu Blog dos Últimos!!!

Seu blog é uma bênção, irmã! Que Deus continue a cada dia te iluminando para que você seja usada por Ele, tanto aqui na internet como na vida real!

Em Cristo, te desejo uma semana cheia de vitórias!!!

BJS!!!

CLAUDIA SUNSHINE (CLAUDIA PAIVA)

Retornar para o topo da Página
Powered By Blogger | Design by Genesis Awesome | Blogger Template by Lord HTML