quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A CRUZ FAZ PROPAGANDA DE DEUS

Deus não é apenas o criador do espaço que abriga toda matéria e toda energia. João tece a candura de proclamar que “Deus é amor” (1 João 4.8,16) J.I. Packer acrescenta que essa declaração “é uma das mais tremendas encontradas na bíblia – e também uma das menos compreendidas”.
Uma coisa dá importância à outra. Apesar de ser o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Deus é amor. Apesar de ser capaz de amar, Deus é o desenhista, o executor e o sustentador de todo o universo conhecido e desconhecido. Uma coisa fala da majestade; outra do sentimento. Deus cria e se relaciona. Se Deus criasse e não se relacionasse, a criação seria órfã. Seria como um bebê saudável, perfeito e bonito sem mãe e sem pai. Uma das evidências do amor de Deus pela criatura é a ordem da criação. Ele só criou o ser humano no sexto “dia”, depois de ter criado tudo para sua sobrevivência, para seu conforto e para sua realização, inclusive sua capacidade de amar e de ter companhia. Todavia, a maior propaganda do amor de Deus é a cruz: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Packer explica que o amor de Deus não é causado, mas voluntário espontâneo. Ele ama os não-amados e os não-amáveis. O tratamento que Ele dispensa as criaturas e aos pecadores está cheio de amor por dentro e por fora. Ele os trata com misericórdia do princípio ao fim. Embebecido pelo amor divino, Paulo se põe de joelhos diante do Pai e faz uso da oração para que os crentes de Éfeso sejam capazes de sentir e compreender “quão extenso, quão largo, quão profundo e quão alto é, na realidade, o seu amor” (Efésios 3.18, BV). Porém, o próprio Paulo sabe de antemão que nem eles nem ninguém conseguirá plenamente tal façanha. Assim como ninguém consegue medir a água do mar com as conchas das mãos ou o céu palmo a palmo (Isaias 40.12), é também impossível medir ou pesar o amor de Deus. A mais famosa e confiável declaração de amor é também o versículo mais conhecido da Bíblia: “Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3.16, NTLH). À essa passagem deve-se juntar o comprovante dela: Deus “nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós!” (Romanos 8.32, NTL.H). Packer está certíssimo quando diz “a cruz é a prova extrema da realidade e da imensidão do amor de Deus”!
Extraído da revista ULTIMATO.



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