quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FAÇA SEXO COMO VOCÊ GOSTA SEM NEGLIGENCIAR A SANTIDADE

Perguntaram-me em uma palestra para mulheres: é pecado fazer sexo oral? É pecado fazer sexo anal? Um homem me perguntou em outra feita: você concorda que o homem mame na mulher? Duas mulheres me disseram: meu marido quer variar de posição e eu não aceito. Como devemos fazer sexo? O que é ou não pecado?
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2).
Deus nos deu esta benção chamada sexo para que desfrutemos dela. Para que nos tornemos uma só carne com a pessoa que amamos e juntos gozemos em relaxe das delícias do amor.
Temos o instinto que dando vazão a ele seremos direcionados a procedimentos que nos trarão prazer absoluto, sem que tenhamos constrangimentos ou culpas. Em conseqüência dessa mente renovada, dominada por uma escala de valores sublimados, esse instinto será seguido segundo padrões santos.
Salomão, em Cântico dos Cânticos, expõe sua intimidade na sexualidade como um esposo amante, carinhoso, sensível às sensibilidades eróticas femininas, das quais ele também sabia tirar proveito. Ele se deliciava em contemplar a amada atentamente.
Que formosos são os seus passos dados de “sandálias,” (veja o detalhe) Os meneios dos teus quadris são como colares trabalhados por mãos de artista. O teu umbigo é taça redonda, a que não falta bebida; O teu ventre é monte de trigo, cercado de lírios. Os teus dois seios, como duas crias, gêmeas de uma gazela. O teu pescoço, como torre de marfim; Os teus olhos são as piscinas de Hesbom, O teu nariz como a torre do Líbano, que olha para Damasco. A tua cabeça é como o monte Carmelo, A tua cabeleira, como a púrpura; um rei está preso nas tuas tranças.
Em meio a tão minuciosa apreciação da sua amada, ele parece haver sido tomado de êxtase e absoluta excitação e exclamou:
“Quão formosa e quão aprazível és ó amor em delícias! Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos. Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs. Os teus beijos são como o bom vinho.”
Percebamos, no entanto, que a Sunamita não era a diversão sexual de Salomão, mas ela era tão ativa quanto ele, exaltava-lhe também o porte e apreciava verbalmente suas carícias e verbosidade. Vejamos como ela completa seu poema: "vinho que escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes."
Ela não era uma mulher insegura quanto ao amor do seu esposo, ela proclama confiadamente: "Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim."
Ela era ardente, expressiva, desejou beijá-lo publicamente, como não era comum na sua cultura à uma mulher que não fosse de moral duvidosa.
“Tomara fosses como meu irmão, que mamou os seios de minha mãe! Quando te encontrasse na rua, beijar-te-ia, e não me desprezariam! Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber vinho aromático e mosto das minhas romãs. A sua mão estaria debaixo da minha cabeça. E a sua direita me abraçaria."
Precisamos como a Sunamita exprimir nosso conceito sobre nosso esposo. Ela faz uma descrição da "sua altura, cor, cabeça, cabelos, olhos, faces, lábios, mãos, (vejamos que ela vai mais longe que ele) ventre, pernas, porte, voz e completa: sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, tal, o meu esposo."
Aquela mulher amante, expressiva perturbava as entranhas de Salomão quando pousava nele os olhos. Ao observá-la ele a desejava. E para ele, ela era única.
“Sessenta são as rainhas, oitenta, as concubinas, e as virgens sem número. Mas uma só é minha pomba, a minha imaculada.”
Trago a memória o desafio de Saint Exupéry no livro O Pequeno Príncipe: “Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo...”
Você não é mais amado (a) por ter o corpo escultural, olhos azuis, verdes, castanhos ou negros, mas sim, porque você é contemplado (a) pela ótica do amor que penetra muito além dos limites da carne. Aos olhos de Salomão sua esposa era perfeita porque ele a amava.
Uma baixa auto-estima empece uma entrega descontraída, desnudada ao relacionamento sexual.
A religiosidade é um demônio que represa as disposições que queimam os maiores amantes e provoca separações dolorosas. Ela cria pecado onde não existe, ela dissipa as festas do amor que trariam alegria, ela proíbe o lazer que nos traz descanso e renovação, ela nos submete a uma aparência de vida. Ela é a própria morte.
Portanto, deixemos que a palavra lave nossa mente, e estaremos aptos ao relacionamento a dois com total liberdade, sem a luxúria que exige os encontros desprovidos de amor. A própria natureza se encarregou de nos prover o aparelho genital para nos deleitarmos sexualmente e os nossos instintos sadios que nos levam as carícias preliminares de importância fundamental para um relacionamento totalmente prazeroso.
“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1Coríntios 7.5).



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9 comentários:

Anônimo disse...

tanto um como o outro tem que dar e receber prazer, aí fica legal.
parabens, bela mensagen

David

Paulo Sempre disse...

A liberdade na sexualidade inda é tabú para a mairia das pessoas.
Muitas acusam a IGREJA. Afinal...

Beijo

Paulo

Alex Malta Raposo disse...

Parabéns pelo blog.

Ainda não o conhecia.

Muito abençoado e abençoador.

Que o Senhor Deus prossiga abençoando o seu trabalho e fazendo prosperar todos os seus caminhos e projetos.

alexmaltta.blogspot.com
Evangelho da Graça

Alex Malta Raposo disse...

Querida irmã,

Obrigado pela visita e pelos comentários.

Estarei lendo não apenas esse, mas todos os outros artigo deste edificante blog.

Forte abraço.

Tony Ayres disse...

Prezada Guiomar:

Você deixou muito claro com esta postagem que Deus criou todas as coisas de uma maneira muito boa e a sexualidade é uma delas.

A meu ver, não há o que reparar, amiga. O sexo pode ser vivido abençoadamente, quando dele se tem uma visão correta.

Parabéns pelo estudo!

Em Cristo.

Guiomar Barba disse...

Obrigada Tony, seu comentário é uma avaliação do nosso trabalho que nos abençoa muito pelo fato de ser a palavra de um psicoterapeuta e com o peso de ser você um verdadeiro cristão.
Sua visita será sempre uma honra. Abraço.

Maltrapilho12 disse...

Gostei da forma como vc abordou esse assunto que tem sido tããããão polêmico nas igrejas atuais!

Peace!!!

Pastora Guiomar disse...

Obrigada maltrapilho pela sua visita e comentário.
"O meu povo perece por falta de conhecimento."
Abraço.

Lucas Marin disse...

Sabemos da liberdade que temos como servos de Deus;

1 Pedro 2:16 como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.

Mas não devemos buscar essa liberdade de formas de praticar sexo (para quem é casado) quando estamos inspirados e prontos a copiar o que está no mundo!

Se o pilar principal de nosso relacionamento estiver no sexo e no prazer carnal nunca estaremos realizados e, haja novas estratégias para manter a satisfação sexual e conjugal do casal! Mas se o fundamento da união conjugal de cada um for em Cristo, de forma que Ele seja nossa primasia, as demais coisas nos serão acrescentadas, independente se a prática é um "basicão" ou "o incrementado", desde que Ele realmente seja o centro!

Não sou casado, mas sei que a confiança no Senhor nos sustém, e a sua graça somente nos basta.
Não precisamos copiar o mundo em suas milhares de "posições" para se praticar sexo.

Não vivamos do que é aparente, ou do que pode se tocar, mas vivamos da fé, que não se pode ver ou tocar, mas origina atos de bem, que aparecem quando "o copo tem seu interior limpo" (Mt 23.26). E pelo nosso temor ao Senhor sejam em nós todas as coisas completas e em nós nada haja falta!

1 Coríntios 7:3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.

A passagem de Romanos é uma ótima palavra de instrução, e é bom que não seja usada para abrir livre passagem para qualquer tipo de atitude por parte do casal.

Por exemplo, um casal, ao manter relações, pode, por exemplo, gravar o ato em vídeo; Mas convém fazer tal coisa? Somente com o princípio da benevolência e consentimento mutuo não podemos desaprovar tal ato; mas se atentarmos ao não copiar o mundo, ao dirigir nossos atos com edificancia, não procuraremos tal tipo de atitude.

Romanos 12 diz exatamente para não nos conformarmos com o mundo, mundo em que abunda a pornografia, a imoralidade, o sensualismo (não falo da relação intima do casal, mas do sensualismo ao publico); a moda não prega o pudor.

Gostei do ressalto a inocência do casal, e entendo que é bom que haja essa particularidade do casal em inocência.

Mas que Deus molde o nosso ser!

1 Pedro 2
1 ¶ Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações,
2 desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo,
3 se é que já provastes que o Senhor é benigno.
Sim, podem achar estranho usar da própria Palavra de Deus para falar de algo que pode parecer não ter nem nexo com o trecho citado. Mas é importante que nos revistamos de Deus, pra que até a satisfação natural no casamento seja conseqüência da presença de Deus em nossas vidas.

Aconselho (se é que posso, com nenhuma experiência que tenho) que o casal se descubra, como criança que pouco a pouco vai descobrindo sua “carne nova”, sem malícia, mas naturalmente. Dispamos-nos de toda malícia do velho homem, e nos revistamos do homem espiritual nascido de Cristo, que ainda vive na terra, tem carne, mas não anda segundo a carne, tem suas necessidades, mas não deixa que essas sejam influenciadas pelo mundo a ponto de sermos dominadas por elas! Alegremo-nos na nossa esperança em Jesus Cristo!

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