sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DEMÔNIOS TESTEMUNHARAM

Tudo estava preparado, o ódio de Hamã contra os judeus fervia-lhe o sangue, instigava-lhe o espírito assassino para destruir a herança do Senhor dos Exércitos. O poder estava na sua mão, lhe havia sido dado pelo soberano Assuero, quem mais poderia deter aquele filho das trevas?
Potestades, príncipes e hostes infernais se moviam delirando sobre a iminente destruição dos filhos da luz, enquanto os judeus choravam amargamente vestidos de saco e cobertos de cinza num clamor jamais contemplado na pequena cidade de Susã.
O rei, junto ao perverso Hamã se assentou a beber, ignorando a perplexidade que havia dominado todo o seu reino. A falta do conhecimento de Deus tornava o rei cruelmente indiferente a vida de milhares e milhares de seres humanos; um único “amigo” lhe movera o coração para uma insensatez sem limites, assim como até mesmo o sábio Salomão, já velho, quando a sabedoria deveria reger com mais rigor seus passos, deixou-se perverter o coração por suas mulheres. O homem que se afasta do temor ao Senhor é estúpido em todos os seus caminhos.
“Bem aventurado o homem que não anda do conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores.” (Salmo 1.1).
Enquanto as potestades tenebrosas antecipavam seu baile comemorativo, o céu se arregimentava para dançar com os filhos da vitória. O Soberano dos soberanos escolhia Mordecai, o objeto da fúria de Hamã para intermediar o Seu plano. Os céus sim, poderiam celebrar antecipadamente o seu já garantido triunfo.
Deus escolheu iniciar a vitória dos judeus zombando do soberbo Hamã. Deus tira o sono do rei Assuero e o incita a mandar buscar o livro dos Feitos Memoráveis, onde estava escrito que através de Mordecai o rei foi salvo da conspiração de dois dos seus eunucos que pretendiam por fim a sua vida. Sabedor de que a Mordecai não lhe foi conferida nenhuma honra pela sua fidelidade, decidiu então o rei que vestido com vestes reais, trazendo na cabeça a coroa real e montado no cavalo em que o rei costumava montar, o próprio Hamã o conduziria pela praça da cidade apregoando diante dele: “assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar”, sem omitir coisa nenhuma, segundo o conselho que ele, na sua soberba, havia dado ao rei quando lhe perguntou o que se deveria fazer a um homem a quem o rei gostaria de exaltar, acreditando que seria ele o único objeto desta honra.
A glória de Deus não poderia ser empanada por maquiagens, jóias e corpo malhado, perfumes ou ungüentos, a beleza que Ester deveria transmitir ia muito mais além daquela beleza produzida, conhecida tão bem pelo rei. Por este motivo o seu coração, ao contemplar Ester, palpitou mais forte e impressionado com a formosura rara da serva do Altíssimo, lhe estendeu o cetro da graça real.
“O rei amou Ester mais do que todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens: o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti.”
Ester não foi elevada a rainha simplesmente porque achou graça diante do rei, mas porque o Todo Poderoso, o Eterno Soberano havia determinado no seu conselho que através dela o seu povo, os judeus, seriam salvos da perversidade do Hamã, enquanto ele , seria enforcado na própria forca que havia preparado para o servo do senhor, o judeu Mordecai, que não se inclinava diante da soberba daquele assassino.
Por sua fidelidade a Deus, o “judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo da sua raça.”
Nos dez capítulos do pequeno livro de Ester, encontramos um exemplo a seguir, de confiança absoluta no Deus que, pelo seu povo, tudo executa. Mordecai creu piamente que independente da intervenção de Ester o Senhor era poderoso para destruir todos os inimigos do seu povo e lhe falou ao coração quando disse-lhe: “Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu escaparás entre todos os judeus. Porque se todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?”
Ester reconheceu que a sua beleza não iria interferir na decisão do rei, mas sim a sua dependência absoluta do Grande Eu sou e contestou: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.”
Havia unidade, respeito e maturidade, entre Ester e Mordecai, ele tinha o discernimento, a sabedoria do Senhor e a disposição para lutar contra o inimigo; apesar de ser tutor da Ester, não se sentiu superior a ela, nem humilhado ao receber suas ordens, mas foi e tudo fez segundo ela lhe havia ordenado. Assim, os judeus comemoraram todos os anos o mês de adar como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.
Continuemos a confiar no Deus de Mordecai, porque Ele é o nosso Deus e ama trazer vitórias para o seu povo que se humilha e reconhece estar nele todas as suas fontes.



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2 comentários:

Paulo Sempre disse...

Sempre será assim, o diabo se enche de furor quando alguém se posiciona para realizar os propósitos de Deus, aliás os mais fieis são os mais perseguidos, e Jesus sempre nos alertou sobre isso.
O ódio de Hamã por Mordecai não era simplesmente em sentimento humano, mas ele estava 100% sendo induzido por aquilo que existe no coração de satanás, pois tinha aliança com o destruidor.
A verdade é que o diabo nos odeia, tem inveja de nossa unção, mas seu ódio não tem poder contra nós, pois temos a cobertura do sangue do cordeiro e estamos debaixo de unção apostólica, os decretos podem até serem escritos, mas nunca vão se cumprir, o tiro do diabo sempre vai sair pela culatra.

Beijo
Paulo

PORTUGAL

Anônimo disse...

Belo comentario de Paulo, gostei. o tiro de diabo sempre vai sair pela culatra..

o livro de ester é muito bom, parabens Guio

David

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