quarta-feira, 26 de maio de 2010

EU BATI NOS MEUS FILHOS COM DISCIPLINA

Palmadinha com dias contados?
O Projeto de Lei 2.654/2003, proposto pela deputada Maria do Rosário (PT/RS), pretende alterar o ECA e o Código Civil, garantindo que a criança e o adolescente não sejam submetidos a qualquer forma de violência física. “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” (Provérbios 13.24). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Provérbios 22.15). “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” (Provérbios 29.15). Se os próprios pais não forem disciplinados não poderão responder conforme estas afirmações bíblicas, antes usarão de violência na educação dos seus filhos. É fato que muitos pais, deixando o domínio próprio que é um mandamento, usam objetos que produzem marcas no corpinho da criança, puxam orelha, beliscam, dão cocorote, muitos inconsequentemente, jogam o objeto que estiver à mão em cima do filho (a), enquanto lhes ferem profundamente a alma com palavras grosseiras, maldições, julgamentos falsos.
Em tempos mais antigos, havia pais que agiam com uma ignorância sem precedentes embora apenas crentes que aquela era a maneira certa de formar o caráter de um homem. Batiam com fio de ferro, galho de árvores, cordas, vara e palmatória; davam cocorotes, beliscões e ainda faziam sermões intermináveis. No entanto, já ouvi de vítimas desta disciplina que são gratos aos seus pais por esta educação tirana, que graças a ela, hoje são homens responsáveis, trabalhadores e honrados. Eu lhes pergunto? São sadios na alma, no espírito e no corpo? Eles não têm consciência que as dores que refletem à sua alma, são produtos daquela criação errônea, insensata e que suas idiossincrasias evidenciam as doenças do seu espírito. Eu bati nos meus dois filhos sim. Minha consciência não me acusa, talvez pudesse até ter tentado mais diálogo e usado menos as “palmadas”, mas tenho a tranqüilidade de lembrar que antes de cada disciplina física, eu costumava sentá-los no meu colo ou perto de mim, explicar-lhes porque seria disciplinado e após usar o método, deixava-o chorar e refletir, enquanto isto eu sofria, com certeza, mais que eles; depois que eles paravam de chorar e vinham abraçar-me, novamente os sentava no colo e perguntava: “Sabe por que mamãe lhe bateu?” E eles sempre me respondiam prontamente: “Para que o mundo não me bata amanhã.” O mais velho me dizia sempre: “Eu sei mainha, que tu me amas e queres que eu seja uma pessoa boa no futuro”. Enquanto eles saíam a se divertir, eu continuava com aquela dor pulsando no meu peito, mas posso agradecer a Deus que sempre me ajudou a não maltratar, a não bater na hora da ira, mas quase todas as vezes, pelo menos enquanto eram pequenos, a esperar o momento adequado em que o faria para benção na vida deles. Portanto, o que desenvolve enfermidades na alma dos filhos, não é a correção feita com amor e sabedoria, mesmo a que provoque dor física, que vai traumatizar a criança, pelo contrário “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29.15). Citamos em todo tempo o livro de Provérbios de Salomão, no entanto, ele e seus muitos irmãos não receberam disciplina correta, podemos então entender porque a família de Davi foi um grande desastre, no entanto cremos que Salomão foi inspirado pelo Senhor quando aconselhou aos pais como educarem seus filhos com sabedoria, no caminho do Senhor. Não podemos permitir que homens que nem sequer têm sabedoria para dirigir o que foram eleitos e se propuseram a fazer sendo, pois, na maioria fracasso, venham a invadir nossos lares e tirar dos pais o direito concedido por Deus de educar seus filhos.
Sabemos que há pais que violentam os seus filhos e deveriam ser punidos, mas nem sequer, vemos punição contra os estupradores, assassinos, seviciadores de crianças, adolescentes e jovens, que diariamente e brutalmente satisfazem a sua animalidade. As leis são negociadas ao bel prazer de muitos juízes, e outras autoridades iníquas.
Oremos para que Deus nos guarde de sermos forçados a educar segundo os padrões deste mundo tenebroso.
Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. (1Coríntios 3.19).



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