segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A FÉ DOS IGNORANTES

"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." (Hebreus 11.1).

Para muitos "sábios", a fé é uma prisão que obriga o homem a não questionar, a não raciocinar, a não averiguar. Para nós que vivemos pela fé, ela é uma manifestação da nossa crença absoluta em Deus que sabemos poder todas as coisas, que é soberano, e, sobretudo que é galardoador dos que O buscam. Além de que a nossa fé vai muito além do que vemos, ela não tem fronteiras, não está aprisionada a fatos que se cumprem de modo explicável pela ciência, que por sua vez está na dependência de homens limitados pela inteligência e pela própria existência, para as grandes e até mesmo pequenas descobertas, além de possíveis equívocos. No entanto, a fé, vai além do explicável, extrapola as respostas científicas e atende a inerente necessidade do homem no que é transcendental ou físico.

A ciência não pode explicar sentimentos, como por exemplo, o amor que excede muitas vezes a nossa própria compreensão, mesmo sendo nós o reduto deste sentimento. Ela não pode provar qual a intensidade dentro de nós, desta aptidão para sentir, tanto quanto está impotente para dissecar sobre a fé.

Ciência biológica, psicologia, neurobiologia, religiões, culturas, perspectiva filosófica, oferecem seu parecer sobre o amor, todavia divergentes, porque o amor é uma experiência pessoal, particular, como o é a fé.

A convicção de que o impossível acontecerá, deriva-se de respostas providenciadas quando tudo estava impossibilitado pelo natural ou para nós ou para alguém que compartilhamos da sua fé concretizada. Por este motivo o salmista David canta: "Mas eu sempre terei esperança e te louvarei cada vez mais." (Salmo 70.14).

Li na revista Ultimato o seguinte: "Colocar a fé acima do raciocínio, o invisível acima do visível, o possível acima do impossível, a certeza acima da expectativa, o fato acima das emoções e o mundo vindouro acima do mundo perene".

Sabemos que, ainda que o cepticismo negue a fé, ele não tem respostas para os resultados inexplicáveis, mas palpáveis que levam felicidade para todos os crentes em todo este universo.

Augusto Cury diz: "Quando a luz é intensa, antes de iluminar o caminho ela ofusca os olhos".

"Fé é crer no que não vemos, e a recompensa desta fé é vermos aquilo em que cremos. (Santo Agostinho parafraseando Hebreus 11.1).

Eu pergunto: se uma pessoa totalmente céptica, absolutamente contrária a fé, recebesse o impossível humanamente através da fé de algum crente, mesmo ele reconhecendo que não houvesse possibilidade de explicação para o fato, ele rejeitaria a dádiva?

A hora máxima da dor, quando o homem as vezes chega ao extremo de perder o raciocínio determinará seu grau de incredulidade se ele tiver uma oportunidade de lembrar que a fé pode mover montanhas.

"Blaise Pascal, constata que a dimensão rac

ional do ser humano é muito limitada para constatar a existência ou não de um ser divino e termina por concluir que a através da razão não poderíamos encontrar com as verdades mais profundas sobre a existência. Quanto as provas metafísicas sobre a existência divina, segundo ele, nada provam e nadam aumentam no nosso relacionamento com Deus, devemos provar Deus pela fé e não pela razão".

http://filosofojr.wordpress.com/2009/01/03/um-filosofo-em-defesa-da-fe-crista/




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12 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

oi amiga, tudo bem?

tem muito ateu que vive bem sem deus e sem fé. tem muito crente que apesar de ter fé, vive muito mal, cheio de esquisitices psicológicas e crendices infantis; há os que tem fé e vivem bem com sua fé e não abrem mão da racionalidade e da realidade. eu procuro me encaixar nesse último grupo, ainda que minha fé não seja muito conservadora.

beijos

Guiomar Barba disse...

Edu, eu não questiono se alguém vive bem ou não com ou sem fé. Eu acredito que os crentes que apesar da fé vivem mal, são aqueles que apenas têem fé, mas não vivenciam a palavra com maturidade.
O equilíbrio está exatamente em ser racional e ter os pés no chão.
Gosto do seu posicionamento.
Obrigado pela visita agradávl.
Beijão.

Eduardo Medeiros disse...

é, amiga, achar um equilíbrio nem sempre é fácil. só sei que para mim dogmas teológicos que pretendem esgotar assuntos transcendentes não passam de pretensão de quem crê ter a chave dos céus e do inferno.

beijos

Guiomar Barba disse...

Edu,

Ou por pura ignorância. A própria bíblia nos deixa claro que existe muito mais a se aprender e tanto mais a se ignorar talvez, até a eternidade.

Beijo.

Atena disse...

Guiomar:
Eu sempre fui uma pessoa sem fé, apesar de ter sido criada na religião católica. contudo, ainda quando criança eu "sacava" que só algo muito grandioso poderia ter criado a natureza (que sempre me encantou).
Já adulta muito penei por não ter fé até ter encontrado os ensinamentos dos mestres ascensos onde descobri um novo rumo - o conhecimento.
Hoje continuo "meio" sem fé rsrs, mas SINTO a Divindade e SEI, através do conhecimento, que Ela existe e está dentro de nós.
Como alguém disse: são muitos os caminhos...
abraços

Guiomar Barba disse...

Que bom Atena sua visita.
Eu fui criada na igreja evangélica, mas não aceitei o Deus que me impuseram, andei por muitos descaminhos. Poucas vezes questionei a existência de Deus, mas repudiei Ele um determinado tempo em minha vida. Depois descobri que o Deus que eu não tolerava era o deus da religiosidade. Lutei sozinha, fui morar longe da família, tive minhas experiência com o verdadeiro Deus que é puro compaixão, amor e tantas outras qualidades maravilhosas, assim que cai nos seus braços paternos e jamais quero perder este relacionamento tão lindo que me faz dançar sozinha em casa, quando começo a cantar para Ele. kkkkkkk

Beijos amiga.

Levi Bronzeado disse...

Como ser ambivalente sou: ora certeza, ora dúvida.

Momentos tenho em que pareço um barco que vaga a mercê de um oceano violento de instintos e pulsões que me consomem para além de minha cosnciência.

A bem da verdade, não sinto tanta angústia por ser um homem de pouca fé.
Sei lá, talvez não tenha ainda chegado o momento de experenciá-la profundamente.(rsrs)

Abçs

Altamirando Macedo disse...

No livro dos Hebreus 11.1, a fé é definida como "garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem".Lida de forma correta e desapaixonada, esta passagem parece fazer da fé um sentimento inteiramente autojustificado.Induz o fiel a acreditar numa coisa que ainda não aconteceu (coisas que se esperam), ou para as quais não existem provas (daquelas que não se vêem), seja uma confirmação da sua verdade ("a garantia e a certeza").
Não encontro dádiva a ser rejeitada.
Abraços.

Guiomar Barba disse...

Altamirando, o autor de Hebreus está apenas definindo o que é fé.

Eu acredito que todos nós temos fé, seja com relação as coisas espirituais ou não. Você programa seu dia de amanhã porque você crer que estará vivo; você toma um remédio porque você crer que vai lhe beneficiar ou curar, o médico pode até haver errado na receita, mas você tem fé no médico e por ai vai.
Bem, para nós que acreditamos que Deus é galardoador daqueles que O buscam, a fé tem um significado maior, porque ela vai além do possível humanamente, e é esta fé que já me trouxe muitas bençãos humanamente impossíveis.

Pois, ninguém rejeita uma dádiva, mas pode negar a autoria, por orgulho ou incredulidade. rsrs
Abraço.

Altamirando Macedo disse...

Guiomar Barba, quando começo a ler seus comentários, acho que vou concordar na íntegra, mas a partir de um certo parágrafo você descamba para o meu outro lado. Pois bem... Acho impossível alguém mais fervoroso que eu, tudo que faço é planejado com fé. Eu acredito piamente que vou conseguir mesmo após várias tentativas e minhas conquistas ou fracassos eu não atribuo à intromissão de ninguém. As dádivas que tenho recebido, não me foram presenteadas, foi fruto de algum esfôrço meu. Mesmo que eu ganhe na esportiva não creditarei esta sorte a Deus, ele não joga dados.
Abraços

Guiomar Barba disse...

Com certeza amigo, Ele não joga dados. Ele vem ao nosso encontro como aquele amigão, que na hora do não posso sozinho, ele chega sorrindo e dizendo: Estou aqui para conseguirmos juntos. Só que no caso, sempre é quando não temos humanamente condições e aceitamos a sua ajuda.
Veja o que comentei no ensaio do Marcio.

Abração.

Everaldo França disse...

Crentes sejam sinceros, alguns ateus ou agnósticos admitirem a possibilidade da existência de deus, quem de vocês admite a possibilidade da não existência de deus? Existe alguém que tenha coragem? Eu nunca vi.
Afirmar que algo improvável existe, é intelectualmente fraco, o fato de não ter como provar, não exclui a possibilidade de não existir, o calcanhar de Aquiles do crente é a obrigatoriedade da afirmação, sem a afirmação do crente deus não existe.
Eu te pergunto, se todos deixassem de afirmar a existência de deus, ele existiria?
Eu gostaria muito de ouvir um bom argumento que me fizesse refletir sobre a fé em deus, sua afirmação só comprova que não lhe resta outra alternativa a não ser repetir o seu mantra, a existência de deus depende disso. Já me senti assim, o escolhido, especial, ser um amado de deus era um privilégio, uma blindagem do ego, não digo que vc está errado em defender o que acredita, só quero lhe mostrar que sua condição está engessada na obrigação de afirmar, nunca vi um crente discordar de uma só frase da bíblia, mesmo que esta frase ordene a morte de crianças, é um escravo da obrigação. " Se deus existe, porque precisamos ter fé?' esta frase simples já é suficiente para uma boa reflexão.
A fé te obriga a acreditar cegamente sem questionar, a ciência trabalha com experimentos empíricos, ela admite seus limites, a fé, ao contrário, não tem esta humildade. A filosofia não tem fim nem começo, ela te dá toda a liberdade para inventar verdades, (isto foi um elogio), também é isto que os teólogos fazem, são especuladores da história
Quando vc admite a possibilidade da não existência, vc fere a lei da fé, sem fé deus não existe. A fé é uma prisão, ela te obriga a acreditar e te proíbe questionar, uma pessoa que perde a fé em deus, é descartável, é um infiel, um ímpio, é uma pessoa do mundo, e outros nomes pejorativos que depreciam a pessoa sem fé, quem vai questionar esta lei marcial?
Infiel (literalmente, "sem fé") etimologia, porem se for pesquisar a palavra infiel nos dicionários, vai achar coisas do tipo; aleivoso, desleal, falso, farsante, hipócrita, pérfido, proditório, púnico, traiçoeiro, traidor, porque será que esta palavra tem este peso pejorativo, se ela simplesmente é o contrário de quem tem fé? As palavras mudam com o tempo deixando de atender sua origem, infiel agora significa traidor, qual foi o motivo que fez esta palavra ser amaldiçoada? A resposta mais simples é a intolerância dos fieis.

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