segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TRAMITES

Extraído do Livro “QUANDO NEM TUDO É TEORIA” ( Arquiteto Noel Samoluk)

Conheci este “muchacho” quando criança. Agora, já um adulto jovem, nos trás esta pérola, praticamente um compendio de experiências pessoais.

Chegou um momento em que minha paciência começava a desvanecer, fazia mais de três meses que eu havia levado uns documentos de muita importância a um órgão público para serem legalizados. Normalmente o prazo para tal trâmite é de no máximo três semanas, mas agora, já estava próximo do quarto mês, desde que eu os havia levado. No mínimo, duas vezes por semana eu ia ao órgão para ver que avanço teria a legalização do projeto, mas, como nas últimas semanas, os documentos estavam no mesmo lugar de sempre, quase cheias de poeira; e os vários funcionários do órgão punham a responsabilidade um no outros e no excesso de arquivo em pilhas. Depois de haver falado com responsáveis e subalternos, chefes e secretárias, em algum momento, saiu à luz o motivo da demora: se caso que eu quisesse receber meus documentos com mais rapidez, teria que pagar uma propina para a agilização.

Me indignei em grande maneira, ainda mais porque tinha muita pressa em ter em mãos aqueles documentos. As semanas seguintes não foram fáceis, continuei indo religiosamente àquele órgão, mas nada mudava. Em algum momento, me passou pela mente ceder, no entanto, rechacei o pensamento mais de uma vez.

Vivi uma grande angústia quando pessoas muito chegadas a mim e de muita confiança me sugeriram ceder e negociar...

Ontem fui pela última vez à janela de entrega dos documentos. Depois de praticamente cinco meses, uma semana e dois dias, quando saíram os documentos não pude conter a lágrimas que marejaram meus olhos, mas de gozo por ter em mãos a angustiosa, porém preciosa legalização e agora ter os documentos em minhas mãos sem, contudo, haver cedido à pressão do sistema, sem haver dado propina para a agilização dos trâmites... E poder me manter com a consciência limpa e o coração em paz, em paz com Deus, minha família e os demais, e o poder perceber que neste mundo não é fácil se manter íntegro... Mas é possível! (Se sabemos quem somos em Cristo, e qual é a nossa posição no Reino de Deus e qual a nossa identidade como filhos, e quais nossas armas para vencer) não cederemos às pressões do mundo, não baixaremos guarda, não nos venderemos por nada, não vale a pena.

Ainda mais quantas bênçãos e honras, recebemos em conseqüência de fazer as coisas corretas, fazê-las ao modo de Deus.




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4 comentários:

Atena disse...

Realmente os nossos serviços públicos precisam passar por uma reforma!
Guiomar: vim aqui mais para deixar meu e-mail e dizer para me enviar o seu, pois as respostas às suas perguntas não cabem no blog. rsrs
iamatena@gmail.com
abraços

Altamirando Macedo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Altamirando Macedo disse...

Guiomar Barba, concordo com sua indignação quanto à rede de corrupção existente no Brasil, eu também abomino a corrupção mesmo sendo obrigado a conviver entre corruptos.A propina já está institucionalizada.
Só não concordo contigo quanto à afirmação de que o indivíduo para ser honesto, tem que ser irmão em Cristo, filho de Deus, ou proprietário de um bilhete de entrada no reino de Deus.Estes nâo são pré requisitos para ser uma pessoa íntegra. Integridade vem de berço, cultura, família, meios e independe de credo, posses, raça ou cor.

Guiomar Barba disse...

Altamirando, esta postagem eu traduzi do espanhol, meu amigo escritor é boliviano.
O foco nela não é de cunho religioso, sabemos que tem muitos ateus que agem com muito mais honestidade do que muitos que se dizem cristãos, mas sim a atitude deste jovem adulto que nos trás a esperança de que nem todo mundo faz parte do extrato da sociedade representada pela máquina governamental.

Abraço, volte sempre.

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