quinta-feira, 28 de abril de 2011

SEXO É AMOR?



“Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. (Marcos 10.7).
Para que não se deduza que este unir-se, é somente através do casamento, clareamos com o versículo seguinte:
“Vocês não sabem que aquele que se une a uma prostituta é um corpo com ela? Pois, como está escrito: “Os dois serão uma só carne”. (1 Coríntios 6.16)
A relação sexual vai muito mais além da entrega do corpo, da carne, independente da nossa disposição com o parceiro (a); pelo menos o orgasmo em si, é sabido que altera o consciente, ainda que em segundos, devido à redução temporária da atividade do córtex cerebral, quando há uma relação sexual, e com amor, todo nosso ser se compromete.
Entendemos, portanto, que o apóstolo Paulo não defendeu a pureza sexual baseado em cultura obsoleta quando adverte:
“Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês[...]?” (1 Coríntios 6.18,19).
Percebemos o quanto, atualmente, em nome de questionamentos “sadios”, muitas pessoas se enquadram na descrição de Judas: “Essas pessoas vivem se queixando, descontentes com a sua sorte, e seguem os seus próprios desejos impuros; são cheios de si e adulam os outros por interesse.” (Judas 16). São pastores, líderes e outros que defendem o sexo livre, “entendendo” que o domínio próprio é uma repressão dos instintos sexuais e não uma preservação moral, física, emocional e espiritual.
Por que a virgindade? Por que o sangue derramado após o rompimento do hímen? Não teria um sentido simbólico?
Não estou aqui defendendo a virgindade feminina apenas, porque acredito que Deus idealizou um homem para cada mulher e uma mulher para cada homem. Acredito também que a falta da virgindade não torna a mulher ou o homem menos honrado, porque sabemos que a dignidade do ser humano é observada em seu caráter, não na sua privacidade, nem tampouco menos amado por Deus. Jesus teve, no seu círculo de amizade, prostitutas, adúlteras, porque Ele conhecia a sinceridade daqueles corações que buscavam uma nova vida. Promover a liberdade sexual fora do casamento, quer seja com papel ou sem papel (documento, a meu ver, não faz diferença), é sublimar, é ser permissivo com a prostituição.
Existem pessoas que transam a cada namoro desde o primeiro encontro, até mesmo quando acabam de conhecer-se. Logo após, terminam o relacionamento pelos motivos mais banais e partem para outro, e assim seguem suas vidas, de cama em cama. No entanto, não é atribuído a estas pessoas o título de promíscuas, porque hoje se rotula este procedimento como “Libertos Sexualmente.”
Estamos também cientes de que cada vez mais um número de homens que conhecem a palavra de Deus, mas que por não terem uma resposta, a seu ver, definida para o problema da homossexualidade, concluem que devem apoiar a união de pessoas do mesmo sexo. Eles se respaldam na inverdade de que Deus os fez assim, como se Deus houvesse tratado de impor uma aberração a determinados indivíduos, forçando-os a violentarem-se entre si, pois, não possuindo outra opção para a penetração do pênis (entre homens), eles usam o ânus, conduto próprio para as fezes. Além disso, ao penetrar o ânus do parceiro, ele tem que levá-lo a gozar através da masturbação, tentando assim possibilitar o gozo para os dois.
Porque a própria natureza não determinou a união entre duas pessoas do mesmo sexo, eles se relacionam sexualmente de forma profundamente dolorosa, além de anti-higiênica, prejudicando a saúde. Já ouvi de homossexuais exatamente essa expressão: “não tenho mais nenhuma prega”, se referindo à danificação do esfíncter anal. Outro me contou que estava com duas calças por que sangrava. Ouvi também confissões do quanto doía a penetração do pênis. Apesar dos produtos preventivos, ninguém pode negar esta verdade. Quem não ouve constantemente de alguém enraivecido com outro, a expressão: “vá tomar no cú,”? Ou quando algo muito mal lhe passa a alguém: “eu tomei no cú”?
Certa vez eu estava num supermercado escolhendo um produto e ao meu lado estava um homossexual, quase colado a mim, conversando com uma amiga. Ele parecia muito irritado contra alguém. Em determinada altura da conversa, ele disse que queria que aquela pessoa que lhe ofendeu “tomasse no cú”. Eu ri para ele, uma vez que ele me olhava como se quisesse que eu participasse da conversa. Então, me senti na liberdade de perguntar-lhe: ora, se “tomar no cú” é tão ruim assim, porque os homossexuais gostam tanto? Ele ficou engasgado, nada me respondeu, apenas arregalou os olhos com uma expressão reflexiva.
Seria mesmo Deus quem impingiria esta maldade aos seus filhos? Poderíamos chamar a este ato violento de “fazer amor”? Por acaso se “faz” amor? O sexo lícito deve ser o fruto do amor entre o macho e a fêmea, quando ninguém usa ninguém, mas livres de culpa, se entregam ao prazer com toda liberdade. Não se faz amor, o amor está bem acima do sexo, o verdadeiro amor transpõe todas as barreiras que se possam levantar na vida de um casal. O amor permanece, mesmo que se por algum problema de saúde não houver mais a possibilidade de sexo.

E que diremos das mulheres que se relacionam entre si usando as mãos e os dedos em uma penetração racionada, que se presta mesmo a masturbação? Quantas vezes ouvi algumas delas me dizer que, para não sentirem nojo de si mesmas, usavam maconha antes e outras bebiam bebidas alcoólica para suportarem-se após a relação.
Ouvi uma pessoa, após abandonar o homossexualismo e se relacionar com o sexo oposto, dizer: o sexo entre homens é como masturbação, é incompleto. Curioso é que foi uma pessoa que viveu essa prática anos e anos a fio e que não sentia o mínimo interesse pelo sexo oposto.
Somos racionais, sabemos que em muitas ocasiões temos que dizer não a instintos ou simples desejos, que nem sempre deverão ou poderão ser satisfeitos, seja em que campo for. No entanto, é curioso que quando se trata de um “não” por carinhoso cuidado divino, muita gente se rebela e se põe contra, utilizando as mais absurdas argumentações. São os tempos trabalhosos dos quais falou Paulo a Timóteo:
Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se destes também.
São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. (2 Timóteo 3.1-7).
FAÇAMOS SEXO, MAS COM AMOR, E DENTRO DO CASAMENTO, SEJA ELE COM CARTÓRIO OU SEM CARTÓRIO. O IMPORTANTE MESMO É A BENÇÃO DE DEUS NO ALTAR.



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29 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

amiga, eu já dei minha opinião várias vezes sobre esse assunto. vou deixar somente o seguinte:

amor é uma coisa, sexo é outra coisa. o sexo foi o melhor meio que a evolução (ou deus)escolheu para a reprodução das espécies.
amor é sentimento que os humanos desenvolveram como ser singular que é na criação.

amor e sexo é tudo. é a mistura de duas coisas boas numa só. mas eu admito que dois adultos possam fazer sexo apenas pelo prazer, mesmo sem se amarem.

eu sei que o prazer sempre foi um tema difícil para o cristisnismo, pois prazer sempre foi visto como alguma coisa não muito espiritual.

mas creio que sexo feito por adultos com responsabilidade não fere a dignidade humana, pelo contrário.

quanto aos gays. olha, eu admito que um gay resolva deixar de praticar sexo com o mesmo sexo. mas não dá prá negar que muitos deles estão plenamente felizes com sua condição e quem sou eu para dizer que eles não estão? que eles estão sofrendo por fazerem sexo anal?

aliás, sexo anal pode sim ser prazeroso, inclusive muitas mulheres sentem prazer com o sexo anal.

sei que o anus não é o melhor local para se introduzir um pênis, mas daí dizer que é uma inversão da natureza é demais, pois nós, humanos, transcendemos o natural.

para se reproduzir, nós só precisamos do sexo,porém, inventamos o sexo com amor. nada contra, adoro sexo com amor.

será que beijar a boca de alguém, chupar-lhe a língua é algo "natural"? parece que a boca foi feita pela evolução(ou por deus)para a fala e para a alimentação. não havia beijo no projeto da natureza, creio. mas nós, transcendemos o natural e inventamos o beijo que por ser tão prezeroso, virou coisa natural...rss

o que dizer então do sexo oral? aquilo ali foi feito prá botar a boca que foi feita prá falar e comer?

então, amiga, eu vou por aí. posso não estar certo e posso até mudar de opinião no futuro, mas por hora, essa é minha compreensão.

beijos. naturais...rsss

Guiomar Barba disse...

Edu, eu creio que o cristianismo tem dificuldade com o sexo porque não o encara segundo o ponto de vista de Deus, que o criou, e sim de acordo com as impurezas de mentes poluídas por suas enfermidades psicológicas.

Quanto aos gays, tenho minhas dúvidas quanto a sua felicidade. Ainda não encontrei nenhum, entre as centenas e centenas que conheci, que após uma longa conversa, não confessasse seu desconforto com relação a Deus e ao pecado que sabia está cometendo, embora gostasse do sexo oposto.

Hoje escutei de um ex-homossexual a seguinte afirmação: Eu duvido muito da fidelidade de um casal homossexual. Na minha idade (49), nunca conheci um casal fiel. Este amigo se relaciona com muitos homo e participa de vários movimentos gays.

Guiomar Barba disse...

"será que beijar a boca de alguém, chupar-lhe a língua é algo "natural"? parece que a boca foi feita pela evolução(ou por deus)para a fala e para a alimentação. não havia beijo no projeto da natureza, creio. mas nós, transcendemos o natural e inventamos o beijo que por ser tão prezeroso, virou coisa natural..."


O beijo, creio sim, é um instinto natural sadio, veja como Salomão delira por ele “Beija-me com os beijos da tua boca [...] (Cântico 1.1) e vai mais além: “Os teus lábios, noiva minha, destilam mel. Mel e leite se acham debaixo da tua língua [...] (4.11).

Eu diria que há membros no nosso corpo e órgãos que se prestam à muitas atividades, mas existem órgãos que são para uma única função, como por exemplo: olhos, ouvidos, ânus.
Sabemos que existem instintos que levam muito prazer aos seus apreciadores, nem por isto deixam de ser perversão.

Guiomar Barba disse...

“aliás, sexo anal pode sim ser prazeroso, inclusive muitas mulheres sentem prazer com o sexo anal”.

Tem muita gente que sente prazer no masoquismo, como outros com o sadismo.
Conversando certa vez sobre sexualidade com um vizinho, um rapaz bonito, de boa aparência que me parecia bem informado, ele me disse que gostava muito do sadismo no sexo, diante do meu assombro, ele me disse: tem mulheres que adoram. Depois eu conheci uma mulher que me contou que provocava o marido para levar pancadas e depois fazer sexo.

“sei que o anus não é o melhor local para se introduzir um pênis, mas daí dizer que é uma inversão da natureza é demais, pois nós, humanos, transcendemos o natural”.

Pois, Edu, com certeza não vamos ficar no arroz com feijão. Como você diz, somos criativos, mas eu acredito que quando as pessoas extrapolam por descaminhos está mais que evidente que ela está procurando no sexo satisfazer anseios profundos da alma.

Beijo.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Tema polêmico, mas bem interessante.

Concordo plenamente que o sexo deve acontecer dentro de um contexto amoroso, o que podemos chamar tecnicamente de casamento já que este para acontecer não necessita de uma celebração religiosa e muito menos da assinatura de papéis.

No entanto, nossa sociedade tem cometido um grave pecado quando diz que, se os dois não experimentarem antes, como poderão ter certeza de que serão felizes na cama?

Sinceramente, acho que a nossa sociedade já não conhece mais o significado do amor e aí o casamento entre pessoas virgens esconde um grande mistério e que envolve fé.

Quando um homem resolve casar-se com uma mulher virgem, ele está crendo que Deus fará a felicidade do casal e ajudará a vencer eventuais incompatibilidades. Com isto, o futuro marido está se determinando a amar a futura esposa e buscar os caminhos para fazê-la feliz na cama, atingir o orgasmo com ele e juntos celebrarem o Cântico dos Cânticos na descoberta do sexo face a face.

É da fêmea que vem o impulso inicial para mover o macho. Mas este, como um bom jardineiro, deve cultivar em sua esposa o erotismo e bons sentimentos, amando-a e cuidando bem dela, afim de que ela, despertando-se como uma flor para o erotismo e tornar completa a relação.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Sobre o sexo anal, não posso aprová-lo, embora não tenha autoridade nenhuma para transformá-lo em mandamento para os casais. Só que basta observar a natureza para que possamos concluir sua inviabilidade

Entendo que é quando macho e fêmea estão face a face que, juntos, entoam o Cântico dos Cânticos onde a sexualidade torna-se uma ferramenta capaz de proporcionar paz e equilíbrio ao casal.

Segundo a ciência, os ancestrais do homem não faziam sexo face a face. O macho transava com a fêmea "por trás" (nada contra alguém gostar desta posição no sexo vaginal), como fazem muitos animais. Porém, parece que, já no neolítico, o homem teria descoberto o prazer face a face.

No entanto, o sexo face a face não significa que um casal deva ficar restrito ao tradicional "papai e mamãe", coisa que a Igreja Católica incentivava desde a época do Brasil colônia e sempre com a justificativa de procriação, sendo que jamais era admitido que a mulher ficasse "por cima" do homem.

Contudo, a dominação masculina na relação sexual não é verdade, pois seria negar que a fêmea sente desejo sexual pelo macho. Vejamos, pois, que no Cântico dos Cânticos a esposa sai a procura pelo esposo.

Segundo "O Zohar", livro cabalista não muito aconselhável para evangélicos (risos), há uma suposta explicação do Rabi Simeão ben Yohai, o homem e a mulher não foram feitos face a face, quando se diz em Bereshit (Gênesis) que Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra e que ainda não havia homem para cultivá-lo, intepretando que o significado de tais citações bíblicas seriam metáforas da imperfeição do homem. Então, quando Deus cria a mulher para servir de auxiliadora do homem, este auxílio, ajuda ou apoio, onde um passa a apoiar-se no outro, surgindo aí a relação face a face.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Já que falei na interpretação dos cabalistas, ressalto que, na visão judaica, o sexo é entendido como uma forma de elevação da realidade, onde o casal pode contrubuir para transformar todo o Universo.

Vejam, pois este interessante comentário sobre a passagem do Zohar feita por Zion Nefesh, autor do Daily Zohar:


"O órgão reprodutivo masculino é uma ferramenta física para trazer luz a Malchut. O uso desta ferramenta deve ser feito com a consciência de apreciar este poder de trazer a luz, criar vida e atrair bençãos para a unificação de homem e mulher, Zeir Anpin e Malchut, Luz e Receptáculo. O uso deste órgão é corrompido pela consciência imprópria e, ao trazer luz sem um receptáculo, cria-se negatividade na vida da pessoa e de sua família. Quanto mais alto o estado espiritual de uma pessoa, mais luz ela pode atrair e ela tem a responsabilidade de realizar uma conexão apropriada com uma consciência superior para manifestar maior luz em sua vida e na daqueles a sua volta. Quando este canal é corrompido, a Fonte da Vida seca. A conexão física pode existir, porém as bençãos não virão." (tradução extraída de http://yedacabala.blogspot.com/2010/02/o-sexo-como-forma-de-elevacao-da.html)

Isto significa, em outras palavras, que o encontro físico do casal durante a madrugada, que deve ser cheio de erotismo, trata-se de uma grande ferramenta que pode promover coisas positivas ou negativas. Neste sentido, o Cântico dos Cânticos nos mostra a maneira apropriada da sexualidade em que o cônjuge sente a falta do outro de forma visceral e o encontro de ambos gera uma atmosfera erótica onde um desperta sensações presenciais no outro.

Eis aí o equilíbrio quando influenciamos e nos deixamos influenciar - o segredo da harmonia do universo: macho e fêmea, terra e céu, Israel e Deus.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Quanto às relações homossexuais, sabemos muito bem que este não é o padrão natural, mas penso que não podemos excluir os gays e as lésbicas.

Eu entendo a homossexualidade como uma condição do indivíduo e que nem sempre poderá ser vista como uma opção sexual. Há pessoas que nascem homossexuais e não conseguem sentir atração pelo sexo oposto. Ainda que agente veja casos de pessoas que tiveram dúvidas quanto á sexualidae, penso que não dá para generalizar os casos.

No meu entender, não podemos condená-los por não sentirem aquilo que não conseguem sentir. E aí cabe aos seguidores de Jesus buscar sempre a inclusão de tais pessoas, independentemente de elas ainda terem relações homossexuais.

Por muitas vezes surpreendo gente no meio evangélico quando digo que dou a Ceia para homossexuais e que permitiria que eles exerçam ministério na Igreja, participem do louvor e até pregarem.

Eu, embora sinta atração só pelo sexo oposto, tenho lá minhas taras também das quais não consigo me libertar. A relação que tenho com minha esposa ainda não é nenhum perfeito Cântico dos Cânticos e, se não fosse a graça de Deus, sentiria culpado porque na hora da transa penso em cenas eróticas envolvendo outras mulheres. E, no meu cotidiano, não tenho como negar que sinto atração por meninas adolescentes de seus 14 anos, o que para a sociedade de hoje é uma das coisas mais condenadas e se enquadra numa modalidade de pedofilia.

Acontece que, quando compreendemos a graça de Deus, conseguimos entender que, mesmo vivendo fora dos padrões (isto vale para todas as áreas das nossas vidas), somos amados e aceitos por Deus. Carecemos da misericórdia do Eterno e sabemos que é na comunhão com Ele que, como Igreja, representando o Israel espiritual e cobertos com o sangue de Cristo, que celebramos o verdadeiro Cântico dos Cãnticos.

Eduardo Medeiros disse...

gui, tenho problemas com a afirmações do tipo "sexo segundo a vontade de deus". ora, deus não sabe o que é sexo, já que ele nunca o praticou, logo, fico me perguntando como deus pôde ter criado o sexo sem nunca experimentá-lo. concluo, que deus não criou o sexo, mas a natureza o criou.

vejo todas essas passagens bíblicas sobre o assunto como simbólicas.

gui, você disse que já conversou que "centenas e centenas" de gays e todos demonstraram estar insatisfeito e com crise moral diante de deus.

você de fato já conversou com mais de 200 gays(centenas e centenas) ou isso foi apenas uma hipérbole simbólica?

gay com crise de pecado só pode ser resultado de um gay que é ou foi crente e não suportou a condenação que sempre ouviu do púlpito.

sexo anal é uma coisa, masoquismo é outra. mulheres que fazem sexo anal não necessariamente são masoquistas.

você diz que

"Sabemos que existem instintos que levam muito prazer aos seus apreciadores, nem por isto deixam de ser perversão."

do que você está falando ao dizer "perversão"? duas mulheres se beijarem na boca é perversão? ou dois homens? ou você está falando de necrofilia, zoofilia, e bizarrices pedofilia e coisas semelhantes?

a zoofilia(sexo com animais)por exemplo, é crime. uma pessoa que sente tesão pela sua cachorra é psicologicamente adoecido, precisa de tratamento, assim como a necrofilia(sexo com cadáveres) e pedofilia(sexo com crianças).

para mim, essas são as perversões, pois resulta de desequilíbrio emocional e até psiquico em quem pratica(zoofilia e necrofilia) e prejudica alguém que ainda não está em condições de decidir e praticar sexo(pedofilia).

não considero a homossexualidade perversão, visto que ela não traz problemas nem para quem a pratica nem para terceiros(a não ser que esse terceiro seja muito religioso e ache que deus vai condenar todos os gays ao inferno).

e também não vejo gays como tendo problemas psiquícos por causa da sua condição, a não ser, é claro, que ele tenha dúvidas do que de fato ele é. esses, devem buscar ajuda mesmo.

mas com certeza, existem pessoas que nasceram homossexuais, e são felizes sendo assim. o grande cantor elton john vive a 14 anos com o mesmo companheiro e parecem ter uma relação bem saudável(evidente com os problemas comuns de qualquer casal).

Eduardo Medeiros disse...

gui, eu sei que é muito difícil para nós, que somos herdeiros de uma tradição cristã conservadora, aceitar a homossexualidade. eu mesmo tive que lutar muito contra o meu preconceito.

gostei do comentário do rodrigão, apesar dele romantizar muito o ato sexual. mas, devo dizer, que não sou contra casais de noivos resolverem se casar virgens. acho isso até legal. mas não será isso que tornará o casamento mais "abençoado" ou mais "santificado".

eu me casei pela primeira vez com 24 anos e eu e minha noiva éramos virgens e o casamento durou um ano. o fato de sermos virgens não foi motivo nem do término e nem um possível argumento para que continuássemos casados.

tanto que dois anos depois ela me procurou para voltarmos, eu aceitei mas a coisa não dava certo com agente e eu então me separei em definitivo.

bom, é isso. legal conversar sobre o assunto com vocês.

Guiomar Barba disse...

Edu, como falei, a virginidade não é o que importa, inúmeros casais quando se unem, nem um, nem outro é mais virgem e não impede que vivam felizes. Para mim o que importa, é casar com a pessoa certa. Ai a gente aguenta "tudo" rsrs

Quanto ao homossexualismo, eu não tenho preconceito, eu tenho um conceito formado, com base na bíblia, nas minhas experiências com eles e na própria natureza.

Beijão

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Olá, amigos!

Embora eu compreenda a homossexualidade como uma condição, confesso que ainda não encontrei nenhum gay ou lésbica que estaja feliz da vida com a vida que leva.

Pra mim, a homossexualidade não deixa de ser um tipo de "espinho na carne". Algo que não leva a pessoa a praticar atos que lhe permita procriar com o parceiro do mesmo sexo. E, mesmo que role uma certa afetividade entre os dois, não acho que ambos consigam ser plenamente felizes e sentirem a mesma satisfação proporcionada pelo ato natural.

Igualmente vejo que algo semelhante no sexo anal e no uso do sexo oral como um fim em si mesmo bem como na masturbação. Pois, ainda que o homem sinta algum alívio quando se masturba, ou tenha sensações de prazer na prática do sexo oral ou do sexo anal, tenho minhas dúvidas se, no conjunto da vida, seja algo realmente satisfatório.

Ao citar uma visão judaica sobre sexo, que é baseada no Cântico dos Cãnticos e também em interpretações da Torah, além da tradição rabínica, mostrei um ponto de vista que, apesar de romanceado, não vê o sexo natural como pecado e que incentiva até mesmo a erotização.

Ora, o padrão divino que se observa pela própria natureza é que o homem se una à sua mulher e ambos se tornem dois numa só carne. E isto é bem profundo, pois nos permite extrair vários ensinamentos, dentre os quais alguns cheguei a ver nos encontros do MMI há quase 5 anos atrás.

Numa época em que as pessoas "ficam" sem compromissos, o sexo tem sido praticado fora de um contexto amoroso. As pessoas vão pra cama hoje (ou trocam atos de afetividade) e amanhã cada um vai pro seu lado, o que, no meu entender, é fornicação pura. Mesmo se não há cópula ou a prática de atos sexuais.

Assim sendo, penso que a realização do sexo dentro do casamento torna-se uma orientação restauradora que pode proporcionar bem estar total para ambos. Tanto pro homem quanto pra mulher.

Mas é certo que muitos de nós temos espinhos em nossas carnes. E aí nem sempre a relação será pelnamente satisfatória (acho que pra ninguém é 100%). Só que aí a solução não passa pela busca de atos contrários à natureza, ou fazer trocas de casais pra fugir da rotina ou arrumar uma amante ou ainda procurar uma prostituta, um travesti ou sei lá o que. A solução está no descanso da graça divina e na busca constante de satisfazer o cônjuge. Tanto no sexo quanto na afetividade, o que constitui um desafio diário de reconquistar todos os dias a mesma pessoa.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Continuando...

Interessante o Edu ter tocado num assunto que inclui separação e divórcio.

No meu entender, o divórcio e a separação não é o padrão divino, mas eu compreendo que que a vida não é perfeita. Todos nós falhamos, agimos com imaturidades no casamento e aí surgem as separações.

Como advogado, embora não atue na área de Direito de Família, já aconselhei pessoas nesta situação. E o que percebi até hoje é que ninguém tem total razão no que me conta. Mas às vezes noto que muitos desistem fácil e, na sociedade em que vivemos, está cada vez mais comum os casamentos terminarem em tão pouco tempo.

Claro que cada caso é um caso. Eu mesmo venho de uma família onde meus pais e todos os meus quatro avós se separaram. E também tive dois bisavôs gregos que também se separaram, os quais não cheguei a conhecer apesar de terem morrido na Europa anos depois de meu nascimento. Já meus outros bisavós, quatro brasileiros e dois portugueses, não se separaram, os homens morreram sempre mais cedo e nenhuma das ancestrais chegaram a contrair novas núpcias.

Curiosamente no tempo deles eram os pais que arrumavam casamento para os filhos. Ainda que muitos jovens fossem inspirados pelos escritores da época do Romantismo, demorou bastante para que a escolha do homem pela sua mulher fosse livre durante aqueles primeiros anos da República brasileira. Podia até haver uma negociação entre o filho e o pai, ou entre o genro e o sogro, mas era o pai da noiva quem geralmente dava a palavra final sob pena de deserdar a filha e outras punições jurídicas ou morais.

Hoje o mundo mudou e as pessoas no Ocidente decidem casar-se com quem elas gostam. Só que ainda assim, nem sempre encotnra-se o que a Guiomar chamou de "pessoa certa".

Ora, é aí que entra uma coisa que a nossa sociedade parece ter descartado há muito tempo - o namoro. E, quando falo no namoro, refiro-me a um momento em que ambos dispõem de um tempo razoável para se conhecerem sem terem ainda um envolvimento sério. Logo, durante este tipo de namoro, não deve rolar sexo, nem beijo na boca ou qualquer outro ato de afetividade que vá comprometer o estudo sobre a outra pessoa. Isto porque, quando começo a me envolver, acabo ficando cego de paixão.

Obviamente que não é possível conhecer o outro em tão pouco tempo e nem acho que ambos devam ficar se encontrando com restrições por muito tempo. Então, quando ocorre uma identificação, é importante pensar logo em noivado e casamento.

Contudo, o amor precisa ser cultivado desde então e nem sempre o gostar é o que importa. Conforme assisti num filme iraniano, "com o tempo aprende-se a gostar de quem ama" e a novela "O Clone" mostra muito bem como os orientais encaram os relacionamentos que, por lá, ainda são arranjados pelos pais iguais ao Brasil de antigamente.

Pois bem. Podemos ter nossas críticas quanto aos muçulmanos, mas devemos reconhecer que eles têm uma compreensão do amor que supera em muito o Ocidente. Lá o rapaz e a moça aprender desde cedo a amar o cônjuge que nem ao menos conhece e há todo um ambiente para que, com o tempo, os dois aprendam a se gostar, mas se amando.

disse...

Bom amiga cheguei.
Gosto muito de (Rm 1.26)
E os dois serão uma só carne; e Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza. Bom para mim o sexo dentro do casamento é uma benção, independente de contratos, se um casal vive juntos a muitos anos estes são casados.

O que vale é a fidelidade do (casal) ou seja, (homem + mulher)
O texto acima nada tem haver com relação sexual anal entre homem e a mulher, o contrário ao uso natural do texto de Romanos capítulo um seria a relação de uma pessoa do mesmo sexo, e o que o apóstolo tinha em mente era as orgias bárbaras que se faziam justamente em Roma, que era a capital do imperador Romano.

Toda relação sexual humana precisa envolver o espírito (coração), alma (mente = suas emoções, vontade e pensamentos) e finalmente o corpo como uma finalização abençoada do prazer de se viver unidade com o outro. Por isto que no caso do homem, feito a imagem e semelhança de Deus, a relação sexual não pode ser comparada a dos animais, pois é um ato espiritual entre dois seres. (Sobre unidade espiritual no ato sexual veja 1 Corintios 6:14,19). O mal da pornografia é que ela tira o sentimento da relação sexual como disse o Edu que amor é uma coisa, sexo é outra coisa.
Desta forma precisamos considerar o bem feito ao outro na hora do ato conjugal, e não o bem feito somente a uma parte. Penso que a verdade científica acerca do orifício anal é que não foi feito para canal sexual, mas para outra função, pois ele é nti-fisiológico por dois motivos pelo menos: 1) Porque pessoas que fazem uso de sexo anal com freqüência, tal como os homossexuais, travestis, prostitutas e mulheres que são forçadas a tal ato, ficam com a esfíncter anal sem a sua tonicidade própria, tornando-se hipotônicos, em função disto são obrigados a usar absorventes todos os dias do mês, pois qualquer flato suja-lhe as peças íntimas. 2) É anti-fisiológico porque as fezes cheias de coliformes (germe gram-negativo) existem normalmente naquela região sem causar qualquer problema, mas no aparelho urinário provocam infecções. Mas é importante você sempre se remeter para Deus em todas as decisões de sua vida, e principalmente a consideração do outro na finalização do prazer, pois numa relação a dois o mais importante não é só ter prazer, mas dar prazer e respeitando a consciência do outro sendo levado a um orgasmo não só físico, mas como verdadeiramente ele é no homem, algo completamente espiritual do ponto de vista da reflexão interior e que seja feito tudo por consentimento mutuo..
E Rodrigo este negócio de sentir desejo por meninas de 14 anos maninho não é só pedofilia, cuidado mano, isso é corrupção de menor hein!!! rss
Paz mana!

Guiomar Barba disse...

Rodrigo, você tem um vasto conhecimento sobre muitos assuntos. O que me doeu muito é saber, que pelo visto você é pastor, e não conheceu a libertação em Cristo e me parece que por isto, você se sente na obrigação de dar Santa Ceia aos homossexuais. Querido, o seu pecado não justifica o do outro.
Eu creio que você deveria ser sincero com você mesmo e com a igreja e entregar o pstorado, para tratar de suas enfermidades íntimas. Você está prejudicando a você, a sua esposa e a igreja de Cristo. Se você continua assim, não tardará a vir à tona estas enfermidades e consequentemente, você cairá em uma situação constrangedora com relação a menor em especial.

Ninguém nasceu homossexual meu querido, o homem foi concebido em pecado e gerado em pecado, mas o sangue de Jesus é suficiente para nos libertar de qualquer classe de pecado. Conheço muitos e muitos ex-homossexuais, hoje casados e felizes com o Senhor.

Sinceramente, estou muito triste com sua situação. Abraço.

Guiomar Barba disse...

Edu, perdão, eu não tinha lido seu outro comentário.

Eu conheci sim, creio que muito mais de duzentos homo, lembre-se que durante vinte anos trabalhei com viciados e homossexuais. Vários dos homos que me disseram de seu desconforto com Deus, não pertenciam a nenhuma igreja e nem sequer frequentaram alguma. Lembro-me de uma vez em BH que eu ia pela rua, estava encasquetada com o problema do HIV, vinha então, um grupinho de homos e eu os parei e perguntei o que eles pensavam da enfermidade, rapidamente um me respondeu: é a consequência do nosso erro. Outros procuraram igrejas por se sentirem mal diante de Deus. Um professor de um colégio, quase pirou antes de assumir o homossexualismo.

Edu, eu não tenho dúvidas nenhuma que este é um problema de origem espiritual.

Beijão.

disse...

Bom, já que Guiomar tocou no assunto, então gostaria de saber qual é a igreja que o Rodrigo Pastoreia. Pois o mesmo diz dar a ceia a homossexuais. Achei estranho, pois desconheço esta prática dentro dos nossos arraiás Evangélicos. A não ser se for a igreja Contemporânea. Seria esta Rodrigo?? Se for, esta fora da visão. Concordo com a Guiomar se você tem esta prática de dar ceia a homossexuais deveria entregar seu pastorado. Paz querido!

disse...

Ah, não só por dar a ceia a homossexuais, mas porque esta completamente enfermo da alma. Desculpa. Não ía falar nada, mas como Guiomar puxou o assunto. Paz, e fique com Deus.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Guiomar e Rô,

Tenho que lhes dizer, mas o moralismo de vocês doeu minha alma. Não por causa da minha reputação pois eu não preciso dela, mas pela maneira como encaram a não inclusão do pecador no corpo de Cristo.

Que diferença tem um homossexual ou um homem casado que vive em conflitos internos sobre desejos por colegiais adolescentes de 14 anos para os demais crentes que não têm problemas deste tipo? Ou para os crentes que não têm fraquezas na área sexual?

Pois eu digo que todos nós temos áreas em nossa vidas onde enfrentamos dificuldades. São casos reincidentes e que nos ensinam o quanto todos somos débeis e carecedores da graça de Deus. Pois pecamos e, até o nosso último dia aqui, continuaremos pecando ou ao menos sendo tentados.

Quando Jesus deu a Ceia aos seus discípulos ele sabia muito bem que, em alguns instantes, Judas o trairia, Pedro o negaria e os demais iriam abandoná-lo. Também os três que o acompanharam no Getsêmani dormiram enquanto Jesus orava. E, se levarmos em conta o comportamente de cada um que, naquela noite, eles todos fizeram aliança de sangue com Jesus e comeram simbolicamente de seu corpo, estavam então indignos por seus próprios méritos de participarem de tal celebração.

Acontece que a Ceia é justamente para os pecadores, não para quem está são, sem pecado. A Ceia é pra quem tá mesmo "enfermo da alma" e, sinceramente, não consigo distinguir entre esatr "completamente" ou não. Porque ou se está enfermo ou não está. E aí não conheço alguém que neste mundo não esteja, sendo que tenho completa consciência de minha enfermidade.

E como um enfermo que se trata em Jesus, não vejo impedimento para cuidar das demais ovelhas. Antes encaro como mandamento que eu pastoreie vidas e posso lhes dizer que Deus transforma os meus mais terríveis conflitos em bênçãos para poder ajudar pessoas que estão passando por crises.

Na boa, dou graças por ter tido (e ainda ter) conflitos na área sexual. Isto me dá uma experiência para poder aconselhar quem também padece de coisas semelhantes. E também me dá humildade para não julgar o meu próximo. Inclusive já assumi diante da Igeja num estudo bíblico que sinto atração por menininhas de 14 anos e que, quando transo com minha esposa, penso em cenas eróticas com outras mulheres.

Na minha igreja, todos são chamados para pastorear, o que para nós não é tratado como um cargo. Um de nossos irmãos responde juridicamente pela instituição como sendo o representante formal e não consideramos necessário romper com a denominação tradicional da qual nos vinculamos e nem com outras igrejas evangélicas no município e no país. E sentimos livres em ministrar a Ceia para todos, inclusive se houver entre nós uma dupla de homossexuais assumidos que vivam juntos.

Na igreja onde eu me congregava anteriormente, havia um rapaz homossexual que constantemente "caía" e chegava a fazer sexo oral com homens no banheiro do shopping, mas vivia cheio de conflitos (acho que até hoje ainda não sabe lidar com sua homossexualidade). Ele aconselhava-se com o pastor presidente, mas jamais foi excluído do grupo de louvor ou da ministração da Ceia. Aliás, o pessoal contava com ele no grupo de teatro e eu o considero um cara de grande talento e importante para a Igreja com todas as suas ambiguidades e dramas pessoais.

Minhas irmãs, é assim que eu encaro minha vida em Cristo. Sem moralismos e com inclusão. Não estu aqui para julgar a ninguém e na hora da Ceia cabe a cada um examinar a si mesmo e então comer do pão e beber do cálice. E eu incentivo que todos, inclusive os que têm problemas na área sexual, a participarem.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Não sou membro desta igreja Contemporânea. Hoje em dias, aliás, há várias igrejas, como as dos luteranos e anglicanos, que já andam celebrando cerimônias da compromisso entre homossexuais. Nos USA, parece que já existem também congregações batistas, metodistas, presbiterianas e de outros ramos do protestantismo também. Nem sempre fazem uma celebração de casamento porque, geralmente a legislação não contempla uma união entre pessoas do mesmo sexo, mas eles fazem algo bem parecido com um matrimônio que seriam de compromisso gay ou de compromisso lésbico.

Na nossa congregação não concordamos com o casamento gay (ou com a tal "cerimônia de compromisso"), exceto se for como num daqueles episódios do "Ó Paí, Ó", em que um gay casou com uma sapatão. Só que, quanto ao distribuir a Ceia, já se trata de uma outra questão, conforme expliquei acima.

Como disse antes também, homossexualidade é uma CONDIÇÃO do indivíduo e não tem esta de que ele precisa ficar "liberto" para participar da Ceia. Como disse o Caio Fábio, "os únicos homossexuais que eu já vi serem ‘curados’ são os que nunca foram. Esses são aqueles que experimentaram o homossexualismo como pratica por terem tido sua iniciação sexual desse modo. Mas de fato não o eram. Tinham ficado apenas viciados naquele tipo de experiência (...) De fato, quando uma pessoa nasce com a inclinação homossexual - digo a você: ela pode até se educar espiritualmente para não praticar-, carregará aquela semente na alma para sempre. Eu não tenho dúvida de que em muito breve ficará definitivamente provado-já se caminha com muita rapidez para isso - que a homossexualidade tem como fator preponderante a genética".

disse...

Bom Rodrigo, Paulo disse que: Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem.


Ressaltando bem esta parte para você.
"Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem."

Paz querido. Não me leve a mal não ta!

Guiomar Barba disse...

Bom Rodrigo, você deu uma nova nomenclatura para pecado: moralismo.

O fato de eu não concordar com o homo tomar a Santa ceia, não significa que estou excluindo a ele, e sim preservando-o de tomar a ceia do Senhor indignamente, como não concordo tambem que participe o que está na prática do adultério, da mentira, dos vícios, etc. Essas pessoas tem que ser amadas e levadas ao arrependimento.

Uma coisa é você ter conflitos internos, outra coisa, é você viver na prática do pecado.

o que o Caio Fábio disse para mim não tem nenhum valor. Nem mesmo que a ciência um dia diga que o homossexualismo tenha como fator preponderante a genética, vai mudar minha convicção de que o homossexaulismo é uma enfermidade espiritual. Minhas experiências com homossexuais foram fortes demais, eu vivia vinte e quatro horas com eles, por anos e anos e sei perfeitamente o que a Bíblia fala desde o AT até o NT sobre homossexualismo.
Amá-los, é meu dever e levá-los a Cristo também.
Agora mesmo estou saindo para arrumar meu cabelo com um homo que quero muito bem a ele, muito antes de ser meu cabelereiro, mas ele sabe perfeitamente o que penso da sua opção sexual.

Que o Senhor te ilumine. Abraço.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Comer e beber a Ceia do Senhor indignamente seria não discernir o corpo e o sangue como entendo a partir do próprio texto. Seria ignorar o significado e eu não tenho autoridade e nem ninguém para deixar de distribuir a Ceia para outra pessoa com a presunção de que estaria preservando-a. Por isto o próprio texto de 1ª Coríntios diz que deve o homem examinar-se a si mesmo.

Gostaria de compartilhar o texto que escrevi hoje em meu blogue e que tem pertinência com o assunto que estamos a debater aqui:

"Aprendendo a conviver com os defeitos"
http://doutorrodrigoluz.blogspot.com/2011/05/aprendendo-conviver-com-os-defeitos.html

No artigo, inicio com uma citação do padre holandês Henri Nouwen o qual, por coincidência, ignorava as recomendações do Vaticano para que somente os católicos participassem da eucaristia de modo que a celebrava diariamente com amigos, alunos ou estranhos onde quer que estivesse.

Fiquem na paz!

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Não é por participar da Ceia indignamente que uma pessoa come e bebe para a sua destruição, mas sim por viver sem discernir o corpo e o sangue do Senhor.

A Ceia é só um símbolo e o pão não vira o corpo de Cristo como pregam os católicos, mas tão somente representa. No momento da eucaristia não ocorre nada de sobrenatural, mas a Igreja apenas relembra a morte de Jesus.

Mas quem vive sem discernir o corpo e o sangue do Senhor, na prátiuca está se auto-excluindo da vida do Pai e leva uma vida na ignorância, sem procurar entendimento onde o pecado cega os olhos e o sujeito não sabe para onde vai. E aí ele só produz destruição porque despreza o chamado de Deus.

Então mais do que nunca a Ceia é para o pecador. É um símbolo da morte do Messias que nos trás cura, reconciliação, perdão, libertação. Então o que entendo da 1ª Coríntios é que o participante deve comer da Ceia, mas sempre discernir o corpo e o sangue.

Vejam que até hoje as igrejas cultivam um excesso de misticismo sobre a celebração da Ceia, mas é tudo bem simbólico e natural. E quem participa é porque, em tese, aceita a vida que Jesus oferece. É porque reconhece o valor do seu sacrifício, aceita o perdão e entende que deve ir pra cruz, de modo que ninguém tem autoridae para confirmar se fulano já se converteu e arrependeu-se dos pecados para participar da Ceia. Muito menos exigir um padrão de conduta como se nós mesmos pudéssemos estabelecer qual é o padrão.

Abraços e leiam o texto que indiquei no comentário anterior.

disse...

Rodrigo. Para fazer parte do corpo e do sangue de Cristo é preciso nascer de novo, se tornar nova criatura. As coisas velhas se passaram e tudo se fez novo lembra?
Você disse que a ceia é para os enfermos como assim?? se Com base no Texto de Ico 11:30, vemos que algumas pessoas ao tomar indignamente a ceia do Senhor ficaram fracos doentes e morreram. E aí, como você pode dar a ceia ao homossexual se na própria palavra de Deus diz que ele esta em pecado??

A Ceia é um memorial. Quem se alimenta de Cristo indignamente com certeza adoece física e espiritualmente e ficam sujeitos a todos tipos de maldições.
Para participar do corpo de Cristo é preciso fazer parte do corpo de Cristo e saber discernir.

Será que um homossexual discerne bem isso?? Será que você Rodrigo discerne bem este momento,explicando isso na hora de dar a ceia??

Bom fico por aqui ok. paz!

Guiomar Barba disse...

Rodrigo, você julgou que seria por presunção que eu deixaria de dar a ceia a uma pesoa que deliberadamente vive na pratica do pecado, eu te diria que deixaria de dar por amor. Você pode julgar meus sentimentos? rsrs

A ceia era compartilhada por aqueles que receberam a Jesus como o Senhor de suas vidas.

Nunca entendi que o pão fosse o próprio corpo de Cristo ou vinho o sangue, as substâncias em si, são bem definidas rsrs.

Quanto a saber quem é convertido ou não, nem sempre temos a certeza, mas "Se andarmos na luz como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo o seu filho, nos purifica de todo pecado".

Muitos de nós convertidos, ainda procedemos em determinadas áreas das nossas vidas, como pessoas que não tiveram um novo nascimento, no entanto "A vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."

Se nós discernimos o corpo de Cristo, andamos conforme membros deste corpo. Carregaremos em nós as marcas deste corpo.

Amar não significa ser cumplice do pecado, mas nos pormos ao lado do pecador com ardente desejo de levá-lo ao arrependimento.

Beijo querido.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

"Você disse que a ceia é para os enfermos como assim?? se Com base no Texto de Ico 11:30, vemos que algumas pessoas ao tomar indignamente a ceia do Senhor ficaram fracos doentes e morreram. E aí, como você pode dar a ceia ao homossexual se na própria palavra de Deus diz que ele esta em pecado??"

Rô. Se vc for ler o texto dentro de seu contexto, perceberá que o comer e beber indignamente não significa alguém estar "em pecado", coisa que todos nós permanentemente estamos pois somos todos desviados por natureza e carecemos sempre da graça de Deus. Logo, somos todos enfermos e só alcançamos perdão por meio do sacrifício de Jesus, sendo purificados por seu sangue e não nossas obras.

Entenda! O comer e o beber indignamente significa viver sem Cristo. E, se na Igreja em Corinto havia "fracos e doentes", é porque tais pessoas não sabiam discernir o corpo e o sangue do Senhor. Então, independentemente de participarem ou não da Ceia, elas estavam fracas e doentes.


"Rodrigo, você julgou que seria por presunção que eu deixaria de dar a ceia a uma pesoa que deliberadamente vive na pratica do pecado, eu te diria que deixaria de dar por amor. Você pode julgar meus sentimentos?"

Gui! Entendo pela visão que você tem sobre a Ceia que se deixa de incluir um homossexual de participar do memorial estaria protegendo-o. Mas eu te digo que todos nós vivemos na prática do pecado porque erramos o tempo inteiro, mesmo que não tenhamos vontade de fazer coisas erradas. Um homossexual não pode ser entendido como sendo mais pecador pelo fato de ter desejos por uma pessoa do mesmo sexo. Ele só tem deficiências diferentes das nossas e carece tanto da graça quanto eu. vc e a Rô que estamos a participar desta discussão.

Como bem colocou, "a ceia era compartilhada por aqueles que receberam a Jesus como o Senhor de suas vidas". E nisto eu concordo. Mas ora, por que um homossexual que ainda sente desejos por outro homem, ou por outra mulher, pode ser considerado como alguém que não tenha recebido a Cristo em sua vida?

Pois pra mim, o homossexual apenas vive numa luta e num conflito em relação ao pecado e, no meu ponto de vista, não tem que ficar se amargurando por causa de um desejo por gente do mesmo sexo que é algo muitas vezes genético, físico e hormonal. Muitos são como mulheres nascidas em corpo de homens ou homens nascidos no corpo de mulheres. Logo, eles sentem o mesmo que nós em relação à paixão, ao desejo por um companheiro, por ser aceito e ter afeto. E tenho certeza que grande parte deles gostaria de ser hétero, mas não conseguem ser de outro modo.

Então não posso negar a Ceia para um homossexual e pra ninguém que estando reunido comigo na Igreja sinta dificuldades com relação ao pecado seja de que natureza for.

Como iremos comer dignamente do pão senão pela graça de Deus nas nossas vidas?

Nós alcançamos perdão e paz com Deus unicamente pela graça, por intermédio do sacrifício de Jesus que foi morto pelos nossos pecados e apontou qual é o Caminho para o Pai. Através da Cruz entendemos que é pela graça e tão somente pela graça que o homem consegue ser aceito por Deus já que méritos não temos e a nossa tentativa de andar em santidade não produz perfeição e nem controle sobre o pecado. Aliás, todos os que seguem a Cristo caminham tropeçando.

Um abraço a todos!

Guiomar Barba disse...

Rodrigo, "Muitos são como mulheres nascidas em corpo de homens ou homens nascidos no corpo de mulheres" Para quem crer em reencarnação, é um ótima explicação.

Uma coisa é ser tentado, outra é viver deliberadamente na prática do pecado. "E fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também escape, para que a possais suportar."

A ceia é para os que nasceram de novo e vivem em novidade de vida.

Beijo.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

"A ceia é para os que nasceram de novo e vivem em novidade de vida."


Olá, Guiomar.

O que seria "nascer de novo" para você? E qual o seu entendimento sobre "novidade de vida"?

Quando os apóstolos participaram da Ceia com Jesus, eles já tinham "nascido de novo"?

E por que Jesus deixou que Judas participasse daquela celebração se o Senhor sabia quem iria traí-lo na mesma noite?

Mas comentando outros aspectos de sua réplica, vamos lá:

"Uma coisa é ser tentado, outra é viver deliberadamente na prática do pecado"

Mas ora, quem anda em novidade de vida tabém não cai na tentação e peca?

"Se dissermos: 'Não temos pecado', enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, fiel e justo como é, ele perdoará nossos pecados e nos purificará de toda iniquidade. Se dissermos: 'Não somos pecadores', fazemos dele um mentiroso e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, eu vos escrevo isto para que não pequeis. Mas se acontece a alguém pecar, temos um fedensor diante do Pai, Jesus Cristo, que é justo." (1João 1.8-2.1; TEB)

Sinceramente eu não concordo com estas teologias de que crente não peca.

Pra mim o crente peca tanto involuntariamente quanto conscientemente. E, mesmo depois de ter conhecido a Cristo, ele é capaz de praticar cosias absurdas.

Contudo, a pessoa que é verdadeiramente convertida não quer permanecer na prática do pecado. Mesmo que tenha escorregado ou pecado deliberadamente, no fundo ela deseja se corrigir e voltar a andar na luz e praticar o amor.

Abraços.

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