domingo, 8 de maio de 2011

MAMÃE

MAMÃE E DANIEL
Uma mulher de sentimentos a flor da pele,
Mas que escondia no seu mar interior
Os mais profundos segredos.

Aqueles que faziam dela aquilo que víamos
Embora fosse tão difícil entender o porquê.
Não podíamos perceber o que agora é claro

Uma guerreira que se importava com a dor
Seja da criança, do jovem ou do velho
Sempre dos carentes de cuidados especiais

Ela não media esforços, não pensava em horários
Estava lá, pronta para atender qualquer necessidade.
Ainda que suas próprias carências não fossem vistas.


Nem o marido, nem nós, os seus filhos
Podíamos entender o que movia aquela mulher,
Mas temíamos, sabíamos que ela atendia
A uma voz interior que se importa com os excluídos.

Nossa casa, por conseqüência, albergava a muitos
Apesar das nossas parcas economias.
Agora, velhinha, com noventa e dois anos
Lá está ela na sua cadeira de roda, olhar perdido

Saudosista, sonhando com o que deseja realizar
Sonhando com o céu, com seu amigo Jesus
Com a multidão de amigos preciosos no céu reunidos
Tantos como a areia da praia, tantos como a areia do mar

Reconheço, mamãe, a guerreira incansável que foi você
Conheço pessoas que desejam seguir seu exemplo
Você exalou o bom perfume de Cristo 

E continua seguindo as suas pisadas com alegria
Agradeço a Deus porque você a cada dia 
Rega as nossas vidas com muitas lágrimas.

Feliz dia das mães!



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3 comentários:

disse...

Parabéns a ela mana, e a você por te-la como mãe. Bjs!

Guiomar Barba disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carluca disse...

Eu que sou filho espiritual de Guiomar, quando li a poesia em que descreve sua mãe, a mim me parece ler uma descrição da própria Guiomar (filha de peixe...).

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