segunda-feira, 4 de julho de 2011

IGREJA PERSEGUIDA


Hoje é um dia especial para reflexão e a Missão Portas Abertas, com base em experiências e informações vividas e recebidas ao redor do mundo, fornece elementos que deveriam nos fazer derramar-nos aos pés do Senhor, clamando por nossos irmãos. Mas, infelizmente, se somos insensíveis entre nós muitas vezes, como sentiremos a dor pelos de fora, longe dos nossos olhos?
Precisamos que o Espírito nos convença a valorizar o que Cristo sofreu em nosso lugar e nos ensine a amá-Lo; assim amaremos a sua Igreja e sofreremos a dor dos nossos familiares aqui e alhures.

Na reflexão proposta, não podemos esquecer um tipo de perseguição mais sutil e mais mortal do que aquela que mata o corpo e nada pode fazer contra a alma. Fique claro, contudo, que a violência psicológica inserida no bojo da violência física vitima também a alma. O que quero ressaltar, todavia, é que há aquela violência disfarçada com aparência de piedade e extremamente venenosa, bem como aquela perseguição camuflada, sorrateira, que ganha espaço na convivência eclesiástica entremeando-se na doutrina a partir do status cultural vigente. Nesse status fundamentado no humanismo, no iluminismo, este, mais recentemente chamado de pós-modernismo ou relativismo, os valores sociais e os absolutos morais são bombardeados impiedosamente ao ponto de que promoveu um massacre espiritual e moral na Igreja da Europa e dos Estados Unidos.

No Brasil a perseguição instalada no seio da igreja é algo terrível e acontece nos moldes do que Paulo, pela revelação do Espírito Santo, escreveu a Timóteo: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentira e que tem cauterizado a própria consciência [...]” (ITimóteo 4.1,2).

“Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sobre disciplina, com todo respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?) [...] (II Timóteo 3.1-5).

Em algumas igrejas os seus membros são proibidos de se relacionarem com irmãos de outras denominações sob pena de disciplina (leia-se perda de cargos e privilégios, como participar de grupos musicais, liderança de grupos, etc), outras há em que a liderança, ou o líder são blindados sob o título de ungido de Deus, podendo então, cometer toda sorte de injustiças sem que ninguém possa falar contra sua insensatez. Outras ensinam um cristianismo leviano, materialista e temporal que mina as bases da verdadeira fé e vida cristã.

Um exemplo doloroso de péssimo testemunho está ocorrendo esta semana, um absurdo inominável praticado por homens que, se dizendo sábios, agem como loucos por causa de poder e dinheiro.  A celebração do centenário das Assembléias de Deus no Brasil está sendo boicotado por líderes assembleianos em muitos estados, inclusive Pernambuco.

Neste DIP (Domingo da Igreja Perseguida) oremos também em gratidão ao Pai, pela Assembléia de Deus e clamemos para que homens amantes de si mesmos recebam o devido tratamento e essa igreja volte ao espírito com que vieram ao Brasil os missionários Gunnar Vingren, Samuel Nistron, Joel Carlson e outros.

Pr. Jair Rocha (Pastor da Igreja do Evangelho Pleno em Recife – PE). (Este texto foi publicado no boletim da Igreja do Evangelho Pleno, em 19 de junho de 2011, data em que caiu, este ano, o DIP [Domingo da Igreja Perseguida])



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4 comentários:

disse...

Muito bom o artigo do Pastor Jair. Eu concordo com tudo que foi dito, que os homens em evidências ou seja, os lideres , cheguem a um concesso e tudo volte a ser como antes. a AD é uma igreja missionária, tanto envia, como faz missão urbana em seu próprio território, ela é que mais cresce em numeros e em frutos permanentes,assim eu creio pois fiz parte dela e conheço bem a Denominação. Paz mana.

Guiomar Barba disse...

Rô a manipulação, politicagem, hipocrisia entre os evangélicos não acabados, me traz asco, é difícil aguentar, se não olhasse para dentro de mim, não suportaria mais a instituição humana chamada de igreja.

Beijos.

Conexão da Graça disse...

Guiomar e Jair meus queridos irmãos, quanta solenidade heim rsrsrs...

Bom, fui pastor titular de uma grande denominação estabelecida no Brasil e no mundo há várias décadas,e uma das coisas que pude perceber e não mais compactuar, foi a mentalidade déspota de grande parte dos líderes (do maior ao menor escalão), em querer ser o controlador e manipulador das almas que foram compradas POR JESUS.

Situações absolutamente desumanas que aconteceram comigo do tipo: "vc não pode ajudar o irmãozinho que está sofrendo com câncer usando o dinheiro dos dízimos porque o estatuto não permite!

O que é mais importante eu pergunto: a vaca sagrada do dízimo diabólico ou alma penada e sofrida do irmãozinho que estava sendo carcomido pela doença?!

Os formatos, as grifes, os rótulos, os cargos, os títulos e o status eclesiásticos, estão mais valorizados do que a vida do ser humano.

Interessante que quando Jesus ousou quebrar a lei do estatuto da religião judaica, foi questionado e duramente criticado por fazer a inversão correta colocando o ser humano no centro das intenções e motivações das suas energias, em detrimento das bandeiras invioláveis da religião.

Por essa razão é que se investe mais capital em templos do que em missionários, mais dinheiro em etretenimentos para crente do que na necessidade real do povo.

A disputa de poder não se diferencia em nada das protagonizadas no cenário político, só que com uma configuração mais diabólica, pois se apresenta como mensageira da paz, quando na verdade é porta-voz do inferno.

Paro por aqui, pois o boletim de ocorrência é longo, mas lembrando que cabe a cada um que tem consciência, não compactuar com os mandos e desmandos dos coronéis do templo somente para fazer a politica da boa vizinhança em nome de uma falsa unidade e submissão, que revela na verdade a covardia de dar a cara pra bater e assumir o que se crê.

Beijão pra vcs e força pra seguir em frente em nome de Jesus!!!

Guiomar Barba disse...

Franklin, ter você aqui é uma honra.
Imagine que um pastor não permitiu que eu fosse a casa de uma irmã com pneumonia, passar ferro num montão de roupa que as crianças dela necessitava e ajudá-la nas tarefas domésticas, porque tinha que ficar cumprindo horário na igreja, por si acaso chegasse alguém para conselhamento. E ele, lá, vendo peixinhos nadarem em seu aquário de entretenimento.

Ainda soube que ele disse a uma professora de escola dominical para crianças que iria arrumar uma sala com ar condicionado para os filhos dos ricos.

Não tenha um enfarto, por favor. Eu quase tive.
Abração.

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