segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIVENCIANDO O CRISTIANISMO



    “Se amares, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força e amares o teu próximo como a ti mesmo, excederás a todos os holocaustos e sacrifícios. Marcos 12:33 (parafraseado).



Examinando este mandamento do Senhor Jesus, podemos ter a idéia clara do motivo pelo qual fracassam ou não têm vida abundante, a grande maioria dos cristãos. Ora, se a máxima da vida cristã é o amor, se apenas o amor permanecerá por toda a eternidade, e nós no entanto, não amarmos ao próximo como a nós mesmos, qual a nossa “vantagem” em falar a língua dos anjos e dos homens, em profetizar, conhecer todos os mistérios e toda a ciência, ter fé como um grão de mostarda, fazer boas obras, jejuar, orar constatemente, ser capaz de entregarmo-nos à morte pelo evangelho?

Pronunciando o sermão do monte Jesus é enfático: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e  fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mateus 5.20).

O que seria justiça com relação ao próximo?

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7.12).

A nossa justiça vem a lume no trato com o nosso marido, esposa, filhos, parentes, vizinhos, amigos ou semelhantes, com os quais tratamos no dia a dia.
Uma pessoa de posses, que poderia pagar bem aos seus empregados, me ofereceu uma diarista, a quem ela paga míseros trinta reais pelas roupas de duas pessoas, lavadas e passadas, acumuladas durante um mês. Minha resposta foi: Eu não tenho coragem de pagar isso... Ao que ela altercou: ela também faz a faxina na casa da minha irmã. O que ela quis me dizer: ela ganha de duas casas...
Ficaríamos felizes da vida em trabalhar tanto, por semelhante ganho?

“Senhores, tratai os servos com justiça e com equidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu.” (Colossenses 4.1).

Se andarmos segundo as leis injustas deste mundo tenebroso, negaremos os ensinamentos do Mestre, que defendeu a lei da justiça em função de que, cada um de nós deve ser uma luz brilhando nas trevas, que absolutamente, não nos conformemos com as falcatruas que nos causam tanta irritação e revolta quando direcionadas a nós.
 Há pessoas que solicitam o trabalho de alguém que vive de bico, ou de alguma outra profissão sem relevância social, e quando por algum imprevisto, necessitam adiar, não avisam que naquele momento não vão mais poder estar presentes, ignorando que ela poderia ganhar seus trocados atendendo a outra pessoa, naquele horário que seria seu.
Como também está sendo injusto o profissional contratado que falta ao compromisso sem avisar previamente.

“Agora, pois, se você não vai usar o meu tempo, esforço, trabalho, faça-me saber, não me enrole, para que eu vá, para a direita ou para a esquerda. Ou seja, atenda a outra pessoa. (Gênesis 24.49). (parafraseado).

Este princípio se aplica também as pessoas que não têm responsabilidade em cumprir horário, que são capazes de deixar seu próximo plantado em qualquer lugar, esperando-o, embora haja um compromisso com horário determinado por ambas as partes.
Nós pais, quantas vezes exigimos dos nossos filhos uma vivência comportamental muito além daquela que nós mesmos lhes ensinamos com os nossos atos?

“Nós pecamos como os nossos pais; cometemos iniquidade, procedemos mal. (Salmo 106.6).
Quantos irmãos nossos padecem necessidades de roupa, sapato, e até mesmo do extremamente básico que é o alimento, e nós nos reunimos com eles no mesmo templo aonde cultuamos a Deus que é puro amor, sem perceber sequer suas necessidades, enquanto amontoamos o supérfluo?

“Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me”. (Mateus 25.43).

Vida cristã é ação de amor. É perdoar, suprir, hospedar, compartilhar, assistir, colaborar, renunciar, chorar junto, celebrar junto, rir junto, se divertir junto.
Em suma: Ser pão partido e vinho vertido com o grande Mestre. “Estar disposto a levar a bacia e a toalha.” (João 13.12).



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10 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

gui, gostei das paráfrases...rsss

o grande obstáculo para eu amar o outro são as minhas crenças. falo aqui no contexto religioso mas pode-se estender isso a quase todas as áreas da vida.

só ama quem aceita o outro com todas as suas imperfeições e contradições(que também são minhas). se eu tenho por missão converter o outro ao que eu creio ser a verdade única para todos, isso demonstra que meu amor é condicionado à mudança do outro.

todas as guerras religiosas se extinguiriam se todos fossem capazes de amar e aceitar a fé do outro sem querer convertê-lo.

por isso eu creio que quando um cristão religioso diz que ama um homossexual mas não aceita a sua homossexualidade, ele na verdade só acha que ama.

diz o entendimento cristão que deus nos amou sendo nós quem éramos, pecadores.

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gui, só vou escrever agora no meu blog olhar o tempo, pois estou sem tempo de postar nos outros...rsss por isso, vou deixar os outros parados. o botequim eu vou deletar mas o caminhos da teologia o franklim e o rodrigo pediram para que eu deixasse no ar mesmo que não viesse a atualizá-lo.

logo, no olhar o tempo eu vou juntar todos os assuntos do meu interesse num lugar só: literatura, bíblia, mitos, piadas,teologia,música...ou seja, uma grande colcha de retalhos.

beijos

Conexão da Graça disse...

Simples e profundo o texto Guiomar.

Sem amor não dá! É a síntese do Evangelho.

Síntese que abrange todos os aspectos da vida inclusive aqueles que não relacionamos com espiritualidade mas que tem a ver diretamente com a maneira em que nos posicionamos ante os processos da vida que requerem no mínimo ética.

Como diria o Wendel: AMPLEXOS!!!

disse...

Maravilhoso seu artigo Gui, vida cristã é isso, certo que todos temos um Deus no céu. E devemos repartir, compartilhar, suprindo a todos com amor. Paz querida!

Guiomar Barba disse...

Edu, "por isso eu creio que quando um cristão religioso diz que ama um homossexual mas não aceita a sua homossexualidade, ele na verdade só acha que ama."

Eu penso diferente de você, eu posso amar o homossexual, sem concordar com a homossexualidade dele, no entanto, a sua opção sexual, não me afastará dele. Tenho me dado a muitos deles e eles sabem minha posição e me amam, me buscam porque se sentem amados por mim.

Guiomar Barba disse...

Franklin e Rô, obrigada pela visita.
Pois, creio que espiritualidade é amor o resto é falácia.

Beijos.

Guiomar Barba disse...

Edu, eu também lhe pedi para não deletar Caminhos da Teologia, amado. rsrs

Eduardo Medeiros disse...

tudo bem, não vou deletar!!! mas só vou postar agora no olhar o tempo; se o tema for bíblico, eu deixo um link lá avisando.

essa questão é complexa, gui. será mesmo que podemos amar uma pessoa sem aceitá-la como ela é? sem fazer questão de mudá-la à nossa imagem e semelhança?

enfim, cada coração, um amor.

beijos

Guiomar Barba disse...

Edu, não é questão de não aceitar a pessoa, mas não aceitar uma postura que consideramos incorreta.
Aí qui está, amor é amar a pessoa com todos os seus defeitos e até mesmo aqueles que nos agridem por causa das nossas convicções.

Vou colocar aki, Olhar o Tempo e quando você deletar "Caminhos..." por favor, me avise.
Beijo.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Olá, Guiomar!

Boas reflexões você trouxe.

Vale lembrar que o amor em termos bíblicos nem deveria ser entendido como um sentimento, mas como um comportamento.

Vivemos num tempo em que o social precisa ser bem enfatizado e aí a grande oportunidade das igrejas em concretizarem isto através da satisfação da necessidade dos irmãos.

Penso que combater a pobreza não se resume a dar esmolas. Aliás, em se tratando de esmolas, isto o governo brasileiro já tem feito com as suas bolsas. Mas a assistência verdadeira requer um certo fraternismo capaz de despertar um interesse pela vida do outro, onde se exercita a compreensão num diagnóstico amoroso sobre a situação de cada família e que não se limita apenas a entregar o pão.

Certamente que vale a pena nos interessarmos sobre como tem vivido cada irmão. E esta disposição em amar não será fácil porque até as pessoas destinatárias do nosso amor vão reagir de diferentes maneiras. Umas serão gratas. Outras, porém, vão só se aproveitar da ajuda, encobrir coisas e até nos apunhalar pelas costas.

Mas este é o preço que nós, discípulos de Jesus, não podemos deixar de pagar, para que, assim como o Mestre, possamos aprender a amar sem nada querer em troca.

Amar a Deus é fundamental. Dizem os judeus que aquele que teme a Deus é abençoado por mil gerações enquanto que quem ama, a bênção é do brada - por duas mil gerações. Contudo, como pode uma pessoa amar a Deus a quem não vê se é incapaz de amar ao próximo a quem vê? Assim refletiu o autor da epístola de 1João.

Grande abraço, minha irmã! E que jamais desistamos de praticar o amor.

Guiomar Barba disse...

Oi Rodrigão, você enriquece qualquer postagem. Amo suas visitas, sempre aprendo muito com você.

Eu creio Rodrigão, que nos dias em que vivemos, devemos ser prudentes e buscar discernimento ao ajudar às pessoas, para não nos desgastarmos em detrimento de outros que realmente necessitam e sabem valorizar o amor.

Volte sempre.

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