sexta-feira, 7 de outubro de 2011

NÃO QUERO SABER MAIS O QUE PENSAM


"Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você."  William Shakespeare

Minha cama quebrou, não foi por nada... rsrsrs, se podia arrumar, mas preferi jogar tudo fora e alguém levou aquela belezura para arrumar e usar. Então joguei nosso colchão em cima de outro colchão de casal, forrei com nossos lençóis de algodão, coloridos, alegres, joguei um edredon estampado por cima; mantenho o quarto arejado, limpíssimo, as janelas bem abertas e o vento levantando tudo... Nosso ninho de amor é bem aconchegante.  Quando penso na cama, não é porque sinto falta dela, mas no que diriam as pessoas porque não temos cama... e isto não é legal.

Sob o balcão da minha cozinha, não colocamos armário comprado, estava tão caro sem necessidade. Com madeira e pregos, meu marido fez uma obra de arte, repartido como queríamos, nele cabem minhas panelas, peneiras, tampas e algumas coisas mais.
Se alguém olhar, porque ele não é um móvel de marcenaria, não está pintado ainda, talvez vá dizer: que pobreza! E eu penso nisso... e isto não é legal.

Tenho uma mesa que foi relativamente cara. Hoje eu não daria tanto dinheiro por ela. Disseram que ela é para cozinha, porém eu a coloquei na sala de jantar. Costumava pôr sobre ela um caminho de mesa, trabalho fino de uma, assim penso, boa velhinha; um vaso com flores compradas na FENEART, vindas do Rio Grande do Sul, feitas com escamas de peixes, obra bem delicada, de cores suaves. No entanto, depois de ver minhas flores despencando do vaso, duas delas com a haste quebrada, decidi pôr sobre a mesa, que tem o tampo de vidro, uma toalha de plástico bonita, que cobre toda a mesa; pôr uma sexta de palha na qual guardo o pão; um porta guardanapo feito por índios, e algumas coisinhas mais que acham os mais preguiçosos que devem estar  à mão. Todos ficaram contentes, a mesa está sempre preparada quando fico muitos dias ausente. No entanto, quando chega alguém, penso que deve me achar uma dona de casa não muito feminina e outras coisas mais... Fico pensando nisso e não é legal.

Minha área de serviço é tão pequena que mal entra a máquina de lavar, perto do tanque de roupa. O varal, para o tamanho da área, tem que ser minúsculo, portanto tenho que usar também minha pequenina varandinha. Por achar horrível, aquelas roupas estendidas como bandeiras desfraldando, ainda mais com roupas íntimas, uso um varal de pé, e assim ponho para secar toda a roupa lavada. Contudo  quando chega alguma pessoa fico pensando que ela deve achar aquilo muito feio... e isso não é legal.

Penso que acham o que eu acho, penso que acham o que eu não acho, penso que não pensam o que eu penso, mas que pode ser assim como eu penso... E por que tenho que sofrer porque a minha casa não é igualzinha a das pessoas ou como eu penso que elas pensam que deveria ser?

Será que eu penso em fazer o que as pessoas pensam, para ter aprovação? Aprovação esta que me faltou em algum lugar do passado?

O importante é, mesmo sem descobrir a causa, superar esse sintoma. Saber que você tem valor, que as suas realizações vão fazer você feliz, que os seus gostos devem ser os seus, as influências de outros não devem ser uma imposição, mas uma identificação ou uma sugestão.
Você é único no mundo, portanto tem direito a ser você.

“Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...”  William Shakespeare



Obrigada Carluca, porque você me ajuda a corrigir o texto, respeitando a minha idéia.






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8 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

olha, sinceramente eu não pensaria o que você acha que muitos pensariam sobre sua casa...rs

quando eu me casei, minha casa ainda estava só no embolso; faltava móveis para a sala; faltava box no banheiro(falta até hoje), faltava o rebaixamento de teto(ainda falta) e tantas coisinhas mais que queremos fazer e que estamos fazendo devagar.

sabe, amiga, há um tempo percebi que não vale a pena se preocupar com o que pensam de você, por que sempre vai ter alguém que fará um falso julgamento sobre você (aconteceu isso recentemente com alguém que costumava trocar ideias nos meus bloques).

nesse caso tentei explicar, explicar, mas quem disse que em cabeça dura entra alguma coisa? deixei prá lá, o importante é eu saber quem eu sou.

por outro lado, é difícil ficarmos imunes ao julgamento dos outros, principalmente dos mais chegados, mas é algo de fato, precisamos fazer.

a sua casa não tem que ter a cara que eu acho que ela deveria ter e sim, ter a cara que você quer que ela tenha e que esteja ao seu alcance.

gostei da reflexão, beijos.

deixei uma resposta para o carluca na postagem anterior.

Donizete disse...

Guiomar,

Lendo seu texto me veio a mente Rubem Alves que também adora compartilhar detalhes do seu cotidiano. Contudo seu texto é muito mais simpático, mais leve, mais agradável que o dele. Não tenho a mente criativa de um arquiteto, mas consegui pelo menos vislumbrar o ambiente que depois de uma longa jornada, tanto anseio lhe trás, no sentido de chegar logo, e assim poder desfrutar do seu conforto ao lado de sua família.

Bom fim de semana. A paz.

Guiomar Barba disse...

Edu, exatamente porque não quero viver sob o jugo do que pensam, é que estou deixando de fazer, mesmo o que poderia fazer, até que eu seja livre e faça nessa liberdade, o que eu gosto.

Valeu o apoio. Beijão.

Guiomar Barba disse...

Donizete, obrigada pelo apoio e pela visita.
Realmente, amo quando meu marido chega e diz com um olhar feliz: nossa casinha!
Uma vez meu irmão mais velho me disse: nunca vou esquecer de uma vez que estava em tua casa e David(meu marido) chegou e disse: lar, doce lar.

Isto que mais quero, que a verdadeira decoração e beleza da minha casa, seja a paz.

Beijo amigo.

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guiomar Barba disse...

Rô, kkkkkkkkkkk O sentido real desta mensagem, é exatamente levar as pessoas a lutarem contra a necessidade de serem aprovadas por outros, de viverem uma dependência mórbida do que pensam as pessoas a seu respeito.

Valeu o apoio. Beijão.

Viviane Jácome disse...

Blog da Gui, doce aconchego!

kkkk, Gui como nos parecemos amiga/irma, me identifico demais com vc, com tudo o que escreve, seus pensamentos e seu jeito de ser. Analisando isso mais a fundo, cheguei a uma conclusão, a verdade é que nossa natureza ja foi muito transformada, e a cada dia mais chegamos a aparência de nosso Senhor, esse tem que ser nosso modo de viver. Outra coisa, sua casa, vc não tem apego a coisas materias, estar cada vez mais proxima do Reino minha amada, la nada superfulo vai exsistir. Te amo, te amo nao me canso de dizer que te amo.

Guiomar Barba disse...

Obrigada Vi, pois é, tenho aprendido que nada é eterno, já me desfiz de um ap muito lindo em Recife simplesmente por obediência e fui fazer missões na Bolívia. Claro meu marido encabeçou a coisa.

Desejo que estejas bem aí neste calorão do Norte. Beijão.

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