quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

 O ARREBATAMENTO

Apesar de milhares e milhares não terem conhecimento do que se passa após a morte, são muitas as especulações oriundas desta escuridão para tantos. Além de que um número expressivo de pessoas, das mais diferentes religiões, e de todos os níveis culturais, contam experiências que tiveram após voltarem de uma morte. O interessante é que os depoimentos são quase todos iguais.

Jesus relata o caso do rico e Lázaro que morreram. E conta que, enquanto Lazaro gozava do paraíso junto ao patriarca Abraão, o rico era atormentado nas chamas do inferno. (Lucas 16.19).

Dizem alguns historiadores que estas são histórias dos hebreus, porém, Lucas não era judeu, e sim natural de Antioquia da Síria, portanto, pagão. Sabemos que ele era médico e culto.

Por mais que nos esforcemos, não podemos afirmar que quando Jesus exorta a “buscar o reino de Deus e a sua justiça”, Ele estaria afirmando que nós mesmos poderíamos estabelecer um mundo de paz através de uma conduta embasada em seus ensinamentos éticos, corpo de preceitos, em suma, no amor. Ele nos deixou claro que só Ele poderá estabelecer o Reino de Paz na terra. Acredito, no entanto, que Ele estava dizendo que deveríamos vivenciar a mesma vida que Ele viveu, e assim poderíamos fazer diferença em um mundo tão caótico.

Ele advertiu que “por se multiplicar a iniqüidade o amor de muitos esfriaria, porém, aqueles que perseverassem até o fim, seriam salvos.” (Mateus 24.12,13). E ainda: “quando o Filho do homem voltar, porventura achará fé sobre a terra?” (Lucas 18.8).

Através de todos os evangelhos, percebemos que Jesus falou sobre o juízo final, deixando bem claro que Ele voltaria para levar os seus para o reino do Pai. Mesmo João, considerado o apóstolo do amor, não oculta as declarações de Jesus quando diz: “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, “essa o julgará no ÚLTIMO DIA.” (João 12.47,48).

Lucas, o gentio, afirma que na vinda do Filho do homem, “haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.”
Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. (Lucas 21.25-27).

No caminho de Damasco, quando Jesus apareceu a Paulo, disse-lhe que havia aparecido a ele, para lhe constituir ministro {...} para abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e HERANÇA entre os que são santificados pela fé em Mim. (Atos 26.18).



De que herança Jesus estava falando com Paulo?

Quais os sinais que poderemos afirmar que estão se cumprindo, conforme previsto nas Escrituras?

1 - Apostasia

2 – “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.” (2 Tessalonicenses 2.3).

A apostasia tem sido uma realidade em nossos dias; milhares têm negado a sua fé em Cristo e até cuspido no Jesus que um dia pregou.

3 – Pedro anunciou que nos “últimos dias” fariam zombaria a respeito dos sinais da vinda de Cristo. (2 Pedro 3:3, 4).


“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Pedro 3:3-4).

4 – Comércio da fé através de falsas doutrinas.

 “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos, repentina destruição.”

“Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.”

“Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram.” (2 Pedro 2. 1-3).

Esta difamação tem sido motivo para milhares deixarem o evangelho, e milhares sequer se disporem a escutar a pregação da palavra. Tem sido motivo de protestos, de clamor, muitas lágrimas e dor por aqueles que amam ao Senhor com todo coração.



Nunca se falou tanto em apocalipse como nestes últimos tempos. Nunca houve tanta preocupação em estudar sobre as possibilidades de conservar o mundo em que vivemos.



Muitos outros sinais poderíamos citar, mas gostaríamos que você, nosso querido leitor, enriquecesse o nosso simples texto com seus conhecimento sobre o assunto.

Guiomar Barba




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5 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Na verdade, se falava muito em apocalipses na década de 70 até o final da guerra fria. Naqueles tempos, a união soviética era Gog, o papa era o anti-cristo e a comunidade européia os 10 chifres do apocalipse.

É, isso hoje soa meio ridículo. Não vejo ninguém hoje falar em apocalipse e nem mesmo na volta de Jesus.

Gui, do ponto de vista de uma exegese mais séria, citar textos atribuídos a Jesus pode não ser a coisa mais certa a fazer, pois muito do que está escrito como ditos dele, na verdade, foram ditos dos escritores dos evangelhos.

Mas é claro que isso não invalida a verdade da crença naqueles tempos do chamado "Dia de Javé" quando enfim, as extruturas corruptas dos impérios mundias dariam lugar ao Reino de paz que ele traria. É claro que Sião seria o centro do mundo, e todos subiram para Jerusalém para adorar Javé a aprender da sua Lei.

E eu concordo que Jesus pensava que somente Javé poderia mudar as coisas; o Reino não viria por obra humana, mas os homens precisariam começar a mudar de mentalidade para receber o reino.

Acho válida a tese de que Jesus esperava que a sua morte trouxesse o Reino já naquela hora, pois somente tal decepção com a não vinda do Reino explica convincentemente as palavras de Jesus "Pai, por que me abandonaste"?

Não estou aqui para contestar a crença na segunda volta de Cristo, mas faço questão de contestar o tal "juízo final" para os "perdidos".

O profeta Isaías via todos subindo para Jerusalém aprender a Lei de Javé; gosto desse quadro. Ele é universalista..rss

Eduardo Medeiros disse...

Gui, qual é mesmo seu e-mail para eu mandar outra vez o convite da confraria??

beijos

Guiomar Barba disse...

Edu, na nossa época hoje, você pode ouvir várias notícias anunciadas como apocaliptica no JN, ouço muito. Embora você possa usar o termo para algo que se "assemelhe" ao esperado evento, nada se compara ao relatado bíblico.

Eu não sei como será o julgamento final. Não tenho ideia de como será o céu e tampouco o inferno. Importo-me muito mais em levar Jesus as pessoas e não falar para elas de um inferno ou do céu.

"Gui, do ponto de vista de uma exegese mais séria, citar textos atribuídos a Jesus pode não ser a coisa mais certa a fazer, pois muito do que está escrito como ditos dele, na verdade, foram ditos dos escritores dos evangelhos."

Alguém, historiadores, afirmam isto, mas eu também posso acreditar no contrário, até porque a essência do evangelho tem sido muito viva para mim, enquanto o que dizem os que negam que seja autêntico o que cita Jesus, são apenas especuladores que não me trazem mais que interrogações.

Eu também amo quando leio: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo."

Te amo tanto Eduzinho.

Donizete disse...

Gui,

Concordo com o Edu.
A expectativa ou até a crença no arrebatamento já foi muito mais fervorosa.

Já compartilhei numa oportunidade no blog, que me casei meio que as pressas, pois em todos os cultos da década de oitenta só se falava em arrebatamento. rsrs

Hoje a ênfase recai sobre a prosperidade aqui e agora. Parece até que ninguém quer ser mais arrebatado.

Abração Pastora. Bom fim de semana!

Guiomar Barba disse...

Doni, e pode cair mais o fervor, mas quando a igreja começar a ser burilada, como é perseguida em outros países, este ardor volta com toda força.
Mas o que falamos foi sobre o apocalipse, antigamente eu não ouvia reportagens com afirmações que as cenas ou eventos foram apocalíptico.

Beijo.

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