quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


PECADO

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. (João 8.34).

Jesus veio nos chamar à liberdade, a uma vida de paz com nós mesmos e em conseqüência, com o nosso semelhante. Quando Jesus proclamou: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28), Ele sabia exatamente o quanto o pecado oprime o homem, tirando-lhe a paz.

Quando se fala de pecado. Logo pensamos em “proibições e castrações.” Naquilo que vem impedir a nossa liberdade de escolhas de prazeres, no entanto, não é esta a interpretação para o que Jesus denominou “pecado.” Se fizermos uma lista do que Jesus nos exortou a não praticarmos, chegaremos à conclusão de que Ele desejou nos poupar de males contra nós mesmos e contra o nosso próximo. Por exemplo: “E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; (Mateus 19.18). Eu gostaria de sofrer uma destas ações contra mim?

Uma moça trabalhava na loja de uma amiga que a levava para a sua casa e a tratava como alguém da sua própria família, com toda confiança e amor. Esta moça se apaixonou pelo marido daquela senhora e investiu nele, a favor de sua paixão. Sua patroa, ao perceber, como qualquer outra mulher ficou destroçada e demitiu a moça. Foi quando eu entrei na história para ajudar ambas as mulheres. Levei a moça para minha casa e comecei a trabalhar com ela, levando-a a ver o seu pecado e as conseqüências terríveis contra ela e toda a família da sua ex-patroa. Depois de alguns dias, ela me “perguntou:” Por acaso o amor não é belo? Contestei-lhe: ponha-se no lugar “da” e “de” esposa...

Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:11).

Falando contra a mentira Jesus foi enfático: Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8.44).

Quem de nós não se sente traído quando descobre que foi vítima de uma mentira, por mais que lhe digam que foi com boa intenção? Claro que o contexto em que Jesus fez esta acusação, difere na maioria das vezes, daquela situação em que somos enganados. Todavia, a mentira para Jesus tinha uma única origem: “filha do diabo.”

E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.” (Lucas 6:31).

Isaías profetizou sobre Jesus e de como Ele lidaria com justiça: E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.”(Isaias 11.3).

Que indignação nos provoca sermos julgados irresponsavelmente segundo a ótica de quem quer que seja, ou ouvirmos um sermão porque alguém supôs que cometemos um erro. Devemos, no entanto, ter consciência de que o pecado não só prejudica a quem o comete, mas a pessoa contra a qual pecamos.



Confirmando Isaías, Jesus adverte: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.” (Lucas 6.37).

Cabe a cada um de nós a consciência do que é mal para nós, portanto não transgredir contra nós ou contra outros.

Uma pequena listinha de pecados dos quais sou consciente: desonestidade, falsidade, maledicência, arrogância, crítica destrutiva, ciúme, inveja, despeito, amargura, agressividade, cobiça, ódio, calúnia, julgamento, omissão, preconceito. Todos  estes delitos se resume em desamor.

“Amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios. (Marcos 12.33).






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11 comentários:

Mariani Lima disse...

Gui, Tudo se resume a "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmo." Tão aparentemente simples,mas o homem ainda não aprendeu essa lição.
Lembro que tem uma música do Beto Guedes "A lição sabemos de cor, só nos resta aprender."
Nessa ordenança encontramos a paz de espírito, a paz com o outro, o desvio dos prazeres do momento, da solução instantãnea, do caminho rápido, mas os homens tendem para o mal mesmo.
Meu filho de oito anos, me disse há alguns disse que a vida é muito injusta pois tudo que é bom faz mal. rs...Aproveitamos para falar de moderação e equilíbrio rs... Ensinando os filhos aprendemos na base da força ou não ensinamos nada, pois como diz o ditado um exemplo fala mais que mil palavras!
Um abração! Fica com Deus!

Donizete disse...

Gui,

Dentro dessa "pequena" lista de pecados, você colocou a mentira, evidentemente acompanhado do versículo que a condena e supostamente aponta seu mentor.

Tenho no meu blog um artigo que prova nossa impossibilidade de vivermos sem a prática da mentira.

Espera aí. Não me julgue temerariamente. Eu também detesto a mentira. Julgo ser um recurso indecente. Mas as vezes um mal necessário.

O jornalista Carlos Heitor Cony, no quadro liberdade de expressão da CBN disse que "A mentira quando necessária é tolerável"

O que você acha dessa sentença?

Abraços.

Guiomar Barba disse...

Uau! Você enriquece meu texto com seu comentário e sabedoria.
Tomei um susto com o seu filho, não é fácil educar uma cabecinha de oito anos, com esta inteligência, em um mundo tão sem regras. Deus abençoe vocês com muita sabedoria e amor.

Obrigada amiga por ser presente. Beijo.

Franklin Rosa disse...

Guiomar, a leitura que faço de pecado consiste em transgredir a liberdade do outro.

Guiomar Barba disse...

Doni, eu nunca tive a mentira como meu ponto fraco, a não ser quando queria enganar minha mãe, kkkkkkk no entanto, eu não considero a mentira como uma necessidade. Concordo que seja tolerável no sentido de que cada um de nós tem as suas mazelas, portanto, temos que tolerar todo tipo de equívoco.

Muitas pessoas vivem uma mentira e conseguem enganar até a elas próprias. É uma forma miserável de vida, ao meu ver.

Muitas vezes fiquei em uma encruzilhada entre mentir ou não mentir e passei um telegrama para a Verdade rsrs e Ela me inspirou e eu não menti. É questão de escolha.

Estava sentindo sua falta. Beijo.

Guiomar Barba disse...

Franklin, quando eu faço algo que me prejudica, eu peco contra mim. Assim vejo...

Não suma viu? Beijo.

Eúde Amor disse...

Muito bom, Gui!

Concordo em gênero, número e grau com o que vc disse sobre o pecado, "Deus desejou nos poupar de males contra nós mesmos e contra o próximo". O pecado é morte, por isso tentamos evitá-lo sendo auxiliados pelo Espírito Santo, embora nem sempre consigamos.
Boa reflexão. Deus abençoe!

Guiomar Barba disse...

Então Eúde, porque não conseguimos, temos o amor de Cristo que cobre multidão de pecados através da graça e ainda as misericórdias do Senhor que se renovam sobre nós a cada dia.

Beijo amigo querido.

Eduardo Medeiros disse...

Gui,

como você sabe, eu não acredito num Deus-Paizão que fica chateado e disciplina o filho quando ele quebra algum mandamentos dado. Isso é humano demais para colocarmos em Deus. Mas é exatamente a ideia de Deus como pai que nós temos como cristãos e também de certa forma, no judaísmo.

Logo, não acredito que as normas morais e éticas foram planejadas "nos céus" mas aqui mesmo na terra como parâmetro para se viver em sociedade.

Mas acho a ideia do judaísmo e do cristianismo terem elevado a ética a Deus um bom caminho mas que pode gerar culpas e neuroses infinitas. Isso porque, de acordo com a ideia que você tiver de pai, você terá de Deus. Ou projetamos em Deus o pai rude e autoritário que nós tivemos ou ao contrário, buscamos em Deus um pai perfeito que o nosso não foi.

Sem dúvida, sua "listinha" faz parte da vida de qualquer ser humano; daí as leis. Somente com elevada consciência do outro, de que eu também sou o outro iremos fazer a ele o que gostaríamos que nos fizessem.

Se a fé em Deus Pai levar a isso, terá meus aplausos.

Eduardo Medeiros disse...

E sabemos que no cristianismo popular, todo pecado é contra Deus. Amigos ortodoxos adoram recitar como mantra "a alma que pecar, essa morrerá"- e citam sem nem mesmo antes fazerem uma exegese da frase.

No final das contas, acredita-se que termos pecado contra o outro ou contra nós, nos levará ao julgamento divino. E aí, será um "Deus nos acuda".

Nessa hora, valerá até, como fez João Grilo, o esperto personagem do Auto da Compadecida, apelar para a própria, ou seja, à "Compadecida". rssss

Guiomar Barba disse...

Edu o meu maior interesse nesta postagem foi fazer entender que pecado é simplesmente tudo aquilo que eu cometa que prejudique ao próximo ou a mim. Portanto, não se trata de um Deus castrador e sim de um Deus que ama e através dos profetas e de Jesus nos traçou um caminho para andarmos por ele. O caminho do AMOR, se eu amo, estou cumprindo a lei de Deus, consequentemente farei o bem a mim e ao meu próximo.

Beijo.

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