sexta-feira, 8 de junho de 2012

                                   DEUS PEGOU NO MEU BILAU

É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano.

Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar.

Na narração de Gêneses 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia.

Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade de aceitar que Deus esculpiu o homem todo, até mesmo o pênis e o saco escrotal. Isso por causa da nossa cultura que passa de geração para geração, dizendo que os órgãos sexuais são algo sujo e profano, quase como um mal necessário.

Mas os judeus entenderam que o corpo do ser humano, os órgãos e principalmente o sexo era algo separado, sublime!

É interessante ver que, na nossa cultura, o que nos distingue externamente como povo de Deus, muitas vezes é a roupa, o terno. Na cultura judaica o povo era distinguido por uma marca no pênis. Hoje quando vamos fazer um juramento colocamos a mão na bíblia, mas os judeus colocavam a mão nos órgãos genitais de quem eles estavam fazendo o juramento, como o servo fez com Abraão, ao jurar trazer uma esposa para Isaque (Gêneses 24.2). E o mais interessante que permanece até hoje é que nós, homens, quando vamos fazer xixi lavamos a mão antes de sair do banheiro, os judeus lavam ao entrar, antes de pegar no pênis, pois sabem que o que vão pegar é algo sagrado, esculpido e separado por Deus.

Se aprendermos a olhar para nosso corpo com uma visão mais bíblica, com a visão de Deus, teremos muito mais cuidado com ele. Se entendermos que o próprio Deus esculpiu cada pênis e vagina, esculpindo para sua honra e glória, não os colocaríamos em qualquer lugar.

Demorou para eu entender, mas hoje creio que Deus formou cada um com suas própria mãos, todas as partes do nosso corpo, assim como o pênis e por isso somos tão especiais. Vejo que, por Deus ter pego no meu bilau, tenho certeza que não quero profanar meu corpo e sim honrá-lo, usando da forma que Ele planejou.

Por Marcos Botelho.
Extraído do






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4 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Será que os judeu sofrem de falolatria?? Nunca pensei nisso...rsss

Brincadeiras a parte, é verdade que para os judeus, o corpo é território do sagrado, enquanto que para os gnósticos, o corpo era o território do profano, pois o sagrado estava na alma.

Paulo, apesar de ser judeu, tinha uma ideia um pouco gnóstica do corpo.

Guiomar Barba disse...

Edu gostei muito da cabeça aberta do pastor. Só não encontrei na net que o judeu jurava com a mão no órgão sexual da pessoa a quem ele fazia o juramento.

O que me chamou a atenção foi a marca que distinguia o povo judeu. Principalmente quando sabemos que aponta para a circuncisão no coração.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Muito bom estas colocações, Guiomar!

No capítulo 15 de Levítico a Bíblia fala de dois tipos de fluxos sexuais: um proveniente de enfermidades e outro do funcionamento normal do organismo. Em ambas as hipóteses são prescritas medidas higiênicas e de purificação espiritual.

Mas por que Moisés teria falado nesta exigência de purificação?

Sem dúvida que é através dos órgãos genitais que existe a continuidade da espécie humana. Logo, são órgãos de certo modo sagrados.

Por outro lado, como o mau uso das funções sexuais do corpo constituem frequentemente a causa de tanta devassidão e imoralidade, a Bíblia buscou tratar com precaução e pureza, coisas que não foram prescritas quanto a outras funções fisiológicas do organismo humano.

Consiremos que os termos "puro" e "impuro" que se encontram nas nossas traduções mais fieis de Levítico, não corresponderiam aos significados que popularmente lhes são atribuídos como "limpo" e "sujo". Por isso, o judeu precisava não só de uma imersão em água limpa como também de um tempo para passar do estado de impuro para puro.

Mas qual teria sido o propósito disso?

Será que a Bíblia desejou que jovens ficassem se sentindo culpados porque tiveram uma polução noturna (homens) ou passaram por mais um período de menstruação (mulheres)?

Penso que não. O objetivo talvez seja para que, durante o período de purificação, a pessoa refletisse sobre a importância de manter a pureza quanto aos relacionamentos sexuais, fugindo da imoralidade que é tão nociva para as relações familiares, moldando também o caráter do indivíduo.

Sobre o que o Eduardo colocou, realmente os judeus semrpe tiveram a noção de ser o corpo e também a matéria coisas sagradas. Aliás, o próprio relato da criação diz que a fisicalidade é boa. O catolicismo, todavia, bebeu na fonte do platonismo que criou o dualismo entre espírito e matéria.

A respeito dos judeus jurarem com a mão no pênis (rsrsrs), é possível que os antigos hebreus até fizessem isso. A tradução que temos vem do texto massorético e fala em por as mãos debaixo da coxa (Gn 24.2), um gesto que é repetido em Gn 47.29 para tornar o juramento inquebrantável por contato com as partes vitais. Mas para a moral judaica de hoje, uma conduta dessas seria bem escandolosa (um homem adulto tocar no membro viril de outro homem também adulto). Um comentário na Bíblia de Genebra de orientação calvinista diz que as coxas eram vistas como a fonte de poder vital e procriativo e faz referências a Deuteronômio 33.11, Jó 40.16 (traduzido como "lombos") e Hebreus 7.10.

De acordo com o saudoso rabino Aryeh Kaplan, as crianças saíam da "coxa" do pai, segundo o idioma bíblico e daí seria um eufemismo para o órgão procriador E diz a tradição talmúdica que o sevo realmente colocava a mão próxima ao sinal sagrado da aliança (a circuncisão) assim como em tempos posteriores as promessas passaram a ser feitas sobre um rolo da Torá.

Sinceramente, o que importa pra nós é o significado do juramento do servo de Abraão, não a parte do corpo do patriarca que teria sido tocada. Talvez sinalizando a obediência do servo ao seu senhor.

Abraços.

Guiomar Barba disse...

Rodrigão, uma aula destas com tanta espontaneidade ao passá-la, não tem preço. Fico-lhe muito grata. Abraço.

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