quinta-feira, 20 de setembro de 2012


A Revista Ultimato,
Não nutro nenhuma ilusão de que o Silas Malafaia ou “malacheia” como o cognominam aqui na internet, seja um homem de Deus, mas sim um explorador da fé de incautos e preguiçosos espirituais, no entanto, apesar da reportagem “Pastor ou Magnata”, da edição setembro-outubro, me fazer ferver o sangue, me trouxe uma interrogação: seria tão cínico este homem, fazendo tais declarações a revista Veja, ou a revista Veja teria distorcido e acrescentado palavras por ser este homem um causador de transtornos ao movimento LGBT? (Embora duvide de que suas intenções não sejam também escusas). Sabemos que nem sempre podemos confiar na mídia, no entanto, me prendo ao fato de que a revista Ultimato é uma revista séria e respeitável e não faria tal publicação sem está absolutamente certa da verdade sobre esta matéria. De todo modo, tenho publicado artigos da Ultimato e quero fazê-lo sempre com o máximo de segurança. Talvez eu esteja em estado de choque...
Aguardo resposta e sou grata a Deus por ser assinante desta revista que tem me abençoado e me dado o privilégio de abençoar outros, com suas preciosas matérias.
Abraços e que a benção do Senhor continue fazendo prósperos a todos vocês que fazem a Revista Ultimato. Guiomar Barba.
Escrevi a carta acima, para a Revista Ultimato, logo após ler a matéria que estamos postando a seguir. Ainda não obtive resposta, mas com certeza a Revista Ultimato, jamais publicaria uma matéria deste porte irresponsavelmente.
PASTOR OU MAGNATA?

Causa espécie a entrevista do pastor Silas Malafaia publicada na revista Veja de 6  de junho de 2012. Ela deixa a impressão de que o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é menos pastor do que magnata. Ele diz que tem uma boa casa em condomínio no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, que “hoje deve valer uns 2,5 milhões de reais”, apartamentos (no plural) e uma casa em Boca Raton, na Flórida, “que comprei para pagar em 30 anos”, lugar onde os imóveis são os mais caros dos Estados Unidos. “No ano passado” – continua ele na entrevista – “ganhei de aniversário, de um parceiro, um carro Mercedez-Benz blindado” e, em 2010, “comprei um jato Gulfstream, fabricado em 1986, e paguei por ele 3 milhões de dólares”.
 O repórter fez questão de escrever (maliciosamente ou não): “De rolex de ouro no pulso e cabelos implantados, o pastor recebeu Veja na sede de sua igreja”. Durante a conversa, Malafaia entrou em detalhes: “[O implante] custou 20 mil reais”, “ficou muito bom” e “fiz com o mesmo médico do Zé Dirceu [o ex-ministro José Dirceu] e do Agripino [senador José Agripino Maia]”.
 Com referência ao seu trabalho religioso, o pastor revela: “Estou construindo uma igreja linda, com ar-condicionado, ao custo de 4 milhões de reais”: “[a Assembleia de Deus Vitória em Cristo tem] 120 templos e eu quero chegar a 5 mil em dez anos”; “[no ano passado] a igreja arrecadou 20 milhões de reais”; e “pago entre 4 e 27 mil reais [aos pastores] dependendo da força, do tempo dedicado [porque] a igreja não quer pastor maltrapilho”.
  A pergunta que surge é: Por que isso acontece com o homem que quer servir a Deus e pregar as boas novas? Estaria ele contaminado por aquela sede de poder e de influência que muitos de nós temos? Seria uma estratégia para penetrar nas classes ricas? Para cuidar do rebanho e ganhar almas para Cristo, o pastor precisa rodar em carro de luxo e ainda blindado? Ele estaria sob ameaça de algum traficante, de algum inimigo, de algum grupo gay?
O estilo de Silas Malafaia não é só dele. O pastor tem a companhia de alguns outros, no Brasil e no resto do mundo.
 Quando visitou o Brasil em março de 2012, como o principal preletor do 8º Congresso Vida Nova, para falar na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na faculdade e Mosteiro de São Bento – ambos em São Paulo – e para lançar mais um livro, o americano William Lane Craig ficou impressionado com a emergência di país e com o rápido crescimento da igreja evangélica brasileira. Porém fez algumas sérias críticas:”Infelizmente o evangelicalismo brasileiro, muito comumente, é por demais emotivo, centrado em personalidades e anti-intelectual, o que produz um grande número de desvios e faz com que a igreja penda para o evangelho da prosperidade a heterodoxia e, às vezes, até o sincretismo, misturando espiritismo com cristianismo”. Para concluir, o visitante declarou: “A igreja brasileira precisa, desesperadamente, do ensino da sã doutrina e da apologética, se quiser concretizar seu potencial para o Reino”.
   Eugene Peterson, professor emérito de teologia da espiritualidade numa universidade canadense, vem em nosso auxílio: “Há uma tradição antiga e bem documentada de sabedoria na fé cristã de que qualquer aventura de liderança, feita por leigos ou clérigos, é arriscada”. E acrescenta: “É necessário haver líderes, mas ai daqueles que se tornam líderes” (Um Ano com Eugene Peterson, p. 209).







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2 comentários:

Carluca disse...

Guio eu tiha lido a matéria, pois fiz assiatura da Ultimato e li a da Veja tampém; O Mala é um címico mesmo, tripudia da fé imgêmua de seus seguidores e mamipula-lhes a comsciêcia de mameira hipnótica, controi assim seu império com o dinheiro destes que são em sua maioria pobres, o que é revoltante!(Meu teclado tá com problemas)

Guiomar Barba disse...

O que mais me irrita Carluca é como existem crentes que o defendem como se fora ungido de Deus e ainda apela: não julgue! Normalmente estas mesmas pessoas não tem este temor para falar do seu mais próximo irmão e até dos que são seus amigos. É muita hipocrisia.

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