sexta-feira, 7 de setembro de 2012





 
 
 
 
 
*SIMPLESMENTE PERFEITO!

Prisão é para punição e para dar exemplo. Pensar em recuperação é romantismo e utopia.*

**PRESTE ATENÇÃO!**

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na TV:

**DE MÃE PARA MÃE:**
Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão, contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM, em São Paulo , para outra dependência da FEBEM, no interior do Estado.

***Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes,
decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender seu protesto. Quero com ele fazer coro.

Enorme é a distância que me separa do meu filho.

Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos, porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família...

Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha para mim importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo-locadora, onde meu filho trabalhava, durante o dia, para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...

Ah! Ia me esquecendo, e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.
Nem no cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas "Entidades" que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar:"Os meus direitos"!

***Se concordar, circule este manifesto!

Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil.***

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS



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7 comentários:

Eúde Amor disse...

é isso que temos visto, infelizmente, todos os dias. nossas cadeias não educam, nossas unidades de apoio e tratamento ao menor não apoiam, muito menos tratam. se tivessem de plantar, colher e cuidar de animais, para dali mesmo tirar seu sustento enqto estivesse "internado", talvez a situação fosse outra. não há esse interesse! até lá continuaremos nas nossas gaiolas ( hein, Guiomar? ), por mais diversas que sejam, tentando de uma forma ou outra passar ileso à situação.

Guiomar Barba disse...

Apesar de chocante, seu comentário é bem real. A maioria dos políticos só tem interesse naquilo que lhe traga retorno.

Sem ilusões para este mundo, aguardo novo céu e nova terra.

Beijo. Saudades.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Questões assim são difíceis de serem digeridas.

Uma mãe passou a visitar seu filho na instituição que cuida de menores delinquentes, mesmo sabendo que ele estava errado, enquanto a outra resolveu apegar-se ao túmulo daquele que partiu brutalmente assassinado.

Situações como essa nos fazem até sentir raiva daqueles que mataram e estão hoje vivos aí. Porém, não me deixo levar por tais sentimentos para concordar com os que defendem coisas tipo pena de morte, redução da maioridade penal, dentre outras medidas duras que, na prática, não funcionam como inibidores da criminalidade.

Entretanto, o que diremos acerca da lógica de Deus quando Paulo, após ter assassinado muitos da Igreja de Cristo, foi escolhido para ser o apóstolo dos gentios?

O filho da mulher que assassinou o filho da outra não poderá se converter e se tornar amanhã um grande pastor ganhador de almas?

Em situações assim, por mais dolorosas que sejam (eu mesmo não sei como reagiria se alguém de minha família fosse morto), penso que não podemos ignorar o agir gracioso de Deus para com todos, bem como as palavras de Jesus para que amemos os nossos inimigos. Afinal, todos nós somos humanos e capazes de cometer as mesmas coisas bárbaras.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Prezada Guiomar,

Lendo o comentário que colocou acima, resolvi comentar algo que creio ser pertinente para nossa edificação.

Também aguardo novo céu e nova terra, bem como a transformação deste mundo em que vivo agora. Ou seja, não projeto o Reino de Deus apenas para o futuro sendo certo que, quando João Batista e Jesus pregaram o arrependimento e anunciaram que o Reino "está próximo", conforme certas traduções bíblicas para o português, isto não pode ser compreendido em sentido temporal e sim espacial. Seria porque o verbo empregado no original, em grego, dá a ideia de algo que já presente e não se encontra no futuro. Logo, melhor tradução seria:

"Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus".

Mas aí, quando agente olha para tantos acontecimentos ruins (hoje mesmo escrevi sobre a chacina dos seis rapazes ocorrida final de semana na Baixada Fluminense), seria natural a mente logo perguntar:

Onde está o Reino de Deus, então?

É certo que se trata de uma realidade que coexiste com a atual, operando no mesmo campo em que a iniquidade também age. Tem-se um conflito, uma luta, uma situação onde bem e mal disputam entre si.

De qualquer modo, o Reino é experimentado por quem se abre para as boas novas da graça. E aí quem sofreu injustiças mas permanece frustrado com a vida, com raiva dos acontecimentos e nutrindo o infrutífero sentimento de autocomiseração, acaba se separando da vida que é oferecida em Cristo ao passo que aquele que muito pecou, alcança graça quando se converte, ainda que venha a sofrer consequências dos atos praticados (Paulo não deixou de sofrer depois que se tornou apóstolo).

Diante disso tudo, o meu recado para a sociedade é o Evangelho da Graça. É nos voltarmos para o Criador através de um coração sincero, puro e simples. É perdoarmos e nos reconciliarmos com a vida, tal como já fizeram inúmeras vítimas e familiares de vítimas quando resolvem procurar o agressor pessoalmente e perdoá-lo. Este é o remédio!

Paz.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo mais uma vez!

Gui,

Eis aí um tema que seria bem interessante para se colocar lá no blogue da Confraria dos Pensadores Fora da Gaiola.

Ontem o Levi respondeu a minha última postagem lá compartilhando que apenas eu e ele é que não temos deixado o blogue morrer.

Depois dos quatro dias em que minha postagem estiver no ar, coloca algo lá também.

Abração.

Guiomar Barba disse...

Rodrigão, o que eu entendo que esta mensagem pretende passar para nós, é que não podemos fechar os olhos para quem foi morto, tipo, já não temos mais o que fazer e atentar apenas para a pobre mãe que chora as impossibilidades de assistir o filho na prisão. (Muitas vezes é consequência de uma educação negligenciada).

Eu perdoei o homem que assassinou minha única irmã, porque houve um agir de Deus muito forte sobre mim. Já o que matou um dos meus irmãos eu desejei ardentemente justiça e se eu pudesse para certos crimes teria prisão perpetua. No cárcere sempre há oportunidade de arrependimento. Pena de morte não aceito, mas reduzir a idade para responsabilidade do crime, com certeza.

Guiomar Barba disse...

Rodrigão, o Reino de Deus foi implantado por Jesus aqui na terra, mas nem todos o receberam e ai estão as consequências. Eu falo do novo céu e nova terra, conforme nos promete o apocalipse.
A terra geme na ardente expectativa da vinda do seu criador.

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