sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

DIZER SIM A DEUS É TÃO DIFICIL



O escritor Jim Hohnberger, no seu livro "Fuga Para Deus", baseado em suas profundas e abundantes experiências com Deus, escreve: "O evangelho é muito simples. É só uma questão de dizer "sim" para Deus e "não” para o próprio eu. Isto é a fé que opera”.
Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas Me seguem." (João 10:27).

Realmente o evangelho é muito simples e cumpri-lo só nos traria alegrias, paz, segurança, felicidade; no entanto, temos um grande e terrível inimigo, o qual tem seus caprichos e vontades cultivados desde a nossa mais tenra idade, que não para a guerra insana de não abrir mão do que entende serem seus direitos. O apóstolo Paulo conviveu com esta dicotomia e, portanto, descreve: "Pois a carne (EU) deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne(EU). Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. (Gálatas 5:17).

 Parece-nos simples a solução desta questão: se eu desejo, luto para obedecer, mas não consigo, que culpa tenho?  No entanto, o mesmo Paulo nos adverte: "a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo." (Romanos 8:7).    


Que fazer então?


A vitória de Jim estava no que ele acreditava: "Fugir para Deus é simplesmente submeter continuamente todas as nossas escolhas a Ele, até que os hábitos se transformem em caráter e sejamos inteiramente dEle" .
  

Como?


"Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” (Colossenses 3:5).
                          
Todos nós sabemos que esta não é uma tarefa fácil. Muitas vezes estamos tão desgastados emocionalmente para lutarmos contra a férrea vontade do nosso Eu que nos entregamos aos seus caprichos. Em outras ocasiões nós mesmos endurecemos o nosso coração, nos rebelamos contra a vontade de Deus que é "boa, perfeita e agradável para as nossas vidas" (Romanos 12.2b), e decidimos fazer o que traz prazer para o nosso EU, embora não inocentes de que sofreremos as consequências das nossas escolhas equivocadas. É aquela coisa, sabemos que determinadas comidas nos fazem terríveis males, mas por um prazer tão passageiro, escolhemos agradar o nosso EU, através do nosso paladar.

Jesus nos deu o exemplo perfeito de submissão quando disse: "Não procuro a minha própria vontade, e sim a daquEle que Me enviou." João 5.30).

Jesus conhecia perfeitamente que a vontade do Pai implicaria em fazê-Lo beber um cálice de um amargor ímpar, assim, suas emoções foram plenamente perturbadas, a ponto de seu suor assemelhar-se a grandes gotas de sangue caindo sobre a terra (Lucas 22.44.) No entanto, Ele havia feito a sua escolha: "obedecer".


 “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim como tu queres". (Mateus 26:39).



Nosso corpo efetivamente necessita de alimentos diferenciados para vivermos. Cada parte do nosso corpo reclama por um tipo de vitamina, por sais minerais, por água, e nós procuramos satisfazer estas necessidades porque desejamos ser robustos, saudáveis. Da mesma forma o nosso espírito reivindica sua saúde. Os agentes para combater o nosso raquitismo espiritual estão expressos na Bíblia de forma bem precisa. Vivenciá-los está ligado à submissão à vontade de Deus, que adquirimos através da íntima comunhão com Ele.


Ainda no seu livro "Fuga Para Deus", o Jim escreve: "Os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho andai por ele." (Isaias 30.21). Ele quer conferir poder para a sua vida para que você esteja fora de alcance da própria carne, fora de alcance do mundo. Só quando o mundo puder ver que estamos salvos no presente, ao invés de salvos apenas do passado, é que nossas vidas demonstrarão que temos o poder de Deus, e não apenas uma forma de piedade. Em sua grande maioria, as igrejas de hoje perderam este poder, e esta é a razão porque muitos se afastam delas. As pessoas estão sedentas por um poder capaz de salvá-las delas mesmas, um poder que faça a sua vida aqui ser feliz. Eles querem mais do que promessas vazias de felicidade no porvir.

Dizer não ao nosso EU pode ser muitas vezes uma tarefa gigantesca, mas "Tudo posso naquEle que me fortalece. (Filipenses 4.13).

Por Guiomar Barba        

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

POR QUE NÃO CONSIGO ATEAR FOGO? KKKKKKKKKK!



Quando você atravessar as águas, eu estarei com você; e, quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão. Quando você andar através do fogo, você não se queimará; as chamas não o deixarão em brasas”. (Isaias 43.2).

Segundo a direção de Deus, compramos um terreno em Enseada dos Corais, um lugar praticamente desabitado, onde a urbanização não destruiu a beleza natural. Do lado direito da nossa casa está uma bela reserva da Floresta do Paiva, onde os passarinhos têm toda liberdade de voar, desferir suas lindas melodias, as rãs entram no nosso quarto sem pedir permissão, os calangos passeiam por nossos muros na sua caça incansável aos insetos, as lagartixas nos espiam do alto da parede e uma infinidade de insetos tem se apresentado a nós. Confesso que nem todos nos dão o prazer de conhecê-los. No entanto, somos nós que invadimos o seu habitat.

Alguns terrenos foram vendidos. Os compradores tem botado fogo nestes terrenos, afugentando os pássaros em desespero e fazendo agonizar árvores, até mesmo algumas que estão fora dos seus domínios. Em vez de botar fogo, deveriam limpar o terreno para construírem suas casas.
Nossa casa fica perto de belas praias. Num dia destes recebemos um casal de amigos com seu filho e por sentir um enorme peso na cabeça, decidi não acompanhá-los à praia, eles foram com o meu marido. Minha indisposição foi providencial. Disto eu ainda nem sabia. Kkkkkk! Aleluias!

Da minha cama, comecei a escutar um forte crepitar de árvores, seguido de resíduos que entravam por nossas janelas enquanto um sufocante cheiro de fumaça enchia todo nosso espaço. Corri para a janela e vi os pássaros voando em desespero, uns de encontro à fumaça espessa. As árvores ardiam enquanto eram balançadas pelo vento que soprava, aumentando sua agonia. Notei por trás da nossa casa uma enorme nuvem de fumaça. Labaredas já subiam na altura da nossa varanda coberta por telhas com vigas de madeira. Percebi que corríamos um perigo bem eminente. Liguei para o meu marido e disse-lhe que eu já não tinha ar puro para respirar e estava trancada, uma vez que tinha lhe pedido que fechasse o portão por fora.

Nossa casa estava ficando cada vez mais quente. Corri para o lado do muro e, embora não soubesse quem foi, deixei minha ira voar através de palavras contra a pessoa que cometera tamanho desatino. Neste momento escutei a doce e suave voz do Espírito Santo me dizendo: “Esta não é atitude de um cristão!”, em seguida me veio claro o evento sobre “As Muralhas de Jericó”, (Josué 6). Quebrantada, pedi perdão a Deus e orei por quem colocou fogo ali, joguei nossa mangueira de pouquíssimos diâmetros, que molha apenas nosso ainda pequeno jardim e orei: “Senhor, esta mangueirinha não apagaria  nem mesmo um incêndio menor, mas faz dela um jato fortíssimo e, por favor, cuida das aves, dos animais e vegetação, que são teus e cuida de nós”. Fui para o outro lado do quintal e comecei a dançar e cantar: “Vem com Josué lutar em Jericó...”. http://youtu.be/bTDUZ-UwNrM Imediatamente, o fogo apagou. Levantei minhas mãos, pedindo ao Senhor que dissipasse a fumaça... Lentamente ela foi se dissipando e eu, mesmo estupefata na minha incredulidade, gritava a plenos pulmões o quanto Deus é grande, poderoso.

Bom, eu não esperava que esta não seria a primeira vez que eu veria Deus apagando  um incêndio. Agora, de forma divertida, tenho visto pessoas tentando atear fogo na frente da nossa casa, em um lugar mais alto e o fogo apagar imediatamente, quando eu louvando, canto e danço e rio a valer, vendo nos rostos dos que tentam botar fogo, expressões de desapontados, de quem não está entendendo nada. Kkkkkkkkk!


Mesmo assim, outro dia eu disse a Deus que me sentia cansada, pois não deixa de ser um desgaste emocional. Foi  quando o Espírito Santo me trouxe a lembrança um outro evento bíblico:Em seguida Eliseu mandou o rei pegar as flechas e golpear o chão. Ele golpeou o chão três vezes e parou. O homem de Deus ficou irado com ele e disse: "Você deveria ter golpeado o chão cinco ou seis vezes; então iria derrotar a Síria e a destruiria completamente. Mas agora você a derrotará somente três vezes". (2 Reis 13.18,19)). Então eu disse ao Senhor: quantas flechas Tu mandares atirar eu as atirarei e louvarei o Teu nome, porque Tu és digno. Assim, temos visto que confiar em Deus e obedecê-Lo é viver de vitória em vitórias. Aleluias!

Por Guiomar Barba.





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segunda-feira, 18 de novembro de 2013


Queridos leitores, temos vivido dias de esperança e confiança no Deus Todo Poderoso. Estamos com a nossa pequena sobrinha, Gigi, de apenas 4 aninhos, enfrentando um câncer de 17 centímetros no rim, mas que já se espalhou atingindo o pulmão. Temos portanto, uma metástase. Ela já fez 3 quimioterapias, deverá enfrentar a quarta, amanhã, dia 19 de novembro, desta vez com risco de vida. Mas os nossos olhos estão postos no Senhor. Sabemos que Ele está no nosso barco, portanto podemos cantar que "tudo vai muito bem".
Traremos novas notícias. Sabemos que para a medicina o que se impõe como o fim, para Deus sempre será o começo...

Uma tia esperançosa. Guiomar Barba.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013




“O homem bom deixa herança para os filhos de seus filhos.” (Provérbios 13:22a).


"Estes dias estou lendo o livro “MOMENTUM” de Eric & Bill Johnson, eles são pastores na Igreja Bethel, em Redding, na California. Gostaria de compartilhar um trecho do cap. 6 que achei interessante onde ele trata a questão da herança espiritual, confesso que ainda estou diluindo as ideias, já que eu mesmo não tive a oportunidade de ter recebido dos meus pais esta herança, nasci em um lar sem princípios cristão, então o meu começo foi da estaca zero, hoje tenho o privilegio de deixar aos meus filhos esta herança e sei que eles estão tendo a oportunidade de começar a vida crista de uma maneira totalmente diferente da minha. A minha oração é que eles saibam aproveitar esta herança e que ela possa alcançar outras e outras gerações, lembrando que a parábola de Lucas 15: 11-32 é uma realidade em nossos dias, tenho visto muita gente gastando, jogando fora, perdendo a herança que tem recebido de seus pais ou antepassados. Vamos dar uma olhada no texto? Herança “Casa e riquezas são herdadas dos pais...” - Provérbios 19:14 Qual é o propósito de uma herança? Ajudar os filhos para que eles não tenham de começar do ponto em que seus pais começaram. Assim, eles não precisam economizar durante dez, vinte anos para comprar uma casa ou começar um negocio. Os que são bastante abençoados para deixa algo relevante para os filhos lhes fornece um importante começo, com a esperança de que eles irão mais longe e caminharão mais rápido durante a vida. Simplesmente não é verdade que todos têm de começar no mesmo ponto e passar pelas mesmas dificuldades. É bíblico o conceito de que uma geração forneça um estímulo à seguinte. A herança espiritual funciona da mesma maneira. Ela capacita a geração seguinte a começar no ponto em que a geração anterior parou. Esta é a intenção de Deus para nós: “que despertemos para isso”, um dos princípios mais importantes da vida cristã, porem bastante negligenciado. Ele quer que as gerações transmitam sua herança espiritual. Com uma herança, conseguimos de graça aquilo que outro pagou para obter. Às vezes, herdamos graça do Senhor e, por causa disso, não temos de passar por alguns dos processos pelos quais a geração anterior passou. É como quando a pessoa impõe as mãos sobre outra pessoa para transmitir uma graça a uma área determinada da vida e do ministério. Essa pessoa consegue a graça gratuita. É assim que funciona no Reino, vemos alguém que tem uma unção de cura extraordinária e pedimos que ore por nós e, desse ponto em diante, começamos a orar pelas pessoas e vemos coisas que nunca tínhamos visto acontecer. Isso é herança. A herança espiritual diz respeito a nos tornarmos mais eficazes e eficientes na nossa representação do Rei e seu Reino. Não diz respeito à nossa gratificação. É deleitável, agradável, prazerosa e encorajadora, mas não é apenas para consumo pessoal. É para abrir portas a fim de que o Rei e seu Reino exerçam influência sobre mais lugares que antes. “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (Romanos 8:32)."

Lendo este texto me veio a memória a persistência dos meus pais em deixar para nós, os seus filhos, a maior e mais rica herança que durante seus longos anos de vida cultivaram com todo amor, reverência e fé. Sempre agradeço a Deus pelo fato de ter minha vida direcionada por Ele. Sei que esta entrega do meu caminho ao Senhor é o resultado de um longo aprendizado. De todo este legado deixado por nossos pais, alguns princípios me norteiam com absoluta segurança. Um deles foi a confiança absoluta que eles depositavam no Senhor. Sem palavras, mas vivenciando-a dia a dia, eles nos ensinaram que confiar no Senhor de todo coração nos traria perfeita paz.
Outro princípio importantíssimo foi nos disciplinarmos em uma vida de intercessão, oração e súplicas. Lembro-me que, diariamente, nas primeiras horas da manhã, ao meio dia, e ao entardecer, meus pais oravam de joelhos.
Um terceiro princípio foi deixar que Deus tomasse a rédea das nossas vidas. Jamais tomamos uma decisão, por mais insignificante que nos parecesse, sem termos certeza que Deus nos assegurasse de que ela seria a melhor para a nossa vida.


Esta herança temos passado para os nossos filhos e temos visto a benção plena do Senhor, sobre a vida deles.
Obrigada aos meus queridos pais que, agora na eternidade, puderam descansar seguros de que procuraram deixar a única herança que tem um valor eterno.

Guiomar Barba


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quarta-feira, 9 de outubro de 2013







Bendito todo aquele que tem esta fé e esta esperança. (Guiomar Barba).

lugar que eu vim...


É um lugar diferente. As pessoas sonham, as pessoas desejam, as pessoas querem tanto que não existe nada que seja impossível.
Lá, o impossível acontece todos os dias, o inacreditável é motivo de piada, e o inalcançável é o chão onde essas pessoas pisam.

O lugar que eu vim...
Acontecem coisas estranhas. Se você estiver de fora, você não vai entender. Só compreende quem entra nesse lugar e passa a agir como os moradores de lá.
É lá que nascem os sonhos. É lá que nascem as histórias e se no final do arco íris existe um tesouro, é lá que nasce o arco íris também...

O lugar que eu vim...


É diferente dos outros lugares. O menor da minha cidade, com uma pedra derrota o herói de um lugar qualquer. Um cego derruba um prédio e acaba com a festa de uma cidade. Uma muralha cai ao som de música, e ao som dessa mesma música uma prostituta é salva por um ato heroico. 300 homens sem armas ganham uma guerra.

Lá...

É um lugar de estratégias muito bem elaboradas por pessoas que ao primeiro olhar seriam pessoas simples. Uma mãe plebeia, para que o filho não seja morto, coloca-o em um cesto para descer o rio e, encontrado por uma princesa recebe ensinamento real e treinamento para se tornar um Faraó... Um adolescente abandonado pelos irmãos, vendido como escravo se torna o maior de todo o Egito.

O lugar de onde eu vim...

Os animais e plantas são controlados pelo Seu Criador. E a vida sai do seu curso comum... Jumenta fala, Leões famintos jejuam, Urubus se tornam garçons. Erva venenosa vira alimento após contato com farinha, uma botija com um pouco de azeite garante a aposentadoria de uma viúva. Com o Seu toque, um galho seco se transforma em cobra, e depois em galho seco novamente e dias depois, volta a florescer...

No lugar que eu vim...

A Natureza quebra as suas próprias leis. Mar que se divide, é mar que não afunda, é mar que produz peixe que serve de meio de transporte. Transporte de gente. Transporte de dinheiro. Mar que ouve, sol que ouve. Terra que ouve obedece e para de girar... Fogo que queima moradores de outra cidade, mas não queima as pessoas de onde eu vim...

De onde eu vim...

As pessoas não parecem normais. Ou seriam elas as normais, se é que é normal ser anormal, ou se o anormal já se tornou tão normal... Em um universo onde valores se invertem, os valore$ vertem, essas pessoas acreditam naquilo que não existe, provam o que ainda não viram e estão certas daquilo que esperam...

De onde eu vim...

Tem muitos outros, assim como eu. Loucos, anormais, pirados, estranhos. Humanos que estão aqui, mas que não são daqui. E você, pode também experimentar as maravilhas deste mundo mas para isso precisa conhecer o meu lugar, até o dia que nos mudaremos para um outro lugar, um lugar melhor, onde o imaginário se juntando ao inimaginário se materializa...

Abimael de Andrade: Devocional - De onde eu venho tem mais...mas ai já é outro poema... o lugar para onde vou... 

http://abimaeldeandrade.blogspot.com.br/2013/10/devocional-de-onde-eu-venho-tem-mais.html


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DEUS CUMPRINDO A SUA PROMESSA SOBRE O NOSSO FILHO RENATO

                          
Vós sois   os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. (Khalil Gibran).

 “Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para uma terra que Eu te mostrarei.” (Gêneses 12.1).
 Faz mais ou menos uns nove anos, nós estávamos ministrando na Igreja do Evangelho Pleno, no ECEDE - Encontro de Crescimento e Desenvolvimento Espiritual, quando Deus nos usou para entregarmos mensagens individuais a alguns dos participantes. Entre eles veio o nosso filho Renato Barba Cavalcanti, ainda adolescente, deveria estar com quinze anos. Ao abraçá-lo, caímos os dois de joelhos chorando abundantemente. Era um misto de emoções: tristeza, saudade, temores, até que tive uma visão de um portal imenso, semelhante aos portais da Grécia antiga e via meu filho adentrando-o. Um mundo à sua frente
            Este portal é apenas uma ideia. Na nossa visão, ele era muito largo.

 
 Adverti-me dos perigos, dos envolvimentos terrenos, que pretendem envolver-nos plenamente, afastando-nos do mundo espiritual, transcendental, que realmente é eterno. Chorei temendo por meu filho, e perguntei a Deus: mas e a vida espiritual dele? A resposta foi clara: a escolha é dele. 

Os anos se passaram e aos 17 aninhos ele passou no primeiro vest
ibular, para administração de empresas. No segundo ano, depois de ter entrado na Empresa Júnior do seu curso, ele foi escolhido como diretor e logo após presidente. Aos 19 anos ele começou a trabalhar em uma pequena empresa de um querido amigo. Adquiriu experiências e logo depois, estava ele empregado na área administrativa da rede de supermercados GBarbosa, em Aracaju. Aos 23 anos nosso filho arrumava as malas, após ser transferido pela mesma empresa, para Salvador. Mostrando-se hábil, desenvolvendo com aptidão o seu trabalho, foi indicado para um novo desafio. No próximo dia nove de setembro, mês em que fará 24 aninhos, estará sendo transferido para Belo Horizonte, onde assumirá uma coordenação. Com muita alegria, cheio de gratidão a Deus, ele nos comunicou haver aceitado o convite para trabalhar em BH, e acrescentou: “Olha o que veio na minha cabeça agora: Anos atrás, no cultinho do Agnes, nossa despedida para a Bolívia, tia Carol me chamando lá na frente para cantar”:
Barquinho   http://youtu.be/6ZDKhOvqagY                                                                                
Grupo Logos
Vede! Cautelosamente vai, um barquinho a vagar;
e o vento que é o seu motor, não o deixa parar.
Minha vida é assim, também:
Não vive no mar, mas vive a vagar;
sou como um barquinho cruzador,
mas quem me conduz, é o Senhor.
Realmente nós nos mudamos várias vezes para cidades diferentes, após virmos, irmos e voltarmos de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, pátria do meu marido e Renato. Temos vivido literalmente soprados pelo vento, de um lado a outro, mas sempre na segurança da direção de Deus no nosso leme.

Lembro-me que, exatamente aos vinte e três anos, eu também sai de casa e fomos para Recife trabalhar na Federação das Indústrias, a convite de um dos diretores do órgão. Nesta época eu estava afastada do evangelho, mas conduzida por Deus, embora não estivesse percebendo. Fomos para Salvador, e ali tivemos um grande e profundo encontro com o Senhor. Muito pouco tempo depois, Deus nos conduziu para Belo Horizonte, para o Desafio Jovem Peniel, onde começamos oficialmente nosso ministério. Vendo agora meu filho trilhar os mesmos caminhos geográficos, fico a pensar: qual o propósito de Deus nesta trilha?
Posso dizer com alegria que nosso filho tem mostrado excelência em tudo que abraça. No trabalho, sempre obstinado em aprender mais e desenvolver da melhor forma as suas atribuições. Como filho, sempre acatando os conselhos paternos e vivendo intensamente as dores e as alegrias do lar. Como irmão, desde pequeno cuidava e se preocupava com o maninho. No namoro, tem sido aquele namorado dedicado, cuidadoso, carinhoso, sempre presente. No entanto, o que mais me emociona, é que ele tem buscado crescer espiritualmente e com dedicação. Estes dias ele me contou visivelmente emocionado que estava lendo o livro “Adoração”, do Asaph Borba, e que estava sendo profundamente visitado pelo Espírito Santo. Ele me disse que Jesus tem entrado no seu quarto enquanto ele adora. “E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mateus 28.20).
Eu estava preocupada porque ele vai morar em uma república onde os quartos são divididos, e não lhe seria possível viver estes momentos, sem incomodar o companheiro de quarto. No entanto, lhe comunicaram que estavam trabalhando no sentido de que ele tivesse um quarto para ele apenas. Ele respondeu que se fosse difícil, não haveria problemas em ficar no mesmo espaço com outra pessoa. Logo em seguida, recebeu um e-mail comunicando-lhe que ele teria um quarto só para ele. Não tenho dúvidas de que a pessoa responsável para alojá-lo ali, ainda que sem consciência do fato, foi usada por Deus para que Renato continuasse tendo os seus momentos de amor com o Pai. Com certeza suas devocionais serão momentos de profunda intimidade com a Trindade Santa.
A Deus toda a glória e a gratidão ao nosso filho, por ser um instrumento de alegria e orgulho para nós os seus pais e o irmão Daniel Barba.

Pela mami coruja, Guiomar Barba.












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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PECADO NA ERA PÓS-CRISTÃ







Num desses dias, alguém me perguntou como se deve proceder quando em pecado. Respondi o óbvio: arrepender-se. A pessoa contestou dizendo que o pecador também é vítima e precisa ser entendido como tal.
Essa me parece ser a discussão dos dias correntes: pecador ou vítima?
A Bíblia reconhece que qualquer pessoa pode ser vítima do pecado de alguém ou mesmo da conjuntura social, ou da estrutura politico-econômico-social, porém, não entende que isso possa justificar qualquer ato pecaminoso. Para a Bíblia todo ser humano é sujeito da e na história, principalmente, de sua história. Todos são pessoalmente responsáveis, ainda que possa haver atenuantes ou agravantes.
Para a Escritura Sagrada o que se pede do pecador é que se arrependa, isto é, que assuma o seu erro e a sua responsabilidade. Arrepender-se é aceitar a punição da lei. Um pecador arrependido é aquele que admite merecer a punição que a Lei de Deus prescreve para ele. Que, em última instância, é a morte: “A alma que pecar, morrerá” (Ez 18.4).
O Novo Testamento, entretanto, nos ensina que todo o pecador que se arrepender, isto é, todo o que admitir e confessar o seu pecado será por Deus perdoado, como ensina o apóstolo João (1 Jo 1.9). E, por ser perdoado por Deus, deve ser perdoado pelo ser humano a quem ofendeu. Entretanto, o pecador não tem como exigir o ser perdoado. O pecador pede perdão, mas, não o exige; pelo simples fato de que perdão não é um direito do pecador, é uma benesse do ofendido. Porque perdão é graça.
É verdade que o cristão não tem como não perdoar (Mt 6.12). Contudo, essa é uma questão entre a vítima e Deus. Além disso, o pecador não tem o direito de reclamar do sofrimento de que foi acometido como consequência de seus atos – no relacionamento ofensor e ofendido (isso não justifica o ofendido, caso sua reação seja pecaminosa). É a lei da semeadura: “Semeia-se vento, colhe-se tempestade” (Os 8.7). E é preciso que se diga que, por pior que seja o sofrimento que o pecado venha a provocar sobre o pecador, ainda é menor do que o Inferno ao qual ele fez jus.

Todo o que confessa o seu pecado será perdoado e restaurado por Deus (1 Jo 1.9). Porém, confessar é assumir a responsabilidade e admitir a justiça da punição pelo que fez. Ainda que a punição não virá pelo fato de já ter sido sofrida por Cristo.
Nesta época tal reflexão está se tornando impensável: porque vivemos numa era de vítimas. Hoje, não importa o erro que a pessoa cometa, ela é sempre vítima: seja da sociedade, seja da história, seja da economia, seja da política, seja das instituições, seja da família. Ninguém é culpado. Logo, como alguém disse: é uma época em que ninguém assume a responsabilidade, nem adia prazeres e nem se presta a sacrifícios.
Essa época é pós-cristã não porque não se fale mais de Deus (pelo contrário, provavelmente, poucas vezes na história se falou tanto de Deus), mas, porque não se fala e nem mais se admite a realidade do pecado. Esta é uma era onde não há mais pecadores, só há enfermos. É o auge do humanismo: o pressuposto de que o ser humano é intrinsecamente bom venceu; e, ora, gente intrinsecamente boa não peca, adoece. E doentes são vítimas.
O que ainda não se percebeu nesta presente época é que doentes não podem ser perdoados. Só pecadores podem ser perdoados. Logo, só pecadores podem ser restaurados; só pecadores podem ser tornados puros de toda a injustiça que cometeram. O que será dos que estão prontos para assumir que estão enfermos, mas, jamais que são pecadores? A probabilidade maior é a de continuar pecando cada vez mais e pior, contraindo, aí sim, uma doença para a qual não há cura: a voracidade de ser aceito de qualquer jeito, por julgar ter o direito de ser de jeito qualquer. Essa enfermidade coloca a pessoa a deriva dos mais grotescos apetites, tornando-a escrava dos instintos, que se tornarão cada vez mais irresistíveis. É a escravidão do pecado (Jo 8.34). E disso só se escapa quando, finalmente, a todos os pulmões o pecador confessa: “Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

CHORÃO CHORAVA SOZINHO


Em 7 de março de 2013, "o blog da Conceição no Correio Braziliense, inicia com o título acima e as seguintes palavras: "É bom olhar pro lado e ver que não estou sozinho, que não estou sozinho, que não estou sozinho' - repetia Chorão em 'Cedo ou tarde' (letra de Di Ferrero e Gee Rocha). Prima do cantor, Sônia Abrão disse ontem, sob lágrimas, que o Charlie Brown Jr. reclamava de solidão. Dizia que não adianta está acompanhado da multidão, durante os shows, porque depois ia para casa sem ninguém, pegava o avião sem companhia. Voltava a ser tão somente o filho de dona Nilda, o menino que vivia nas ruas.


Uma vizinha contou ter ouvido gritos desesperados de um homem no dia anterior à morte do Chorão. O sangue perto do interruptor e do ar-condicionado avariado dizia que aquele ilhado esmurrava e sangrava ou sangrava e esmurrava, só ele poderia esclarecer a ordem dos últimos acontecimentos de sua vida."

Este triste comentário nos leva imediatamente a pensar na Igreja como resposta: "mas no corpo de Cristo essa solidão implacável foi vencida; não a servimos mais, como escravos, porque fomos chamados para a comunhão".

Entretanto nos dias de hoje a palavra igreja lembra a renúncia do papa, com todas as especulações sobre seus reais motivos. Leonardo Boff sugere que Ratzinger se desencantou com a "sua igreja"; que teria sido abatido pelos escândalos sexuais, pelas divisões internas e pelas vaidades. Percebeu a ineficácia de sua teologia agostiniana ao tentar estabelecer a sua "cidade de Deus".

"Ao fim e ao cabo, o insulamento de Chorão é o de todos nós. Por suas circunstâncias, ele cristalizava o desespero: cerveja, vinho, energético, pó branco, abandono, isolamento" - diz a blogueira. Mas, em meu íntimo, recuso-me a aceitar isso. Antes é preciso se perguntar porque muitos chegaram a esse ponto; em seguida, devocionalmente, dizer: "Levantar-me-ei e irei ter com meu pai"; e partir para ação, na expectativa das transformações que Deus sempre opera.

No caso em particular, penso que esse momento devocional nos levaria a constatar que estamos sós porque temos evitado (ou afastado) os outros e fugido das dores da comunhão, acomodados em nossa privacidade pós-moderna. Porém também nos levaria a lembrar que "na casa de meu pai" se vive em comunidade. E que transformações positivas adviriam de um "levantar-me-ei e irei ter com meu pai".

A Igreja de Jesus tem sido provada na sua capacidade de permanecer sendo corpo. E seus membros, de permanecer crendo nela e usufruindo dela. Do papa que se retira aos milhares de "sem-igreja" de hoje, muitos são "gatos escaldados". Não julgo seus motivos (nem mesmo os do severo Ratizinger); não sei o que passaram. Nem digo que "desta água não beberei". Longe de mim.

Apenas ouço o choro do Chorão e o levo para os meus momentos de oração, como gritos proféticos; como palavra de Deus para mim, a dizer: "A solidão existe; ela é real, é mortal e está perto. Não deixe o convívio dos amigos, não abandone a família, não se afaste da igreja". E diz a todos nós: "Construam algo juntos, lutem juntos, sofram juntos, chorem juntos, orem juntos. E a solidão não terá poder sobre vocês.

Rubem Amorese. Extraído da Revista Ultimato.

Não podemos esquecer: somos um corpo. (Guiomar Barba).

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domingo, 21 de julho de 2013

OS QUE ABANDONAM A FÉ POR CAUSA DA CIÊNCIA DEVEM SABER QUE ESTA É VULNERÁVEL

Estejamos atentos. Muitos estão engrossando as fileiras dos apóstatas. Uns amargurados contra Deus; outros, por se emaranharem nas teias do saber, se tornam arrogantes e desprezam a sabedoria do Criador do universo e a Sua eterna soberania. Estejamos firmes na comunhão com o Pai a cada dia, para que não sejamos tentados e sucumbamos com os enganos sutis do diabo.    (Guiomar Barba).                         



Ridicularizam-se a Bíblia, a pregação do evangelho e a fé dos cristãos. Porém os cristãos em geral não ridicularizam - ou não deveriam ridicularizar - a ciência.

A ciência não é, necessariamente, inimiga da fé e vice-versa. Ambas não deveriam se digladiar. O que não impede que a fé não abrace todos os pressupostos da ciência e a ciência, por sua vez, faça o mesmo. É difícil dizer qual das duas impõe mais: se a fé ou a ciência. Mesmo que a ciência se torne às vezes soberba, a fé pode e deve ser convicta sem soberba.

Os cristãos que esfriam na fé ou abandonam a fé por causa de algum trunfo da ciência precisam saber que a ciência não é invulnerável, como também a religião, em si, não ó é. O que é invulnerável em matéria de religião é a "fé que nos foi confiada como um dom a ser guardado e cultivado" (Judas 3, Bíblia Ave-Maria). No bojo desta fé está o Criador, a criação, a necessidade de remoção do pecado, o nascimento virginal de Jesus, seu sacrifício vicário e sua ressurreição, a glória vindoura e a revelação.

São os próprios homens da ciência que alardeiam seus equívocos, suas limitações e até mesmo suas fraudes. O jornalista Hélio Schwartsman um judeu ateu, como se declara -, em outubro de 2012, baseando-se na revista Ciência, diz que “a ocorrência de fraudes em pesquisa médica cresceu dez vezes mais de 1975 para cá". Ele receia que isso "seja apenas a ponta do iceberg do problema" (Folha de São Paulo, 5/10/2012, A2). Duas semanas depois o médico Drauzio Varella, mais conhecido por seus livros do que pelo seu consultório, cita a declaração de 150 anos atrás de Oliver Holmes, segundo a qual, "se toda a matéria médica, como hoje é empregada, fosse afogada no fundo do mar, seria muito melhor para a humanidade - e muito pior para os peixes" (Folha de São Paulo, 21/10/2012, E14).

Outro dia, Marcelo Gleiser, professor de física teórica dos Estados Unidos, no artigo intitulado A terceira revolução copernicana (Folha de São Paulo, 30/9/2012), listou uma série de descobertas científicas envolvendo o universo que foram sendo substituídas sucessivamente umas pelas outra. Houve um tempo em que a ciência dizia que a Via Láctea era tudo o que existia. Pouco depois, outro cientista afirmava que a Via Láctea era apenas uma entre "centenas de milhares" de outras galáxias. Hoje - diz Gleiser - "sabemos que existem centenas de bilhões de galáxias". A terra, o sol e a Via Láctea já foram considerados o centro do universo. A tendência hoje em dia é dizer que o nosso universo não é o único, mas um entre incontáveis outros.

Na metade do século passado, dez mil recém-nascidos em todo o mundo, especialmente na Alemanha, nasceram com graves deformações vítimas de um dos maiores erros da história da medicina. Só agora, cinquenta anos depois da tragédia, é que o laboratório Grünenthal, o fabricante da talidomida, pede desculpas ao mundo. Uma das vítimas brasileiras é presidente da Associação Brasileira de Portadores de Síndrome da Talidomida (ABPST). Cláudia Marques Maximino nasceu em 1962 sem as duas pernas e um braço. Ela é pós-graduada em recursos humanos.

Esses "novos horizontes" não surgem no terreno da fé: há mais de dois milênios não houve alteração alguma na “fé que os santos receberam de uma vez para sempre". Essa herança de convicções religiosas não vem por meio de fatos matematicamente comprovados, como se tenta fazer na ciência. Ela é formada a partir de revelações da parte de Deus. Pela via cientifica ninguém acreditará, por exemplo, na concepção sobrenatural de Jesus, no perdão de pecados por meio do sacrifício vicário de Jesus, na ressurreição dos mortos, em novos céus e nova terra. Mas, pela fé, essas convicções podem e devem existir.

O TESTE DA FÉ

Em alguns momentos da vida, nos deparamos com incertezas sobre as coisas em que acreditamos, sobre a inexplicabilidade de fenômenos naturais ou até mesmo sobre a própria existência de Deus - se Ele de fato existe ou se isso não passa de uma fantasia. Acredite, cientistas que passaram anos estudando tiveram a mesma dúvida; outros nem sequer apostavam ha hipótese de que as respostas para suas perguntas estariam em Deus, porém descobriram o contrário.

Ao longo de o Teste da Fé (que vem acompanhado de um DVD, um documentário sobre a relação entre fé e ciência), o leitor encontrará dez testemunhos de cientistas que vieram à fé e de cientistas que jamais a abandonam, mesmo depois de submersos no mundo científico. Cada um deles fala um pouco sobre a maneira como foi apresentado ao cristianismo, suas primeiras reações e sobre seu próprio universo dentro da ciência, que varia entre astrofísica, biologia celular e molecular, neurobiologia, física matemática, ciências midiáticas e astronomia.

A suposição corrente hoje em dia de que fé e ciência não podem andar lado a lado não se sustenta. Acredita-se que, se um evento é provado cientificamente, qualquer explicação teológica sobre ele deve ser refutada. Da mesma maneira, se um milagre pode ser explicado cientificamente, ele já não é mais um milagre. Depoimentos como os dois cientistas Jennifer Wiseman, responsável pelo projeto de telescópio Hubble, e Alister McGrath (Teologia Pura e Simples, Ultimato, 2012), PhD em biofísica e professor de teologia histórica, relatados em O teste da Fé, mostram como a aversão entre ciência e fé pode ser desconstruída. (Grifo meu).

Por Fernanda Moreira. (Extraído da Revista Ultimato).







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sábado, 29 de junho de 2013

O MEU DEUS É DEUS DO IMPOSSÍVEL


“Não há limite para o seu poder agir,” são frases da canção que conhecemos e que cantamos em discurso de fé que nos anima a crer que todos os nossos problemas, necessidades e limitações terão soluções sobrenaturais extraordinárias conforme muitas narrativas dos textos bíblicos.

Sob nenhuma hipótese duvido do agir maravilhoso, extraordinário e sobrenatural de Deus nos nossos dias, mas tenho estado cada vez mais convencido que esse agir, muitas vezes, não é percebido, testemunhado ou qualificado como uma grande obra de sua poderosa mão por causa do modus operandi e dos resultados muito diferentes do que aceitamos como proveniente do seu agir.

Refletir novamente sobre esse tema, nessa perspectiva, tem haver com uma reportagem que assisti a qual me deixou alegre por entender que um cego voltar a enxergar como resultado de cura milagrosa nem sempre seria tão especial como a manifestação da graça de Deus sobre um homem cego dotado de dons, talentos e capacidade de trabalho de fazer inveja a qualquer pessoa sem deficiência alguma.

Lembro que já abordamos o tema sob outra ótica quando assistimos o vídeo de Nick, aquele moço que nasceu desprovido de braços, mãos, pernas e pés que vive sua vida e faz coisas impossíveis para nós.

No caso aqui, a reportagem descobriu no interior do Maranhão um chefe de família que ainda na infância foi acometido por uma doença que o privou da visão. Não consegui gravar o nome dele ou a cidade maranhense onde reside, fiquei, contudo impressionado com seu talento e capacidade de estar resolvido e ativo desempenhando uma profissão aparentemente impossível para um cego. Ele é a grande benção para os municípios que necessitam de um eletricista ou mecânico de veículos leves e pesados.

Desde cedo acompanhava o pai, insistentemente no expediente da oficina em que trabalhava; e apalpando as ferramentas, peças, sentindo o cheiro e ouvindo os ruídos se capacitou na escola prática a superar sua deficiência e de modo incrível ser capaz de prover o sustento de sua família.
Privado da visão desenvolveu a habilidade também de encontrar soluções para as dificuldades diárias de todos os que o procuram, como testemunhou sua esposa.

Graças a Deus por tão grande milagre e porque podemos crer em que os nossos corações sejam inclinados a uma fé também de atitudes.

No Senhor Jesus Cristo. Pr. Jair Rocha.


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

MAMÃE PARTIU FELIZ

Junho das chuvas; dos namorados; dos festejos; dos sanfoneiros animando as danças nos “arraiá"; dos balões enfeitando os céus; das quadrilhas; da esperança. Esperança de encontrar um par para a quadrilha, um par que fique para casar. Dizem que é o mês dos santos: Antônio; Luís Gonzaga; João e Pedro. É o mês das pamonhas; canjicas; milhos cozidos; pés de moleque; milho assado na fogueira e tantas ricas guloseimas. É o mês das saias rodadas, das blusas rendadas, das moças brejeiras, das bocas vermelhas, do licor de jenipapo do quentão e das simpatias e adivinhações. 


Um ano se foi quando entre esta apoteose de cores vivas, de sons vibrantes, imprensada em um carro que corria em alta velocidade, minha mente liberada, voava para o esquife onde encontraria talhada pela morte, em uma pedra de mármore, a mamãe. Lívida, tão pequena, a boca lugubremente calada. Não sei como estavam seus olhos, antes, tão expressivos... Não houve tempo para detalhes, as lágrimas banharam meu rosto, os soluços me sacudiram; entre lembranças, deixei que a levassem para o seu último leito.

Noventa e três anos de vida lhe foram, talvez, mais do que suficientes para que a natureza lhe baixasse a cortina. Ela voou para o seu repouso eterno. Não houve tempo de rir, de dizer adeus, de perceber lucidamente que sua alma partia. Com certeza, levada por anjos, ela despertou no Lar que tanto sonhou viver.

Todos os dias ela chega de mansinho a minha memória, e com gratidão eu louvo a Deus, porque ela não está mais aqui. Já não vejo seu corpo alquebrado, seus olhos cansados revolvendo o passado. Já não ouço seus suspiros profundos. Já não escuto seu silêncio paciente, pungente, esperando a hora de partir.

Sofrer, chorar por sua morte, seria evocar com saudades toda a sua dor. Seria de um egoísmo sem medidas, pensar apenas em mim. Escolho relembrar os hinos que ela gostava de cantar, entre eles especialmente este:http://youtu.be/grg9KpWqijI.



Seu corpo com certeza já está corrompido, mas o seu espírito está unido para sempre ao seu maior amor: JESUS. Até lá mamãe!

Por Guiomar Barba.
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sábado, 1 de junho de 2013

AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA A IGREJA DE CRISTO




Nunca a Bíblia, nem o cristianismo, nem a igreja evangélica foram tão criticados, questionados e escarnecidos, como nos dias atuais. Por outro lado, nunca houve êxodo tão constante e com tanta multiplicidade, das igrejas, como nos dias atuais.


 Porque as doutrinas elaboradas por homens, conforme os seus interesses próprios, se somaram em detrimento das inúmeras ovelhas carentes da sã doutrina, de mensagens que lhes responda aos anseios do espírito. Cansadas e famintas essas ovelhas, que não pensam em utilizar o tempo buscando por si só as revelações do Espírito Santo e a comunhão com o Pai, ignoram que, como diz Paulo: Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.


 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,"(Efésios 4.9-13).


 Portanto, enquanto se deslocam de um lado para outro, famintos, sem discernimento, estarão a mercê de falsos mestres. E estes, na ânsia de poder e riquezas, criam todo tipo de invenções, para satisfazer suas ambições. Ao inverso do que admoesta o apóstolo Paulo, tais ovelhas continuarão  como "meninos inconstantes, levados em roda por “todo o vento de doutrina”, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente."(4.14).



São estas ovelhas também responsáveis, portanto, pelo alimento dos comerciantes da fé, dos judaizantes, dos “teatrólogos”, dos inventores de novas doutrinas, com o prejuízo de não crescerem em Cristo, que é o cabeça. “Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”. (Efésios 4:16).



Por este motivo, tantas ovelhas estão amarguradas, apostatando da fé, afastadas do convívio com a irmandade, cheias de revolta contra Deus, como se Ele fosse responsável por suas escolhas espirituais. Muitas odiando as igrejas, pondo-as todas em um mesmo barco. 


Trago aqui, para o nosso crescimento, um comentário feito pelo Dr. Rodrigo Luz, no blog Logos & Mytos:

“Sem querer que nos percamos debatendo a história do cristianismo já que temos aí preocupações bem práticas na atualidade, mesmo assim vejo uma razão bem interessante para examinar o NT. Observe, que todos os evangelhos mencionam Jesus frequentando as sinagogas de sua época, indo a Jerusalém nas festas do seu povo e não se omitindo diante dos equívocos cometidos pelos líderes do judaísmo (sacerdotes e fariseus). Possivelmente ele até viesse de uma família de fariseus e tinha até uma identificação doutrinária com esta facção no que diz respeito à crença na ressurreição. Porém, foi capaz de divergir das práticas hipócritas dos religiosos a ponto de sofrer perseguições.



Em algum momento Jesus disse "não sou mais judeu e não quero nada mais com a sinagoga"? De jeito nenhum! Antes ele recebeu os convites para ir na casa dos fariseus e entrou nas sinagogas deles para pregar e curar os enfermos. E levou chumbo grosso por causa do seu amor pelas "ovelhas perdidas da casa de Israel" desprezadas pelos religiosos. 


[...] Por exemplo, veja como Francisco de Assis suportou as perseguições na Idade Média pela causa dos pobres. E, na América Latina, como que os grupos da Teologia da Libertação conseguiram resistir apesar do "cale-se" da cúpula romana e dos governos militares passados?

E o protestantismo? Lutero, Calvino e os ingleses não saíram de uma igreja para fundarem outras? Por acaso conseguiram romper com o sistema do qual faziam parte? Pois eu digo que os evangélicos são meros católicos apostólicos protestantes. Só não se sujeitam ao patriarcado de Roma!



Por essas e outras, acho difícil que a Igreja consiga ficar totalmente livre da igreja. Isto me lembra a parábola do joio e do trigo contada por Jesus. E, enquanto a igreja será sempre esse edifício em ruínas, a Igreja (com "i" maiúsculo) não deixará de existir como o novo, o corpo de Cristo agindo na Terra. 

Paz”

Ou seja: a igreja invisível de Cristo não conseguirá ficar livre da igreja que está semeada de joio. Esta igreja invisível, só é conhecida por Jesus. É exatamente dela que Paulo fala: 


Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. (Efésios 5:25-27).

Por Guiomar Barba.





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