quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

JESUS PODE EMPATIZAR CONOSCO?



E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.” (Mateus 9.36).

Tenho lido algumas pessoas objetando que se Jesus não pecou, não tem como compreender nós os pecadores; que se Ele não viveu as mesmas ambiguidades nossas não está capacitado a nos auxiliar nas nossas fraquezas.

Lembro-me de que quando missionária, solteira, era procurada por mulheres idosas, adultas e jovens; homens casados de diferentes idades, que confiavam em mim para abrirem os corações em busca de ajuda para os seus matrimônios em crise, sempre provocada por equívocos de ambas as partes. Por conhecer ao Senhor e vivenciar a Sua palavra, eu podia não só empatizar com tais pessoas, como também ajudá-las a harmonizar suas vidas.

Ouvi muitas jovens que foram estupradas pelos pais ou algum parente. Doía meu coração que, ao ouvi-las, também era estuprado. Em consequência sentia profunda empatia por aquelas vítimas. Fico sensibilizada com algumas delas que conseguiram superar o trauma.

Quantas lágrimas secamos dos olhos de pais estraçalhados pela dor de ver seus filhos entregues às drogas, ao álcool, à delinquência ou ao homossexualismo. Centenas ou milhares destes jovens foram restaurados e hoje distribuem o que receberam, trazendo-nos indizível alegria.

Muitas vezes levamos esperança de vida eterna para pessoas cheias de culpa nos seus últimos momentos de vida e colhemos a alegria de vê-las enfrentar este fim com paz.

Inúmeras vezes ouvimos o coração de mulheres e homens que praticaram adultério e estavam confusos em seus sentimentos entre razão e culpa. Não foi necessário, como nos casos acima citados, que eu tivesse experiência prática no assunto para que fosse possível identificar-me com aqueles amigos e ajudá-los.

Ora, se nós, repletos de ambiguidade, somos capazes de empatizar e ajudar com inteligência e sabedoria aqueles que vivenciam desventuras que jamais nos atingiram, como poderemos desconfiar que o criador do homem, que tomou sobre Si todas as nossas iniquidades desde a eternidade, não estaria apto para nos compreender? Esta ideia se dá ao fato de limitarmos Jesus a nossa humanidade decaída.

O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” (1 Pedro 2.22).

É interessante nos lembrarmos de que as pessoas que acusaram a mulher pecadora diante de Jesus e tinham também pedras nas mãos para apedrejá-la por seus pecados estavam cheias de culpas. Concluímos que para empatizar com o pecado de outro é necessário, sermos honestos e conhecermos a nossa própria escuridão e com razão diz o escritor sagrado: “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, SEM PECADO.” (Hebreus 4.15).

Entendemos que o divino em Jesus resistiu às tentações da carne e que, através dEle, o divino em nós, também podemos dizer não ao pecado. “E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” (Gêneses 4.7).

Por Guiomar Barba.






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4 comentários:

Pr. Anselmo Melo disse...

Que ótimo conhecer mais um espaço onde a palavra de Deus é anunciada. Desejo a você meu irmão um 2013 abençoado. Que Deus continue usando esse espaço para a propagação das boas novas de Cristo
Pr Anselmo Melo
www.pranselmomelo.com.br

Guiomar Barba disse...

Pr. Anselmo, que grata surpresa encontrar o seu comentário.
Obrigada pelo estímulo. Desejo-lhe também que o senhor e o seu ministério sejam ricamente abençoados no ano de 2013. Que muitas vidas sejam resgatadas e saradas através da sua ministração.
em Cristo, Guiomar Barba.

Carluca disse...

Muito boa a comparação, Guio!
Realmente, temos a tendência de limitar Jesus à nossa incapacidade e se mesmo nós em nossa incapacidade, sentimos empatia, muito mais Ele não a sentiria?

Guiomar Barba disse...

Carluquinha, saudades das suas correções. rsrs

Pois é amigo, tem muita gente querendo encontrar pecados em Jesus, talvez, para sentir-se aliviado das suas culpas...

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