quarta-feira, 6 de março de 2013




PAPEL QUEIMADO

 Henry Ward Beecher escreveu que: “O perdão deve ser como um bilhete cancelado – rasgado em duas partes, queimado, para que não seja usado contra outra pessoa.”


“Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para Mim, porque Eu te remi. (Isaias 44.22).


O perdoar é mais uma questão de determinação na mente, independente dos nossos sentimentos, ou seja: a ferida poderá está ainda aberta dentro de nós, sem sequer sabermos por quanto tempo durará, mas a nossa mente estará capacitada a agir segundo a mente de Cristo, que nos liberou o perdão, mesmo antes de nos arrependermos.

 Foi exatamente o que Jesus fez na cruz, nos liberou o seu perdão quando ainda éramos pecadores, deixando-o a nossa disposição para usufruirmos dele, quando o nosso coração fosse quebrantado para recebê-lo.

 Liberar perdão nem sempre deve significar que as lembranças do mal que nos causaram, foram apagadas ou amenizadas. No entanto, a nossa disposição de perdoar e amar, é o termômetro que indica o calor da nossa comunhão com Deus, além de que, fortalece-nos para enfrentarmos o dia do confronto com a pessoa que nos causou as feridas e nos traz a paz de sabermos que podemos orar o Pai Nosso, sem hipocrisia: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores...”

Costumo fazer um teste comigo mesma, da seguinte forma, para saber se meu coração sinceramente perdoou as pessoas que me feriram: Penso nelas em uma situação difícil, sofrendo algumas das dores que nos traz a vida, necessitadas de ajuda; se o meu coração se enternece e na minha mente corro para socorrê-las, sem pensar em represálias ou mágoas, percebo que percorri todo o caminho em direção ao perdão, mas se as largo pensando que outros poderão socorrê-las, meu coração está totalmente endurecido para o verdadeiro amor que perdoa. Então clamo a misericórdia do Senhor, procuro pensar nas minhas próprias mazelas, e o quanto fui amada e perdoada; consigo então, as forças necessárias para interceder por aquelas pessoas que me magoaram.  Nem sempre é um processo fácil, a natureza carnal guerreia contra o nosso espírito que foi quebrantado pelo Espírito Santo de Deus, mas o nosso espírito vencendo as obras da carne, conscienciosamente vai escolher a atitude correta que é perdoar em amor.

“E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.” (Marcos 11.25).

Por Guiomar Barba.






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Um comentário:

Anônimo disse...

Amém. Cris soares

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